Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 60 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Movimento social - Morhan, uma realidade


HOJE, com muita emoção, quero falar para vocês sobre uma decisão na minha vida da qual tenho profundo orgulho. No ano de 1999, quando militava na Anistia Internacional, fui, através de amigos, apresentada ao Sr. Hortêncio Ribeiro Maciel, uma pessoa interessantíssima, com uma história de vida fantástica.

O primeiro encontro, no ex-Hospital Colônia Getúlio Vargas, falou, incessantemente, por quase três horas, onde, paralisada, o ouvi atentamente. Em meu íntimo brigava comigo para não chorar, para não interrompê-lo, para não abraçá-lo, até porquê eu era uma desconhecida e, apesar da eloquência daquele, certamente lhe causaria estranheza tamanha intimidade.

        Continuei ouvindo-o, encontrei um grande amigo. Uma pessoa normal, com erros e acertos, defeitos e virtudes, porém, extraordinário em força e vigor interior, que o levara a derrotar um mal, uma enfermidade. A doença, poderia não só tê-lo vitimado, mas e também vencê-lo. Entretanto, naquele homem fragilizado, mutilado, transcendia algo que chamava a atenção: a sua capacidade de tornar-se uma fênix, renascer das próprias cinzas cada vez que era atingido na sua integridade física, abalado na sua natureza guerreira.

      Conhecer “Seu Hortêncio” – como eu respeitosamente o chamava, sua esposa e seus filhos, foi começar a conhecer a luta de pessoas que, como ele, foram atingidas pela Hanseníase. SIM, fora este o MAL que o acometera. A mim se apresentava uma história de luta, pouco conhecida. A doença eu já conhecia, inclusive tivera parente internado na “Mirueira”, no Recife.

A Colônia Getúlio Vargas conheci menina; era um lugar muito bonito, cheio de fruteiras, flores, pássaros; incapaz de mostrar aos desavisados a tristeza, a separação familiar, as dores, as esperanças perdidas, a truculência representada por muros, correntes, cadeados, paredes de vidro e grades. 

Rondando a Colônia o preconceito que humilhava, matava em vida, transformando os internos em mortos vivos. As fugas eram constantes. Os castigos frequentes; a prisão, reiteradamente utilizada para reprimir aqueles que se rebelavam. Muitos se deixavam intimidar, amordaçar, não porque fossem fracos de caráter, mas porque a doença lhes tirava o brio.

       O local funcionava como se fora uma típica cidade do interior, pelos menos aquelas pequeninas do rincão Paraibano; tinha Prefeito – o primeiro foi Absalão – parente próximo de meu esposo; havia, ali uma cadeia, um cinema, uma igreja católica. Os casados habitavam pequenas casa conjugadas e, na maioria das vezes, abrigavam, também, crianças que eram retiradas do seio familiar em razão do diagnóstico positivo da doença.

Pela colônia Getúlio Vargas passaram muitos, alguns anônimos, outros ilustres por seus sobrenomes e prontamente esquecidos pela maioria dos familiares. Um fato me deixou perplexa: pesquisando documentos para envio à Brasília, descobri o paradeiro de uma professora querida que simplesmente sumiu de nosso colégio. Assim era a triste realidade daqueles nossos irmãos, penalizados com a mais cruel reclusão. Condenados, sem direito a recursos, a pena restritiva de liberdade, sem crime, sem julgamento. Sem dó ou compaixão.

 Apesar do sofrimento, aquele acontecimento de ouro que excepciona a regra, se fez presente. E Seu Hortêncio, Severina e outros, fazem parte dessa exceção. Não se acostumaram à doença. Não aceitaram o estigma. Não se curvaram ao preconceito. Não se escudaram na dor. Arregaçaram as mangas e lutaram. Nesse espírito decidiram combater o bom combate. É nesse contexto que sou apresentada ao Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN, corporificando o sonho de muitos e a decisão de alguns, cuja história nos faz crer na Humanidade.


Um nome: Francisco Augusto Vieira Nunes, um apelido – BACURAU; duas grandes aspirações: a erradicação da doença e a eliminação do preconceito. A ele juntaram-se muitas vozes que sofreram amordaçadas, sem eco, sem respostas, até que à sombra das árvores na Mirueira acolheram as súplicas. Ao invés do choro, se organizaram, usaram a palavra; em substituição a mudez registraram, sem medo, o que lhes era imputado, dia a dia.

