Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.
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domingo, 8 de junho de 2014

MARIA O SIM EM FORMA DE MULHER


O QUE NOS DESPERTA ?



Esse mundo virtual, rápido, com informações validadas e superadas a cada segundo, tem suas ilhas de remanso sedimentadas em situações que  parecem ter nascido conosco, nos acompanham por toda a vida e que, com certeza, queremos ter como nichos de verdade e consciência, pairando sobre cada um de nós por toda a nossa vida. Assim a Fé, o Amor, a Veneração trazem Maria ao nosso dia a dia, aparentemente sem justificativa, ante a explosão de gratidão, respeito, devoção, partindo de sua declaração universal.


Sempre ouvi falar sobre o SIM de MARIA. Um consentimento, um assentimento, uma radical e incondicional abertura para outra vida. Uma ascensão qualitativa jamais alcançada por qualquer mulher. Mas quem era a virgem que  proclamou o SIM? Quem foi aquela, entre todas as mulheres a escolhida? Descendia de reis? Morava em palácio? Usava bela joias a adornar e realçar sua natural beleza? Não, não foram esses os requisitos que a tornaram preciosa, cheia de graça.


O que fez Maria digna da Saudação de Gabriel? Qual o mistério que tornou-a a virgem das Sagradas Escrituras, aquela que conceberia o Filho do Altíssimo, o Salvador, Jesus o verbo de Deus feito Homem? Que forças conduziram Maria a intitular-se "serva do Senhor”, colocando-se plena e totalmente  sob o comando do que lhe era informado? Por que assumiu uma postura a um só tempo obediente e decisiva? Qual o peso para a humanidade das sentenças proferidas: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra.
 

Em Maria nada é sem sentido. A missão de Mãe sublimou sua passagem entre nós. O mundo não mais poderia ser visto como fora até então. Um marco fantástico surgira para todas as nações com a Anunciação. Eis que se noticiava a contagem regressiva, o relógio atrasado que serviu de sinal ao Verbo encarnado.


 A mãe do SALVADOR,  sua essência resume-se numa só palavra que traduz e dá sentido ao existir: AMOR, nele a vida da escolhida se encadeia numa simplicidade a toda prova, ofertando o único meio que possibilita à generosa Mãe decifrar os mistérios da vida, buscar  compreender os mistérios da morte, aceitar os desígnios do alto e tornar-se a Mãe de toda a humanidade.

A Saudação nos deu uma das mais belas  Orações do Cristianismo:



AVE MARIA

Ave Maria cheia de Graça.
O Senhor esteja convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres.
Bendito é o fruto de vosso ventre Jesus

Santa Maria Mãe de Deus.
Rogais por nós pecadores
Agora e na hora de Nossa Morte Amém

SUA RESPOSTA, O MAGNIFICAT - UMA DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA E FÉ.





"A minha alma glorifica ao Senhor
E meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
Porque olhou para a sua pobre serva.
Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas, aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua Misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.

Manifestou o poder do seu braço:
Desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos
e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes
e despediu  de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado de sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e de sua posteridade, para sempre."  

Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre,

por todos os séculos dos séculos  Amém. 
(Lucas 1, 46-56)
 


Que Nossa Senhora nos cubra com o seu manto de Amor e Paz.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O MISTÉRIO DA PAIXÃO

FÉ, AMOR E SECULARIDADE.


Mais de dois mil anos se passaram. Homens e mulheres sofreram tantas mudanças que por vezes há dificuldades em sabermos quem é quem.  O mundo sofreu todos os tipos imagináveis e inimagináveis de mudanças. O Planeta modificou seu aspecto externo, seu relevo, sua temperatura, tudo; vivemos continuamente sob mudanças, até porque há uma incessante troca de energia e massa na natureza  além da frenética  interferência humana.


A primeira vista parece ser impossível que algo neste mundo em eterna ebulição  possa permanecer imutável por dois mil anos. E o melhor, que nós façamos parte desse contexto. Não pensem que fiquei maluca. Estou sã, até que me provem o contrário. Domingo de Ramos, na Igreja, em plena celebração, me peguei questionando o porquê do sacrifício do Cristo ser tão presente, ser capaz de emocionar, levar à profundas reflexões, ditar condutas, condicionar nossas escolhas.


