Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

FANFARRICE VERSUS MAGIA


A VOLTA DE MERLIM


 
O que está acontecendo em nossa Pátria? Contorce-se em dores semelhantes as do parto, sem sequer saber o que vai resultar de tamanho sofrimento. Tudo parece estar absolutamente fora da normalidade. As greves pululam, as cores parecem sombrias, aquele jovial jeito de ser, aquela brasilidade, está cada vez mais longe de nós.*Imagem: brasiliaacimadetudo.com.


 Há uma corrente elétrica percorrendo a sociedade. O alunado se choca, perplexo, ao saber que precisará de 5 (cinco) anos para recuperar o tempo perdido com a greve de mais de 4 (quatro) meses das Universidades Federais. O INSS claudica após 2,5 (dois meses e meio) de greve, revendo atendimentos não realizados, calculados em aproximadamente 1.000.000 (um milhão) e que deveriam ter sido executados a partir de julho de 2015, trazendo um enorme prejuízo aos usuários. *Imagem:sindsep.org.br.



Os Correios também tiveram a sua greve e muitos pagaram caro pela ausência dos serviços - essenciais à grande parte da população -, prestados pelo órgão. Os Bancos, senhores absolutos e que guardam a "mola mestra" dos nossos dias - o vil metal -, ostentam seu poder de fogo deflagrando uma greve que revela toda a impotência de um Estado em decadência.* Imagem: humorpolitico.com.br



A Política de degeneração do Estado, enquanto sociedade politicamente organizada, se reflete em quase todos os setores dessa nação plúrima, que se reveza entre ricos e miseráveis, demonstrando diversos Brasis nesse Brasil. Entretanto, e de forma inusitada, na desordem atual, há um sentimento estranho e diverso,  quase uniforme, que nos coloca vagando, com olhares desesperados, em busca de uma tábua de salvação.*Imagem: dicionariodeexpressoes.com.br.


Tudo sugere a derrocada. Como prêmio à Administração da atual gestão, o Brasil perdeu a classificação de Bom Pagador. O rebaixamento da nota de crédito, pela Agências especializadas, retira do País o Selo que definia sua condição, isso em função da redução da meta fiscal do Governo. Mas, não há uma  preocupação consistente, no sentido de  salvar o País, a corrida é para salvar o pescoço. A ordem do dia é coligar, barganhar, usar cargos como moeda de troca e, acreditem: "castigar os senhores Ministros com a terrível companhia dos que viajam nas classes econômicas. Seria trágico, não fosse cômico.  * Imagem: altamiroborges.blogspot.com.


Os indicadores de desenvolvimento buscam Países mais comprometidos com a seriedade. O desemprego em alta, as  contas públicas em duelo mortal com a corrupção, a ausência de investimentos em setores vitais ao crescimento, a volta da inflação, a alta dos juros,  a má gestão econômica e, sobretudo, políticas públicas equivocadas e populistas, destinadas unicamente a trazer aliados para a defesa da Presidência, imprimiram peso para que houvesse uma permanente impunidade a um grupo nada seleto, nada ético e muito menos, interessado no Povo Brasileiro. *Imagem: empreendimentoweb.com.br.

Alguns fatos sinalizam, ainda, a possibilidade de piora do País na comunidade internacional. Em dezembro de 2014, o Brasil, entre 175 (cento e setenta e cinco países) analisados, ficou no 69º (Sexagésimo nono) lugar, no ranking mundial da corrupção, conforme relato elaborado pela ONG - Transparência Internacional. Isso sem o brasileiríssimo “lava a jato”. Imagem: igepi.org.


Onde ficaremos na relação de Dezembro de 2015? No cenário da atual Política Nacional não podemos cultivar esperanças. A Presidente ostenta a incômoda condição de ter pedidos de impeachment contra o seu Mandato, capitaneados por Jurisconsultos ilustres. O Presidente do Senado é Réu em Ação promovida pelo Ministério Público Federal, tendo por fundamento fático  suposta prática de improbidade administrativa. O Presidente da Câmara Federal, esperneia,  mas não consegue evitar pedido de cassação do seu mandato, no  Conselho de Ética do Órgão. Esbraveja.  Todavia, as denúncias de que Cunha abriu contas na Suíça, supostamente abastecidas de forma ilegal, toma força a cada momento. ENQUANTO ISSO CRESCE A NEGOCIAÇÃO ENTRE A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA E O PLANALTO.....QUEM SALVARÁ QUEM?* Imagem: skyscrapper.com...


