Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PAIXÃO E SALTO ALTO

UM POUCO DE BRILHO!


Tenho tratado nesse convívio virtual, de temas os mais diversos possíveis. Alguns sérios, cheios de significados, outros apenas desencadeadores de paixões, sem maiores relevância, destinados a preencher um pouco do ócio a que nos impomos quando as obrigações nos sufocam, os deveres exaurem nossas forças e a responsabilidade torna-se um peso. Pois é, ninguém é de ferro.


É claro que pessoas torcerão o nariz ante tão estranha escolha. Outras ficarão curiosas, o que não significa aceitação e muito menos endosso ao tema. Acreditem, as vezes necessitamos nos deixar levar pelas asas da imaginação, sem compromissos, sem maquiagem, sem preocupações quanto a diversidade de opiniões.


Desde criança fui fascinada por sapatos altos. Olhava-os e me imaginava andando por toda a casa, saindo, indo a igreja, ao cinema, mostrando ao mundo que eu também podia  usar aquele símbolo de feminilidade, aquele algo mais que valoriza a silhueta, que nós dá a sensação de sermos mais altas, poderosas. 


Lembro que por evocar essas lembranças,  guardadas no fundo de minha alma, sempre fui condescendente com minhas sobrinhas, minha filha, netas e todas as crianças que, tendo acesso aos meus sapatos, repetiram um gesto tão meu, tão conhecido e que de tanto ser reproduzido ganhou um salvo conduto, passando a ser, gentilmente, tolerado.


O fascínio que o salto exerce não é privativo meu ou das crianças e mulheres de minha família. A humanidade desde há muito tem no salto alto um objeto de desejo. São inúmeras as versões que buscam esclarecer as origens do salto alto, entretanto é uma constante que esses, em todo o tempo, carregaram forte simbologia. Assim, foram usados saltos no Egito, na Roma antiga, na Turquia, no Japão, na China, na França ...,  sempre cheio de significados.



Longe do glamour, no Egito antigo eram usados por açougueiros que precisavam ter seus pés protegidos do sangue dos animais abatidos. Nos haréns e nos bordéis, da Turquia e China, eram instrumento de dominação, a beleza que por acaso  invocasse tornara-se neutralizada pela função de impedir fugas. O sentido estético fora  engolido pela repressão.


Entretanto somente veio a ser visto como marca registrada - forma de se vestir - a partir de Catarina de  Médici, cuja estatura baixa  a fez buscar sapateiros italianos, exímios artesãos que confeccionaram seus sapatos de forma a aumentar a sua altura e diminuir sua insegurança, pois o poderoso Duque de Orleans, seu marido e que, posteriormente, tornou-se rei da França, era alto, fazendo-a ainda menor e mais frágil. O sucesso dos saltos e sapatos da Duquesa, transformada em Rainha, mereceu um Decreto Real restringindo seu uso apenas à nobreza.


Mas nem tudo era dor ou horror. O salto, desde muito cedo, teve descoberta a sua verdadeira vocação. Por alguns períodos foi usados indistintamente, servindo a homens e mulheres, porém caminhou com a humanidade. Em determinado momento tornou-se eminentemente feminino. Fez a diferença, foi o luxo, a riqueza, o fetiche que separava as mulheres comuns daquelas que supostamente satisfariam desejos, prazeres,  distinguindo-as conforme a classe social.


Muitos séculos são passados e o sapato não desce do salto. Não pode, é impossível, ninguém em sã consciência é capaz de negar o seu poder. Sua história confunde-se, ora com a saga da mais antiga profissão - a prostituição; ora com o enquadramento social das pessoas, rico, nobre, pobre; ora com a fama e a elegância. 


O mundo do cinema, com destaque para Hollywood, criou mitos, popularizou estrelas, difundiu sensualidade e beleza, tornando o salto alto muito mais do que um coadjuvante, fazendo-o um acessório indispensável ao vestir. Cenas carregadas de  luxuria quase sempre detinham-se em pernas perfeitas, sob  sapatos de saltos finos e altos com o dom de estimular a imaginação de homens e mulheres. 