É por mais que sejamos levados a evoluir em nossas vidas, que passemos a nos prover de intenções direcionadas ao autoconhecimento, ou mesmo que adotemos as costumeiras diretrizes do dia a dia e palavrinhas que nos contextualizam com a realidade, somos surpreendidos como ainda guardamos em nosso íntimo o que nos foi passado por nossos pais, que já receberam dos seus de geração a geração.


Nós acostumamos à limitação dos fatos ao tempo em que eles são de alguma forma, interessantes para nossa vida, para a sociedade, para aprimorar conhecimentos ou qualquer coisa que o valha.  Muita coisa foi guardada na memória da humanidade, mas nenhuma delas consegue aproximar-se do marco memorável que demarcou a história, a fé, o amor, a paixão e a compreensão do Sagrado.


Há, entre todos os acontecimentos que a humanidade testemunha um MISTÉRIO impossível de ser ignorado. Um acontecimento capaz de retroceder o relógio secular, de materializar desígnios Divinos e iluminar a humanidade sobre a ação e a obra de DEUS.


Falo da PAIXÃO DE CRISTO. Um momento único na história da humanidade. Iniciado com a Anunciação do Anjo a Maria e do seu sim, traduzido singularmente no Magnificat, o seu canto de amor. A história de amor e de aceitação tem muitos personagens. À Maria, mãe do Salvador, foi indispensável o suave amor de José,   que o fez acreditar, protegê-la, desposá-la e, sobretudo, amar a Jesus portando-se como um Pai e, numa lição espetacular de humildade ensinar, ao Rei dos Reis, o humilde ofício de carpinteiro.


A História da Paixão de Cristo atravessa os séculos, desafia a humanidade, a heresia, a apostasia, a agnosia, tudo e até mesmo as espalhafatosas declarações em busca de parâmetros para imagens a serem vendidas. Muitos lembram a polêmica frase atribuída a um Diretor da  “White Star Line”  sobre o TITANIC: “Nem Deus afunda o Titanic.” A frase imputada a Jonh Lenon, um dos Beatles: “Nos somos mais famosos que Jesus Cristo”. Uma  atitude de  Cazuza, que num show no Canecão deu um trago num cigarro de maconha, olhando para o alto e soltando a fumaça  afirmou: “Deus essa é para você”. Todos se foram, todos morreram, Deus permanece e Jesus ressuscita todos os dias. 


Pois é, a Paixão de Cristo está cada dia mais viva. Não se trata apenas de fazer memória. Não é teatro, não é a busca pela desejada panacéia, é muito mais que todas as coisas que possamos imaginar. Talvez o segredo esteja no fato de que a Paixão é alimentada pela Fé. Nós, católicos, acreditamos que Jesus, o Cordeiro de Deus, através de seu sacrifício nos inseriu num novo projeto, deu-nos uma nova chance   de um dia alcançarmos a verdadeira Paz. Mas, a Fé não é algo que se planeje, se calcule ou mesmo se possa transferir a terceira pessoa. 

A Fé, em mim, é um sentimento profundo de entrega e certeza. É confiança, esperança com credibilidade ante a verdade emanada de um processo construído  no mais íntimo de meu ser. A Fé renova ano a ano a Paixão de Cristo. Ela é portadora da Boa Nova, ela nos diz que todos os dias, Jesus se sacrifica para que sejamos melhores e possamos ajudar um aos outros.



A Fé é filha do Amor. Daquele que transcende à materialidade. Aquele que não necessita ver para crer. Aquele sentimento maior, capaz de superar distâncias geográficas, eliminar diferenças sociais, étnicas, religiosas. Amor universal, da humanidade por Deus, e de Deus por todos nós. 


O Amor gera todas as coisas e segundo Bento XVI, é o sentimento que procura o bem e a paz para todos os seres humanos. O Amor Ágape nos faz voltar no tempo, sentir a dor, a traição, o presente da Eucaristia, a infâmia das acusações, a omissão de Pilatos, a crucificação e morte, a ressurreição..., a mensagem para que sejamos pessoas melhores, nos amemos e propaguemos o  porquê da vinda, morte e ressurreição do Cristo.


