Quem sou eu? O que faço

Minha foto
João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

A FOTO QUE FALA!



Sempre ouvi dizer que uma imagem vale mais que mil palavras. Por mais que “um amigo ou amiga” queira informar o marido traído, e conformado com a traição da mulher, haverá resistência. Entretanto se a dita cuja é surpreendida com o “urso” e, se a “surpresa” for compartilhada por mais alguém que fotografou o encontro, definitivamente ela irá para o rol das adúlteras, tornar-se-á indigna daquele que fechou os olhos até não mais poder ignorar. 

O mundo é assim. As coisas podem até acontecer desde que sejam às escondidas e que a plebe rude não tome conhecimento. Sabe como é, "alguns" têm mania de querer o certo, o politicamente correto, a honestidade, a transparência, o progresso, sustentabilidade e um monte de coisas que, na ótica de nossos dirigentes parecem pertencer ao reino da fantasia. Por isso e por coisinhas mais resolvemos mostrar  fatos e fotos que não querem calar, vejamos:

1. Um amor de garoto, não é?



2. Será que valeu?





3. Por que confraternizam os Ministros?



4. Será que os Ministros ouvirão o clamor das ruas?

 


5. Não é boato, é fato.




6. Enquanto isso,no reino rose, o amor é lindo.
 


7. As estradas matam.



 8. Em qualquer direção!



9. Os hospitais não têm estrutura.
 


10. Nega-se dignidade ao paciente.






11. Os professores são ignorados ou


12. tratados como bandidos.





13. Presídios são verdadeiros depósitos de mortos vivos.





14. Há luta por mudanças.





15. Vandalismo.



16. Despreparo.

17. O céu chora lágrimas incandescentes.



18. O BRASIL MOSTRA SUA CARA!






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SUPRA SUMMUM!


POR UM TRIS.




Há dias sinto crescer em mim a necessidade de expressar o descontentamento que venho sufocando ante os impasses do nosso Supremo Tribunal Federal. Como operadora do Direito tenho por aquele órgão o interesse necessário à produzir respeito, conhecimento, concordância, discordância, inquietação, indagação, espanto, raiva, desprezo e todo o tipo de emoção possível e imaginária em razão das ações ali levadas a julgamento.  


A mais alta Corte Brasileira, a que finaliza questões definidas na Magna Carta, por sua vinculação a essa e/ou em razão das pessoas envolvidas, tremula ao vento como bandeira desfraldada, entregue ao sabor da natureza.


Como imaginar que a revista Veja, datada de 18 de maio de 2005, em cuja capa estampava “O vídeo da corrupção em Brasília”, trazendo a matéria “O Homem chave do PTB”, referindo-se a Roberto Jefferson, fosse o fio condutor de delação pública revelando à nação “que parlamentares que compunham a chamada “base aliada” recebiam, periodicamente, recursos do Partido dos Trabalhadores em razão de seu apoio ao governo federal,” dando o pontapé inicial do que tornou-se conhecido como o famigerado “mensalão”.  

  
Entre 18 de maio de 2005 a 18 de setembro de 2013, o Brasil experimentou uma sensação de euforia com o início do julgamento de réus denunciados em 11 de abril de 2006, pelo Procurador Geral da República - Antônio Fernando de Souza - que os enquadrou em delitos como “formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.”


A sensação de Justiça pairava sobre as cabeças como uma deusa determinada, implacável e com “um certo quê de revanchismo”. Afinal, nada era como fora prometido, gritado em praça pública, impresso em cartilhas patrocinadas por camaradas. Pareciam cada vez mais longe, naquele momento crítico – da descoberta de algo podre no seio petista - o  viés socialista, a reorganização do movimento sindical espontânea, a vocação anticapitalista, a identidade democrática,  sepultadas, entre outros, de forma escabrosa. 


Um aspecto muito duro do mensalão  mostra que a lição apreendida é aquela tradicionalmente imputada aos combatidos “capitalistas sugadores da nação e da classe operária”. Sim, porque o “mensalão”, no final, era pago por mim, por você, pelo ignorante, pelo intelectual, pelo assalariado com salário mínimo e, PASMEM, aos que se diziam representantes dos trabalhadores, dos sindicatos, dos valores que detinham a condição de transformação da Sociedade.