Ouvi seu Hortêncio falar de pessoas como Bacurau e Dª. Terezinha, Artur Custódio, Cristiano, Dide, Valdenora,  Edgilson, Antônio Borges e tantos outros que deram e dão materialidade à tão maravilhosa idéia. Sem que eu percebesse a semente já se infiltrara em meu coração.

O MOVIMENTO INSTITUCIONALIZADO

Deste modo, tomei conhecimento de que o MORHAN na Paraíba, fora fundado em 1983. Deixado adormecido e revitalizado naquele ano de 1999. O encontrei sob a Coordenação de Severina Maria, figura impar, de qualidades invejáveis. Um corpo maltratado pela doença e, mesmo assim, em constante caminhar, impulsionada, com certeza, por um coração sonhador, acrescido de uma enorme vontade de viver, ajudar aos demais e crescer. 

O movimento, na esfera estadual, era pequeno no número de voluntários; inteiramente carente, no que diz respeito às finanças; de pouca visibilidade institucional. Tudo isso me instigou, crescia o desejo incontrolável de unir-me àquele clamor que gritava contra o preconceito, a ignorância, o desamor, a inércia estatal. Aderi.

       Em 13 anos de parceria, vi muitos companheiros partirem - alguns retornaram ao Pai, a exemplo de Seu Hortêncio, Tranquilino, a Drª. Rosemary Madruga, Benedito Barbosa; outros buscaram instituições diversas e/ou Estados. Nesse aspecto, merecem registro, por seu trabalho junto ao Movimento, a Drª. Luzinete Victor de Barros, o Dr. Frederico Carlos Machado, que por seis anos coordenou o MORHAN no Estado da Paraíba, o Dr. Glauberto Bezerra – Promotor de Justiça - que se empenhou, pessoalmente, para que o Movimento retornasse à ativa; Joana. D’arc Santos Silva, que tem sido o elo de ligação entre o MORHAN e a mídia local. 

          Assisti o crescimento do MORHAN, as vitórias sofridas, conquistadas uma de cada vez, em doses terapêuticas, trazendo sensações de alegria, conforto, reparação e JUSTIÇA.

       Como Sociedade Civil sem fins lucrativos, foi fundado em 6 de Junho de 1981, tendo como missão precípua “a eliminação da Hanseníase, através de atividades de conscientização e foco na construção de políticas públicas eficazes para a população.” O Morhan luta pela garantia e respeito aos Direitos Humanos das pessoas atingidas pela hanseníase e seus familiares, temos no voluntariado nossa maior força de luta.”  Está estruturado com uma Coordenação Nacional, Coordenações Estaduais - presentes em todas as unidades da federação -,  vários núcleos, sub-núcleos, todos montados a partir do voluntariado (fonte – site Morhan Nacional). 

 
O MORHAN foi inicialmente capitaneado por Bacurau. Acometido da doença que o vitimou, o debilitado coordenador apresenta um jovem, que acredita ter as condições necessárias para ser o novo timoneiro. Um rapaz, de olhos sonhadores, estudante de Medicina, ardente, apaixonado por tudo o que faz. Artur Custódio é o seu nome, de compleição aparentemente frágil, de estatura média, torna-se gigante quando na defesa daqueles que um dia foram atingido pela Hanseníase; dono de uma forte presença, não por sua beleza física e sim pela fortaleza que emana de seu interior, consegue, com as bênçãos de seu padrinho tornar-se o seu sucessor. Sua posse ocorreu no Ceará, com a presença de Bacurau.

O triunfo dessa junção de pessoas do bem pode ser medido pelo alcance de suas conquistas. Através do MORHAN se conseguiu derrubar a Legislação que determinava a esterilização dos títulos dos portadores de Hanseníase ou sequelados dela; o Movimento mostrou ao País a vergonha indizível do preconceito e da segregação; em muitas situações, alcançou êxito na defesa da obtenção de órteses e próteses; se fez presente no Conselho Nacional de Saúde e em vários Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde; mobilizou a sociedade buscando a capacitação de profissionais na área de saúde; exigiu a humanização no tratamento desse público-alvo. 
 Através do Senador Tião Viana, conseguiu a concessão da pensão vitalícia para pacientes que foram submetidos à internação compulsória; obteve a regularização, em alguns Estados, dos imóveis ocupados por pessoas atingidas pela Hanseníase e moradores das áreas dos antigos hospitais colônias, em nome daqueles.
 