O Amor está presente em nossas vidas até quando não o sabemos. Existe amor no bom dia que você dá a um desconhecido, valorizando-o, lembrando-o de que está vivo, é um filho de Deus. Igualmente existe amor quando nos dedicamos e damos o melhor de nós mesmos no nosso trabalho. E o que dizer do olhar carinhoso, do sorriso amigo que dedicamos no dia a dia a tantas pessoas que nos procuram, muitas vezes apenas para ter com quem trocar duas palavras?


O Amor nos diz que a Paixão não foi em vão. O Amor testemunha a Graça, a Palavra, a doçura dos corações, a abertura para Deus, a conversão em reconhecimento de que o Deus Encarnado, o Verbo Divino, veio para Redenção de toda a humanidade e através dele pudemos entender o significado da obediência, da humildade, da paciência, da justiça, da constância e da fidelidade a vontade do PAI.


A PAIXÃO DE CRISTO É REAL, ATUAL E CONSTANTE. Acontece todos os dias, nas pessoas que são imoladas em assaltos, assassinatos, raptos, torturas, humilhações, chantagens e todas as formas de negação ao Deus da Vida. Ela, a Paixão, mantém seus pilares. O nosso cotidiano nos mostra diuturnamente os agressores, a briga pelo poder, a bajulação ininterrupta, os modernos Pilatos que lavam as mãos, viram o rosto, escondem a corrupção, se negam a enxergar a dor, o horror, a fome, a ignorância.

Os personagens da Paixão estão todos aí, ao nosso redor. Cada um de nós pode ter tido o seu dia de Pilatos, quando nos negamos a ver as injustiças ao nosso redor. Quantas vezes fomos Pedro e negamos  Jesus ou quem sabe, um nosso conhecido ou mesmo desconhecido, pobre, maltratado, humilhado e que precisava veementemente de um gesto, uma palavra, uma ação?


Será que em nenhum momento de nossas vidas nos portamos como Judas Iscariotes, depositando nossas aspirações sobre outros, que não sonham os nossos sonhos e por isso “merecem” o beijo da entrega? Quantas vezes fomos Tomé e ignoramos os sinais, desdenhamos e somente acreditamos naquilo que se materializa diante de nós?


Essa descrença, essa ausência de compromisso cristão, essa forma distorcida de ver aos homens e a Deus crucifica todos os dias. Esse motor contínuo, essa lei imutável do nunca mais ao eterno retorno, nos faz consciente do quanto contribuímos para a nova versão da Paixão de Cristo. Mas nem tudo está perdido. A nossa Semana Santa não é feita apenas de Sexta Feira. A esperança renasce, Cristo Ressuscita e nós temos de volta a Promessa Sagrada de um lar eterno assegurado pelo sangue redentor do Cordeiro de DEUS.


 
A Páscoa acontece em cada coração, em cada consciência. Ela não é só a vitória sobre a morte, é, fundamentalmente, a vitória sobre o pecado, a regeneração que nos aviva e enche de esperanças. Jesus passa da morte para a vida, das trevas para a luz, o templo arrasado, colocado abaixo, está novamente de pé. As Escrituras foram cumpridas. Com a Páscoa celebramos o mistério da salvação pela ressurreição de Jesus Cristo. 


Todas as vezes que estendemos nossas mãos para os que necessitam de ajuda, todas as vezes que defendemos os que são injustiçados, todas as vezes que matamos a fome, a sede, livramos do frio e da vergonha aqueles que nos procuram, acontece a Páscoa em nosso âmago. É verdade, estávamos mortos pelo egoísmo, pela insensibilidade, pela omissão e por tantos outros sentimentos negativos e o nosso irmão, talvez até o último na escala social de nossa atualidade, nos resgata para Deus por um simples gesto de amor, por uma concessão à vida, ao projeto de Deus.

Tenho a absoluta certeza de assim como a PAIXÃO DE CRISTO REPETE-SE TODOS OS DIAS, É ATUALÍSSIMA, TAMBÉM O É A RESSURREIÇÃO, A PÁSCOA DO SENHOR.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NATAL É ALEGRIA

VIDA, BRILHO, AMOR E FÉ.