Num mundo dominado por homens, naturalmente donos de estatura maiores e mais fortes que a feminina, enclausuradas e até bem pouco tempo desestimuladas intelectualmente, sob o domínio de seus pais, irmãos e/ou parentes, coube à mulher  um papel de vilã, dissimulada. Seus anseios de liberdade patrulhados, diuturnamente, pelas figuras masculinas, usaram e abusaram dos saltos altos como forma de enfrentamento.  


Do alto daquele pequeno instrumento, misto de prazer e tortura, sente  e pode experimentar  o gostinho do domínio . Sim, por que algumas criaturas que envergam ditatorialmente calças masculinas, tornam-se, subitamente,  cordeiros, plácidos,   ansiosamente a espera de um olhar, de atenção e quem sabe, de um afago, vindo da dona daquele irresistível sapato vermelho, brilhante e com perigosos saltos agulha. E para que não digam que não falei de flores, de repente, pode ocorrer que no recinto, criaturas lindas transformem-se vermelhas de inveja.

A FANTASIA:

A REALIDADE: 


 A TORTURA:


 A DOR:


 A ACROBACIA:

 
O INIMAGINÁVEL:

 
 
 A BELEZA É FUNDAMENTAL : 

O BRILHO:


O FETICHE:


terça-feira, 28 de maio de 2013

HERÓIS OU BANDIDOS?





A CRUELDADE DO TEMPO.


A História Universal nos conta que através dos tempos a humanidade sempre teve inclinação para a construção de heróis. A Bíblia identifica personagens como Noé, Moisés, Davi, Sansão, Pedro, Paulo, João Batista e, também mulheres que se destacaram como Débora, Jael, Ester, Maria, Abigail e tantas outras. O traço comum dessas pessoas é ter colocado sua causa, a sua crença, acima de tudo e de todos, inclusive, de si mesmo, agindo estoicamente, sem deter-se ante os empecilhos.


A medida que o mundo foi evoluindo, o conceito de heroísmo se expandiu tomando visões diferenciadas; assim embora virtudes como a honestidade, a coragem, a ética, o equilíbrio, a busca e a prática  do bem, estejam presentes, como aspectos que tendem a ser um elo na construção de personalidades  heróicas , há sempre um catalisador que chama a atenção e repercute na história .




Assim o herói que abraçou uma religião, uma ideologia, a defesa de uma posição relevante para o momento histórico, apesar de festejado e reverenciado, por séculos, na velocidade ditada pela  atualidade, parece estar perdendo a simbologia que a simples menção de sua pessoa, de  seu nome,  acarretava.


É claro que nichos heróicos resistem ao desgaste do tempo, do natural distanciamento que a sociedade utiliza para sepultar atos, fatos e pessoas.  Aqueles que não mais conseguem traduzir uma densidade que os faça, indefinidamente, permanecer com o status que entrou para a história, vão perdendo a condição heróica e cada vez tornando-se vultos históricos desconhecidos ou apenas regionais. 


Adita-se ao natural despojamento da condição heróica, por falta de memória mesmo, as espoliações ditadas pelos donos da situação  e a ocasião que a sociedade atravessa. Houve um tempo em que personagens como Tiradentes, Ana Neri, Frei Caneca, José Bonifácio de Andrada e Silva, Pedro I, Anita Garibaldi, eram conhecidas, admiradas e havia toda uma preparação para que o heroísmo dessas pessoas fosse preservado. Todavia, ao que parece se volatizaram, perderam o elã.  São  estudados nas escolas, mas não se popularizam, não são personagens reconhecidas pelos jovens – que são donos do futuro.


Quem não preserva o passado, terá no futuro uma pálida idéia de suas origens, se a tiver. Entretanto, é comum  vermos tentativas de negar o passado, de tratar o que já ocorreu como se fosse um livro onde paginas foram escritas, não agradam aos leitores atuais e devem ser eliminadas.


Todos, de alguma forma, já ouviram falar em Adolf Hitler, racista e anti-semita, uma das criaturas mais repudiadas pela humanidade. O registro da morte de mais de 6.000.000 (seis milhões) de Judeus tornou o Presidente do Partido dos Trabalhadores Alemães – O Partido Nazista – mundialmente famoso. Todavia sua fama resultou da morte de judeus, ciganos, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais, eslavos, poloneses, homossexuais, além do uso de seres humanos em experiências médicas e militares. Tudo em nome da etnia Ariana.