A violência cresce assustadoramente. Os grupos se revezam na crueldade. Os assassinatos surgem de todos os lados. Adultos comandam facções criminosas dentro e fora de presídios. Adolescentes comprazem-se em arrastões, roubos, furtos, lesões corporais, estupros e não raro, envolvem-se em homicídios. A Saúde, tal qual a Segurança pede socorro. As filas quilométricas demandam meses para a realização de exames que podem fazer a diferença entre viver e morrer. Obras públicas paralisadas por toda parte. A Educação tornou-se madrasta e a Pátria Educadora, uma piada.


 
Um antigo orgulho brasileiro, a seleção Canarinha, como se embriagada, cambaleia aqui e acolá, cai de quatro ante a Alemanha, desce a ladeira e amarga o 5º (quinto) lugar no último ranking da FIFA... Não se sustenta, perde, ganha, perde... Continua aos tropeços, diferente de tudo o que conhecemos, tentando chegar a Rússia em 2018 para Copa do Mundo. * Imagem:pt.depositiphotos.com.


Ah, enganei-me. Resta um conforto, podemos voltar à infância, aos livros através dos quais viajávamos sem sair de casa, quem sabe irmos a Nottingham, exatamente a Floresta de Sherwood, onde Robin Hood, tira dos ricos para dar aos pobres. Pena que Robin de Loxley tenha sido passado de geração a geração como lenda. Pena que essa nova “versão” sugira todos no mesmo barco: O Príncipe dos Arqueiros, João Sem Terra, o Xerife, até Lady Marian, todos; pilharam, traíram, retaliaram seus antigos aliados e amigos. *Imagem: thinkstockphotos.




Nunca se viu uma magia igual: pedaladas fiscais transformadas em fonte de sustentação de programas sociais. Considerando que tudo ficou atemporal e não se guarda qualquer correlação com as lendas, até porquê mudam de século de acordo com o narrador, chega-se à conclusão de que Merlim ressuscitou! Mais baixo, atarracado e sem o brilho do antigo bruxo. Tira da cartola (ou será cachola?) mais uma de suas fanfarrices. Coisas do Brasil. *Imagem: northerninsight.blogspot...




Aos vencedores os despojos. Quase uma Lei natural no estado de guerra. Aos brasileiros, a falta de vontade política em acertar resulta, em tempos de Paz, no nada, na negação, sequer sobram os espólios. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

DO NUNCA MAIS AO ETERNO RETORNO

OU TUDO COMO DANTES NO QUARTEL DE ABRANTES



Título e subtítulo para lá de estranhos. Principalmente, se você leitor tiver menos de 40 (quarenta anos). Bom, o primeiro deles nos remete ao livro do Professor Luciano Oliveira, Sergipano, radicado em Pernambuco, Doutor em Sociologia e Professor da UFPe, que nos conduz para uma reflexão sobre a tortura e, ainda,  ao conceito filosófico de Eterno Retorno, proposto por Nietzsche, segundo o qual “A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente – e você com ela, partícula de poeira!”* Há na proposição o fatalismo,  enquanto constatação e  conduta, que subjuga e constrói o niilismo. 
*Fonte:http://razaoinadequada.com -**Imagem:acasadevidro.com.


A segunda sugestão, menos acadêmica e mais ao gosto do povo, remonta ao século XIX, significando, de forma irônica, que “nada mudou”. A expressão parece ter surgido a partir da conquista do castelo de Abrantes, por Jean-Andochet Junot, enviado de Napoleão Bonaparte para invadir Portugal. Uma vez conquistado o castelo, situado numa posição estratégica, se prepara para a tomada de Lisboa. Mesmo decorridos cinco dias, o emissário de D. João VI, continua, dia a dia, a informar: ” tudo como dantes no quartel de Abrantes.” Sua informação, confirmando uma normalidade  inexistente, configurou-se irônica e a vitória sobre o castelo valeu a Junot o título de duque de Abrantes. *Fonte: Wikipédia. *Imagem: blogue de alvaromendes.

