Quem sou eu? O que faço

Minha foto
João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NATAL É ALEGRIA

VIDA, BRILHO, AMOR E FÉ.


Mais uma vez chegou o Natal. O rebuliço está em todas as instâncias. Pessoas que naturalmente já não têm tempo para nada, nessa época, reiteram sua forma de viver e repetem o que já dizem no dia a dia. Apesar de tudo  vivemos o "Advento", mais que uma palavra latina, uma certeza de que há um acontecimento em processo de preparação. Uma novidade.


Uma comemoração que acontece há 2.000 anos. Um fato esperado, desejado e levado a humanidade, inicialmente por meio de Profetas  como Promessas Divinas firmadas nas Sagradas Escrituras e endereçadas aos humanos. Para a cristandade é um tempo de alegria, onde serão renovadas as emoções e bençãos do nascimento de Jesus, o Redentor dos Homens.



A preparação, da festa religiosa, se dá em quatro semanas. Inicia-se em Novembro e vai até o dia 25 de Dezembro. As Igrejas experimentam nessa passagem a liturgia da purificação. Todas têm os paramentos, seus altares cobertos  de roxo. Com a chegada do menino Jesus há para a igreja fundada por Pedro o início do Ano Litúrgico.


Em cada ser humano, cada coração, cujas condições pessoais de vida, de  fé, ciência e consciência permitem alcançar a magnitude do "Deus conosco", há um sopro de vida nova, de recomeço na certeza de que a vinda de Jesus Cristo mais que promessa cumprida é sinal de amor maior, amor Ágape. 


São inúmeros os símbolos que marcam o caminhar, as luzes coloridas, as arvores enfeitadas, os presentes, a Ceia, o peru e a "Coroa do Advento". Conforme o nome é uma grinalda circular, sendo o abeto a folhagem mais utilizada, onde são inseridas 4 (quatro) velas, também chamadas círios e uma fita vermelha. 



A coroa do Advento possui forma circular representativa da eternidade, não tem princípio ou fim, é também uma aliança. Sua cor, verde, exalta a esperança e a vida que advêm do nascimento do Deus Menino. A fita vermelha significa Amor, dos homens para com o Divino Mestre e do Pai para toda a humanidade. Cada vela é acesa num Domingo que antecede o Natal e significa distanciamento das trevas, da escuridão;  é a LUZ invadindo o mundo. É A ALEGRIA  TOMANDO OS CORAÇÕES. Graças a DEUS. 




Assim prepara-se a Igreja Católica para o grande dia.  E os católicos como se preparam?  A primeira resposta toma forma, som e cor com a lembrança da agitação, do barulho e da confusão que se instalam dos grandes shoppings aos vendedores instalados nas calçadas. Mais uma vez todos correm. Comprar é a palavra de ordem. 



A roupa nova, o presente, aquele móvel novo, o eletrodoméstico mais moderno, o equipamento eletrônico que o vizinho trouxe dos "Estados Unidos" (muitas vezes made in China e/ou Taiwan) e que transformou-se em imbatível objeto do desejo. A pintura da casa, a reforma daquele estofado, a troca de cortinas, parece que o mês ao invés de 31 (trinta e um ) dias tem apenas 15(quinze). Nada ocorre como foi planejado. A insatisfação reina plena e absoluta.  Afinal pode dar errado para qualquer um, menos para quem planejou cuidosamente o seu NATAL.



Ah! Quase esqueci as pessoas, os indivíduos. Sim, porque roupa nova, presente, casa arrumada, nada disso importa se as criaturas não estiverem "REPAGINADAS". Aí é quando as coisas acontecem e o bicho começa a pegar. É claro que você marcou com uma antecedência de uns 30 (trinta) dias aquelas luzes, aquele botox em seu cabelo, aquele corte que lhe fará igual a uma Deusa da atualidade. E a manicure? Unhas de gel ou de silicone, porcelana ou o método tradicional usando as boas e  antigas unhas naturais. Qualquer dessas escolhas pode transformar-se num filme de terror se você esquecer de fazer sua reserva com bastante antecedência.



E os homens?  Já não são mais os mesmos. No quesito vaidade entram em pé de igualdade com suas senhoras, suas noivas, namoradas e amigas. É limpeza de pele, luzes nos cabelos, sessões e mais sessões de extenuantes exercícios físicos. Afinal, ter um tanquinho para mostrar pode conquistar corações independentemente de sexo ou idade. A concorrência é grande. e a diversidade também.  Há os que só se sentem atraentes com recheadas contas bancárias, nesses casos troca-se a inspiração pelo famigerado salve-se quem puder.  Nessa seara poder é consequência natural de ter.



