Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ANIVERSÁRIO


BLOG TAMBÉM ANIVERSARIA!



HOJE é festa. Festa para comemorar o ano que passou. Não o comercial, tampouco o letivo, menos ainda, o funcional. O ano a que me refiro é aquele de uma convivência, muitas vezes, sob a aparência de monólogo. Exceto pelo fato de não se ouvir vozes, mas, com algo bem mais comprometedor: a palavra escrita. Aquela que é difícil esquecer e que, mesmo se apagada, deixa seu rastro por onde passou.




Neste blog viaja-se através de temas atuais, datas comemorativas, Mitologia, Filosofia, Psicologia, Educação, História, Literatura, Direito, Religião. Pois é, no decorrer desse ano foram muitas as viagens, incluindo à Grécia antiga, Roma, as cidades nórdicas mitológicas, a Índia e o Taj Mahal. Igualmente foram observadas as mais belas jóias, os mais caros diamantes, os perfumes que encantam o mundo, mulheres que mudaram a História, a Realeza Britânica... A título de referência, personagens ilustres tais como Paulo Freire, Nietzsche, Freud, Rosa Luxemburgo, Chanel, Madre Tereza de Calcutá, Clarice Lispector e muitos outros. 



Ainda há muito a ser dito. Mas, como falei a início, este momento é de comemorações. O Blog começou quase que por acaso. As amigas sussurrando sobre tornar-me blogueira, a nora, a filha, o genro, todos incentivando. Até que, em 17 de janeiro, há um ano, coloquei no ar "A Espada de Dâmocles"! Com nome e conotação totalmente direcionados. Nos lembrar que estamos sempre por um fio. Foi um bom ano, como diz a música de Roberto Carlos, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”

Mas, como sou pretensiosa trago para vocês:


A sabedoria de 

                                                           MAHATMA GANDHI

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”

A sensibilidade de


“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

A licença poética de

                                                ANTOINE DE SAINT-EXUPERY

“É isso que faz a beleza do deserto: saber que existe um oásis e que estamos caminhando em sua direção.”

A música em forma de Poesia:


As rosas não falam.Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

A música em forma de 
VIAGEM 



Oh tristeza, me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar.

Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe, lá do fi do mar.

Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas vai escondida
Querendo brincar.

Senta nesta nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
Traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas
Minha poesia, dançam nossa valsa
Pelo céu que um dia
Fez todo bordado de raios de sol.

Oh poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza de jardins-do-céu

Mas pode ficar tranqüila, minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela-guia
Num clarão de lua quando serenar.

Ou talvez até, quem sabe
Nós só voltaremos no cavalo baio
O alazão da noite
Cujo o nome é raio, é raio de luar.

GENTE, OBRIGADA PELA ATENÇÃO.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PROMESSAS BEM INTENCIONADAS



ANO NOVO



Todo  ano  a mesma coisa. Tenho a absoluta certeza de que farei diferente no ano vindouro. Quero tomar as rédeas de minha vida. Não posso adiar algumas coisas. Inclusive, dominar esta forte tendência ao drama, que me leva do riso às lágrimas sem pagar passagem. Em mim o sério e o caricato habitam um mesmo texto.  Mas, vejamos as fortíssimas decisões. 



A primeira e a mais prometida dentre todas é a dieta. Dieta? Não eu não preciso. Quando muito uma reeducação alimentar. Leve. Nada de radicalismo, o preço é muito alto para o organismo e sempre nos é devolvido em dobro. Farei o seguinte: evitarei massas, com moderação é claro, pois quem resiste e consegue ficar, o tempo todo, longe de uma boa pizza, uma gostosa macarronada?  E o que dizer de uma suculenta lasanha? Pegarei leve, diminuirei o tamanho do prato e aumentarei o peso do garfo, essa combinação é muito chata: prato pequeno e garfo pesado, conclusão: não dá para comer muito.




Farei todos os trabalhos que estão esperando uma vaga na minha "assoberbada" rotina. Serei rápida e produtiva. Mas, tudo dentro de uma boa margem de segurança, afinal a pressa é inimiga da perfeição. É evidente que terei o máximo cuidado para não deixar que a urgência baixe a qualidade do serviço ofertado. Pensando melhor, farei uma triagem e trabalharei dentro da normalidade. É mais tranquilo, mais sensato.



