Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ANIVERSÁRIO


BLOG TAMBÉM ANIVERSARIA!



HOJE é festa. Festa para comemorar o ano que passou. Não o comercial, tampouco o letivo, menos ainda, o funcional. O ano a que me refiro é aquele de uma convivência, muitas vezes, sob a aparência de monólogo. Exceto pelo fato de não se ouvir vozes, mas, com algo bem mais comprometedor: a palavra escrita. Aquela que é difícil esquecer e que, mesmo se apagada, deixa seu rastro por onde passou.




Neste blog viaja-se através de temas atuais, datas comemorativas, Mitologia, Filosofia, Psicologia, Educação, História, Literatura, Direito, Religião. Pois é, no decorrer desse ano foram muitas as viagens, incluindo à Grécia antiga, Roma, as cidades nórdicas mitológicas, a Índia e o Taj Mahal. Igualmente foram observadas as mais belas jóias, os mais caros diamantes, os perfumes que encantam o mundo, mulheres que mudaram a História, a Realeza Britânica... A título de referência, personagens ilustres tais como Paulo Freire, Nietzsche, Freud, Rosa Luxemburgo, Chanel, Madre Tereza de Calcutá, Clarice Lispector e muitos outros. 



Ainda há muito a ser dito. Mas, como falei a início, este momento é de comemorações. O Blog começou quase que por acaso. As amigas sussurrando sobre tornar-me blogueira, a nora, a filha, o genro, todos incentivando. Até que, em 17 de janeiro, há um ano, coloquei no ar "A Espada de Dâmocles"! Com nome e conotação totalmente direcionados. Nos lembrar que estamos sempre por um fio. Foi um bom ano, como diz a música de Roberto Carlos, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”

Mas, como sou pretensiosa trago para vocês:


A sabedoria de 

                                                           MAHATMA GANDHI

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”

A sensibilidade de


“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

A licença poética de

                                                ANTOINE DE SAINT-EXUPERY

“É isso que faz a beleza do deserto: saber que existe um oásis e que estamos caminhando em sua direção.”

A música em forma de Poesia:


As rosas não falam.Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

A música em forma de 
VIAGEM 



Oh tristeza, me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar.

Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe, lá do fi do mar.

Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas vai escondida
Querendo brincar.

Senta nesta nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
Traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas
Minha poesia, dançam nossa valsa
Pelo céu que um dia
Fez todo bordado de raios de sol.

Oh poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza de jardins-do-céu

Mas pode ficar tranqüila, minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela-guia
Num clarão de lua quando serenar.

Ou talvez até, quem sabe
Nós só voltaremos no cavalo baio
O alazão da noite
Cujo o nome é raio, é raio de luar.

GENTE, OBRIGADA PELA ATENÇÃO.


domingo, 6 de janeiro de 2013

A INDIVIDUALIDADE DOS SONHOS

UMA VISÃO PESSOAL.



Sonhar é abrir-se a possibilidades. É viajar sem os percalços naturais às viagens. É potencializar desejos e eliminar distâncias. Sonhar permite alterar convenções, realizar as impossibilidades, galgar instâncias sequer imaginadas. Se é sonho, voe alto, busque as repetidas limitações impostas pela pequenez dos que não sonham, ouse, realize. 

Os sonhos podem ser involuntários, Aqueles que nos invadem quando dormimos. Sua importância para o dia dia, para a saúde mental, para nossa psiqué é imensa e, objeto de estudos,  teses, teorias, obras e outros.  Segundo Freud " O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente".


Conforme Nestor Vaz, integrante da escola de psicanálise Letra Freudiana,  em artigo publicado aos 21 de julho de 2012, Globo Ciência, "os sonhos têm a função de manter o sono, e começam quando a pessoa está prestes a despertar. Como o sonho tem a ver com a vida inconsciente, segundo os conceitos da psicanálise freudiana, é durante o sono que ela se manifesta. Freud, por meio de suas interpretações, defendeu essa teoria, indo de encontro ao que pregava a ciência, para quem os sonhos eram tidos como o lixo do pensamento."


Asim e apesar da importância dos sonhos, quando se está acolhido nos braços de Morfeu,  não é esse o propósito desse texto. Como também o  foco proposto não será aquele "sonhar acordado", situação definida e rotulada, pelo sempre recorrente Freud como "característica infantil e neurótica" e, por estudiosos, inclusive, Neurocientistas no passado, como "falha da disciplina mental, ou pior".  