MAS O QUE DIZ FRANCISCO? Não aquele que se desnudou para ir ao centro da Santa Madre Igreja. Refiro-me ao Papa. Inicialmente visto com reserva e até mesmo desconfiança. É evidente, um Argentino, lembrou, de imediato, o Dieguito Maradona e a famosa "mão de Deus". Tudo por culpa dessa indisfarçável humanidade repleta de seres pequenos falhos e com culpas a partir do nascimento. Bom, tudo superado. O ex-Cardeal Jorge Mário Bergoglio honra cada dia mais o nome que escolheu. 



Com Francisco máscaras caíram. O luxo, as pompas, a ostentação, os desvios, os desmandos, o mau uso da máquina administrativa do Vaticano ou de seu Banco; o insistente trinômio pedofilia/cegueira/surdez, tudo parece ter agora a aplicação de medicação eficaz e não de um placebo que nada resolve, não a panaceia que tudo cura.  A Igreja anda a passos largos para uma profunda reforma. O mundo pede por elas. Anseia por tais acontecimentos. Espera e acredita piamente que logo logo se verá a mudança sonhada por bilhões de almas. 




Francisco, no final de Novembro, com sua fantástica Exortação Apostólica "Evangeli Gaudium  - Alegria do Evangelho " , clama aos cristãos  para serem evangelizadores, alegres, compromissados, com DEUS E COM SEUS SEMELHANTES,  falando sobre:

 1."A alegria que se renova."

2. "O grande risco do mundo actual com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo individualista que brota do coração comodista e mesquinho da busca desordenada de prazeres ... 

6. " Há cristão que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa...



E o Natal dos cristão após a Exortação papal? Será possível continuar como se nada houvesse ocorrido? Até quando a indiferença pelas coisas que realmente contam? Até quando viver uma eterna Sexta-feira Santa sem a alegria do Domingo de Páscoa? 



Graças a DEUS, nesse estranho aglomerado de emoções e ações coordenadas pelo deus mercado, pela necessidade de crescimento social, pela competitividade e ambição, algumas pessoas marcham em sentido diverso ao da grande maioria. Seres aparentemente em rota de extinção e que insistem em sobreviver, em rememorar e ressuscitar velhos valores, em cumprimentar e distribuir sorrisos, em sonhar com coisas simples, fáceis de serem alcançadas. 



Pobres mortais,  será que descobriram a condição implacável da humanidade, sua finitude? Ou simplesmente optaram por uma incessante busca de melhora interior e de entrelaçamento com os demais? Felizes criaturas que mesmo sendo poucos estão presentes em todos os lugares, mesmo os mais longínquos.


Esses vivem o NATAL de 365 e dias. Estão sempre dispostos a iluminar a vida com um gesto amistoso, com um largo e gostoso sorriso, um abraço fraternal. Não precisam sequer vincularem-se a uma religião. Vivem em Deus e Deus vive neles.


Com a chegada de mais um NATAL em nossa vidas façamos como os cristãos verdadeiros e como nos exorta o Papa Francisco, renovando em cada de um de nós a alegria, deixemos de lado a individualidade, o consumismo, o comodismo, a mesquinharia, a persecução de prazeres superficiais. Que possamos escolher viver na alegria,  trazendo para o nosso dia a dia a humildade e grandeza da manjedoura, a serenidade da Sagrada Família, a exemplar obstinação dos Reis, Magos Orientais; o sim de Maria; o silêncio pleno de amor de José; a estrela guia e, sobretudo o MENINO DEUS, DÁDIVA MAIOR DO PAI AOS HOMENS.  




                                                     FELIZ NATAL PARA TODOS!

sábado, 7 de dezembro de 2013

AUMENTO DE TEMPERATURA.



UMA QUESTÃO MÚLTIPLA

 

O aumento de temperatura é algo que tem trazido preocupações significativas quanto aos impactos na atividade humana. O risco de perda de área das florestas;  o aumento nas concentrações de emissões de carbono, pela diminuição de sua absorção  nos ecossistemas; as secas que levam a diminuição da agricultura; o recrudescimento na disponibilidade de água para milhões de pessoas; o aumento do nível do mar e comprometimento de áreas costeiras e, naturalmente, o aumento da temperatura – nível de calor no meio ambiente - resultando em queimadas,  degelos, inundações e mortalidade, tudo isso se dá em razão do aumento de temperatura. Apesar da importância do tema não é sob essa conotação que me debruço.


