Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O QUE ELES QUEREM DE NÓS?


OS “ENGANOS” DO GOVERNO DILMA.


 
O Estado brasileiro assiste dia a dia os desencontros de um governo, aparentemente, atordoado e cujos erros acumulam-se, não como uma gigantesca bola de neve, mas como uma violenta e progressiva avalanche de “bombas”, de imensurável proporção.


O quadro que se desvencilha diante de nós é de total ausência de compromisso com os anseios de uma sociedade que, aos trancos e barrancos, está aprendendo a se organizar social e politicamente. Nunca é tarde para conquistas. Jamais se reivindicou tanto nesse País como nos dias atuais.


É certo que entre pleitos justos e pessoas com excelentes intenções se vislumbram outras, coincidentemente presentes em todos recantos possíveis e imaginários, que se apoderam das bandeiras de luta e travam suas batalhas, solitárias ou com meia dúzia de seguidores que não se dispõem a pensar.


Aliados ou não aos baderneiros também se nota a presença nos movimentos sociais de infiltrados, pessoas que atendem a um comando repetitivo. Talvez pela certeza da impunidade não demonstram qualquer preocupação de esconder sua forma de agir, de pressionar e de tentar vender, a qualquer custo, gato por lebre.


Fazendo memória de um passado bem próximo é impossível desconhecer a origem da orquestrada recepção a blogueira cubana Yoanis Sánchez que indo aonde fosse encontrava cartazes, com as mesmas frases, difamação num mesmo sentido, vaias e acusações de ser “agente da CIA”. 


Tudo por ter a coragem de ir contra a ditadura Castrita, denunciar as ameaças contra si e seus familiares e o fato de que Cuba é uma ilha desconectada. Mas é “invencionice”. Bem, quem não tem preguiça de pensar poderá emitir sua opinião. Há aquele cujos neurônios são usados para outros fins. Esses permanecerão balançando suas cabeças à maneira das lagartixas.


Quanto aos “enganos” tomemos como exemplo os meados de 2013. Iniciado em Junho, trouxe de presente para o povo brasileiro, a revelação de uma compra realizada pela Petrobrás de 50% de uma refinaria considerada de pequeno porte, obsoleta, denominada Pasadena Refininf System, localizada no Texas, à empresa belga Astra Oil Company, por US$ 360 milhões, muito embora há um ano e meio a mesma companhia tivesse adquirido toda a refinaria  por apenas US$ 42,5 milhões. 


Matematicamente 50% da refinaria foi vendida ao Brasil por oito vezes mais do que os belgas pagaram por 100% dela. Ainda, a empresa belga entrou na justiça contra a Petrobrás que foi condenada. Estranhamente a estatal brasileira fez um acordo extrajudicial e pagou US$ 820 milhões à Astra. Aparentemente envolvidos, Guido Mantega,  José Sérgio Gabrielli,  Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Jaques Wagner; Almir Guilherme Barbassa, gente muito próxima ao Ex-presidente Lula. Só a título de lembrete era Presidente Inácio Luiz Lula da Silva e a atual Presidente Dilma Roussef presidia o Conselho Adminstrativo da Petrobrás. 

 
Infelizmente ainda temos que lidar com acordo extrajudicial que onerou os cofres públicos em mais US$ 820 milhões. Assim a refinaria que custou US$ 42,5 milhões para a Astra, arrebentou em US$ 1,18 bilhões os cofres da estatal brasileira.


Ah! Como se não bastasse, o povo brasileiro ainda espera a refinaria de Abreu e Lima, anunciada sob festivo foguetório  e que seria construída em parceria com a Venezuela que tem 40% do empreendimento. Até o presente, o Brasil não recebeu um centavo do governo Bolivariano. 


Por outro lado, um projeto inicial de US$ 3 bilhões, já está orçado em US$ 20 bilhões e fala-se que serão necessários mais US$ 10 bilhões. Essa será mais uma veia pela qual escorrerá o sangue brasileiro! Sim, porque o trabalhador brasileiro, qualificado ou não, de qualquer profissão, ganha o seu dinheiro deixando, ao longo do exercício profissional, sua saúde, seu sangue, sua vida. Não podemos esquecer, tais informações foram veiculadas após o Tribunal de Contas da União pedir explicações e o Ministério Público Federal investigar contratos celebrados na gestão de José Sérgio Gabrielli.


E os médicos cubanos?  Que não serão avaliados pelo chamado Revalida. Esse exame permite que o médico aprovado possa exercer sua profissão em qualquer lugar. Sem fazê-lo, não têm compromisso, a não ser com eles mesmos e com suas orientações.