Seria bom demais se o título não guardasse qualquer vínculo com o texto. Algo bem surrealista, ditado tão somente por declaração vazia de contextualização, irrefletida, natural, surgido do subconsciente, sem prender-se a nada, como se não existissem razões e ou regras que sugerissem conexões entre o que se anuncia e aquilo que será explanado. Aqui o título e subtítulo guardam total coerência com o discurso ora em construção. Infelizmente “o eterno retorno” a que me refiro é sobre o fato de que mudam os endereços, as pessoas, as formas de captação e cooptação, mas a natureza criminosa das ações e os objetivos espúrios permanecem os mesmos. *Imagem: buscaderazão.blogspot.com


 A repetição e proliferação de corruptos e corruptores é tamanha que sugere a existência de uma “cartilha pro corrupção”, naturalmente pensada na calada da noite, regada a álcool e tantas outras drogas quanto possíveis, concebida na associação de indivíduos afins, em ambientes luxuosos, com a coautoria de personagens marcantes, tudo, de modo a não perder um só cidadão que se mostre, na teoria ou na prática, com aptidão à fraude.  Tudo executado com precisão acadêmica. *Imagem: folhadetucurui.blogspot.com


Há uma terrível nuvem pairando sobre nossas cabeças. Farto material para a composição de um terreno extremamente perigoso e incentivador à transgressão de Direitos. Palavras de ordem como normatização jurídica, constitucionalidade, moralidade, ética, são diuturnamente confrontadas e perdem força ante a reiteração, quase compulsiva, de crimes contra o erário. *Imagem: colegiofanciscocarneiromartins.blogspot.com


Não há como ignorar. Vivemos um momento desalentador. O Brasil arrasta-se de pires nas mãos, caindo na avaliação como pagador e escoando ralo abaixo a mínima perspectiva de crescimento. Uma inovação foi pensada por mentes brilhantes: Proposta de Orçamento Negativo,  enviada ao Congresso para o ano de 2016.  Carrega, desde o   seu nascedouro, um déficit num valor de R$ 30,5 bilhões. Isso, conjuntamente com uma indigesta projeção de alta do PIB em apenas 0,2% para o ano vindouro. Não fosse suficiente, a magistral sugestão é defendida como sendo uma proposta transparente, cristalina, verdadeira e ética... *Imagem: investimentovalor.blogspot.com


Deixemos detalhes técnicos para os especialistas. Tratamos de constatações, indignações, certezas e incertezas. As mídias, falada, escrita, televisiva, bem como pessoas do povo, homens e mulheres, em quaisquer lugares que estejam, até mesmo nas mesas de bares, antes palco de noitadas filosóficas, hoje  registram a crise, a corrupção, a desesperança. A divagação perdeu seu espaço. Nas Igrejas os celebrantes repetem uma oração pelos governantes: pedem a Deus que os oriente, isso, publicamente; talvez, em suas preces silenciosas, peçam equilíbrio para que façam o que precisam fazer e se abstenham daquilo que não deveriam. * Imagem: devocionaiscmv.blog.spot


Profusos nos problemas, criativos na hora batismal. Convivemos com “Propinoduto, Operação Anaconda, Mensalão, Valerioduto, Dólares na Cueca, Mensalinho, Operação Lava Jato e suas fases – Clube do Bilhão, Juízo Final, My Way, Que País é esse? A Origem, Erga Omnes, Conexão Mônaco, Radioatividade, Pixuleco, Pixuleco 2 e a significativa Nessum Dorma.”  A sociedade brasileira vive uma época de escândalos ininterruptos. Também vivência uma situação nova, nunca nesse País se viu o Ministério Público e a Justiça, alcançarem pessoas com o status que ora vemos. *Imagem: www.musicclub.eu


 A trancos e barrancos, Mesmo assim, evoluímos. Quando, a não ser na nossa história recente, vimos membros de altos escalões administrativos, Titulares de Ministério, Políticos integrantes do Senado e da Câmara Federal, Empresários da elite financeira, Diretores de Empresas Publicas e Privadas, sob a mira do Ministério Público, da Justiça e da Polícia Federal? Com toda a certeza há um avanço extraordinário e, aparentemente, sem volta. Um acontecimento novo na sociedade brasileira.* Imagem:kdfrases.com


E não se credite tais progressos ao Poder Executivo ou ao Legislativo. Pelo menos no contexto atual, não há essa disponibilidade nesses Poderes. Os louros cabem ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Claro, que em qualquer dessas esferas também se pode excluir indivíduos. Mas, caminhemos. Cada um com sua consciência, cidadã ou não. Uma certeza nos atinge. Seja qual for o tamanho do problema, do déficit, da crise, da rede de corrupção ou mesmo o valor dos bilhões resultantes da gastança administrativa, capitaneada pelo Governo Central, a conta será paga pelo povo. *Imagem: jornalismob.com