Por outro lado, houve no Brasil um substancial aumento de temperatura em relação a criminalidade, a corrupção e, também, ao gênero novelesco, assim entendido, como o entretenimento diário e continuado em capítulos, que imobiliza milhões de pessoas prendendo-as à mídia televisiva. 



É claro que se torna impossível deixar de registrar as “pegações” de casais forjados nas letras dos autores e que se apalpam, se agarram, se relacionam em consultórios, provadores de roupas, ambientes de trabalho e trocam de parceiros como se trocassem de roupas, exibidos, quase sempre, em cenas que sugerem sexo explícito.


 Traição levada ao extremo e nas próprias casas dos traídos, nas piscinas, nos telhados, nas escadas, na cama do casal, muitas vezes com os filhos dos traídos inocentemente dormindo no quarto ao lado. Libertinagem, desprezo pelo convencional, excursão com idas e vindas às preferências sexuais dos personagens. Vilãs que entregam as calcinhas para fisgar seus chefes; executivos que desrespeitam e destratam funcionárias, como o caso do afetado Felix que denominava sua secretaria de “cadela”. 


Num universo – imaginário...? No qual, empregados e empregadas circulam livremente, das camas dos patrões à fofoca das cozinhas, não há espaço para a monotonia da normalidade. Matronas acreditam e sustentam a idéia de “sexy appeal”, esse, desgastado, não pela idade, mas, e sim pelas caricatas e indisfarçadas expressões obtidas à custa de inúmeras cirurgias plásticas. Vaidades, vulgaridades, maldades, maldades, maldades, em excesso. Escassez de boas informações, ausência de bom senso, preguiça de raciocinar, eis o que nos oferta a grande maioria dos entretenimentos em exibição. 


Os novelistas se desafiam e desafiam os que já apresentaram obras no mesmo gênero. A meta sistematicamente perseguida: A PIOR PERSONAGEM QUE A IMAGINAÇÃO POSSA CONSTRUIR. QUANTO MAIS VIL, MAIOR A CHANCE DE SUCESSO. Vale tudo. Pais que odeiam, renegam, desprezam, boicotam e criam obstáculos à vida dos filhos desde a mais tenra idade. Maridos que traem, ignoram, roubam, desqualificam e causam sofrimento atroz a aquelas que utilizam, quando lhes convém, como adorno a ser exibido nas rodadas sociais. Casais jovens que trocam de parceiros como se estivessem trocando de roupas. 


Indivíduos destituídos de um átomo sequer de dignidade, vergonha, ética, moral ou qualquer coisa que o valha. Pululam de um lado para outro, fazem tráfico de drogas, agridem e matam. Usam as pessoas da forma mais sórdida possível; seduzem e induzem crianças a mentir, enganam-nas, levam-nas a trilhar caminhos perigosos  e descartam-nas quando não mais lhes interessam.


Entretanto, são personagens interpretadas por atores e atrizes bonitas, talentosas e que emprestam as vilãs e vilões uma autenticidade a toda prova, a lista é grande. Os folhetins não são mais aqueles. O amor, a inocência, a luta real pela sobrevivência – decentemente -  não gera espetáculo, audiência. A virtude não faz seguidores, pelo menos nas mídias. O vício sempre tem suas fileiras engrossadas, seja por fruto da criatividade dos autores, seja pelo dia a dia de milhões de mortos vivos que se arrastam em busca do crack e/ou da droga de sua preferência. Há até quem enxergue Glamour cercando aqueles que engrossam suas contas bancárias ceifando vidas.


A temperatura aumenta a níveis escandalosos. Os casos de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha parecem ter deixado, definitivamente, de serem crimes típicos praticados por bandidos de “meia tigela”, vendedores de proteção, assassinos a soldo. Não se originam em bolsões de pobreza, a sofisticação sugere a revelação de uma nova – porém velhíssima – elite criminosa: a dos engravatados. Com ternos Ermenegildo Zegna, Saville Row e ou Strong, da Stuart Hughes, adquiridos em euros, dólares. Tais criaturas, novelescas ou reais,  ganham e perdem milhões como se fossem bagatelas. Presos, condenados, mobilizam exércitos em suas defesas e, são absorvidos pelo mercado de trabalho que põem “emprego” á disposição de desnudado ex-dignatário. QUE DIFERENÇA DOS HUMILDES LADRÕES DE GALINHA!