Há pelo Ministério da Saúde uma informação de que serão apenas  médicos no programa Mais Médicos, atuando na atenção básica, como se os pacientes dos programas saúde da família e outros não tivesse doenças graves e emergências. O contrato entre o Governo Federal e o Governo de Cuba, determina que os honorários médicos sejam repassados àqueles país. O Brasil dentro de suas fronteiras, por seu Governo Central desrespeita sua legislação e adota a forma e o meio de remuneração ditada por Fidel/Raul Castro.


Ora é do conhecimento de todos que o Estado Brasileiro, por seu Ministério Público, vem impedindo a contratação de Cooperativas sob o pálio de Contrato de Trabalho para o serviço público burlando a Constituição. Por que não repassou mais recursos às Prefeituras com o objetivo  de melhorar a remuneração, incentivar os médicos brasileiros? e melhor equipar os serviços? Por que  não equipar melhor os serviços de saúde? A atenção básica, constitucionalmente, deve, a priori, ser exercida por quem? O Governo Federal age apenas por pressão e com intenção nitidamente eleitoreira além de outra mais perigosa e nociva. 


Depois de anunciar que não mais traria os cubanos, de forma inconsequente, o Governo Central informou, na semana passada, a mudança de planos. O Brasil nesse caso atua em perfeita sintonia com a ideologia cubana. Age como se fosse uma ditadura. Baixa  Medidas Provisórias - anteriormente tão criticadas pelo PT -, sem demonstrar qualquer preocupação com o Congresso Nacional.


Não mais se pode exigir que o povo brasileiro aceite a Medicina de Cuba como de ponta. São vários os casos e bravatas que são conhecidas internacionalmente, como o da anunciada “ cura do  Vitiligo”, que jamais se comprovou. O próprio Hugo Chaves é citado como erro médico, pela relutância na utilização de outros meios que não os cubanos. Registre-se, também, a fala do Conselho Federal de Medicina por seu presidente, contrário à contratação sem o revalida. 


Em mais um episódio grotesco, sábado passado chegou ao Brasil o Senador Boliviano Roger Pinto , depois de ter permanecido mais de um ano na Embaixada Brasileira na cidade de La Paz. Ocorre que o político e opositor do Governo Evo Morales, pediu asilo à Embaixada Brasileira em 28 de maio de 2012, e permaneceu naquele órgão até a data de sua chegada acima referida. O seu traslado entre a cidade boliviana de La Paz até Corumbá, segundo informe oficiais, ocorreu de um carro oficial da própria embaixada, sob a proteção de fuzileiros navais, sendo recebido por agentes da polícia federal e levado para Brasília. Tudo sem que “ninguém soubesse”!


Sucede que o diplomata brasileiro, Eduardo Saboia declarou de público, no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão que fora dele a iniciativa e responsabilidade de trazer o boliviano para o Brasil, por que não tinha mais como manter a situação. O Diplomata estava confinado, num espaço de 20 metros quadrados, com risco iminente de vida, com a sua dignidade de cidadão ultrajada e sua condição de Senador jogada  ao esquecimento!


Ainda e segundo o Jornal Estadão “ O diplomata Eduardo Saboia, responsável por tirar de La Paz o senador boliviano Rogert Pinto Molina, revelou ao Estado estar contrariado com a reação do Itamaraty à sua decisão e sentiu que era vítima de um jogo de “faz de conta” entre autoridades brasileiras e bolivianas. Na sua avaliação, o senador estava em cárcere privado na embaixada “Eu não tenho vocação para agente penitenciário”.


Enquanto isso na Colômbia diz-se que o Senador respondia a vários processos e fora condenado a um ano por prejuízo ao erário. Um porta voz de Evo Morales vem à televisão vociferando no estilo ditatorial. Entretanto, em 15 meses de confinamento não moveu uma palha sequer para que o asilado se livrasse dessa condição.  São muitas as interrogações! 


O asilo, se concedido, obriga ao País de origem do asilado a conceder o chamado salvo conduto, segundo a Legislação Internacional. O Brasil é signatário de tal Tratado, mas o salvo conduto não foi concedido pelo governo Colombiano. E o Brasil, permaneceu inerte. O representante brasileiro na Bolívia “resolveu” trazê-lo, porque não sabia mais o que fazer com o asilado. 


Eduardo Saboia, por decisão sua, fez o percurso de um trecho extremamente perigoso, por 22 horas, sem documentos, correndo risco de vida. Inclusive, também colocando em risco a vida do asilado sem sofrer qualquer interrupção. O Embaixador, teoricamente, tomou tal atitude e fez todo o percurso num rompante, sem planejamento. Algo por demais estranho e cujas coincidências nos obrigam a pensar! 



O Itamaraty abriu Processo contra Saboia para apurar os fatos. Sabemos, por antemão, seus maiores crimes: conduzir para o Brasil um inimigo do regime de Evo Morales, de quem o governo brasileiro é aliado; mexer com os brios da Presidente ao demonstrar para o mundo que o Governo Brasileiro, por inércia, tinha a mesma conduta tão criticada e repelida da Ditadura Militar.