O autor do holocausto poderia ser unanimidade. Mas não o é. Em diversos momentos tive o desprazer de ouvir e ver atos em honra de Adolf Hitler. Igualmente, jovens, sem esperanças e sem qualquer senso de humanidade, insistem em ressuscitar o partido Nazista. Hitler tem que ser lembrado, do mesmo modo as atrocidades, crimes, dores, desenganos, tristezas e horrores por ele patrocinados, até mesmo para que não se permita o reaparecimento do vírus da loucura do Führer. A lembrança do genocídio poderá impedir sua repetição.


Personagens da História Universal como Joshep Stalin – que é apontado pela morte de mais de 20.000.00 (vinte milhões) de pessoas; Mao Zedog ou Mao Tsé-Tung, criador da política “Grande salto para a frente”, que é acusado de matar de fome mais de 70.000.000 (setenta milhões) de Chineses;  Kim II-Sung, feroz fundador da Coréia do Norte, por sua vez é incriminado pela morte, através da fome, de mais de 3.000.000. (três milhões) de coreanos; Idi Amin Dada, sedento de sangue, Presidente de Uganda, foi responsável pela morte de 500.000 (quinhentos mil) Ugandenses;  Saddam Hussein, identificado como genocida que causou a morte de mais de 200.000 (duzentos mil) curdos; na lista, ainda,  Moammar Gaddhafi e Kim Jong-II, igualmente tiranos, déspotas, assassinos violentos, incapazes de aceitar qualquer tipo de oposição, também encontram admiradores, defensores e quem justifique os seus atos.



Tais ditadores, invariavelmente cometeram crimes contra o seu povo. Mataram, estupraram, saquearam, despojaram pessoas de seus bens, de sua honra. Sob o mesmo manto, da ditadura ou da permanência no Poder, “por livre e espontânea pressão”, Fidel Castro que segundo a Anistia Internacional matou 86.587 (oitenta e seis mil, quinhentos e oitenta e sete) pessoas; bem como Hugo Chaves (recentemente falecido), são figuras emblemáticas e que “governaram” sob os auspícios da imposição, do terror e do mandonismo. Todavia também não existe unanimidade em relação a qualificá-los como heróis ou vilões, suponho ser grande o risco de qualquer tentativa de defini-los. É mais provável, ante a camaradagem do governo atual, que sejam reconhecidos como heróis mundiais. 


O Brasil titubeia entre preservar a memória e agradar o poder. Cresce, vertiginosamente, o plano para excluir do cotidiano brasileiro figuras até bem pouco tempo reverenciadas. Queremos apagar a História?  Vamos adotar a amnésia política?  Será uma boa idéia, não relembrar os fatos que antecedem as crises e suas consequências?


Comecemos, então, por Tiradentes. Horrível, magro, com os cabelos desgrenhados e a barba por fazer. Certamente não faz o tipo heroico atual. Conspirou contra os poderes estabelecidos. Não serve para herói nacional, pode influenciar negativamente.  Afinal a liberdade deve ser vigiada... E D. Pedro I,  que se opôs a Portugal e subverteu a ordem dando um terrível exemplo, proclamando uma pseudo Independência...  E D. Pedro II, tão circunspecto. Pois é, por sua total falta de desconfiança foi derrubado e substituído pela República, aí sim, a coisa realmente desandou, tem que ser retirada dos livros de História, uma página que não serve para nada. 


A primeira República (1889 a 1930) com seus erros foi capaz de produzir figuras que oscilaram entre alheamento e benesses. Por exemplo, Epitácio Pessoa, Paraibano, que, segundo publicações Paulistas, da época, “ para privilegiar o Nordeste” construiu mais de 200 (duzentos) açudes. Possivelmente pensavam os políticos de então que tais construções foram desnecessárias, é claro. Para tais pessoas no Nordeste chovia sempre. Pelo menos alguns pensavam assim. Talvez se considere fato histórico, na atual conjuntura: a chamada Greve Geral de 1917; a fundação do Partido Comunista Brasileiro; o surgimento dos movimentos sociais conhecidos como Contestados e Canudos;  a figura de Lampião; o  aumento  do voto de cabresto, o coronelismo e  a marcha da coluna Prestes. Tudo muito confuso e misturado, deverá  ser deletado da História?