A confusão impera.  É tão ggrande que, no Brasil, não há como saber: a arte imita a vida? Ou é o contrário? Criar tipos insensíveis, desumanos, pervertidos e sonsos como o Dr. César na novela das 21:00 horas, da Globo, tem que ter uma referência – é muita depravação para surgir do nada. E Aline? Muito bem satirizada como Galine – que em nome da vingança trai, rouba, envenena, engravida e odeia o próprio filho? Figurinha execrável, que arma as mais intrincadas situações sempre explorando a fraqueza dos demais, seja a insegurança de Paloma, a curiosidade e a testosterona de Bruno, a sordidez de Ninho, a pobreza de intelecto de Edith, o desamor e a  sofrida crueldade de Felix, a insistente frieza de Márcia em vender a “pirigueti”  Valdirene, para um marido rico e corneado; a falta de ética profissional e pessoal de Michel, Patrícia, Sílvia, Tâmara, Gláucia, Amarylis, Eron, Pilar e outros. 


 Em alguns momentos  não há como distinguir quem é bom ou mau. Não falo apenas em referência a personagens, mas e sim no dia a dia. Os noticiários trazem à baila crimes os mais terríveis e inimagináveis. As televisões abertas ou fechadas, o cinema, não ficam para trás; não são os monstros, gigantescos ou fisicamente deformados os que mais metem medo. O verdadeiro terror é ditado pela inteligência do personagem que pode até ser o “alter ego” de quem o criou. As conspirações, os atentados, os rachas, as associações para o crime, fórmulas para ludibriar, roubar, defraudar informações, são rotinas nos programas exibidos.


Mas, se você não tem interesse por ficção, a realidade é exatamente igual ao que nos oferta a imaginação dos autores. Os que sofrem seqüestros, não raro são gratos aos sequestradores por terem poupado suas vidas. Os agredidos, muitas vezes buscam justificar os agressores por não sentirem confiança na proteção que o sistema –as autoridades – deveria  dar-lhes como cidadãos.



A temperatura continua a subir de forma impensada. Basta ver os canais que transmitem sessões dos Tribunais Superiores ao vivo. Advogados se digladiando. Pode, também, impressionar-se com a “leveza” de parlamentares defendendo o indefensável publicamente em entrevistas a jornais e televisões ou, em suas casas Legislativas, onde estiverem, o que importa é a defesa da inocência. A sugestão é a aquisição imediata de litros e mais litros de óleo de Peroba, antigo e eficaz para dar realce à madeira e, portanto, aos caras de pau.


Que maravilhosa licença poética nós dá a televisão com a espetacular novela “O Cravo e a Rosa”. Baseada em clássicos como a Megera Domada de William Shakespeare e Cyrano de Bergerac de Edmund Rostand e, também, na Indomável de Ivani Ribeiro e o Machão de Sérgio Jockyman. Obras que fogem por completo do que se vê nos dias atuais.


 A temperatura sobe, no delicioso romance, por conta dos embates entre Julião Petruchio e Catarina Batista, o casal principal; as implicâncias de Petruchio com seu auxiliar Calixto que sempre se refere às caveiras dos pais do patrão; as tentativas de Calixto em beijar D. Mimosa; os queixumes de Bianca; a honradez do professor Edmundo, a vilania de Marcela, Heitor e Serafim; a cegueira de Cornélio, o adultério de Dinorá, a covardia do banqueiro Batista. Enfim, os vilões também estão lá, mas merecem bem menos destaque e são ingênuos adolescentes se comparados aos que já nominamos.



Nos céus a temperatura subiu. Não há aqui nenhum recurso linguístico. Realmente houve um acréscimo considerável de calor e de atenções motivados pelo cometa Ison. Esperado por astrônomos de todas as partes do mundo e que, segundo as previsões de especialistas se desintegraria com sua aproximação ao astro rei.


O Jornal “A Folha de São Paulo”, na data de 6 de Dezembro de 2013, publica, sob o título “Depois da morte, a ressurreição d0 Ison” da autoria de Salvador Nogueira* que registra a continuidade da saga do cometa, divulgando informações de Karl Battams, um dos coordenadores  da campanha de observação organizada pela Nasa, que anunciou pelo twitter: “Certo, estamos cravando, e você ouviu primeiro aqui: acreditamos que uma pequena parte do núcleo do Ison SOBREVIVEU  ao periélio.” * Jornalista de ciência e autor de sete livros.