Por seu turno o Ministério da Defesa, em face da presença de Fuzileiros Navais garantindo a condução do boliviano até a sua entrega em Corumbá, durante todo o dia, ameaçou expedir uma nota que justificasse o ato. Todavia é necessário esclarecer que os fuzileiros que exercem sua atividade nas embaixadas obedecem ao Adido Militar, que no caso não estava presente.  Por esta razão o Ministério da Defesa, através de seu titular, obriga-se a explicar a nação o porquê da presença de militares na condução do senador, sem a devida  autorização de seu chefe imediato!


Fala-se numa chancelaria paralela. Antônio Patriota, foi demitido do cargo de Ministro das Relações Exteriores, após ter sido várias vezes criticado, em público, pela Presidência da República. Sua demissão e, indicação para Representar o Brasil na ONU, com residência em Nova Iorque, deixa o caso mais intrigante ainda. Teoricamente houve uma demissão e uma promoção para os Estados Unidos – país de origem de sua esposa – com uma condição privilegiada e uma vitrine para os problemas do mundo o que lhe dará maior bagagem e prestígio como diplomata.


Para completar, a Presidente visivelmente irritada, mais uma vez em público, desautoriza o seu ex Embaixador, critica-o e vale-se de seu passado de guerrilheira e de torturada no DOI CODI. Em sua verberação Dilma quase descontrolada afirma: “Não estamos num regime de exceção. Não há nenhuma similaridade . Eu conheço o DOI-Codi. Eu setive lá. Sei o que é. E asseguro: é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno. Literalmente isso.”


E o “mensalão”?  O efeito cascata de recursos sobre recursos, corrói a paciência dos brasileiros, consome cifras e mais cifras dos contribuintes, coloca em cheque a fleuma entre as excelências. A retomada do julgamento, as discussões acaloradas, rebuscada perpetuação do direito de defesa e a visível necessidade de se colocar um fim a tão desagradável tema. 


Pois é, o que pretendem de nós? Que fiquemos mudos e estáticos diante de tantos desacertos? Que não vejamos intenções eleitoreiras? Que simplesmente fiquemos calados, fingindo não entendermos a presença de cubanos dominados por um regime tirano e aliciador, junto às camadas pobres e sem instrução, doutrinando-os?  Sempre alerto sobre a “Venezualização” do Brasil, tão apagada está a Venezuela sem Chaves que já antevejo a nossa mudança de paradigma.


Será que aguentaremos mais erros? Sim porque esses são uma amostra mínima do que se transformou a Pátria amada tão distraída... Reflito sobre algo que o meu pai ensinou aos seus filhos: a corda quando muito esticada. arrebenta. Que Deus nos ajude.

terça-feira, 25 de junho de 2013

"A LUA E EU"



“OLHA PRO CÉU MEU AMOR"





Essa música acompanhou os meus verdes anos. Sempre no mês de junho as letras que homenageiam Santo Antonio, São João e São Pedro saíam das gavetas e das casas do interior para as salas das cidades. Nessa época todos se irmanavam num sentimento único, celebrar os santos que enchiam de alegria e esperanças crianças, rapazes e moças, novinhas ou “moças velhas”, donzelas – comum naquele tempo – e senhoras.


Olhar para o céu mais que à procura da lua, demonstrava o quanto a jovem estava ansiosa por ter alguém com quem dividir aquele sentimento que a incomodava. Não sabia de que se tratava, suspiros, suspiros, suspiros. De repente não cabia dentro de si. Estava chegando o dia dos namorados, as coleguinhas correndo em busca de presentes e ela sozinha, que maldade, como pode?


Dúvida cruel, aceitar aquele pretendente que não fazia o seu coração acelerar somente para não estar só? Ou insistir em lançar olhares para aquele que “fingia” (é claro que ele via) não perceber sua emoção, seu atrapalho e todo o vermelho que enchia o seu rosto cada vez que ele se aproximava?


Dependia do seu estado de espírito a decisão. Estava dividida. Ora achava que devia tentar aquele, o dito cujo que não perdia oportunidade de demonstrar o seu interesse. Ora dizia a si mesma que não valia a pena. E se estivesse namorando e de repente o outro se manifestasse nesse sentido?


Oh céus, oh dor. Que fazer? Olhar para a lua e suspirar. Santo Antônio já se fora, com direito a trezena e tudo.  Vestir-se com esmero, cuidadosamente verificar cada detalhe. A roupa teria que deixá-la mais bonita, mostrar escondendo, para não tornar-se vulgar. Um decotinho ali, a cintura fina e marcada, o comprimento somente acima do joelho, cores bonitas, modelo chique.


