Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

AS MAIS BELAS MULHERES DE HOLLYWOOD - 1ª PARTE



DIVAS.




O Aurélio define diva como deusa, epíteto de atriz, cantora etc, notável. Originado do latim significando divindade. O mundo das artes elegeu algumas divas, notadamente o cinema. A música, através da Ópera também fez surgir mulheres desse tipo que conseguiam estar entre o inalcançável – o céu e o mundo dos homens – a terra. 


Tais criaturas povoaram os sonhos do universo masculino tornando-se unanimidade. Assim uma verdadeira diva conseguia a simples menção de uma possível aparição, eletrizar multidões. Independentes, geralmente donas de temperamentos fortes, a humanidade curvava-se aos seus pés, adorando-as. As tiragens de jornais e revistas multiplicavam-se quando suas edições estampavam fotos, matérias ou qualquer alusão as campeãs de bilheterias.


Havia sempre a ilusão de uma linda história de amor no ar. A beleza, o glamour, o ar de mistério atiçavam as imaginações. Para alguns, certas mulheres, “divas em pleno auge de suas belezas”, exalavam sensualidade, estavam sempre cercadas por um halo luminoso que as abrilhantava e arrastava multidões. A cada uma delas, eram  dispensadas todas as atenções possíveis e imaginárias. As divas reinaram absolutas nas décadas de 40, 50, 60 E 70.


Além das divas haviam também as queridinhas de Hollywood. Não eram exatamente belas, mas invariavelmente talentosas. Algumas eram bonitas, mas não possuíam aquele it que mexia com imaginação masculina ou despertava nas mulheres uma terrível necessidade de copiá-las.

BOM,  VAMOS AS DIVAS:



Reinando absoluta na década de 40, RITA HAYWORTH foi considerada, por muitos, a atriz mais sensual  de todos os tempos. Filha de um dançarino espanhol, batizada como Marguerita, deu início ao seu sucesso estrondoso ao fazer o filme “O Compasso do Amor”, ao lado de Fred Astaire, porém foi “Gilda” que  alavancou sua carreira, tornando-a a mulher mais desejada de sua época.



Rainha absoluta, passou a ser chamada de “deusa do amor”. Foi casada com Edward Judso, que conseguiu seu primeiro contrato com a Columbia Pictures. Divorciada, casou com Orson Welles – que se apaixonou perdidamente pela ruiva, entretanto o casamento de duas estrelas não foi um céu de brigadeiro, culminando com o divórcio; foi a primeira atriz  de Hollywood a casar com um príncipe, o Paquistanês Ali Solomone Aga Khan – pai de sua filha Yasmin Aga Khan; divorciada, casou , ainda, com James Hill e Dick Haymes. Fonte – Wikipédia – a Enciclopédia Livre. Bela, talentosa, Rita Hayworth morreu com sessenta e nove anos, vítima de Alzheim, em Nova Iorque, na casa de sua filha Yasmin. Morta restou à lenda.



INGRID BERGMAN – Uma sueca que iniciou a vida artística em sua terra natal onde fez nove filmes. Entretanto a fama viria quando a América a descobriu, protagonizando filmes memoráveis como ”Intermezzo;  Uma História de Amor”; “Casablanca”; “Por quem os sinos Dobram”; “A Meia Luz” com o qual ganhou seu primeiro Oscar; Interlúdio e Joana D’Ar, entre outros.


Viveu uma deslumbrante história com o Diretor Italiano Roberto Rosselini, iniciada quando ainda estava casada, engravidou do então amante, abandonou seu marido e pai de sua filha desagradando aos seus incontáveis fãs. Marcada em Hollywood amargou certo desconforto. Porém, diva é diva, e apesar disso, continuou filmando. Com o seu amado teve três crianças, um menino e gêmeas. Divorciada voltou a Hollywood filmou “Anastácia a Princesa Esquecida”, ganhando o seu segundo Oscar de melhor atriz.



Casou uma terceira vez com Lars Schmidt, um produtor sueco. Fez vários filmes, entre eles “Assassinato no Expresso Oriente”, que lhe deu seu terceiro Oscar, dessa feita como melhor atriz coadjuvante. Sua beleza impar, sua classe e sua capacidade de superar dificuldades fizeram dela uma diva, sempre assediada pela imprensa e dona de fantásticas bilheterias. Seu nome levava milhares de pessoas ao cinema, seus fãs clubes se multiplicavam, vendia jornais e revistas fazendo a alegria dos editores. Morreu aos sessenta e três anos de câncer, em Londres.