Bom, não podemos perder o foco. O Supremo tornou-se depositário da esperança de milhões. Todos unidos e abraçados por uma mesma causa. Os réus, cada um ostentando o seu mais “belo” sorriso, desfilavam ante a sociedade com seus ternos de cortes impecáveis, seus carros, suas mulheres cobertas de jóias e, aparentando tranquilidade ante a proteção das mais caras bancas de Advocacia do País.


E a sociedade assistindo. As autoridades desfilando. Sob os nossos olhos uma longa lista de notáveis do governo. Escândalos e mais escândalos. Um infindável rolo trazendo impresso empresas conhecidas: Banco Opportunity, Telemig, Amazônia Telecom, DNA Propaganda - financiando o Valerioduto. O envolvimento do PT, o escândalo dos Bingos, o escândalo dos Correios, a morte de Celso Daniel aliada a denúncia de corrupção na Prefeitura (Petista) de Santo André, tudo desabou com a força de uma tempestade tropical sobre a confiante nação brasileira.



A apuração não inibiu acontecimentos, quem esperava encolhimento por parte dos acusados ficou no aguardo. Alguns até usaram o ataque como melhor arma de defesa. 


O Partido dos Trabalhadores despontou como líder inconteste  de parlamentares essenciais ao esquema, cuja composição demonstra um bloco maciço e  a liderança de uma eminência parda. No Núcleo Político os Deputados José Dirceu a época Ministro Chefe da Casa Civil, João Paulo Cunha, José Genoíno, José Mentor, José Nobre Guimarães, Paulo Rocha, professor Luizinho, Wilmar Lacerda, Pedro Henry, Anita Leocádia, João Magno, José Luiz Alves, João Cláudio Genú, Breno Fischberg, todos teciam a teia onde propinas eram engolidas como se fossem presas de aranhas.


Contava o PT, também, com Deputados da base aliada que permitiam a sustentação dos interesses do Governo, Figurinhas carimbadas como Roberto Jefferson- PTB/RJ e delator do Mensalão, Romeu Queirós- PTB/MG, José Janene – PP/PR (ora falecido), Pedro Correa – PP/PE, José Borba – PMDB/PR, Valdemar Costa Neto – PL/SP, Anderson Adauto, PL/MG, Bispo Rodrigues – PL/RJ, Romeu Queiros – PTB (hoje – PSB).


As fileiras eram, ainda, acrescidas de nomes como Marcos Valério, Cristiano de Mello Paz, Ramon Hollebarch,  Eduardo Azeredo, Duda Mendonça, Toninho da Barcelona, Daniel Dantas, Henrique Pizolatto, Luiz Gushiken (excluído do processo e falecido recentemente), Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Enivaldo Quadrado,  Ayanna Tenório, Vinicius Saramane, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geíza Dias, Carlos A. Quaglia, Jacinto Lamas, Antôno Lamas (excluído),  Emersom Palmieri e Zilmar Fernandes.

  
A extensa lista de réus foi reduzida a 25 (vinte e cinco) condenados, quais sejam: José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Cristiano de Mello Paz, Ramon Hollerbach, Henrique Pizolatto, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Vinicius Samarane, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, Pedro Corrêa, João Cláudio Genú, José Borba,  Romeu Queiroz, Carlos Alberto Rodrigues, Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg, Emerson Palmier e Pedro Henry. 

Num julgamento que chocou a sociedade, o STF, por seis de seus Ministros, promoveu uma inversão ímpar na história do Judiciário Brasileiro. Recebeu os Embargos Infringentes, tipo de Recurso que permitia um novo julgamento ao condenado pela Suprema Corte, se tivesse recebido no mínimo quatro votos ao seu favor, não mais estão elencados entre os Recursos apreciados por esse órgão judicial desde o ano de 1990, isso em virtude de Lei que regulam as ações no Supremo.

 

Assim, para o desespero e vergonha de tantos quanto buscam a Justiça e, de forma política, o Tribunal colocou o seu regimento interno acima da Constituição. Sob o pálio da oportunidade de defesa?????????? Para um procedimento que se arrasta desde o ano de 2005. Como falar em cerceamento de defesa? Todos os réus acham-se representados diante do Supremo tribunal Federal pela nata da Advocacia atuante naquela casa. Anos a fio foram intentados tudo o quanto a legislação processual civil permite e, por último, o esdrúxulo recurso superado, um fóssil que por seu gigantismo venceu a Carta Magna.