Mais uma vez chegou o Natal. O rebuliço está em todas as instâncias. Pessoas que naturalmente já não têm tempo para nada, nessa época, reiteram sua forma de viver e repetem o que já dizem no dia a dia. Apesar de tudo  vivemos o "Advento", mais que uma palavra latina, uma certeza de que há um acontecimento em processo de preparação. Uma novidade.


Uma comemoração que acontece há 2.000 anos. Um fato esperado, desejado e levado a humanidade, inicialmente por meio de Profetas  como Promessas Divinas firmadas nas Sagradas Escrituras e endereçadas aos humanos. Para a cristandade é um tempo de alegria, onde serão renovadas as emoções e bençãos do nascimento de Jesus, o Redentor dos Homens.



A preparação, da festa religiosa, se dá em quatro semanas. Inicia-se em Novembro e vai até o dia 25 de Dezembro. As Igrejas experimentam nessa passagem a liturgia da purificação. Todas têm os paramentos, seus altares cobertos  de roxo. Com a chegada do menino Jesus há para a igreja fundada por Pedro o início do Ano Litúrgico.


Em cada ser humano, cada coração, cujas condições pessoais de vida, de  fé, ciência e consciência permitem alcançar a magnitude do "Deus conosco", há um sopro de vida nova, de recomeço na certeza de que a vinda de Jesus Cristo mais que promessa cumprida é sinal de amor maior, amor Ágape. 


São inúmeros os símbolos que marcam o caminhar, as luzes coloridas, as arvores enfeitadas, os presentes, a Ceia, o peru e a "Coroa do Advento". Conforme o nome é uma grinalda circular, sendo o abeto a folhagem mais utilizada, onde são inseridas 4 (quatro) velas, também chamadas círios e uma fita vermelha. 



A coroa do Advento possui forma circular representativa da eternidade, não tem princípio ou fim, é também uma aliança. Sua cor, verde, exalta a esperança e a vida que advêm do nascimento do Deus Menino. A fita vermelha significa Amor, dos homens para com o Divino Mestre e do Pai para toda a humanidade. Cada vela é acesa num Domingo que antecede o Natal e significa distanciamento das trevas, da escuridão;  é a LUZ invadindo o mundo. É A ALEGRIA  TOMANDO OS CORAÇÕES. Graças a DEUS. 




Assim prepara-se a Igreja Católica para o grande dia.  E os católicos como se preparam?  A primeira resposta toma forma, som e cor com a lembrança da agitação, do barulho e da confusão que se instalam dos grandes shoppings aos vendedores instalados nas calçadas. Mais uma vez todos correm. Comprar é a palavra de ordem. 



A roupa nova, o presente, aquele móvel novo, o eletrodoméstico mais moderno, o equipamento eletrônico que o vizinho trouxe dos "Estados Unidos" (muitas vezes made in China e/ou Taiwan) e que transformou-se em imbatível objeto do desejo. A pintura da casa, a reforma daquele estofado, a troca de cortinas, parece que o mês ao invés de 31 (trinta e um ) dias tem apenas 15(quinze). Nada ocorre como foi planejado. A insatisfação reina plena e absoluta.  Afinal pode dar errado para qualquer um, menos para quem planejou cuidosamente o seu NATAL.



Ah! Quase esqueci as pessoas, os indivíduos. Sim, porque roupa nova, presente, casa arrumada, nada disso importa se as criaturas não estiverem "REPAGINADAS". Aí é quando as coisas acontecem e o bicho começa a pegar. É claro que você marcou com uma antecedência de uns 30 (trinta) dias aquelas luzes, aquele botox em seu cabelo, aquele corte que lhe fará igual a uma Deusa da atualidade. E a manicure? Unhas de gel ou de silicone, porcelana ou o método tradicional usando as boas e  antigas unhas naturais. Qualquer dessas escolhas pode transformar-se num filme de terror se você esquecer de fazer sua reserva com bastante antecedência.