AVA LAVÍNIA GARDNER  ou simplesmente Ava Gardner, foi uma das mais belas atrizes do cinema de todos os tempos.  Com uma figura clássica, cabelos negros, pele alva, olhos azuis-esverdeados, dona de uma boca caprichosamente desenhada pela natureza. Invadiu os sonhos e perturbou homens como Howard Hughes , bilionário americanos com quem viveu uma relação marcada por agressões, inclusive, cenas em que era esmurrada na cabeça e tinha objetos jogados contra si. Casou com Frank Sinatra a quem imputava ser a maior paixão de sua vida e cuja relação fracassou por ter se envolvido com  o toureiro espanhol Luíz Dominguim.



Foi casada também com o ator Mickey Rooney que lhe foi pública a continuamente infiel e, com o músico Artie Shaw que odiava a sua profissão criando um clima de insegurança que a levou a beber. Seus melhores filmes são Mogambo; A Roda  da Fortuna; A Condessa Descalça; A Hora Final; Tentação; Terremoto; A Sentinela dos Malditos; Cliente Morto não Paga. Está imortalizada na Calçada da Fama.  



 A crítica especializada  coloca Ava Gardner entre as cinquenta super estrelas do cinema, é um dos maiores mitos da sétima arte, de exuberante beleza foi descrita como  “ o animal mais belo do mundo”. Morreu aos sessenta e sete anos, de câncer, em Londres.



MARILYN MONROE – Um dos grandes sexy symbol da história do cinema. Nascida Norma Jeane Morteson teve uma história de vida triste. Sua mãe nunca deixou claro quem era seu pai, apesar de constar em sua certidão o nome do primeiro marido daquela. Igualmente, sofreu com fato de ter mudado de casa em casa após sua mãe ter sido internada por problemas mentais e sua guardiã ter casado com um homem que repetidas vezes tentou abusar  sexualmente dela.


Casou muito cedo, num casamento arranjado, para não ser devolvida ao internato. Divorciou-se tão logo seu marido Jim retornou da guerra, já iniciara sua história como modelo. Tingiu seu cabelo de Loiro claríssimo, mudou seu nome para Marylin Monroe (sobrenome de sua avó materna).


Conforme a Wikipédia a Enciclopédia Livre – “Ela tinha 1,67 e altura, 94 centímetro de busto, 61 centímetro de cintura e 89 cm de quadril. Apesar de sua beleza deslumbrante, suas curvas e lábios carnudos. Marilyn era mais do que um símbolo sexual da década de 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência junto com sua inata sensualidade a tornaram querida no mundo inteiro. Ao mesmo tempo que era uma menina frágil e inocente, era uma mulher dominante e irresistivelmente sedutora.”


Marilyn casou três vezes, seu primeiro casamento foi com James Dougherty (1942). Numa segunda tentativa casou com Joe DiMaggio (1954). Em junho de 1956 casou com o dramaturgo  Arthur Miller. Alguns dizem que foi casada com Robert Slatzer. Entretanto a mídia a apontou como amante de John Kennedy quando na Presidência dos Estados Unidos e, posteriormente de seu irmão Robert Kennedy. Ainda, Marlon Brandon também declarou ter tido um romance com a loira.


A fama do Chanel No. 5 – o perfume mais vendido em todos os tempos- atravessou décadas desde que foi incluído na nécessaire de Marilyn Monroe – que dizia usar duas gotas antes de dormir, vestida apenas com o perfume. Jackie Kennedy, Nicole Kidman, Scarlett Johansson e até Marlon Brando, compunham  a lista dos que supostamente usavam o perfume.


Álcool, pílulas, tentativas de suicídio, deixaram a flor da pele a sua  fragilidade psíquica, ocasionando a sua internação em clínica psiquiátrica para tratamento do coquetel mortal resultante de tal combinação. No dia 5  de Agosto de 1962, foi  encontrada morta, aparentemente após uma dose excessiva de barbitúricos. 


A manchete "MM morre antes de de viver a solidão de um novo dia" define no que se transformara a vida da diva. Chegara ao fim uma existência de 36 anos, marcada pela beleza, pela dor e por profundo sofrimento.  O corpo de Marylin foi reclamado por Di Maggio que comandou todos os detalhes do funeral e por vinte anos enviou, três vezes por semana, meia dúzia de rosa vermelhas ao túmulo da atriz. 


