Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PROMESSAS BEM INTENCIONADAS



ANO NOVO



Todo  ano  a mesma coisa. Tenho a absoluta certeza de que farei diferente no ano vindouro. Quero tomar as rédeas de minha vida. Não posso adiar algumas coisas. Inclusive, dominar esta forte tendência ao drama, que me leva do riso às lágrimas sem pagar passagem. Em mim o sério e o caricato habitam um mesmo texto.  Mas, vejamos as fortíssimas decisões. 



A primeira e a mais prometida dentre todas é a dieta. Dieta? Não eu não preciso. Quando muito uma reeducação alimentar. Leve. Nada de radicalismo, o preço é muito alto para o organismo e sempre nos é devolvido em dobro. Farei o seguinte: evitarei massas, com moderação é claro, pois quem resiste e consegue ficar, o tempo todo, longe de uma boa pizza, uma gostosa macarronada?  E o que dizer de uma suculenta lasanha? Pegarei leve, diminuirei o tamanho do prato e aumentarei o peso do garfo, essa combinação é muito chata: prato pequeno e garfo pesado, conclusão: não dá para comer muito.




Farei todos os trabalhos que estão esperando uma vaga na minha "assoberbada" rotina. Serei rápida e produtiva. Mas, tudo dentro de uma boa margem de segurança, afinal a pressa é inimiga da perfeição. É evidente que terei o máximo cuidado para não deixar que a urgência baixe a qualidade do serviço ofertado. Pensando melhor, farei uma triagem e trabalharei dentro da normalidade. É mais tranquilo, mais sensato.



Desculparei as afrontas recebidas. Buscarei aquelas criaturas ofensivas como se nada houvesse acontecido. Mostrarei para elas o quanto sou “magnânima”, pois é assim que deve proceder uma cristã verdadeira. Algo, entretanto, acendeu uma luzinha vermelha. Não sei bem o que é. Meu cérebro insiste em colocar de sobreaviso o meu instinto de preservação. E aí? Se alguém não entender o meu gesto grandioso? Pior, se o fulano ou as      fulanas acharem que eu, finalmente, reconheci que estou errada e a minha atitude é uma confissão.  O mais conveniente é aguardar o desenrolar dos fatos. Ficarei observando.



E as providências que vem sendo continuamente adiadas? É impossível não resolver as pendências, enfim tenho que fazer o ano novo acontecer diferentemente do que se despede.  Pois é, aquela organização no guarda roupa faz meses que está para acontecer. As roupas que não uso faz anos. As bijuterias, antigas que só vendo.  Uma lembra um período em que era solteira, fazia faculdade e comprei em Goiás – Buriti Alegre; outra lembra quando engravidei de meu filho que já está com trinta e dois anos. São várias e trazem à memória pessoas e histórias. Mas vou descartá-las, acho que vou.

E a retirada dos comprovantes de pagamentos realizados – há bem mais de cinco anos e que venho planejando há tanto tempo? Não gostei. Usei o gerúndio que é quase igual à eternidade. Não é bom sinal colocar o famigerado tempo verbal em relação às ações que devemos intentar. Agora ficou melhor, senti firmeza. O presente do indicativo seguido de infinitivo significa algo atual e imediato. Uma ordem! Vou retirar os pagamentos velhos, rasgar e queimar para não ter a má ideia de retorná-los para a caixinha onde estavam guardados. Minha única dúvida está em que pode ocorrer uma pane nos computadores das empresas e aí, como posso comprovar o meu pagamento? Tenho que pesar e medir as minhas pretensas futuras atitudes.



Nada como ter planos para o Ano Novo. Há anos planejo caminhar. Até comecei, mas, chegou o inverno e com ele as chuvas, a gripe, o cabelo molhado, não deu certo. A chegada do verão coincidiu com total desânimo. Penso que dois mil e treze será um bom ano para caminhar. Primeiro um bom tênis. Aí começa o drama: detesto tênis. Tenho que superar tal situação e, imaginar a roupa ideal para caminhada já oferece uma válvula de escape.  
Está decidido: caminhar será uma das minhas decisões para o futuro, mas, tem que se logo, antes que o inverno chegue.



Ah, tem algo que não posso deixar para mais tarde. Preciso ler mais, o tempo passa e a necessidade de fazer uma reserva mental não pode ser procrastinada (pois é, uma olhadinha no dicionário já ajuda) com desculpas  rotas de que não tenho tempo. Também tem a musculação. Não pensem bobagens, não tenho cara de quem pega peso;  falo de exercício para o cérebro, a minha preferência é palavras cruzadas, gosto de “Coquetel”, Desafio, assim tenho excelente desculpa para ficar rastreando na memória o conhecimento necessário para resolver questões sem nenhuma importância, salvo, revascularizar meus neurônios. Adoro, entretanto não consigo aumentar minha “produção”. No próximo ano é claro que farei em dobro...sei que farei...pelo menos tentarei.



Sim há uma sábia resolução a caminho. Não que eu seja compulsiva ou deselegante. Mas, sabe aquele costume que muitos têm de fofocar? Pois é, não      quero saber de fofocas. Por favor ninguém venha me contar coisas dos outros. A vida alheia para mim é tabu; não quero saber nada...exceto, se for alguém muito famoso ou, aquele político que de tão mentiroso já virou chacota ou, aquela “madame” que vive de passado, aquela funcionária que se acha mais poderosa do que a ex-chefe do Gabinete da Presidência da Republica em São Paulo. Bem, casinhos fortuitos, namoricos, birras, essas coisinhas que movimentam o disse me disse não farão parte do Ano Novo. Tenho certeza.

Coisas boas virão. Estas acontecerão realmente. Quero respirar fundo cada vez que algo me aborrecer e avaliar se vale a pena me deixar perturbar. Lembrar como a vida é um maravilhoso dom Divino. Buscar soluções. Aproveitar a beleza desse imenso litoral que nos margeia e sentar calmamente olhando o mar, renovar as energias ante tão marcante expressão da natureza.  Agradecer a DEUS pela vida, pela família, pelos amigos, pelo trabalho, por tudo o que fiz e o que não fiz. Por ter dito sim na hora certa e ter tido a coragem de dizer não quando deveria.




Quero rir, rir muito. Não aquele sorriso tímido, preocupado com os olhares, com as críticas. Rir com o corpo e alma, gargalhar deixando a alegria contagiar todo o ambiente.  No Ano Novo, não importam as decisões tomadas e jamais executadas; os bons propósitos que nunca são realizados ; o pedido de desculpas que morre na garganta; a mão que permanece inerte quando deveria ser estendida, se podemos, como diz a canção, fazer novas todas as coisas.  




A todos um ANO NOVO repleto de PAZ, SAÚDE e REALIZAÇÕES.

2 comentários:

Lilian Rodrigues disse...

Inovou totalmente! Sem promessas vãs, tenho certeza de que não haverá muito esforço para cumprir com as que fez! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Beijo!!!

Manuella disse...

Demais,
Lourdinha. Adorei!!!