 

Dentre eles 12 (Doze) criaturas angelicais terão direito a novo julgamento. A coincidência é gritante, senão vejamos: encabeçando a lista nada menos do que José Dirceu seguido de José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Cristiano de Mello Paz, Ramon Hollerbach, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, João Cláudio Genú Breno Fischberg e Simone Vasconcelos.  



Com o recebimento dos Embargos Infringentes pode ocorrer a Prescrição do crime de Formação de Quadrilha; a Absolvição de João Cláudio Genú e Breno Fischberg;  a Redução das Penas e condução para o Regime Semi-aberto, com direito a todas as mordomias, inclusive gastar, como bem aprouver o dinheiro do “mensalão”, os inocentes: José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. Com Redução da Pena, mas, ainda, em Regime Fechado: Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano de Mello Paz, Kátia Rabello e Simone Vasconcelos.


O Decano Celso de Mello apregoa que o Supremo não pode se curvar a pressões. O Supremo concede prazo duplo para oferecimento de Embargos Infringentes por aqueles que ainda não o fizeram.  Para o Ministro Celso de Melo tais Embargos “acabam por funcionar como uma espécie de segundo grau de jurisdição e por isso devem ser admitidos pelo STF...” . Segundo a CBN (quarta feira – 18.09.2013, 21:39)moradores da cidade natal de Celso de Mello reuniram-se no Café Supreminho para discutir julgamento.


Relator no novo Julgamento o Ministro Luiz Fux, foi nomeado pela Presidente Dilma Rousseff no início de 2011, visto como traidor pelo PT por ter votado pela condenação do trio Dirceu, Genoíno e Delúbio, foi acusado por Dirceu de tê-lo assediado durante seis meses, quando era Ministro do Superior Tribunal de Justiça por desejar ascendência ao STF. O que realmente se pode dizer é que rejeitou os Embargos Infringentes e durante o julgamento, adotou uma postura firme à semelhança do Ministro Joaquim Barbosa. O Ministro Relator declara que será rápido e possivelmente no primeiro semestre de 2014 levará os autos  a plenário para votação.



O que nos resta? Perder a confiança no Supremo?   Acostar-nos ao PT e comemorar? Protestar? Apostar na Lei de Talião em represália ao linchamento da esperança ou quem sabe, na Lei de Lynch? 


As opções são muitas, todas por revelar o que a sociedade não quer acreditar: a farra continuará. Condenados de altíssima periculosidade graças as suas inteligências, capacidade de manipulação e dissimulação vão festejar, beber Whisky 12 anos, circular em carros importados, presentear suas mulheres e/ou amantes e promover aquele Reveillon, afinal vai que o “impensável” acontece e eles possam  vir a ser privados de suas liberdades. Melhor se precaver e gastar, gastar, gastar...para alguma coisa o “mensalão” tem que servir.


Os que não foram alcançados pela grandeza do regimento interno do STF deverão permanecer em liberdade até que haja a publicação das primeiras condenações ou podem ser presos mediante pedido do Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Entretanto esse já declarou que irá pedir a execução das penas  - prisão e multa – após o caso transitar em julgado, ou seja depois do julgamento de todos os recursos... 



Mais uma vez a esperança volta para o STF. Afirmando ser possível a execução de penas que não pode ser alvo de Embargos Infringentes os Ministros Gilmar Mendes e Marcos Aurélio Mello, inclusive, dizem que “José Dirceu poderia começar a cumprir a pena pelo crime de corrupção ativa – para o qual não cabe embargos infringentes – mesmo enquanto pede o julgamento para o crime de formação de quadrilha.”


Em seu pronunciamento Gilmar Mendes declarou “plenamente plausível” executar as penas que não podem ser recorridas. Além disso explicou: “ ...a ação penal tem capítulos autônomos, com crimes separados e punições específicas. Por isso, as penas para um crime específico que não mais podem ser contestadas poderiam normalmente ser cumpridas...”