Desculparei as afrontas recebidas. Buscarei aquelas criaturas ofensivas como se nada houvesse acontecido. Mostrarei para elas o quanto sou “magnânima”, pois é assim que deve proceder uma cristã verdadeira. Algo, entretanto, acendeu uma luzinha vermelha. Não sei bem o que é. Meu cérebro insiste em colocar de sobreaviso o meu instinto de preservação. E aí? Se alguém não entender o meu gesto grandioso? Pior, se o fulano ou as      fulanas acharem que eu, finalmente, reconheci que estou errada e a minha atitude é uma confissão.  O mais conveniente é aguardar o desenrolar dos fatos. Ficarei observando.



E as providências que vem sendo continuamente adiadas? É impossível não resolver as pendências, enfim tenho que fazer o ano novo acontecer diferentemente do que se despede.  Pois é, aquela organização no guarda roupa faz meses que está para acontecer. As roupas que não uso faz anos. As bijuterias, antigas que só vendo.  Uma lembra um período em que era solteira, fazia faculdade e comprei em Goiás – Buriti Alegre; outra lembra quando engravidei de meu filho que já está com trinta e dois anos. São várias e trazem à memória pessoas e histórias. Mas vou descartá-las, acho que vou.

E a retirada dos comprovantes de pagamentos realizados – há bem mais de cinco anos e que venho planejando há tanto tempo? Não gostei. Usei o gerúndio que é quase igual à eternidade. Não é bom sinal colocar o famigerado tempo verbal em relação às ações que devemos intentar. Agora ficou melhor, senti firmeza. O presente do indicativo seguido de infinitivo significa algo atual e imediato. Uma ordem! Vou retirar os pagamentos velhos, rasgar e queimar para não ter a má ideia de retorná-los para a caixinha onde estavam guardados. Minha única dúvida está em que pode ocorrer uma pane nos computadores das empresas e aí, como posso comprovar o meu pagamento? Tenho que pesar e medir as minhas pretensas futuras atitudes.



Nada como ter planos para o Ano Novo. Há anos planejo caminhar. Até comecei, mas, chegou o inverno e com ele as chuvas, a gripe, o cabelo molhado, não deu certo. A chegada do verão coincidiu com total desânimo. Penso que dois mil e treze será um bom ano para caminhar. Primeiro um bom tênis. Aí começa o drama: detesto tênis. Tenho que superar tal situação e, imaginar a roupa ideal para caminhada já oferece uma válvula de escape.  
Está decidido: caminhar será uma das minhas decisões para o futuro, mas, tem que se logo, antes que o inverno chegue.



Ah, tem algo que não posso deixar para mais tarde. Preciso ler mais, o tempo passa e a necessidade de fazer uma reserva mental não pode ser procrastinada (pois é, uma olhadinha no dicionário já ajuda) com desculpas  rotas de que não tenho tempo. Também tem a musculação. Não pensem bobagens, não tenho cara de quem pega peso;  falo de exercício para o cérebro, a minha preferência é palavras cruzadas, gosto de “Coquetel”, Desafio, assim tenho excelente desculpa para ficar rastreando na memória o conhecimento necessário para resolver questões sem nenhuma importância, salvo, revascularizar meus neurônios. Adoro, entretanto não consigo aumentar minha “produção”. No próximo ano é claro que farei em dobro...sei que farei...pelo menos tentarei.



Sim há uma sábia resolução a caminho. Não que eu seja compulsiva ou deselegante. Mas, sabe aquele costume que muitos têm de fofocar? Pois é, não      quero saber de fofocas. Por favor ninguém venha me contar coisas dos outros. A vida alheia para mim é tabu; não quero saber nada...exceto, se for alguém muito famoso ou, aquele político que de tão mentiroso já virou chacota ou, aquela “madame” que vive de passado, aquela funcionária que se acha mais poderosa do que a ex-chefe do Gabinete da Presidência da Republica em São Paulo. Bem, casinhos fortuitos, namoricos, birras, essas coisinhas que movimentam o disse me disse não farão parte do Ano Novo. Tenho certeza.