O Sol não conseguiu desintegrar o cometa. Tudo conspira para que nada seja previsível, rotineiro, usual. Quem se arriscaria a afirmar que personagens como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Bispo Rodrigues, Valdemar Costa Neto, Pedro Correia e Vinicius Samarane e outros, conheceriam a papuda por dentro, gozariam de sua hospitalidade? Quem em sã consciência diria que passariam as festas de Natal e Ano Novo longe do Whisky de sua preferência, distante de belas mulheres, sem os sabores típicos da época? 


As previsões apostavam nas pizzas, na desintegração do cometa, no quanto pior melhor, na elevação das temperaturas. Faltou combinar para quem “esquentaria a chapa “ ou seja quem seria apanhado no meio da  confusão.  A temperatura aumentou. A televisão não tem limites, a papuda não tem ar condicionado, o cometa conseguiu vencer o sol, aumentar o seu brilho, a sua força e, naturalmente o seu calor. Os petralhas verão o Ano Novo surgir quadrado,

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FLAMENGO! FALANDO DE AMOR.



Tum,tum, bate coração!



Falar de amor é algo que abre, para todos, um leque imenso. Tantas são as oportunidades que tem o ser humano de exercitar essa emoção maravilhosa, quantos são incontáveis os caminhos a ser seguidos em nome desse sentimento.


O amor primeiro, aquele que sentimos pelos nossos pais é absolutamente natural. Nasce do carinho, do cuidado, da segurança, do sorriso, do que vemos e gozamos a cada vez que somos percebidos, tocados, amados por criaturas colocadas pelo PAI para nos trazer a esse mundo.


O sentimento em relação aos nossos outros familiares também surge de forma espontânea, quase sem ser percebido, como se fosse extensão daquele que sentimos por nossos pais. Assim os irmão, os tios que estão sempre presentes, os avós, tão querido e especiais,  se tornam, também, depositários de nossa afeição. 


Nesse clima de amor ainda estão como naturais os nossos “anjos da guarda” que, trabalham em nossas casas, cuidam e se afeiçoam a nós como se fôssemos de sua família. Infelizmente esse tipo de relação está se acabando, mas fui testemunha nutri sentimentos familiares por pessoas que dedicaram não só os serviços, mas e também sentimento, afeto, a aqueles a quem tinham apenas o dever contratual de cuidar.


O nosso gostar, começa a correr o mundo a partir do colégio. Ali elegemos os amigos, os colegas e também aqueles aos quais preferimos esquecer. Tem ainda os professores, não sei agora, mas na minha época de garota quase sempre a primeira paixão de uma menina.

Pois é, seguindo a natureza e leveza da idade, como adolescente ama-se muito. Tem uma roupa que não pode ser tocada por ninguém; um caderno que parece guardar o coração de alguém, tão grande é o ciúme que ele provoca; o quarto torna-se um espaço intransponível: da porta em diante é território independente, somente daquela pessoa; os segredos são partilhados com indivíduos a quem amamos, pelo menos pensamos assim.



Vamos crescendo e o amor tomando ares e corpos diferentes. Rapidamente nos transformamos em ferrenhos defensores de nossas criações, de um território imaginário, apaixonados por pessoas que nunca vimos, mas que mexem com a intimidade de cada um e, não raro, um sorriso, um aceno, um olhar, na novela, no filme, na mini-série, no show, parece que foi direcionado exatamente a apaixonada, ao apaixonado. Coisas do coração.



O termômetro do amor vai ganhando ênfase, não é mais a criança, a adolescente, a inexperiente criatura que ama só por amar. Os adultos, bem resolvidos, são seletivos. Amam, com critérios. A amada, invariavelmente, deve ser bonita ou assim parecer ao amado. O sonho de mulher passa pela beleza, mas antes de tudo busca o amor, a resposta, no mínimo a impressão de que o amado sente algo por ela. Ambos, homem e mulher querem, precisam, completam-se, quando amados.


Há, entretanto amores “coletivos”. A paixão pela política que leva multidões a transformarem-se em “mansas ovelhinhas” comandadas por lobos em pele de cordeiro. Entretanto nem tudo está perdido nessa seara. Acredita-se que um dia alguém resgatará esse amor social, fazendo Política no sentido dado pelos gregos ao vocábulo: de centralidade na vida do Ser humano, pensar na Polis pensando em cidadãos, em espaço como  cidade para os cidadãos.