Ao cidadão comum caberá: a obrigação de entender por que a Presidente, em nove meses de Mandato, mudou três vezes a sua equipe de articulação política; discernir como o Congresso deverá votar PAUTAS BOMBAS - medidas propostas por Dilma: se demonstrando força com a derrubada de seus vetos, assumindo a carapuça de votar contra a Nação, ou não; finalmente, tornar-se, cada brasileiro adulto,  um matemático genial com fórmulas mágicas para eliminar o déficit, gerar receita – preferencialmente sem a famigerada CPMF e, finalmente, acreditar que o governo age corretamente, tem postura direcionada para eliminação da crise, de forma ordenada e uníssona,  merecendo confiança e credibilidade.*Imagem: tv.estadão.com.br


A atualidade do povo brasileiro transformou-se numa Caixa de Pandora, cuja abertura libertou todos os males modernos, aprisionando a esperança quando fechada de forma abrupta em face da ruptura de um reiterado ilusionismo. Ao que parece estamos mergulhados até a alma no fatalismo da ampulheta proposto por Nietzsche. *Imagem: cacopolis.tumbir.com


Todavia uma teimosia saudável, permite acreditar que cidadãos como o Juiz Federal Sérgio Moro, integrantes da Magistratura e do Ministério Público, especialmente o Dr.  Rodrigo Janot, todos, como o histórico comandante Francês Jean-Andochet Junot, conquistarão, senão o quartel de Abrantes, cidadelas nacionais nunca dantes conquistadas, em terrenos férteis e com senhores extremamente poderosos.  O Brasil precisa disso. Na Política não pode haver lugar para trapalhadas, corrupções, maquiagem e representantes do povo às cegas em busca de uma panaceia qualquer. *Imagem: capitaldopantanal.com.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SE CORRER O BICHO PEGA


SE FICAR O BICHO COME

Parece infantil? Lembra algo da infância de cada um? Bom, pelo menos a mim e, certamente,  aos meus irmãos, tenho a certeza de que ouvimos muito essa expressão, não só na infância, mas e também, ao longo de nossas vidas. Não sei se é usada apenas no Nordeste. Sei, todavia, que o sentido dela não escapa à ninguém. Impotência diante da vida, ausência de possibilidade de uma saída, quebra do constante caminhar em busca do crescimento. Enfim, estagnação pela impossibilidade de resgate do natural curso da vida, da história, do futuro.... *Imagem: chebolas.blogspot.com


É terrível, quando se constata  a inexistência de forças seja física, psíquica, ética, moral ou política, para fugir do fundo poço e, esse, se revela a cada minuto mais próximo. Os horizontes tornam-se sombrios, o futuro a cada segundo mais ameaçador, a cidadania é colocada em cheque ante o quadro que se desenrola a cada segundo com nuances mais estarrecedores.* Imagem: humortadela.bol.uol.com.br


Infelizmente vivemos esse cotidiano. O hoje, nesse belo cenário, privilegiado pela natureza com uma orla magnifica, florestas belíssimas, dentre essas a Amazônia - reconhecida como patrimônio da humanidade -;  aquíferos invejáveis, inclusive o Guarani, Alter do Chão – os maiores do mundo –, Cabeças, Urucuia-Areado e Furnas; relevo mais que favorável à vida; ausência de grandes catástrofes naturais - exceto aquelas anunciadas e reincidentes em razão do ócio administrativo. A beleza, a exuberância, a simpatia e calor de nossa gente,  declaradas pelo mundo a fora, cede espaço para  a tristeza que envolve a amarga realidade de nosso país . * Imagem:wellingtonfllagg.blogspot.com


Há bem mais que aviões, aves, insetos, aromas e nuvens sob nossas cabeças. Diria até, em interessante associação que  vivemos hoje o dilema e a sensação experimentada por "Dâmocles": uma espada sob a cabeça. Entretanto pensar dessa forma é pouco. Não temos essa opção de saber que numa fração de segundo nos livraríamos da vida e do que de desagradável viesse do fato de estar vivo. Não é tão simples assim. Não é sair da vida para entrar e na História. Por outro lado, bem ou mal, os que ai estão já entraram. *Imagem: domacedoblogspot.com