Vamos continuar o sofrimento, não só pelas consequências jurídicas da aceitação Dos Embargos, mas e também pela costumeira falta de memória de parcela representativa do povo brasileiro. Me preocupa a corrida aos cartórios para registro de crianças com o nome de José Dirceu e José Genoino - grandes patriotas. Crianças que certamente no futuro irão amargar o peso de seus nomes. É, a roda do mundo não para, gira vinte e quatro horas todos os dias. A Presidente e seu grande amigo e "defensor"...Luís Inácio Lula da Silva que o digam.

BOM APETITE!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O QUE ELES QUEREM DE NÓS?


OS “ENGANOS” DO GOVERNO DILMA.


 
O Estado brasileiro assiste dia a dia os desencontros de um governo, aparentemente, atordoado e cujos erros acumulam-se, não como uma gigantesca bola de neve, mas como uma violenta e progressiva avalanche de “bombas”, de imensurável proporção.


O quadro que se desvencilha diante de nós é de total ausência de compromisso com os anseios de uma sociedade que, aos trancos e barrancos, está aprendendo a se organizar social e politicamente. Nunca é tarde para conquistas. Jamais se reivindicou tanto nesse País como nos dias atuais.


É certo que entre pleitos justos e pessoas com excelentes intenções se vislumbram outras, coincidentemente presentes em todos recantos possíveis e imaginários, que se apoderam das bandeiras de luta e travam suas batalhas, solitárias ou com meia dúzia de seguidores que não se dispõem a pensar.


Aliados ou não aos baderneiros também se nota a presença nos movimentos sociais de infiltrados, pessoas que atendem a um comando repetitivo. Talvez pela certeza da impunidade não demonstram qualquer preocupação de esconder sua forma de agir, de pressionar e de tentar vender, a qualquer custo, gato por lebre.


Fazendo memória de um passado bem próximo é impossível desconhecer a origem da orquestrada recepção a blogueira cubana Yoanis Sánchez que indo aonde fosse encontrava cartazes, com as mesmas frases, difamação num mesmo sentido, vaias e acusações de ser “agente da CIA”. 


Tudo por ter a coragem de ir contra a ditadura Castrita, denunciar as ameaças contra si e seus familiares e o fato de que Cuba é uma ilha desconectada. Mas é “invencionice”. Bem, quem não tem preguiça de pensar poderá emitir sua opinião. Há aquele cujos neurônios são usados para outros fins. Esses permanecerão balançando suas cabeças à maneira das lagartixas.


Quanto aos “enganos” tomemos como exemplo os meados de 2013. Iniciado em Junho, trouxe de presente para o povo brasileiro, a revelação de uma compra realizada pela Petrobrás de 50% de uma refinaria considerada de pequeno porte, obsoleta, denominada Pasadena Refininf System, localizada no Texas, à empresa belga Astra Oil Company, por US$ 360 milhões, muito embora há um ano e meio a mesma companhia tivesse adquirido toda a refinaria  por apenas US$ 42,5 milhões. 


Matematicamente 50% da refinaria foi vendida ao Brasil por oito vezes mais do que os belgas pagaram por 100% dela. Ainda, a empresa belga entrou na justiça contra a Petrobrás que foi condenada. Estranhamente a estatal brasileira fez um acordo extrajudicial e pagou US$ 820 milhões à Astra. Aparentemente envolvidos, Guido Mantega,  José Sérgio Gabrielli,  Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Jaques Wagner; Almir Guilherme Barbassa, gente muito próxima ao Ex-presidente Lula. Só a título de lembrete era Presidente Inácio Luiz Lula da Silva e a atual Presidente Dilma Roussef presidia o Conselho Adminstrativo da Petrobrás. 

 
Infelizmente ainda temos que lidar com acordo extrajudicial que onerou os cofres públicos em mais US$ 820 milhões. Assim a refinaria que custou US$ 42,5 milhões para a Astra, arrebentou em US$ 1,18 bilhões os cofres da estatal brasileira.


Ah! Como se não bastasse, o povo brasileiro ainda espera a refinaria de Abreu e Lima, anunciada sob festivo foguetório  e que seria construída em parceria com a Venezuela que tem 40% do empreendimento. Até o presente, o Brasil não recebeu um centavo do governo Bolivariano. 