Coisas boas virão. Estas acontecerão realmente. Quero respirar fundo cada vez que algo me aborrecer e avaliar se vale a pena me deixar perturbar. Lembrar como a vida é um maravilhoso dom Divino. Buscar soluções. Aproveitar a beleza desse imenso litoral que nos margeia e sentar calmamente olhando o mar, renovar as energias ante tão marcante expressão da natureza.  Agradecer a DEUS pela vida, pela família, pelos amigos, pelo trabalho, por tudo o que fiz e o que não fiz. Por ter dito sim na hora certa e ter tido a coragem de dizer não quando deveria.




Quero rir, rir muito. Não aquele sorriso tímido, preocupado com os olhares, com as críticas. Rir com o corpo e alma, gargalhar deixando a alegria contagiar todo o ambiente.  No Ano Novo, não importam as decisões tomadas e jamais executadas; os bons propósitos que nunca são realizados ; o pedido de desculpas que morre na garganta; a mão que permanece inerte quando deveria ser estendida, se podemos, como diz a canção, fazer novas todas as coisas.  




A todos um ANO NOVO repleto de PAZ, SAÚDE e REALIZAÇÕES.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CLARICE LISPECTOR


PERTENCER

Houve entre nós, por pouco mais de cinco décadas, uma criatura que se lapidava a medida  em que fazia suas opções. Uma escultura viva, moldada por um vivente que foi a um só tempo criador e criatura, incansavelmente  mergulhada em seu íntimo buscando respostas às suas indagações.  A  ininterruptas inquietações. 


Exercia a crítica não somente no sentido de separação, mas e principalmente de partejamento, de fazer aflorar a verdade, sempre focando a essência até mesmo se para isso fosse necessário refazer caminhos, ideias. Acreditava que tênues limitações justificariam uma liberdade que a levasse a respostas, naquela conjuntura, definitivas. 


Com uma atitude que poderia ser erroneamente entendida como inconstante , essa Ucraniana perseguiu, a exaustão,  o âmago de suas personagens, imiscuindo-se  em seus cérebros,  tentando apreender  todo o pensar, o agir, os intricados processos de funcionamento da psiquê. Em sua obra  o enredo é de somenos, tudo gira em torno dos atributos mentais, psíquicos de cada uma das figuras criadas para dar vida aos seus escritos. Assim Clarice via as suas criações literárias:
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
"A descoberta do Mundo" , seleção de Crônicas originalmente publicada em coluna semanal assinada pela escritora, no Jornal do Brasil, no período compreendido entre agosto e 1967 e dezembro de 1973 nos trouxe "Pertencer", que mostra a dualidade, o tênue equilíbrio e a genialidade da autora, senão vejamos:


"Pertencer

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
 
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. 


Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.


Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. 


Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. 


Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. 


Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. 


Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. 

No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.


Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. 


A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!"


Clarice Lispector, no mínimo será inspiração aos que não se contentam com o óbvio. Uma mulher fantástica que conseguiu conviver e usar sua doença para melhor desvendar a alma humana. Uma escritora que explorou o existencial, fragmentando-o, indo ao fundo de seus personagens como se mergulhasse em si , exigindo respostas. Difícil, porém, fascinante!





quinta-feira, 1 de novembro de 2012

QUINZE ANOS DE SAUDADES!

FAZER MEMÓRIA 



  
Como entender o tecido do tempo que se encarrega de diluir nosso sofrimento, embaçar nossa lembrança, enganar a memória e, ainda se atribui a autoridade de nos fazer viver, sorrir, crescer, apesar da dor. O tempo que segundo Machado de Assis “...é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro."

Pois bem, o tempo de que falo teve hora marcada, possivelmente num outro nível, num mundo espiritual, onde fora definido o dia 30 de outubro de 1997, pelas 04:00 horas. Poucos sabem o que significa a experiência vivenciada naquela ocasião.