 
Com Getúlio Vargas, encerra-se a primeira República. O assassinato de João Pessoa, o golpe de Estado que colocou Getúlio no poder, a Revolução de 1930, que lhe permitiu fazer marketing político, propaganda pessoal, culto a sua personalidade, além de revelá-lo simpatizante do nazismo, do fascismo e ter, em sua crescente ânsia pelo poder ter se tornado  ditador. Entretanto, ocorreu,  também, a outorga de direitos sociais aos trabalhadores, como a CLT e o salário mínimo, fatos que totalmente em consonância com a política atual valem a pena ser mantidos na memória nacional. 


O que se dizer então da segunda República que culminou em 1964 quando era Presidente João Goulart. Esse final de governo foi marcado por greves, inflação desordenada, desabastecimento, insegurança, invasões a propriedades rurais, crimes e medo. Mas, diante da atual contingência política a nos “guiar”, não sei, ainda, se esse período vai permanecer como bandeira de luta ou ser apagado de nossas "mentes". 


Quanto mais avança a história mais confusa vai se tornando a  nossa História. A revolução de 1964 produziu toda a sorte de mudanças possíveis e impossíveis, uma vez que regime de exceção é regime de suspensão de direitos. Muitos foram perseguidos, presos, torturados, mortos e “suicidados”. Alguns jamais conseguirão ter uma vida normal, outros buscaram ajuda profissional para poder conviver com o horror que habita em suas memórias, outros tornaram-se políticos profissionais, riquíssimos e ávidos por mais dinheiro e poder.


Em destaque figuras da política atual. Um conhecido como herói e que tornou-se sinônimo de delação, continua traindo e enganando de paletó e gravata; outro, cuja identidade era desconhecida de sua mulher e filhos, permanece em sua rotina, cada vez mais rico e aprontando; outro que consegue a fórmula mágica de fazer uma remuneração de um salário mínimo potencializar-se transformando-se num império financeiro, recusa-se, terminantemente a ensinar o pulo do gato aos beneficiários do bolsa família.  Que egoísmo? Mesmo assim continuam seguindo o que o mestre mandou fazer, muitos não ouvem, não falam e não vêem. 


Como em todo processo de transição política foram muitas as vítimas a cada vez que houve mudança significativa. Assim aconteceu quando trabalhada a idéia da Independência e da proclamação da República. Mesmo o inesperado Estado Novo, produziu suas vítimas. A segunda República e a Ditadura Militar, imolaram nos altares da vaidade, da intolerância, da cupidez humana, milhares de pessoas.  Os imolados nunca se restringiram a um lado, ambos perderam, vidas ceifadas não podem ser usadas como material de desforra. 


 
Cada grupo lutou por uma ideologia. Antagônicas, mas igualmente importante para seus defensores.  Escreveram páginas e páginas da História do Brasil. O fato dos partidos ditos de oposição, a época da revolução, terem assumido o Poder não lhes dá o condão de fazer sumir os 21 anos em que os militares estiveram no comando.


A campanha e a materialização de atos que importam em retirar de logradouros públicos os nomes ligados à revolução ou a outro segmento político, é tão truculento quanto pode ter sido a colocação desses. A diferença é que a retirada é atual e, portanto, suas consequências serão atuais. Apagar a História poderá cobrar caro a seus arquitetos. 


Imaginem vocês trocar nomes de locais que normalmente repetem-se pelo Brasil afora. Ruas Duque de Caxias, Marechal Deodoro da Fonseca, Almirante Barroso, Brigadeiro Eduardo Gomes, Castelo Branco, Ernesto Geisel, João Baptista Figueiredo, Emílio Garrastazu Medici, Arthur da Costa e Silva, Aurélio de Lira Tavares, Augusto Rademaker,  Márcio de Souza Melo, pode até não causar grandes transtornos em cidades maiores, porém em localidades onde as pessoas são mais simples, sem maiores informações o mínimo será a confusão nos já tão conhecidos endereços.