Por outro lado, um projeto inicial de US$ 3 bilhões, já está orçado em US$ 20 bilhões e fala-se que serão necessários mais US$ 10 bilhões. Essa será mais uma veia pela qual escorrerá o sangue brasileiro! Sim, porque o trabalhador brasileiro, qualificado ou não, de qualquer profissão, ganha o seu dinheiro deixando, ao longo do exercício profissional, sua saúde, seu sangue, sua vida. Não podemos esquecer, tais informações foram veiculadas após o Tribunal de Contas da União pedir explicações e o Ministério Público Federal investigar contratos celebrados na gestão de José Sérgio Gabrielli.


E os médicos cubanos?  Que não serão avaliados pelo chamado Revalida. Esse exame permite que o médico aprovado possa exercer sua profissão em qualquer lugar. Sem fazê-lo, não têm compromisso, a não ser com eles mesmos e com suas orientações.


Há pelo Ministério da Saúde uma informação de que serão apenas  médicos no programa Mais Médicos, atuando na atenção básica, como se os pacientes dos programas saúde da família e outros não tivesse doenças graves e emergências. O contrato entre o Governo Federal e o Governo de Cuba, determina que os honorários médicos sejam repassados àqueles país. O Brasil dentro de suas fronteiras, por seu Governo Central desrespeita sua legislação e adota a forma e o meio de remuneração ditada por Fidel/Raul Castro.


Ora é do conhecimento de todos que o Estado Brasileiro, por seu Ministério Público, vem impedindo a contratação de Cooperativas sob o pálio de Contrato de Trabalho para o serviço público burlando a Constituição. Por que não repassou mais recursos às Prefeituras com o objetivo  de melhorar a remuneração, incentivar os médicos brasileiros? e melhor equipar os serviços? Por que  não equipar melhor os serviços de saúde? A atenção básica, constitucionalmente, deve, a priori, ser exercida por quem? O Governo Federal age apenas por pressão e com intenção nitidamente eleitoreira além de outra mais perigosa e nociva. 


Depois de anunciar que não mais traria os cubanos, de forma inconsequente, o Governo Central informou, na semana passada, a mudança de planos. O Brasil nesse caso atua em perfeita sintonia com a ideologia cubana. Age como se fosse uma ditadura. Baixa  Medidas Provisórias - anteriormente tão criticadas pelo PT -, sem demonstrar qualquer preocupação com o Congresso Nacional.


Não mais se pode exigir que o povo brasileiro aceite a Medicina de Cuba como de ponta. São vários os casos e bravatas que são conhecidas internacionalmente, como o da anunciada “ cura do  Vitiligo”, que jamais se comprovou. O próprio Hugo Chaves é citado como erro médico, pela relutância na utilização de outros meios que não os cubanos. Registre-se, também, a fala do Conselho Federal de Medicina por seu presidente, contrário à contratação sem o revalida. 


Em mais um episódio grotesco, sábado passado chegou ao Brasil o Senador Boliviano Roger Pinto , depois de ter permanecido mais de um ano na Embaixada Brasileira na cidade de La Paz. Ocorre que o político e opositor do Governo Evo Morales, pediu asilo à Embaixada Brasileira em 28 de maio de 2012, e permaneceu naquele órgão até a data de sua chegada acima referida. O seu traslado entre a cidade boliviana de La Paz até Corumbá, segundo informe oficiais, ocorreu de um carro oficial da própria embaixada, sob a proteção de fuzileiros navais, sendo recebido por agentes da polícia federal e levado para Brasília. Tudo sem que “ninguém soubesse”!


Sucede que o diplomata brasileiro, Eduardo Saboia declarou de público, no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão que fora dele a iniciativa e responsabilidade de trazer o boliviano para o Brasil, por que não tinha mais como manter a situação. O Diplomata estava confinado, num espaço de 20 metros quadrados, com risco iminente de vida, com a sua dignidade de cidadão ultrajada e sua condição de Senador jogada  ao esquecimento!


Ainda e segundo o Jornal Estadão “ O diplomata Eduardo Saboia, responsável por tirar de La Paz o senador boliviano Rogert Pinto Molina, revelou ao Estado estar contrariado com a reação do Itamaraty à sua decisão e sentiu que era vítima de um jogo de “faz de conta” entre autoridades brasileiras e bolivianas. Na sua avaliação, o senador estava em cárcere privado na embaixada “Eu não tenho vocação para agente penitenciário”.