A angústia que paira sobre a população, como se fora uma densa nuvem de gafanhotos famintos, sufoca, impede a respiração, tira o fôlego e devolve, a cada segundo, o impasse. A corrupção como um gigantesco polvo, guia seus tentáculos estrangulando a esperança, esmagando o que se creditou como uma democracia representativa. Não se trata de fatos isolados, não são fatores externos ou cidadãos alheios a administração, gerência e/ou, execução das políticas públicas que norteiam a nação. É bem mais que isso, é o caos, movido e promovido por quem jamais poderia fazê-lo. *Imagem: fbpoliticaesociedade.blogspot.com


Engraçado. Por que não há surpresa? Por que não há decepção com o engodo eleitoral sistematicamente praticado contra o povo brasileiro? Estranhamente, tem-se a impressão de que a desordem legislativa e a ingerência governamental,  são absolutamente naturais. O contexto amplamente anunciado pela desqualificação de muitos dos que se dizem "legítimos representantes de alguma fração do eleitorado", reflete a disparidade entre a coisa pública e o homem público. *Imagem: saraiva13blogspot.com



E o eleitor?  Esse, muitas e muitas vezes alienado das reais necessidades da sociedade, consagra o imediatismo da promessa, do aceno, da possibilidade de ser agraciado com um benefício,  multiplicando o oportunismo, a distância, a ausência de compromisso e a indiferença. Ora, a possibilidade de mandatários imbuídos constitucionalmente de Poderes lesarem, contínua e diariamente,   as finanças publicas, é um passe livre para que pessoas ignorantes, ou de mau caráter ou ainda, carentes de tudo e de verdadeiros líderes que militem a seu favor, passem agir em proveito próprio, livres de amarras, sem restrições. *Imagem:lorotaspoliticaseverdadesblogspot.com



Sinceramente é difícil aquilatar o que é pior. SE uma nação mergulhada em inegável crise política, chafurdando num mar de lama, onde as decisões são a cada dia mais comprometedoras e, na qual o Poder Executivo não tem o apoio da chamada base de sustentação política, onde naturais aliados se posicionam pública e  veementemente contra o Governo e sua equipe. Ou, SE, a pseudo paz advinda de perversas negociações, sejam no terreno da corrupção ou na ânsia de governabilidade, descaracterizando o Estado de Direito e ditando a política do toma lá dá cá. Por amor ao diálogo pergunto: que ases detêm partidos que deixam a base aliada e mantêm seus pares à frente de Ministérios?  Qual força de um governo que tem entre seus Ministros representantes de partidos políticos que romperam publicamente  com a presidência? *Imagem:www.ivancabral.com


Não mais existe coordenação política. Somos um barco à deriva. O governo central sofre derrotas e mais derrotas em sua estratégia de recomposição do poder. A crise não é eventual. Multiplicam-se os escândalos, as Comissões Parlamentares de Inquérito e as chamadas "bombas legislativas". Cresce o risco Brasil.  A Petrobras desaba, a Eletrobras agoniza com as recentes descobertas, a Poupança tem  os piores rendimentos dos últimos anos estando abaixo da inflação, os juros são objetos de contradição entre os economistas conforme o entendimento político e/ou a cartilha seguida pelo profissional, a inflação acumulada é a maior desde novembro de 2003. *Imagem:municipiosbaianos.com.br
Membros do Ministério Público e  da Magistratura fazem a alegria da população. Os números são agora presentes em todas as casas, todos os dias. As mídias, enlouquecidas, traduzem o tamanho da crise moral, ética, política, estrutural e conjuntural. Bilhões desviados de empresas brasileiras, dão a volta ao mundo e retornam aos cofres públicos travestidos em penas judiciais. Lamentavelmente ainda não se obteve a paridade entre o que se encontra fora do Brasil e o efetivamente devolvido aos cofres públicos. É difícil, muito, muito... *Imagem: blogdamartabellini.blogspot.com



Crimes, de colarinho branco ou comuns, com ou sem violência visível, crescem assustadoramente. É, NÃO RESTA DÚVIDAS. SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME. 

MAS, " NUNCA DESISTA. GUARDE ESSA PEQUENA CENTELHA, COM ELA VOCÊ PODE ACENDER UMA FOGUEIRA. "  (Charles Buckowisk).