Uma de suas grandes realizações é a Carreta Saúde, equipada com cinco consultórios: um para detecção e diagnóstico da hanseníase; um laboratório para exames com resultado imediato; um banheiro com torneiras automáticas; elevador para portadores de necessidades especiais e gerador. Além de um palco destinado a apresentações para informação, entretenimento e exibição de vídeos. O veículo percorre o País levando serviços essenciais ao controle da Hansen, numa parceria do MORHAN/ NOVARTIS/ MUNICÍPIO VISITADO
 
O Morhan na Paraíba recebeu a Carreta da Saúde em dois municípios: de 23 a 26 de fevereiro de 2010 em Bayeux, onde está localizada a ex- Colônia Getúlio Vargas. Naquela ocasião, estiveram presentes Artur Custódio e Elke Maravilha. A campanha publicitária ficou a cargo do designer Fred Filho que criou, gratuitamente, a camiseta, os bonés e banners.

    Posteriormente, em março de 2010, a carreta esteve no alto sertão paraibano, no Município de Cajazeiras, onde, mais uma vez, tivemos a presença do nosso Coordenador Nacional. Merecendo destaque o trabalho voluntário da Dermatologista Astrid Zamorra  Em ambas as situações a Coordenação Estadual esteve à frente dos eventos nos quais foram detectados novos casos de Hanseníase. Ressalta-se que a vinda da carreta se deu em parceria com a Prefeitura de cada uma daquelas localidades.

Os parceiros institucionais do MORHAN Nacional são: A Associação Beneficente dos Professores Públicos Ativos e Inativos do Estado do Rio de Janeiro (APPAI); a Agência CW; a FETRANSPOR, que é parceira do Morhan no Rio de Janeiro e ajuda a dar mobilidade ao Movimento;  o Novartis,  Laboratório Novartis Brasil, que é parceiro do Morhan e financia a Carreta da Saúde; O RIOSOLIDARIO, que é parceiro do Morhan nas ações no Estado do Rio de Janeiro, com atividades de educação em saúde e divulgação das informações sobre a hanseníase e Telehansen; a UNIMED Brasil e o CONASEMS; The Nippon Foundation;  a EBX; a OAB Federal e muitas Seccionais nos Estado e o Ministério da Saúde. As Coordenações também celebram suas parcerias.

A luta a cada dia revela uma situação a ser vencida. Obtida a pensão vitalícia aos confinados, o MORHAN busca, agora, obter igual direito para os filhos separados de seus pais, numa ação já iniciada e apoiada por muitos. A Medicina, através do exame de DNA, tem se mostrado uma ferramenta inigualável para identificar pessoas, notadamente aquelas cujos pais são falecidos, mas que têm informações de possíveis irmãos, um tronco comum, cuja origem se encontra registrada nos livros das Colônias, nos Registros Batismais e, também, nas anotações dos antigos preventórios.

O MORHAN HOJE 


Dentre as conquistas do MORHAN, se coloca como algo a ser festejado,  a  realização  no  Brasil,  na cidade do Rio de Janeiro, do que foi o "primeiro" de uma série de "cinco" Simpósios a serem realizados no leste europeu, Ásia, África e Oceania, terminando em 2013, quando o último evento acontecerá na sede da ONU, em Nova York. 

Abrilhantaram o acontecimento, além dos voluntários vindos de todo o país, figuras  internacionais como:  Mr. Yohey Sasakawa, Embaixador da Boa Vontade pela Organização Mundial de Saúde; o Professo Yozo Yokota, da Sub-comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas de Promoção e Proteção aos Direitos Humanos; Mr. Incalcaterra, Representante Regional na América do Sul do Escritório do Alto Comissariado pelos Direitos Humanos; Dr. José Luís Gerardo Castellano, Coordenador de Prevenção e Controle de Doenças Notificáveis na área de Vigilância em Saúde e Prevenção de Doenças da OPAS, Escritório de Washington; Dr. Sumana Barua, Líder da Equipe do Programa da Hanseníase Global, Escritório Regional do Sudeste da Ásia; o Professor Arriscado Nunes, da Universidade de Coimbra. Também estiveram presentes várias ONGS, dentre elas A CORSOHANSEN/Abuelas de Plaza de Mayo, representada por sua Presidente Estela Barnes de Carlotto e participantes vindos da Argentina, Moçambique, Índia, Japão, Portugal, Colômbia  e outros.

No cenário Nacional  destacamos: Drª. Michelle Reis Ledur – Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República; Dr. Diogo Santana – Ministério da Saúde; Dr. Jairo Bisol – Presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde; Representante da Ordem dos Advogados do Brasil; além da efetiva participação nas mesas de Artur Custódio – Coordenador Nacional do Morhan; Cristiano Torres – Vice -Coordenador Nacional. Ainda, Dr. José Luís Amaral – Presidente da Associação Médica Mundial e Valdenora Rodrigues – Morhan Nacional, responsáveis pelo lançamento, no evento, do Apelo Global 2012.   Ney Mato Grosso e Elke Maravilha, estes últimos, encarregados da leitura do Apelo. E o convidado especial Dr. Nilmário Miranda.