SOPHIA VILLANI SCICOLONE – SOPHIA LOREN – Uma linda mulher, de poderosas curvas, lindos olhos verdes, boca carnuda, talentosa e sensual, tornou-se sexy symbol,  levando os homens ao devaneio ante a sua voluptuosidade de diva italiana.  As mulheres  buscavam sua beleza, imitando a sua maneira de ser, de vestir, o penteado, a maquiagem, enfim suscitava todos os sentimentos provocados por uma verdadeira diva, em todos os sentidos.


O filme “Duas Mulheres” foi ovacionado pela crítica dando a jovem  o Oscar  de melhor atriz, inclusive  também a  tornou vencedora do Festival de Cannes repetindo a melhor colocação como atriz. Linda e dona de um corpo estonteante, após o filme que a consagrou foi dirigida pelo renomado diretor italiano Carlo Pontti. 
Com Pontti, casado à época em que iniciaram a relação,  viveu o amor de sua vida, numa relação que desconheceu limites, enfrentou a censura da Igreja Católica, a acusação de adultério pela sociedade conservadora e religiosa romana. Casaram em 1966, quando Ponti conseguiu o divórcio de sua primeira esposa. Uma cerimônia simples, a noiva elegantemente vestida, sem luxos, enfeites e  pompa, uma noiva resplandecente apenas por sua beleza natural.  Diferentemente das outras divas,  Sophia permaneceu casada e feliz por cinquenta anos, até que Ponti faleceu. Com ele   teve dois filhos.


Atuou em mais de noventa filmes Fez seis trabalhos para a televisão, Foi premiada diversas vezes por seu trabalhos. Sua beleza lendária até hoje arrasta multidões e incitam a curiosidade de muitas pessoas. Sophia com mais de setenta anos ainda é capaz de mobilizar um exército de jornalistas, fotógrafos, admiradores. Uma diva, realmente.



Numa rápida passagem por esse mundo fascinante das divas observa-se um lugar comum quebrado apenas por Sophia Loren. As demais casaram sucessivamente, foram traídas, infelizes, tiveram problemas com álcool viveram bem menos do que poderiam ter vivido. Para Sophia a receita da longevidade parece ter sido a Felicidade, a Paz, por ter encontrado um amor verdadeiro com quem dividiu sua existência.

A  lista é longa e nós vamos continuar , me aguardem!




terça-feira, 13 de agosto de 2013

ONTEM FILHO, HOJE PAI



O DIA DOS PAIS !



O ”Dia dos Pais” pode ser um dia cheio de alegria e felicidade, um dia repleto de saudades, um dia de muita dor ou mesmo de indiferença. Cada filho, cada filha, tem sentimentos próprios que refletem sua relação com o seu pai.


Um menino risonho, um Pai em especial. Esse é o enfoque. Um Pai que aos 22 anos estreou nesse universo maravilhoso da Paternidade. Uma feliz e promissora novidade: um menino quieto, calado, sensível, carinhoso, distraído, imerso num mundo maravilhoso povoado por heróis, seres fantásticos, aventuras, silenciosamente deu início a uma nova fase e sua vida.


Eis que numa metamorfose sem ruídos, mostra, mais uma vez, o seu lado criativo. Não buscou massa para modelar, os manguitos que caiam ou eram tirados das mangueiras do casa  avô materno ou na granja do avô paterno. Também não utilizou papel e lápis com os quais desenhava tirinhas de gibi. Para um momento mágico usou o coração, os sentimentos, os hormônios tão naturais à idade e na sequência natural da vida, potencializou num ápice e numa cumplicidade inafástavel, a possibilidade de se tornar PAI.


Um amor com o frescor da juventude, um novo status.  Falar sobre esse Pai é fácil, apesar de sua natureza aparentemente calma, silenciosa. É um ser ao mesmo tempo divertido, alegre, crítico e por vezes exigente. Um Pai que está muito atento, principalmente ás mudanças de suas filhas.


Parece totalmente absorvido pela tagarelice, rapidez, graça, inteligência e “manhas” de Carolina. A caçula sabe como ninguém arrancar sorrisos de seu Pai. Consegue arrancá-lo de seu mundo particular e fazê-lo integrar-se à rotina de ter dentro de um apartamento pequeno, uma criaturinha elétrica, cheia de saúde, vivacidade e criatividade! Para não fugir à regra. É claro.