Homenagear figuras como Carlos Mariguella, Vladimir Herzog, Manoel Fiel Filho, João Amazonas, José Genoíno, José Dirceu, Apolônio de Carvalho, Zuleika Angel Jones, Hugo Chaves, os irmãos Castro e tantos outros que lutaram por seus ideais é uma opção que não se choca com a História, não exclui, não induz ao erro de governos totalitários que baniram livros, uso de certas palavras e expurgaram, artificialmente, figuras históricas. 




É muito tênue, em termos históricos, a linha que separa o herói do vilão.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A FESTA DO PRAZER


PASSEIO  PELO  CARNAVAIS –



A Grécia, além das Leis Escritas e da Filosofia, teve influência marcante na  Linguagem, na Política, no Sistema Educacional, na ciência, na Tecnologia, na Arte e na Arquitetura e, legou à civilização Ocidental, o Carnaval.


Segundo registros históricos o Carnaval surgiu por volta de 600 a 520 a.C., quando, festivamente, os Gregos comemoravam a fertilidade da terra e os resultados da colheita. Na ocasião, que ocorria no verão, homens e mulheres usavam máscaras, enfeitavam-se pintando os seus corpos.


Há, também, historiadores que situam o surgimento do Carnaval a partir de celebrações a divindades como à DEUSA ÍSIS, cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga dos escravos, pescadores, artesãos e oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade (Wikipédia – a enciclopédia livre), E O TOURO APIS, que para o povo Egípcio representava a força essencial da natureza e sua energia geradora.  



Apesar de iniciados como comemoração a acontecimentos astronômicos e a ciclos naturais, o carnaval, festa pública, evoluiu com a inclusão, pelos gregos e romanos, de bebidas e práticas sexuais, fazendo com que a Igreja reprovasse as festividades, declarando-as pecaminosas.



Todavia e não obstante a característica de mundana,  em 590 d.C a festa passou a  fazer parte do calendário festivo da Igreja, tornando-se permitida e realizada sob a vigilância de religiosos,  com o canto de hinos, cultos, que resultou em inversão e total modificação em sua essência. Desandou, ficou sem graça, sem a alegria original e desvirtuada de suas origens.   


Finalmente, no ano de 1545, quando se realizava o Concílio de Trento, o carnaval retornou a categoria de folguedo popular. Os carnavais mais falados da Europa aconteciam e acontecem em Paris, Veneza, Munique, Roma, Nápoles, Florença e Nice. Mais recentemente, no século XIX, os blocos carnavalescos se formaram, adotando o uso de carros enfeitados e pessoas  usando fantasias conforme sua imaginação ou dentro de um roteiro prévio, muito semelhante ao que é utilizado atualmente. 


O Carnaval no Brasil chegou sob a ascendência Européia, com a realização de desfiles, o uso de fantasias e de máscaras.  A folia foi maciçamente assumida pelos brasileiros, colocando o Carnaval como uma das mais intensas  festividades do país. Com o seu jeito de ser o brasileiro produziu alegria, boa música como as marchinhas, o frevo, o maracatu, o samba; esbanjou animação; exportou, para todo o mundo, o seu Carnaval feito de muito ritmo, belas mulheres, homens bonitos, pouca roupa, profusão de fantasias, álcool, sexo e, lamentavelmente, acresceu a tudo a tristeza das drogas. 
  

Atualmente, chama a atenção do mundo o Carnaval do Rio de Janeiro que, inclusive, está no Guinness Boock, com desfiles fantásticos promovidos pelas escolas de samba que encantam a todos com seus carros alegóricos, a beleza de seus destaques, o conjunto, além dos blocos e clubes tradicionais; em outras épocas a festa carioca era abrilhantada por bailes a fantasia, com desfiles e premiação nas diversas categorias, em clubes e hotéis luxuosos. Sempre uma vitrine para o mundo.


Destaca-se, também, no cenário Nacional, o Carnaval de Salvador, com características diferentes do Carioca e que arrasta, também, milhões de foliões com seus trios elétricos e cantores famosos a exemplo de Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Margareth Menezes, Chiclete com Banana, Asa de Águia, blocos como Olodum, Timbalada, Nana Banana, e Ilê Aiyê; o afoxé Filhos de Gandhy e muitas outras manifestações da cultura baiana.