A história vale, e muito, uma retrospectiva. Durante vinte e quatro anos vivemos a emoção de termos conosco, como sobrevivente de um primeiro infarto, a figura querida e carismática de meu Pai. Homem simples, nascido numa fazenda no Município de Sapé, no ano de 1924, sendo um dos nove filhos do agricultor Severino Henriques e da dona de casa Beatriz Maria do Espírito Santo que recebeu, na Pia Batismal, o nome de Álvaro Henriques David.

Colhi, através de diversos depoimentos, que foi uma criança esperta, cheia de vida e de idéias, um aluno aplicado e um filho cujo amor transcendeu a esfera das aparentes afeições. Das histórias de sua infância, trago na minha mente, o seu zelo para com o trabalho e com as coisas da família, uma vez que aos oito anos de idade o seu pai já lhe confiava a contagem e vigilância dos frutos  que vendia em sua fazenda, Quem conviveu com meu pai, conhece bem a história dos caminhões de laranja, tantas vezes repetidas que nos já sabíamos de cor..   

Interessado, vigilante, sentiu-se fortemente atraído pelo saber. Estudou em escola simples, do interior, até o exame de admissão. Entretanto, para o nosso orgulho e admiração transitava, tranquilamente pelo universo dos cálculos, da álgebra, da trigonometria e de outros; os números não tinham segredo para ele. Lembro que a minha irmã Socorro, hoje Engenheira e Servidora Pública Federal, em sua luta constante com a disciplina Cálculo, sempre podia contar com nosso Pai que, para ajudá-la, demonstrava toda a sua aptidão para a famigerada matéria.



Assim, aquele que fora aluno de “Seu Ferreira”, famoso e temido mestre-escola de Sapé, reproduzia com acerto e boa pronúncia, frases inteiras em inglês; possuía uma grande capacidade de interpretação e síntese, guardando de memória trechos enormes e poemas trabalhados na sua infância. 


Dessa escola forjada no desejo do velho mestre, lembro que meu Pai falava com orgulho de ter sido um aluno querido, jamais ter levado um só bolo (castigo aplicado com uma palmatória) ou mesmo ficado de castigo, ajoelhado sobre milho  ou com o rosto encostado na parede como era de costume na época  Não, meu  Pai não veio ao mundo à passeio, sempre teve uma missão e essa compreendia, entre muitas coisas, não deixar de ajudar a quem necessitasse.   

Aos dezoito anos sofreu o seu primeiro e maior revés, ficou órfão de pai, cuja perda se deu em virtude do agravamento da Diabetes, doença que vitimou meu avô aos quarenta e poucos anos, deixando uma profunda marca e da qual papai jamais se dissociou. Nos acostumamos, desde crianças, a reconhecer o dia vinte e quatro de julho, pela tristeza que o acometia, durante todos os anos de sua vida, nessa data o vi, muitas vezes,  com lágrimas, silenciosas, que desciam por seu rosto.


A vida mais uma vez seguiu o seu curso. Meu Pai conheceu o amor de sua vida, também em Sapé, cidade que tanto amava. Casou com mamãe, menina rica, que estudou interna, no Colégio Nossa Senhora do Rosário, em Alagoa Grande, dirigido por Irmãs Dorotéias, Ordem fundada por Madre Paola Frassinette, e que tocava piano e lia em Francês. Todavia, todo o projeto de educação que a levou a diplomar-se no Curso Normal, aos dezesseis anos. O status de Professora não foi obstáculo para que se enamorasse, profundamente, daquele amigo de infância e que se tornaria seu marido, pai de seus cinco filhos e o grande companheiro de sua vida por quarenta e oito anos.

Pai extremamente dedicado aos seus filhos. Dono de uma visão fantástica.Tendo estudado apenas até o Exame de Admissão ao Ginásio, preocupava-se sobremaneira com a nossa formação, inclusive, a escolar. Assim, cada um de nós começou a sua peregrinação, de Santa Rita para João Pessoa, aos cinco anos de idade quando iniciava seu aprendizado na Capital. As mulheres no Colégio Nossa Senhora de Lourdes – as Lourdinas, e meu irmão mais velho no Colégio Arquidiocesano Pio XII. Lembro que minha irmã mais nova, Socorro, era tão pequena e achava tão difícil acordar as cinco e trinta da manhã que, somente após estar totalmente vestida era despertada e, quando acomodada para fazer o trajeto de uma cidade a outra,  normalmente o fazia dormindo até o colégio.