Enquanto isso na Colômbia diz-se que o Senador respondia a vários processos e fora condenado a um ano por prejuízo ao erário. Um porta voz de Evo Morales vem à televisão vociferando no estilo ditatorial. Entretanto, em 15 meses de confinamento não moveu uma palha sequer para que o asilado se livrasse dessa condição.  São muitas as interrogações! 


O asilo, se concedido, obriga ao País de origem do asilado a conceder o chamado salvo conduto, segundo a Legislação Internacional. O Brasil é signatário de tal Tratado, mas o salvo conduto não foi concedido pelo governo Colombiano. E o Brasil, permaneceu inerte. O representante brasileiro na Bolívia “resolveu” trazê-lo, porque não sabia mais o que fazer com o asilado. 


Eduardo Saboia, por decisão sua, fez o percurso de um trecho extremamente perigoso, por 22 horas, sem documentos, correndo risco de vida. Inclusive, também colocando em risco a vida do asilado sem sofrer qualquer interrupção. O Embaixador, teoricamente, tomou tal atitude e fez todo o percurso num rompante, sem planejamento. Algo por demais estranho e cujas coincidências nos obrigam a pensar! 



O Itamaraty abriu Processo contra Saboia para apurar os fatos. Sabemos, por antemão, seus maiores crimes: conduzir para o Brasil um inimigo do regime de Evo Morales, de quem o governo brasileiro é aliado; mexer com os brios da Presidente ao demonstrar para o mundo que o Governo Brasileiro, por inércia, tinha a mesma conduta tão criticada e repelida da Ditadura Militar.


Por seu turno o Ministério da Defesa, em face da presença de Fuzileiros Navais garantindo a condução do boliviano até a sua entrega em Corumbá, durante todo o dia, ameaçou expedir uma nota que justificasse o ato. Todavia é necessário esclarecer que os fuzileiros que exercem sua atividade nas embaixadas obedecem ao Adido Militar, que no caso não estava presente.  Por esta razão o Ministério da Defesa, através de seu titular, obriga-se a explicar a nação o porquê da presença de militares na condução do senador, sem a devida  autorização de seu chefe imediato!


Fala-se numa chancelaria paralela. Antônio Patriota, foi demitido do cargo de Ministro das Relações Exteriores, após ter sido várias vezes criticado, em público, pela Presidência da República. Sua demissão e, indicação para Representar o Brasil na ONU, com residência em Nova Iorque, deixa o caso mais intrigante ainda. Teoricamente houve uma demissão e uma promoção para os Estados Unidos – país de origem de sua esposa – com uma condição privilegiada e uma vitrine para os problemas do mundo o que lhe dará maior bagagem e prestígio como diplomata.


Para completar, a Presidente visivelmente irritada, mais uma vez em público, desautoriza o seu ex Embaixador, critica-o e vale-se de seu passado de guerrilheira e de torturada no DOI CODI. Em sua verberação Dilma quase descontrolada afirma: “Não estamos num regime de exceção. Não há nenhuma similaridade . Eu conheço o DOI-Codi. Eu setive lá. Sei o que é. E asseguro: é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno. Literalmente isso.”


E o “mensalão”?  O efeito cascata de recursos sobre recursos, corrói a paciência dos brasileiros, consome cifras e mais cifras dos contribuintes, coloca em cheque a fleuma entre as excelências. A retomada do julgamento, as discussões acaloradas, rebuscada perpetuação do direito de defesa e a visível necessidade de se colocar um fim a tão desagradável tema. 


Pois é, o que pretendem de nós? Que fiquemos mudos e estáticos diante de tantos desacertos? Que não vejamos intenções eleitoreiras? Que simplesmente fiquemos calados, fingindo não entendermos a presença de cubanos dominados por um regime tirano e aliciador, junto às camadas pobres e sem instrução, doutrinando-os?  Sempre alerto sobre a “Venezualização” do Brasil, tão apagada está a Venezuela sem Chaves que já antevejo a nossa mudança de paradigma.


Será que aguentaremos mais erros? Sim porque esses são uma amostra mínima do que se transformou a Pátria amada tão distraída... Reflito sobre algo que o meu pai ensinou aos seus filhos: a corda quando muito esticada. arrebenta. Que Deus nos ajude.