Esses sonhos foram resgatados no presente uma vez que pesquisadores descobriram virtudes no sonhar acordado e que tais sonhos podem ser bastante comum e úteis. Defendem essa teoria pesquisadores como, Jonathan Schooler e Jonathan Smallwood, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara; Eric Klinger - Psicólogo da Universidade de Minnesota e outros.Cientistas descobrem virtudes de 'sonhar acordado' - Publicado em 05 de julho de 2010 - Terra - Ciência.



Os sonhos a que nos referimos são aqueles que invadem a nossa alma - não são pueris ou devaneios e,  tornam-se metas em nossas vidas. Muitos sonham em ter carro, roupas, casa, apartamento de luxo e se dedicam a amealhar dinheiro para tal, independentemente de quantos ou o quê necessite deixar para trás na materialização de seu sonho.



Alguns sonham com fama, reconhecimento público e financeiro. Nesse aspecto muitas vezes são encontrados pessoas com dons artísticos, culturais,  profissionais de outras áreas, mas aos quais a possibilidade de tornarem-se medalhões em seu campo de ação tornam-se objetivos veementemente perseguidos.


Outros sonham em tornarem-se pessoas dedicadas a servir aos seus semelhantes. Assim, muitos deixam suas casas, suas famílias, suas cidades e até mesmo seus países de origem  e transformam-se em sacerdotes, freiras, missionários, voluntários de todas as profissões, realizando-se no ato de doarem-se.


Há os que sonham com coisas mais rotineiras. Cuidar de suas famílias, seus filhos e vê-los aptos a realizarem-se pessoal e profissionalmente. Sonho comum e que pode exigir dos "sonhadores" esforços sobre-humano, principalmente se considerarmos as desigualdades sociais no Brasil. Para a grande maioria dos habitantes da Zona Rural no nordeste brasileiro e em outra regiões, onde há, historicamente, famílias numerosas, salários baixos e raridade de bons administradores públicos é realmente sonhar alto a  capacitação, a Universidade, a realização das potencialidades dos filhos.


E os casais? O seu sonho pode ser o dele. O sonho dele pode ser o seu. MAS, O SEU SONHO NÃO TEM QUE SER O SONHO DO SEU AMADO E VICE VERSA. O casal pode sonhar junto. Mais que uma coincidência tal acontecimento é a certeza de que um completa o desejo do outro e um representa para o outro a convivência/parceria que não deseja perder.


E os sonho pessoais, individuais e intransferíveis. Aqueles que existem lá no cantinho do coração, que alimentam o dia a dia enchendo as pessoas de esperanças e motivações. Estes, por vezes resultam em impasses de embaraçadas soluções.

Muitos iniciam com sonhos comuns. Crescer juntos, viajar, ter filhos, casa própria. A medida que o tempo vai passando os sonhos podem mudar. Gerir as diferentes aspirações pode ter como consequência privações, frustrações e retardamentos. O sonho de um é poder, finalmente, fazer aquela viagem a cidades históricas, enquanto o outro não quer, sequer, ouvir falar em tal coisa. Um, só espera a aposentadoria para poder realizar seu sonho de viver onde não tenha compromissos com hora, obrigações com familiares e coisas que, sob sua ótica, dificultam a relação"; o outro quer poder dedicar mais tempo a si mesmo, passear com seu companheiro e resgatar laços familiares, afinal, passou a vida toda correndo de um lado para o outro sem tempo para si e para os seus.


Acreditem, são muitos os aspectos que ameaçam os sonhos. O excesso de ambição de um, a apatia, a ausência de projetos do outro ou mesmo a existência de um plano incompatível com os desejos do outro; as pressões familiares e sociais que cercam as pessoas; a ausência de diálogos e a temível oração do eu sozinho: eu quero, eu decido, eu faço, simbolizando: você não conta, não tem vontade, só acompanha.


Encontrar o equilíbrio passa pelo respeito ao sonho alheio. Passa também pela não desistência do seu. É estar diligente,  cuidadoso consigo e com "sua cara metade". Se respeitar e respeitar os demais. Principalmente, acumule  ânimo, coragem, para seus sonhos, agindo com serenidade de modo a possibilitar concessões em prol de objetivos, de modo que o sonho e a realidade possam acontecer harmonicamente. 


SONHE, PLANEJE, VIVA!