Sem qualquer formação específica, papai usava conosco a terapia do amor.  Incentivava a cada um de nós a buscar o crescimento interior, a cultuar o amor a Deus, o respeito ao próximo, a sermos honestos e éticos. De uma simplicidade nata tinha grande devoção ao Nosso Senhor do Bonfim e a Nossa Senhora da Penha. Lembro que insistia conosco, suas filhas para que nos dedicássemos aos estudos pois, apesar de entender que todos precisavam constituir uma família, dizia sempre que o melhor marido de uma mulher era a sua autonomia econômica e financeira.

Não permitia que brincássemos fora de casa. Minha mãe, na sua visão de mestra, influenciou-o a adquirir  excelentes obras que encheram a nossa infância e adolescência. O nosso imaginário foi invadido por gente como Aliéksei, Ivã e Dmitri Karamazovi, Anna Karenina, Lady Chatterley, ao  tempo em que o faziam, também, o Pirata Barba Negra, Robson Crusoé, Tarzan, Capitão Rodrigo, Ana Terra, Gabriela, Guma, Vadinho, Dona Flor , Pato Donald, Mandrake, Zorro, O Fantasma e os Pigmeus, Zé Carioca que conviviam tranquilamente com Emília, Narizinho e tantos outros personagens. Para meu Pai esse era um mundo maravilhoso e no qual ele fazia questão que nós entrássemos pela porta da frente.

Dele tenho as melhores lembranças. O amor que nos dedicava, o apelido carinhoso de “Londrina”, o gosto pela música de cantores e compositores nacionais que preferencialmente reverenciavam o romântico, o regional, os sentimentos puros; a paixão pelos esportes com ênfase, primeiro ao futebol, destacando os times de seu coração: Botafogo da Paraíba e do Rio de Janeiro e o Santos de Pelé, como ele assim o chamava e, em segundo o Voleibol, objeto de sua paixão e que praticara quando mais jovem e a que incentivara  minha irmã mais velha - Paula e a mais nova - Socorro, ambas levantadoras e igualmente apaixonadas.

Entre os momentos mágicos lembro que ao fazer quinze anos recebi dele uma gargantilha de ouro, um vidro de Fleur de Rocaille, um livro do Pequeno Príncipe e uma meia fina de seda. Para ele se iniciava uma nova etapa da minha vida.


Assim era meu Pai. Amava cantar e se deliciava entoando os versos românticos da Deusa da minha Rua e Fascinação, músicas que o deslumbravam. Dançava dentro de cada ritmo. O seu excesso de peso desaparecia na hora de rodopiar no salão nos conduzindo, encantando, divertindo. Todas as filhas dançavam com ele. O faziam com alegria e prazer. Dança de salão, marchinhas, frevo, tudo lhe caia bem. A alegria se espalhava por seu rosto, cobria-se de suor, dançava com o corpo e a alma, como tudo o que fazia, cheio de dedicação, tenacidade, perseguindo uma aproximação com a perfeição.

Trabalhador incansável, testemunhei muitas e muitas vezes, por ocasião das festas de final de ano, o inchaço de suas pernas  e os seus pés cobrirem-se de bolhas, causados pelo longo período em que permanecia de pé ou pelo constante ir e vir, normalmente iniciado as três e trinta da madrugada quando ia para a padaria que, naquela época, trabalhava em três turnos, com três turmas e um único dono.


Cuidadoso com o seu produto o meu Pai jamais entregou seu negócio à administração de quem quer que fosse, cuidava ele mesmo de cada detalhe e jamais deixou de tê-lo pronto na hora determinada, independentemente da presença ou não dos trabalhadores. Foram incontáveis as ocasiões que ausente o mestre, meu Pai arregaçava as mangas e preparava o que chamava de fermento que era, na verdade, a preparação de toda a massa, com medidas e quantidades precisas, para que fermentasse e ao chegar os operários que dariam prosseguimento numa segunda fase encontrassem tudo na mais perfeita ordem. Assim era aquele querido e resoluto homem que amava seu trabalho, orgulhava-se de ser panificador.