O Apelo Global “ Pelo Fim do estigma e da discriminação contra as pessoas atingidas pela Hanseníase”, foi lançado em 30 de janeiro de 2012, em São Paulo, pelos membros da “The World Medical Association”.

Com uma programação contextual muito rica, o Simpósio recebeu, ainda, atenção especial do Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro, que abriu O Palácio das Laranjeiras aos participantes, para um coquetel em suas dependências, assinando, na ocasião, Lei concedendo pensão especial em prol dos internos que prestavam, sem remuneração, serviços aos pacientes. 

             O convite, para participação no evento, foi oficializado em nome do Embaixador da Boa Vontade para a Eliminação da Hanseníase na Organização Mundial de Saúde, do Embaixador do Governo Japonês para os Direitos Humanos das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, pelo Presidente da Nippon Foundation e Sasakawa, Memorial Health Foundation, Yohei Sasakawa, e o MORHAN.

            O evento transcorreu de forma  organizada e extremamente proveitosa. Após discussões, sugestões e re-elaboração do que fora sugerido, com a finalidade de adequar o texto á realidade nacional, foi produzida a “Carta do Rio”, sintetizando os anseios dos participantes. 

          Tudo isso é a cara do MORHAN, movimento que aprendi a amar e do qual tenho imenso orgulho de fazer parte. Hoje, no Estado, continuamos um pequeno grupo, lutamos contra todas as dificuldades imagináveis.

          Talvez um dia você possa fazer parte dessa luta. Pesquise, se inteire. Se apaixone.







    





 


4 comentários:

Leonardo Dantas disse...

D. Lourdes, não comentei antes porque precisamos de tempo e concentração para saborear os seus textos...
Belíssima história, que contagia a todos realmente! Acho que vou arregaçar as mangas pela causa também. E sei que serei muito bem vindo.
Abraços!

Anônimo disse...

Meu pai esteve na colonia de Bauru SP no final da década de 50 e início de 60, como sou de 67, não presenciei muito isto, porém, minha irmã que nasceu em 56 foi quem mais sofreu com as consequencias. Se puder me passar o site oficial do Morhan ficarei muito agradecida, mariamaria_claudia@hotmail.com.

Cavalcante disse...

Sem palavras para descrever este texto, vou resumir; AMOR.

Amor que move montanhas e transforma o mundo.

Parabéns.

Me coloco a disposição para ajudar em qualquer coisa, moro em Pirapemas, Maranhão, CEP: 65.460-000.

Peço ajuda para o fato abaixo, que me foi apresentado hoje.


- Em 02 fevereiro de 2010 foi atestado o a incidência de HANSENIASE, quando fui encaminhado para o INSS, com finalidade de receber o AUXILIO DOENÇA, recebi durante 01 ano.

Em 04 de agosto de 2001, novamente fui encaminhado pelo mesmo motivo, sendo que até presente data NÃO RECEBI o auxilio doença.

Em 06-03-2012, novamente foi atestado pelo Médico que continuo em tratamento e precisando do auxilio doença.

O tempo previsto pelo Médico para meu tratamento é de 02 (dois) anos a contar de 13-04-2010.

Tenho todos os documentos para comprovar os fatos.

Peço ajuda para ter acesso a estes recursos pois não posso trabalhar.

Antonio Pereira da Silva
CPF: 004.698.783-55
RG: 18.390.022.001-1

Márcia Fontanella disse...

Boa noite!Em primeiro lugar quero parabenizar-lhe pelo post, adorei ler.
Sou professora estadual no oeste do Paraná e estamos realizando uma Gincana com 15 municípios da nossa regional da educação a qual trabalho, estou coordenando essa Gincana que tem como foco a Hanseníase. Conheci o Artur Custódio ano passado e o trabalho do MORHAN, é com a parceria deles que estamos fazendo a Gincana. 35 equipes estão participando, teremos o encerramento no dia 16 de maio, se quiser dar uma olhada no nosso site www.gincanahanseniase2012.wordpress.com.
Você sugere que seu leitor/a se apaixone, pois eu te digo, estou apaixonada.
Passei a conhecer uma história que não conhecia e estamos levando isso para as nossas escolas.
Voltarei sempre aqui!
Grande abraço e mais uma vez parabéns!Márcia