Amores se amontoam no dia a dia de adultos. Ama-se – acredita-se – os bens materiais. Em especial os carros, quanto mais caros mais amados. Nessa linha computam-se os imóveis, os títulos, as jóias. O PODER que ocorre de forma individual, coletiva e, às vezes, em grupo.




Paixão maior da humanidade. O poder traz consigo reboque três grandes “verdades”: a inteligência, sim porque ainda que “tolo e bronco” o rico transforma-se em Doutor, Excelência e outras mesmices; a beleza, uma vez que além dos milagres das cirurgias plásticas existem aqueles que o simples fato de ter conta bancária recheada torna-os irresistível; a virtude, até porque é muito fácil se atribuir defeitos morais aos fracos, mas quando está diante de um poderoso a humanidade tem por hábito a condescendência, a miopia, de forma que quanto maior a importância mais virtuosa a criatura.


Aqui não há a pretensão de se esgotar o AMOR. É que às vezes precisamos  em algumas ocasiões deixar fluir aquilo que toma o nosso corpo, a nossa mente e, claro, os nossos sentimentos. Desde a infância acompanhei e me tomei de amores por futebol. Fui apresentada ao esporte pelo meu PAI, amante e torcedor fervoroso do Botafogo da Paraíba, embora torcesse no Rio de Janeiro pelo Botafogo e em São Paulo pelo Santos – de Pelé, como assim ele o chamava.


Pois bem, numa época em que pouquíssimas mulheres iam ao campo meu pai me levava, assim como levava meu irmão que era torcedor do Auto esporte. Mas não havia problemas, cada um desenvolvia seu amor pelo time que escolhera. É bem verdade que quando o auto fazia um gol contra o Botinha – meu time aqui na Paraíba – meu irmão vibrava baixinho para não cutucar o outro torcedor: PAPAI.




Fui crescendo cultivando amores. Por meus pais, meus irmãos, minha família, namorado, preferências. Algumas mudaram com o tempo. Outras tiveram no tempo um fermento fantástico. Sempre sonhei em casar, ter filhos. Casei duas vezes, tenho dois filhos: FRED E LUZIA, nora, genro e netas. Realizei o meu sonho de mulher: procriei, amamentei e tomei conta- literalmente de meus filhos.


Bom, mas o FUTEBOL continuou e continua presente na minha vida. Transmiti a meus filhos esse amor. Não sei se por ser Paraibana ou por ter mania de ser feliz sou FLAMENGO desde que me entendo por gente.  Amo esse time, essa nação que curiosamente tem as cores de meu Estado, de minha Bandeira, da vida que corre em minhas veias.




Sou Flamenguista com muito orgulho, muito amor. Assisto aos jogos e disfarço o nervosismo fazendo palavras cruzadas, ou trabalhando – com um olho na tela do computador – outro na televisão. Não importa. Ganhar ou perder não tira uma nesga sequer desse afeto, dessa predileção. Ser Flamenguista é fazer parte de uma “galera” onde todos formam Um. É um estado de espírito. Uma ação diária, contínua, prazerosa.


É tão diferente ser FLAMENGO que temos um Moicano, lateral direito, com 36 anos, 460 jogos, 9 anos como titular, o nome dele: Leonardo da Silva Moura, nosso LÉO MOURA, nosso guerreiro incansável. E O PROFETA DOS NOVOS TEMPOS? O ELIAS, aquele que finalizou as esperanças do Atlético Paranaense fazendo o primeiro gol num jogo onde o empate em zero já dava a vitória, o título ao Flamengo. E Luiz Antônio que num belo lance cruzou na área onde Hernane, magistralmente dominou a "pelota", sem deixá-la cair acertou um voleio no canto! Não deu para ninguém: foi golaço no Maracanã! O GOL DO BROCADOR.

 

Sabem como é TRI CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL, LIBERTADORES: FLAMENGUISTA, MANIA DE FELICIDADE!

Essa história é apenas para saudar a Nação Rubro-negra, falar sobre um assunto que é adrenalina pura, mas que aos acalentados pelas múltiplas experiências de Campeonatos e Campeonatos sentem-se felizes, gloriosos, mas, sobretudo, prudentes pois outros torneios virão e o FLAMENGO precisa do grito, do amor, de sua NAÇÃO, portanto comemorem, com AMOR, cuidados típicos de quem ama e se ama.

PARABÉNS FLAMENGO! PARABÉNS NAÇÃO RUBRO-NEGRA!