Habilidoso no trato com os demais era orgulhoso da forma como se relacionava com seus fregueses. Tinha sempre uma palavra amiga, um gesto carinhoso para com as crianças, um jeito especial de ser e fazer amigos. Guardo muito nítida em minha memória as vezes que o vi sair de casa para transportar uma mulher em trabalho de parto, para socorrer um doente, para auxiliar financeiramente um necessitado. Não era mão aberta, não gostava de jogar fora aquilo que adquirira com esforço e suor, mas, sabia reconhecer a verdadeira necessidade.Proprietário de padaria ramo classificado como Indústria e Comércio, jamais teve uma condenação na Justiça do Trabalho. Num tempo em que o empregador era apresentado ante as varas trabalhistas, sempre como vilão o meu Pai apenas por duas únicas vezes adentrou a uma sala de Audiências, saindo de cabeça erguida e sem sofrer uma só condenação.

Os seus filhos homens, Álvaro e Fábio, sempre foram tratados com seriedade e amizade. Depositava no mais velho a mais profunda confiança, via-o como um homem de bem que realmente é, tendo um enorme orgulho daquele que se incluía entre as primícias de sua descendência. Ao meu irmão mais novo dedicou um amor característico dos “finais de rama”, era severo mas capaz de atitudes inusitadas quando o assunto era Fábio.


Ávido por informações tornou-se um devorador de jornais e boas revistas, dentre elas Seleções e Veja, sobre as quais mergulhava, estando sempre em dia com a notícia. Conseguiu junto com sua inseparável companheira que os seus cinco filhos obtivessem graduação em nível superior. Sorriu, vibrou, dançou e se emocionou cada vez que alguém conseguia concluir o seu curso. Esse era meu Pai, participativo, um esteio para sua família e a quem muitos buscavam nos momentos de dificuldade.


Quis o destino que um sexto infarto o levasse. Sofrera o quinto e em razão de tal fato permanecera treze dias hospitalizado. De volta a sua casa, o acompanhei juntamente com os meus filhos - Fred e Luzia, fechando o meu apartamento. O meu coração estava pesado, alguma coisa sugeria que seria diferente. Ele também pressentia,  me pedira, na  véspera de sua partida, na presença  de minha mãe que não o deixasse ir para a UTI, ali sofrera profunda solidão pela falto de um rosto amigo; queria morrer em casa, em seu quarto, em sua cama, cercado por seus familiares.

Deus atendeu as suas preces. Na madrugada de 30 de outubro de 1997, descansava de um dia corrido onde trabalhara na PGE, durante a tarde e no Colégio e Curso Integral, ministrando aulas num cursinho noturno, preparatório para Concurso Público na área Jurídica; me sentia sufocada. Por volta da meia noite o surpreendi de pé, necessitava ir ao banheiro e tomar água. O acompanhei e seu olhar me disse claramente que permanecesse fora, respeitasse aquele momento seu, de fora, com muita apreensão esperei que terminasse e com muito cuidado o conduzi até a sua cama. Perguntei-lhe: “Papai o senhor precisa de mais alguma coisa? Ele me olhou com aqueles olhos castanhos, tão doces e disse, não minha filha vá descansar. Jamais poderia imaginar que seriam as últimas palavras que trocaríamos, ele que amava a vida, as flores, os pássaros e os seres humanos esta próximo a nos deixar.

Adormeci. Ao meu lado minha filha e num terceiro quarto, o meu filho. Ambos adolescentes e tendo por referência masculina em suas vidas, o Avô. Acordei com o som de um gemido. Corri, encontrei no corredor o meu filho e fui acompanhada  de minha filha. Encontrei meu Pai com as pernas fora da cama e o dorso em posição muito incômoda. Mamãe ao lado dele parecia não acreditar no que se passava. Rapidamente pedi que Luzia a tirasse de lá sob o pretexto de ligar para meu irmão.