Com a mais velha - Ana Cecília - é amigo, companheiro e desconfiado. Analisa com atenção as mínimas atitudes. Tem o “desconfiômetro” superativado. Observa as roupas, exige shortinho por baixo, fica na moita, mas não perde uma só palavra do que ela conversa em tom mais baixo ou mesmo a direção de seu olhar!


Como herança de seu lado paterno parece estar permanentemente desligado e inversamente de orelhas em pé. É um misto de distração e atenção. Um Pai que é capaz de se aborrecer com tolices e de se enternecer com bobagens. 


Assim é Fred. Muitas vezes, firme nas suas decisões; outras, capaz de mudar de idéia. Mas não se enganem: É um nativo de “escorpião” COM TODAS AS CARACTERÍSTICAS DO SIGNO.


Forte, capaz de dizer NÃO e sustentá-lo mesmo diante da mais ferrenha defesa. Convicto no conceito que faz das criaturas é uma arte, mais engenhosa do que fazer frente a Gasparini num tabuleiro de xadrez, tentar dissuadi-lo de uma imagem feita em relação a uma terceira pessoa.
Todavia é capaz de ir às lágrimas, se emocionar, ficar vermelho, quase estourando de alegria, de tristeza, de raiva, de dor, por amor e por total entrega  àquilo que pode estar sentindo naquele momento.


UM PAI. Com virtudes e defeitos. Com um imenso amor por suas filhas e com uma dádiva Divina de poder ser a um só tempo Pai, Amigo, Companheiro, Educador, Formador de caráter. Pai que ama, diz sim e não conforme a necessidade. Amigo que brinca, briga e disputa com suas filhas os canais da televisão, o nootbook, o tablet, a vaga na cama, as preferências da dona da casa. Companheiro que por vezes esquece do mundo e que tem vida fora dos computadores. 


Esse FRED não é o Aistaire, capaz de flutar no ar; também não é o meteórico Mercury; igualmente não é o Flinstone o agradável glutão do iabadabadu; não pensem que é o goleador pó de arroz. É FRED, filho de Charles e Lourdinha; irmão de Luzia e cunhado de Leonardo; neto de João Belísio e Leda; Álvaro e Luzia. Marido de Lílian, sua cara metade, alma gêmea, com quem divide o seu verdadeiro tesouro: ANA CECÍLIA - uma pré adolescente linda e tranquila e MARIA CAROLINA – criança de três anos de pura efervescência - COM ELA E POR ELAS ESTÁ NESSA MISSÃO DE RESPONSABILIDADE E AMOR: PATERNIDADE.



terça-feira, 30 de julho de 2013

A VISITA DE FRANCISCO



FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE.


  
O Papa Francisco esteve no Brasil. Chegou humilde, simples, com um sorriso largo, os braços abertos, as mãos estendidas. Trouxe mensagens de Fé, Esperança e Caridade estampadas no rosto.


Logo ao iniciar o programa previamente estabelecido foi apresentado ao jeitinho brasileiro. Viu-se preso num engarrafamento, cercado por pedestres ansiosos por um sorriso, um gesto, um toque ou até mesmo uma palavra. Francisco mostrou a que veio, paciente e sorridente abraçou a multidão distribuindo simpatia, docilidade, acessibilidade. O imprevisto – pelo menos para o visitante – não arranhou o seu humor, a sua disponibilidade.


Como todo homem público, abraçou a multidão, beijou e levantou nos braços criancinhas, distribuiu humildade, coerência e amor. Nele tudo é novo. É o 266º Pontífice, o primeiro nascido no Continente Americano. Em mais de  1200 anos de Papado é, também, o primeiro não Europeu e o primeiro Jesuíta a tornar-se Papa, sendo eleito aos 13 de Março de 2013, no segundo dia do conclave. A célebre indagação se aceitava a escolha? Disse: "Eu sou um grande pecador, confiando na misericórdia e paciência de Deus, no sofrimento, aceito". (Fonte Wikipédia – a Enciclopédia Livre) 


Nascido em Buenos Aires, filho de um trabalhador ferroviário e de uma dona de casa, foi batizado com o nome JORGE MÁRIO BERGOGLIO. Graduado e pós-graduado com Mestrado em Química, na sua juventude foi acometido por uma doença respiratória que o fez perder um pulmão. Em 1958 entrou para a Companhia de Jesus, fazendo o noviciado e, ainda em Buenos Aires, graduou-se em Filosofia e Teologia. Posteriormente fez seu Doutorado na Alemanha.