Também se sobressai o Carnaval de Pernambuco, com ênfase a Capital Recife e ao carnaval tradição de Olinda; no Carnaval de rua há muito frevo, desfiles de clubes, maracatu e aquele que segundo o Guinness Boock é o maior bloco carnavalesco do mundo: O Galo da Madrugada;  além dos famosos bonecos do Homem da meia noite e da Mulher do meio dia;  a troça Pitombeira dos Quatros Canto; o Clube Elefante de Olinda; o  Clube Lenhadores; o Clube Vassourinhas, Clube Marim dos Caeté. O pernambucano, conforme a tradição nasce “frevando”, tem o frevo no sangue e na alma.


Por último, menos famoso, menos concorrido e igualmente animado temos o Carnaval de João Pessoa. Aqui se faz uma festa diferente. O período pré-carnavalesco, iniciado na Quinta-feira,  31 de Janeiro que trouxe a capital Paraibana o incansável Alceu Valença,  além de  Renata Arruda, Diana Miranda e Gracinha Teles e Orquestra PB Pop onde os mais conhecidos  tem a seguinte programação:

Principais blocos:


Sexta-feira (1º/02)
Bloco Picolé de Manga
Atração: Daniela Mercury
Local: antigo Posto Tropicana




Quarta-feira (6/02)
Bloco Muriçocas do Miramar
Atração: Elba Ramalho
Local: Praça das Muriçocas



Domingo (3/02)
Bloco Virgens de Tambaú
Atração: Gaby Amarantos
Local: Posto 99 (Avenida Epitácio Pessoa)

Sábado (2/2)



Sexta-feira Dia (08/02)
Bloco Cafuçu
Atrações: 15 orquestras de frevo e Luís Caldas.
Local: Centro Histórico.

OUTROS:

Bloco: Imprensados
Horário: 14h
Local da concentração: Praça Rio Branco (Centro)

Bloco: Agitada Gang
Horário: 16h30
Local da concentração: Avenida Epitácio Pessoa, em frente à academia Corpo Livre.

Bloco: Bloco das Piabas
Horário: 20h30
Local da concentração: Rua Osório Paes (Baixo Tambaú)

Bloco: Virgens de Mangabeira
Horário: 19h
Local da concentração: Colégio Luis Ramalho (Mangabeira por dentro)

Bloco: Dxmantelados do Cristo
Horário: 20h
Local da concentração: Colégio José Lins do Rego

Bloco: Amoringa dos Bancários
Horário: 18h
Local da concentração: Rua Rosa Lima dos Santos - Bancários

Bloco: Eternamente Flamengo
Horário: 18h
Local da concentração: Caixa d’água do bairro Funcionários II

Bloco: Tambiá Folia
Horário: 19h
Local da concentração: Avenida Tancredo Neves (Tambiá)

Bloco: Peruas do Valentina
Horário:17h
Local da concentração: Canteiros Bar (Valentina)

Bloco: Boi Vermelho
Horário: 18h
Local da concentração: Rua Alberto de Brito (Jaguaribe)

Bloco: Banho de Cheiro
Horário: 19h
Local da concentração: Avenida Epitácio Pessoa (em frente ao Pão de Açúcar)

Bloco: Bloco dos Atletas
Horário: 19h
Local da concentração: Avenida Epitácio Pessoa (em frente à Academia Corpo Livre)

Bloco: Flatorre
Horário: 17h
Local da concentração: Avenida Carneiro da Cunha (Torre)



Dias 10, 11 e 12/02 (domingo, segunda e terça)
Polos Carnavalescos
Atrações: Cada um dos seis polos terá duas bandas locais e dois grupos de cultura popular
Local: Mandacaru, Rangel, Cruz das Armas, Valentina, Mangabeira e Conjunto Residencial Gervásio Maia

Dias 9, 10, 11 e 12/02 (sábado, domingo, segunda e terça)
Carnaval Tradição
Atração: Desfiles de escolas de samba e tribos indígenas
Local: Avenida Duarte da Silveira.


UMA MÚSICA PARA LEMBRAR E SONHAR:


MÁSCARA NEGRA!
Zé Kéti


Quanto riso! Oh! quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão.
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão.

Foi bom te ver outra vez,
Está fazendo um ano,
Foi no carnaval que passou.
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou e te beijou meu amor.
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade.
Vou beijar-te agora,
Não me leve a mal:
Hoje é carnaval.