Rapidamente busquei o isordil, Fred amparou Papai encostando –o em seu peito, olhando em seu olhos coloquei o comprimido sob a língua, segurei seu queixo por alguns instantes e permaneci com sua mãos entre as minhas acariciando-o, vi a vida ir aos poucos fugindo daqueles olhos tão gentis e especiais. Naqueles ínfimos segundos lembrei do que fora pedido pouco antes. Roguei a Deus misericórdia para meu Pai, mas, a dor e o sofrimento eram tão intenso que nada pode ser feito.

Meu irmão, médico, veio correndo a pé, de madrugada, apenas de calça de pijama. Do gemido para a confirmação do óbito foram intermináveis  dois minutos. O olhar de Álvaro não precisou de palavras, a lágrima silenciosa lembrou-me que era necessário despedir-se daqueles olhos e fechá-los para que visse melhor contemplando a eternidade. A dor rasgou o meu peito, suavemente fechei –os e , não sei de onde, tirei forças para agradecer a Deus pela misericórdia com aquele que foi um anjo em nossas vidas.

Mas, a dor não terminara. Como dizer a alguém que o amor de sua vida partiu? Como dizer a minha Mãe, tão frágil,  que o meu Pai se fora? Foi difícil, muito, muito mesmo.




A mim restou a certeza de que perdera uma parte importantíssima de minha vida. A sensação que tive foi a de que eu que já era pobre fiquei infinitamente mais pobre ainda pois perdera um dos tesouros de minha existência.

Hoje,  30 de outubro de 2012,  pela primeira vez em 15 anos, consegui escrever sobre o assunto, apenas sei que enquanto houver um resquício de vida, de sanidade em mim, jamais o esquecerei, jamais deixarei de ser grata por tudo o que recebi, o amor, a formação, os princípios cristão, a fé, a religião, o respeito aos outros, isso auferi  de um casal ímpar: Álvaro e Luzia, por quem agradeço e rogo a Deus todos os dia.




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

NOSSAS CRIANÇAS


DIA DAS CRIANÇAS!    


         OUTUBRO, de que não tenho as melhores lembranças, é um mês de muitas comemorações. Algumas são simplesmente prazerosas; outras benéficas por nos incitar à prática religiosa; há as que incentivam o comércio e há, ainda, aquela que é muito bem recebida pela classe estudantil, pelo menos entre os mais novos, pois significa um dia fora das salas de aulas.

         O nosso calendário de eventos é pródigo, todavia as festas mais significativas neste mês são: o dia 1º - Dia Internacional da Terceira Idade e Dia de Santa Terezinha;  dia 4: Dia da Natureza e Dia de São Francisco de Assis; dia 8: Dia do Nordestino; dia 11: Dia do Deficiente Físico; dia 12: Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças; dia 15, Dia do Professor; dia 18, Dia dos Médicos; dia 25: Dia da Democracia; dia 28: Dia dos Funcionários Públicos. As comemorações não são apenas as listadas. Entretanto, estas são as que mais chamam a atenção. Acredito que assim seja em razão do grande número de pessoas atingidas pela festividade.

ALEGRIA !

Mesmo tendo outros motivos, quero tecer minhas homenagens às crianças. Criaturinhas que enchem as nossas vidas de amor, alegria, esperança e, algumas vezes, de sentimentos contraditórios, pois as carinhas angelicais não combinam com as artimanhas. Enfim, todos nós fomos crianças e, de alguma forma, chantagistas, manhosos, exigentes, capazes de utilizar o choro como se fosse um troféu, mas sempre com muito charme, glamour.

COMPANHEIRISMO !
As crianças, com seu mundo mágico conseguem trazer aos nossos rostos um sorriso, quando nossa alma chora por dentro. Conduzem-nos pelo caminho da esperança quando esse sentimento parece ter nos abandonado. Suscitam em nós o desejo de resistir quando tudo nos incita à desistência.

