Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SE CORRER O BICHO PEGA


SE FICAR O BICHO COME

Parece infantil? Lembra algo da infância de cada um? Bom, pelo menos a mim e, certamente,  aos meus irmãos, tenho a certeza de que ouvimos muito essa expressão, não só na infância, mas e também, ao longo de nossas vidas. Não sei se é usada apenas no Nordeste. Sei, todavia, que o sentido dela não escapa à ninguém. Impotência diante da vida, ausência de possibilidade de uma saída, quebra do constante caminhar em busca do crescimento. Enfim, estagnação pela impossibilidade de resgate do natural curso da vida, da história, do futuro.... *Imagem: chebolas.blogspot.com


É terrível, quando se constata  a inexistência de forças seja física, psíquica, ética, moral ou política, para fugir do fundo poço e, esse, se revela a cada minuto mais próximo. Os horizontes tornam-se sombrios, o futuro a cada segundo mais ameaçador, a cidadania é colocada em cheque ante o quadro que se desenrola a cada segundo com nuances mais estarrecedores.* Imagem: humortadela.bol.uol.com.br


Infelizmente vivemos esse cotidiano. O hoje, nesse belo cenário, privilegiado pela natureza com uma orla magnifica, florestas belíssimas, dentre essas a Amazônia - reconhecida como patrimônio da humanidade -;  aquíferos invejáveis, inclusive o Guarani, Alter do Chão – os maiores do mundo –, Cabeças, Urucuia-Areado e Furnas; relevo mais que favorável à vida; ausência de grandes catástrofes naturais - exceto aquelas anunciadas e reincidentes em razão do ócio administrativo. A beleza, a exuberância, a simpatia e calor de nossa gente,  declaradas pelo mundo a fora, cede espaço para  a tristeza que envolve a amarga realidade de nosso país . * Imagem:wellingtonfllagg.blogspot.com


Há bem mais que aviões, aves, insetos, aromas e nuvens sob nossas cabeças. Diria até, em interessante associação que  vivemos hoje o dilema e a sensação experimentada por "Dâmocles": uma espada sob a cabeça. Entretanto pensar dessa forma é pouco. Não temos essa opção de saber que numa fração de segundo nos livraríamos da vida e do que de desagradável viesse do fato de estar vivo. Não é tão simples assim. Não é sair da vida para entrar e na História. Por outro lado, bem ou mal, os que ai estão já entraram. *Imagem: domacedoblogspot.com


A angústia que paira sobre a população, como se fora uma densa nuvem de gafanhotos famintos, sufoca, impede a respiração, tira o fôlego e devolve, a cada segundo, o impasse. A corrupção como um gigantesco polvo, guia seus tentáculos estrangulando a esperança, esmagando o que se creditou como uma democracia representativa. Não se trata de fatos isolados, não são fatores externos ou cidadãos alheios a administração, gerência e/ou, execução das políticas públicas que norteiam a nação. É bem mais que isso, é o caos, movido e promovido por quem jamais poderia fazê-lo. *Imagem: fbpoliticaesociedade.blogspot.com


Engraçado. Por que não há surpresa? Por que não há decepção com o engodo eleitoral sistematicamente praticado contra o povo brasileiro? Estranhamente, tem-se a impressão de que a desordem legislativa e a ingerência governamental,  são absolutamente naturais. O contexto amplamente anunciado pela desqualificação de muitos dos que se dizem "legítimos representantes de alguma fração do eleitorado", reflete a disparidade entre a coisa pública e o homem público. *Imagem: saraiva13blogspot.com



E o eleitor?  Esse, muitas e muitas vezes alienado das reais necessidades da sociedade, consagra o imediatismo da promessa, do aceno, da possibilidade de ser agraciado com um benefício,  multiplicando o oportunismo, a distância, a ausência de compromisso e a indiferença. Ora, a possibilidade de mandatários imbuídos constitucionalmente de Poderes lesarem, contínua e diariamente,   as finanças publicas, é um passe livre para que pessoas ignorantes, ou de mau caráter ou ainda, carentes de tudo e de verdadeiros líderes que militem a seu favor, passem agir em proveito próprio, livres de amarras, sem restrições. *Imagem:lorotaspoliticaseverdadesblogspot.com



Sinceramente é difícil aquilatar o que é pior. SE uma nação mergulhada em inegável crise política, chafurdando num mar de lama, onde as decisões são a cada dia mais comprometedoras e, na qual o Poder Executivo não tem o apoio da chamada base de sustentação política, onde naturais aliados se posicionam pública e  veementemente contra o Governo e sua equipe. Ou, SE, a pseudo paz advinda de perversas negociações, sejam no terreno da corrupção ou na ânsia de governabilidade, descaracterizando o Estado de Direito e ditando a política do toma lá dá cá. Por amor ao diálogo pergunto: que ases detêm partidos que deixam a base aliada e mantêm seus pares à frente de Ministérios?  Qual força de um governo que tem entre seus Ministros representantes de partidos políticos que romperam publicamente  com a presidência? *Imagem:www.ivancabral.com


Não mais existe coordenação política. Somos um barco à deriva. O governo central sofre derrotas e mais derrotas em sua estratégia de recomposição do poder. A crise não é eventual. Multiplicam-se os escândalos, as Comissões Parlamentares de Inquérito e as chamadas "bombas legislativas". Cresce o risco Brasil.  A Petrobras desaba, a Eletrobras agoniza com as recentes descobertas, a Poupança tem  os piores rendimentos dos últimos anos estando abaixo da inflação, os juros são objetos de contradição entre os economistas conforme o entendimento político e/ou a cartilha seguida pelo profissional, a inflação acumulada é a maior desde novembro de 2003. *Imagem:municipiosbaianos.com.br
Membros do Ministério Público e  da Magistratura fazem a alegria da população. Os números são agora presentes em todas as casas, todos os dias. As mídias, enlouquecidas, traduzem o tamanho da crise moral, ética, política, estrutural e conjuntural. Bilhões desviados de empresas brasileiras, dão a volta ao mundo e retornam aos cofres públicos travestidos em penas judiciais. Lamentavelmente ainda não se obteve a paridade entre o que se encontra fora do Brasil e o efetivamente devolvido aos cofres públicos. É difícil, muito, muito... *Imagem: blogdamartabellini.blogspot.com



Crimes, de colarinho branco ou comuns, com ou sem violência visível, crescem assustadoramente. É, NÃO RESTA DÚVIDAS. SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME. 

MAS, " NUNCA DESISTA. GUARDE ESSA PEQUENA CENTELHA, COM ELA VOCÊ PODE ACENDER UMA FOGUEIRA. "  (Charles Buckowisk).

Um comentário:

Marcos Pontes disse...

Muito bom o texto ...