Os sapatos com salto alto, bonito, porém confortável. Nada tira mais a cadência do andar que um sapato incômodo. Maquiagem e cabelos com requinte, bonitos, sem exageros. Aparentemente  a moça estava pronta, não só pra olhar o céu,  mas para encontrar alguém com quem dividir o olhar.



Faltava algo, o que seria? No vestir tudo certo. O que dizer se o galã resolvesse se aproximar queimava a ponta da língua, fora ensaiado inúmeras vezes. Quem sabe o perfume. Não esse era o ideal – Fleur de Rocaille – da Caron, perfumaria antiga, francesa e de excelente aceitação no mercado. Estava linda, elegante e cheirosa. Por que então a insegurança?


A Lua tão linda, o céu riscado por fogos de artifícios, as fogueiras esquentando tudo, inclusive os corações, crianças correndo para cima e para baixo. Bombinhas, chuveiros, traque, faziam a alegria dos menores. Os pré-adolescentes divertiam-se soltando bombas bujão e fogos que uma vez disparados se dividiam no céu em lagrimas de cores múltiplas. Uma beleza.


Aquela sensação esquisita da ausência de algo que ainda não sabia o que era. Olhando já percebera a presença, no pavilhão, daqueles dois: o pretendente e o pretendido. O primeiro era bonito, de olhos verdes e, grande amigo; o segundo, sequer era bonito, mas tinha um quê, provocava confusão, desordem na criatura, apesar de estar sempre com uma atitude distante, denotando total desinteresse.



Assim, de repente, como todas as boas idéias, a lua no céu provocou o que havia de mais bonito na garota. O seu rosto iluminado pelo reflexo lunar ficou radiante, começara a rir. E o riso era cristalino, transformava sua face. Ninguém sabia, mas ria de si mesmo, do quanto era boba. Como alguém pode se interessar por outra pessoa que sequer olha para ela?


Sorrindo, com a alegria de quem não tem recalques, viu algo muito estranho acontecer. O jovem, que sempre a esnobara, aproxima-se e diz: você está linda. Não tinha percebido ainda que se transformara numa bela moça. Sempre lhe admirei, mas a considerava uma criança. Vejo que me enganei. 



Ela, patética ouvindo aquela torrente de elogios. Não era possível, era um sonho. Efeito da magia que envolvia o mês de junho. Não era normal algo assim acontecer. Como quem não quer nada vem a frase: sabe que o sorriso lhe torna mais bonita ainda e que enche a rua de luz? Como? É isso que eu disse, seu riso irradia luz.


Embevecida com os elogios não se dá conta de que ela é que era a estrela naquele momento. Para sua surpresa as atenções voltaram-se para ela. O patinho feio desabrochara, era, agora, uma moça bela, sorridente e assustada.



O charmoso que mexia com seu equilíbrio, tão ao seu alcance, perdera um pouco do brilho. No meio dos rapazes e moças alguém ganhou destaque, não era o amigo ou mesmo o ex-pretenso futuro namorado. Alguém calado, de olhos apertados e que não estava acostumado a dedicar sua atenção a aquela jovem, muito jovem por sinal para aquele aluno de tradicional colégio para rapazes, todo perfumado e que, diferentemente dela,  já tivera namoradas.



Pois é, o até então príncipe virou sapo,  foi eliminado. Em seu lugar surgiu um novo rosto. Foram necessários meses, quase um ano, até que para a jovem surgiu o, hoje desusado, pedido de namoro. Diverso do que ocorre no presente, foi um período de aprendizagem, tudo era novo, pegar na mão, a mão no ombro, caminhar de mãos dadas, beijar o rosto, os olhos , até,  roubar beijos na boca, foi uma aventura construída a partir de um impulso, aceitar namorá-lo.


Assim olhar a lua passou a ter um novo componente. Não era mais  preencher um vazio, era ver a beleza, sentir-se banhada de prata, compartilhar a deliciosa aura que envolve os namorados  pois como diz o cancioneiro popular “ a lua é, é, dos namorados”.



A super lua, particularmente bonita sobre as águas de Manaíra, com certeza causou em muita gente um efeito avassalador, distribuiu amor, fez renascer sentimentos adormecidos, relembrou fatos e histórias de namoros abençoados por esse astro feminino.


Em mim e para mim há algo especial quando a lua brilha enorme, fulgurante; tanto faz se nasce por detrás da serra ou sobre as águas  do mar, pode funcionar como um amuleto, um afrodisíaco, qualquer coisa, menos passar em brancas nuvens. A lua cheia traz consigo força, mistério, magia e sedução. Desequilibra homens, mulheres, animais, é um doce e maravilhoso mistério.  Ah, ia esquecendo de dizer-lhes, nasci em dezenove de julho, sou de câncer, signo regido pela lua...