                                                                INOCÊNCIA                                                                
Falar sobre crianças é fazer um registro existencial, com ênfase aos seus mais significativos encantos e suas mais profundas angústias. Uma fase de nossas vidas em que todos os dias vivemos sonhos e aventuras, cujas recordações tem o poder de resgatar a felicidade vivida aquela época. Quem, em sã consciência, é capaz de negar os risos largos e barulhentos ante um escorregão de alguém? Como refrear a sensação de alegria com as lembranças de festas de aniversários, de presentes ganhos, de carinhos, de dengos explícitos? Como ignorar brincadeiras tantas vezes repetidas e a sensação gostosa de ganhar os jogos, vencer o campeão, liderar a turma?

Pois é, as crianças têm, ainda, uma sinceridade cruel, capaz de exprimir o que sente e entende sem a lapidação sofrida e exercida pelo adulto. Dizer, inocentemente, que não gosta de alguém, que acha feia a namorada do tio, que não gostou do presente, que não quer ir dormir e sim ficar frente à televisão, no computador, enfim, dizer o que sente sem a menor preocupação de agradar a qualquer pessoa, esse é o mundo das crianças.


                                SINCERIDADE!                                     
Ser criança é olhar a vizinha, super maquiada, vestida no capricho e, inocentemente,  responder à pergunta: "Está me achando bonita? Não tia, muito feia...." : 

Na criança está o futuro da humanidade. Em todos os segmentos da vida humana há um lugar especial para os pequeninos. O nosso Mestre, Jesus, deixou-nos, por seus Evangelistas, registro de seu amor: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus.”  


                                              AMOR ÀS CRIANCINHAS                                                 
Nesse mundo globalizado no qual a tecnologia se excede a cada minuto e a moeda do momento é conhecimento, algumas verdades são inegáveis. Por mais tecnocratas que possamos nos tornar, por mais literatos que venhamos ser, por mais autossuficientes que sejamos, nada seremos, não iremos a lugar nenhum e, nos nossos corações, haverá  aridez e solidão se não nos fizermos crianças para amar incondicionalmente. O amor é a mola mestra que impulsiona a vida e os pequeninos são frutos abençoados desse sentimento divino. 

 ORAÇÃO PELAS CRIANÇAS:

Jesus, quando estáveis na terra quisestes que as crianças se aproximassem de vós, através de vosso infinito amor. Nós vos pedimos por todas as crianças do mundo, esperança da humanidade futura; por todas as crianças amadas e desejadas por seus pais; por todas as crianças abandonadas, órfãs e que não conhecem de fato o que é o amor; pelas crianças de rua, que não encontram um espaço digno de crescimento e desenvolvimento; pelas que não têm um lar que os acolha e lhes dê aconchego e proteção; pelas que são exploradas sob a ganância do dinheiro, do prazer e do poder; pelos filhos que não conseguem de seus pais educação saudável e cuidados básicos; por aqueles que não vos conhecem. Senhor, cuidai delas, nós vos pedimos. Tende misericórdia e fazei com que cresçam em tamanho, sabedoria, graça, diante de Deus, nosso Pai e diante dos seres humanos, nosso irmãos. Suscitai nelas, Senhor, a fé e o amor. Amém.

Texto circulante na internet - sem menção da autoria.

ALGUMAS DAS CRIANÇAS DA FAMÍLIAS !


ANA CECÍLIA


MARIA CAROLINA

PEDRINHO



JÚLIA

CHARLOTTE

MARIANA

RACHEL

DUDU

Vitória 
 


FERNANDINHO
MARIA
DANIELZINHO
ÁLVARO JOSÉ

CRIANÇAS MARAVILHOSAS:

FERNANDINHA
GIOVANNA



ANA CAROLINA
ANA ZÉA


GABRIELA
FRED, BATISMO


FRED
LUZIA, 04 MESES


LUZIA 05 ANOS 


LUÍZA 04 ANOS


JULIANA 02 ANOS


FRED, LUÍZA, LUZIA, JULIANA E FABÍOLA


ALVINHO E MANU


BIA, MANU E DANI
JÚNIOR

IURI

DANI E BIA


LÍLIAN





                                                   
É isso aí gente, com toda a certeza a melhor parte de nossas vidas. Pena que não consegui todas que eu queria. Não as esqueci, tentarei resgatar. A todos um grande beijo.
          
           AGUARDEM, VEM AÍ AS CRIANÇAS A PARTIR DA DÉCADA DE CINQUENTA.