E os homens?  Já não são mais os mesmos. No quesito vaidade entram em pé de igualdade com suas senhoras, suas noivas, namoradas e amigas. É limpeza de pele, luzes nos cabelos, sessões e mais sessões de extenuantes exercícios físicos. Afinal, ter um tanquinho para mostrar pode conquistar corações independentemente de sexo ou idade. A concorrência é grande. e a diversidade também.  Há os que só se sentem atraentes com recheadas contas bancárias, nesses casos troca-se a inspiração pelo famigerado salve-se quem puder.  Nessa seara poder é consequência natural de ter.



MAS O QUE DIZ FRANCISCO? Não aquele que se desnudou para ir ao centro da Santa Madre Igreja. Refiro-me ao Papa. Inicialmente visto com reserva e até mesmo desconfiança. É evidente, um Argentino, lembrou, de imediato, o Dieguito Maradona e a famosa "mão de Deus". Tudo por culpa dessa indisfarçável humanidade repleta de seres pequenos falhos e com culpas a partir do nascimento. Bom, tudo superado. O ex-Cardeal Jorge Mário Bergoglio honra cada dia mais o nome que escolheu. 



Com Francisco máscaras caíram. O luxo, as pompas, a ostentação, os desvios, os desmandos, o mau uso da máquina administrativa do Vaticano ou de seu Banco; o insistente trinômio pedofilia/cegueira/surdez, tudo parece ter agora a aplicação de medicação eficaz e não de um placebo que nada resolve, não a panaceia que tudo cura.  A Igreja anda a passos largos para uma profunda reforma. O mundo pede por elas. Anseia por tais acontecimentos. Espera e acredita piamente que logo logo se verá a mudança sonhada por bilhões de almas. 




Francisco, no final de Novembro, com sua fantástica Exortação Apostólica "Evangeli Gaudium  - Alegria do Evangelho " , clama aos cristãos  para serem evangelizadores, alegres, compromissados, com DEUS E COM SEUS SEMELHANTES,  falando sobre:

 1."A alegria que se renova."

2. "O grande risco do mundo actual com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo individualista que brota do coração comodista e mesquinho da busca desordenada de prazeres ... 

6. " Há cristão que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa...



E o Natal dos cristão após a Exortação papal? Será possível continuar como se nada houvesse ocorrido? Até quando a indiferença pelas coisas que realmente contam? Até quando viver uma eterna Sexta-feira Santa sem a alegria do Domingo de Páscoa? 



Graças a DEUS, nesse estranho aglomerado de emoções e ações coordenadas pelo deus mercado, pela necessidade de crescimento social, pela competitividade e ambição, algumas pessoas marcham em sentido diverso ao da grande maioria. Seres aparentemente em rota de extinção e que insistem em sobreviver, em rememorar e ressuscitar velhos valores, em cumprimentar e distribuir sorrisos, em sonhar com coisas simples, fáceis de serem alcançadas. 



Pobres mortais,  será que descobriram a condição implacável da humanidade, sua finitude? Ou simplesmente optaram por uma incessante busca de melhora interior e de entrelaçamento com os demais? Felizes criaturas que mesmo sendo poucos estão presentes em todos os lugares, mesmo os mais longínquos.


Esses vivem o NATAL de 365 e dias. Estão sempre dispostos a iluminar a vida com um gesto amistoso, com um largo e gostoso sorriso, um abraço fraternal. Não precisam sequer vincularem-se a uma religião. Vivem em Deus e Deus vive neles.


Com a chegada de mais um NATAL em nossa vidas façamos como os cristãos verdadeiros e como nos exorta o Papa Francisco, renovando em cada de um de nós a alegria, deixemos de lado a individualidade, o consumismo, o comodismo, a mesquinharia, a persecução de prazeres superficiais. Que possamos escolher viver na alegria,  trazendo para o nosso dia a dia a humildade e grandeza da manjedoura, a serenidade da Sagrada Família, a exemplar obstinação dos Reis, Magos Orientais; o sim de Maria; o silêncio pleno de amor de José; a estrela guia e, sobretudo o MENINO DEUS, DÁDIVA MAIOR DO PAI AOS HOMENS.  




                                                     FELIZ NATAL PARA TODOS!