Francisco, além de sua língua materna o espanhol, fala, fluentemente, Italiano, Alemão, inglês e Francês. O anúncio de sua escolha – Habemus Papam – por Jean Louis Tauran informou aos Cristãos o seguinte: “Anuntio vobis gaudium magnum:  Anuncio-vos com grande alegria habemus Papam! temos um Papa! Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, O Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dominum Georgium Marium D. Jorge Mario Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio Cardeal da Santa Igreja Romana, Bergoglio qui sibi nomen imposuit Franciscum.


Um homem simples acostumado a uma vida de humildade e dedicação a sua fé e a humanidade.  No seu primeiro contato com a multidão que rezava pelo Conclave, disse:  irmãos e irmãs, boa noite! “Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo... Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo Emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.”


Em sua missão ao nosso País Francisco quebrou o protocolo. Preferiu passar pela Catedral Metropolitana, ante de rumar para o Palácio Guanabara, como constava na programação. Sua necessidade de estar junto à população, sentir-se no meio da multidão, o  fez optar por um passeio no Papa móvel, na segunda feira, fato esse que não constava na agenda Oficial do Vaticano repassada as autoridades brasileira. Francisco inovou, ainda, quanto às características do veículo. O Papa móvel   aberto nas laterais, sem vidros de forma que houvesse contato físico do visitante com os visitados.


Todos os passos de Francisco no Brasil foram marcados por sua principal característica: a humildade.  Em seu segundo dia entre nós, reservado para descanso, rezou uma missa privativa aos Cardeais e freiras. Posteriormente tomou sorvete e comeu pão de queijo. A residência Assunção, em Sumaré, acolheu o seu repouso, natural e imprescindível para renovação física e preparação ao que deverá realizar. 


Cumprindo uma agenda cheia de interação, O Papa, em seu terceiro dia no Brasil deslocou-se à Aparecida, a 217 quilômetros de São Paulo, onde maravilhou-se com a demonstração de Fé dos peregrinos e, mostrou evidente emoção diante da Santinha que de seu nicho parecia abençoar aquele que, como ela, remete as pessoas a simplicidade, humildade. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira de Brasil.


No Santuário celebrou uma Missa na qual enfatizou três aspectos que devem nortear a vida dos cristãos: “Conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria”. Uma cerimônia belíssima, marcada pela fé e pela emoção, onde o Papa prometeu aos fiéis retornar em 2017, data em que serão celebrados os trezentos anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida  por pescadores, no Rio Paraíba do Sul, no ano corrente de 1717.


Retornando ao Rio o Papa visitou um Hospital para dependentes de drogas. – o Hospital São Francisco –  no Bairro da Tijuca, ali abençoou dez pacientes, fez um discurso forte, chamando os traficantes de “mercadores da morte. Em sua missão evangelizadora o Papa Francisco visitou, no seu quarto dia no Brasil, a favela Manguinhos, ali dirigiu-se as autoridades ao fazer a referência que “a pacificação é impossível, quando a periferia é ignorada”.


Em suas palavras foi mais longe ao dizer: " Queria lançar um apelo a todos que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social : não se cansem de trabalhar para um mundo mais justo e solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo". afirmou também: "Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável porque nós somos irmãos. Ninguém é descartável."  


No quinto dia o Papa rezou pelos mortos da Boate Kiss, em Santa Maria, ouviu a confissão de peregrinos, visitou jovens infratores, rezou a Oração do Angelus e pediu que rezassem por ele. 


Tendo como principal compromisso do dia a Via Sacra, o Papa Francisco chegou a Copacabana e viu-se cercado por um mar de fieis, estimados em três milhões de pessoas, rios de gente, caracterizando a maior movimentação de pessoas numa cidade brasileira até hoje. De todas as partes do mundo, bandeiras tremulando, lençóis brancos nas janelas, pessoas chorando, rindo, todos integrados a uma só ideia: a fé.


Finalizada a Via Sacra por volta das oito horas, o Papa dirigiu-se a multidão falando sobre o significado da cruz de Jesus, esclarecendo que a cruz não é sinal de morte e fracasso, mas de vitória. Dizendo: “Vimos acompanhar Jesus no seu caminho de dor e amor”. “O que terá deixado a cruz de Jesus em  cada um de vocês? As palavras caíram sobre a multidão que vibrou em sintonia com o momento. Após seu discurso Francisco retirou-se.


Em seu sexto dia entre nós, Francisco celebrou a Missa na Catedral Metropolitana de São Sebastião para mais de mil  Bispos, Padres, Freiras, religiosos e seminaristas, exortando-os a deixarem de lado a indiferença e manterem diálogo, diálogo, diálogo,  e também buscarem a periferia onde as “pessoas têm sede de Deus”.


Saindo da Catedral  o Papa dirigiu-se ao Theatro Municipal onde encontrou-se com Autoridades, Diplomatas, Políticos e Artistas. Mais uma vez enfatizou o  diálogo  como  meio   de por fim a indiferença,  ao  egoísmo   e   a   violência.    No   almoço o Papa reuniu-se com Cardeais e Bispos no Palácio João Paulo II, na Glória, zona Sul do Rio de Janeiro.  E por fim, participou da Vigília de Oração, na praia de Copacabana, onde Ao falar de futebol, o pontífice disse que "Jesus é maior do que a Copa do Mundo".


Finalizando sua passagem pelo  Brasil, o Papa Francisco celebrou a Missa de Envio, em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (28), fechando dessa maneira o ciclo da Jornada Mundial da Juventude. Entre os presentes a  presidente Dilma - acompanhada da presidente da Argentina - Cristina Kirchner e do presidente boliviano Evo Morales. O momento mais esperado ocorreu com o anúncio da cidade sede da próxima Jornada, o que foi feito seguido da Oração do Angelus, sendo escolhida a Cracóvia, na Polônia, cidade que receberá a próxima edição da Jornada Mundial da Juventude.


A passagem do Papa Francisco entre nós foi marcada por palavras e atos que deram vida ao seu discurso como; solidariedade, participação, simplicidade – materializadas nas repetidas atitudes de descer do papa móvel pondo em alvoroço a segurança e, em meio à multidão, abraçar peregrinos,  pessoas que se colocavam nos lugares onde iria passar, pegar crianças em seu braços, abençoar a idosos, jovens, se solidarizar com portadores de deficiência, visitar comunidades pobres, ir a casa de pessoas extremamente carentes, conversar com pessoas com problemas com drogas, ir a um hospital para com problemas com drogas e chamar a atenção das autoridades e da sociedade para o egoísmo, a frieza, a ausência de compromisso real com os verdadeiramente necessitados.


O seu coração fraterno expôs-se ao se emocionar, ir as lágrimas,  com o pequeno Natan de nove anos que,  entre  lágrimas  pedia   para aproximar-se do Papa e que foi por aquele chamado ao papa móvel, sussurrando entre lágrimas ao Pontífice o seu desejo de ser Padre. A emoção demonstrada ante o agradecimento feito por D. Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro que, inclusive, agradeceu, também, ao Papa Bento XVI que escolheu a cidade como sede da Jornada da Juventude.


Despedir-se de Francisco foi algo difícil, o Brasil, inconsciente, sem preocupar-se com a missão Universal do Pontificado, acostumara-se ao sorriso franco, a face receptiva, a voz mansa, porém firme, ao homem, ao Papa. Algo que coubesse na repetida afirmação de que “ Deus é brasileiro”, desse modo o Papa poderia tornar-se brasileiro e fazer do Brasil a sede da Santa Sé. Mas, sonhar já é suficiente, nosso povo, nossas autoridades, nós, temos muito ainda a caminhar e que essa caminhada seja profícua e sempre voltada no sentido do amor, da paz, da compreensão, da humildade.


Francisco já está de volta ao trono de Pedro. Que Deus o abençoe que a recíproca seja verdadeira. “ Não esqueçam de rezar por mim, o Papa precisa de vocês”. Eu digo, Não esqueça de nós, nos brasileiros precisamos muitíssimo de seu seu amor, sua humildade, sua lição de vida, suas orações. Obrigada Francisco.

PARA UMA REFLEXÃO DO QUE ESTAMOS FAZENDO DE NOSSAS VIDAS A FALA DO PAPA FRANCISCO AO FINAL DA VIA-SACRA:



"Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: "Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção."

A partir de então a cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta cruz ensina para a nossa vida?

Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: "Para onde vais, Senhor?". E a resposta de Jesus foi: "Vou a Roma para ser crucificado outra vez". Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na cruz.

Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho.

Na cruz de cristo está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida.

E assim podemos responder à segunda pergunta: o que foi que a cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele! Só em cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.


O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de "Terra de Santa Cruz". A cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cirineu, Maria, as mulheres...

Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cirineu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cirineu, como Maria?

Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a cruz de Cristo; encontraremos um coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!"