Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PATRIMÔNIO LITERÁRIO

LIVROS  e  REVISTAS.



O meu perfil já registra que “conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal; por nossos grandes autores; por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de conteúdo variado como Seleções, Planeta, Cláudia, Manchete, e/ou os populares cordéis, gibis e almanaques... Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimentos.


Essa ânsia por literatura foi alimentada, durante todo o nosso desenvolvimento, por duas pessoas: a primeira foi a nossa Mãe, professora e defensora da necessidade de capacitação dos filhos para que não se tornassem apenas sobreviventes e sim, pessoas com qualidade de vida. A segunda pessoa foi o nosso Pai. Homem simples, que iniciou sua vida como agricultor, mas que assumiu um compromisso consigo de fazer seus filhos e filhas independentes. Sempre a nos dizer que as filhas necessitavam, mais que os homens, tornarem-se autossuficientes.  Dessa forma não se  sentiriam, jamais, obrigadas a permanecer num casamento infeliz. O amor, o zelo deles em relação a nós não conheceu limites.


Nesse maravilhoso caminho entre os livros, iniciamos muito cedo o contato com os clássicos. Havia, em nossa casa, uma coleção de 40 (quarenta) volumes, com encadernação imitando couro, e gravação com letras douradas, chamada “Clássicos Jackson”, lendo-a conheci: Tolstoi com Anna Karenina e Guerra e Paz; Dostoiévski com Os irmãos Karamazov e Crime e Castigo;  Steinbeck com Vinhas da Ira;  D H. Lawrence com O Amante de Lady Chatterly; Balzac com A mulher de Trinta;  Émile Zola com Germinal;  Victor Hugo com  Os Miseráveis; Flauber com Madame Bovary; também,  As Catilináriasdiscursos de Cícero, feitos no Senado Romano para denunciar Catilina e que era rotineiramente  emprestado, principalmente a políticos de nossa cidade. Havia ainda muitos outros autores universais completando a coleção e que também foram lidos por nós.


Tínhamos a nosso dispor uma Coleção de Érico Veríssimo que nos fazia sonhar com as tramas de romances como “Olhai os Lírios do Campo; O Continente;  Saga; O tempo e o Vento; Um lugar ao Sol; Incidente em Antares. Nesse universo lembranças recorrentes como o Capitão Rodrigo que tomou vida própria saindo do “Continente” e povoando a imaginação de muitos leitores; do mesmo modo, Ana Terra que dá origem a família Terra e integra o primeiro volume da triologia “o Tempo e o Vento”. Com o escritor Gaúcho saíamos de nossa pacata cidade do interior para vivermos maravilhosas aventuras nos Pampas.


Do sul voltamos para o Nordeste. Jorge Amado era o nosso preferido. Coleção completa. Desde o País do Carnaval - primeiro romance -,  até Tereza Batista Cansada de Guerra. Para nós as aventura de meninos e meninas livres como retratados em Capitães da Areia ou mesmo, o romance de Gumercindo – Guma e Lívia -, em Mar Morto; ou, ainda, a pimenta de Dona Flor e Seus Dois Maridos, com direito a mais condimento, em Gabriela Cravo e Canela, abriu um porta para novos conhecimento sobre uma cultura desconhecida - a baiana. 



O mundo de Jorge Amado, a linguagem picante, as religiões Afro, os costumes diferentes  e  ali desvendados, aguçavam a natural curiosidade que todo adolescente tem a respeito de sexo e vida adulta. A mistura de personalidades boêmias, carolas, mães de santos, capoeiras, coronéis, prostitutas e bordéis, era algo a ser visitado na obra do escritor e, comentado baixinho, em sussurros.  Há, entretanto, uma doce ressalva a ser feita nessa linha focada pelo autor: “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, livro infantil, escrito em 1948, numa homenagem do escritor ao seu filho mais velho, João Jorge nascido naquele ano. Foi publicado em 1952.


Desfrutávamos, também, da companhia de Zé Lins do Rego com O Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Usina, Pureza, Riacho Doce, Fogo Morto, Eurídice, Cangaceiros. Representando uma literatura regional, o escritor, Flamenguista convicto, criou tipos fantásticos como “Carlinhos”, o Coronel José Paulino, o Moleque Ricardo, o Tio Carlos, Capitão Vitorino – o papa rabo, o Coronel Lula de Holanda, o Mestre José Amaro, entre outras. Conhecer o universo dos engenhos, as brincadeiras, a liberdade e a exacerbada sexualidade dos garotos, oferecia a oportunidade de uma viagem a um “mundo” muito perto e ao mesmo tempo inatingível. Com certeza, todos os meninos que leram algum desses livros sonharam ter, pelo menos um dia de Carlinhos.


E a literatura infantil? Ah, essa tinha legítimos representantes. A nossa leitura nessa fatia literária contou com Contos de Andersen, em destaque: O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei. Também tínhamos a Coleção dos Irmãos Grimm com as histórias de Branca de Neve, Cinderela, João e Maria, O Flautista de Hamelin, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida e outras. E como obras soltas Robin Hood, Robson Crusoé, A caça ao Tesouro, Alice no País das Maravilhas e As Viagens de Gulliver,  com os maravilhosos anões liliputianos.



Ainda tem um lugar especial em minha memória a Coleção Mundo da Criança  - lançada pela Editora Delta, na década de cinquenta, com 15 (quinze) volumes.  Nessa destaco o volume de nº 3, com história maravilhosas como Pedro e o Lobo,  João e o Pé de Feijão, A Princesa e a Ervilha...o volume de nº 2 (dois) trazia, em forma de poesia, relatos tão fantasiosos quanto bonitos onde O Salteador das Estrada, A Princesa Menina (Doliti Diliti Dina),  O Roxinol e o Imperador e, Taturana - a bruxa rainha da festa, arrancaram suspiros e emoções.


Entre os brasileiros que também escreveram para o público infanto-juvenil,  Mestre Monteiro Lobato com seu Sítio do Pica Pau Amarelo, Reinações de Narizinho, Aventuras, Histórias de Tia "Nastacia" , entre outras, fizeram melhores os nossos dias e mais ricas a nossa imaginação. Alguns personagens criados por Lobato  atravessaram gerações como é o caso de Emília, Pedrinho, Narizinho, o Visconde de Sabugosa, a Cuca, Dona Benta e Tia "Nastacia" e o sempre presente Saci Pererê. Era aventura com direito a sonhar acordada.


Não seria justo, deixar da atribuir crédito às revistas. A minha primeira lembrança vai para Seleções do Reader’s Digest que tinha um formato menor que as revistas atuais, primava pela excelência dos artigos, buscava personalidades marcantes, a diversidade nas matérias e a inclusão do humor, o que a tornava ímpar. Por toda a adolescência e faculdade pudemos contar com esse auxílio qualitativo à nossa formação enquanto leitores. 


Também, convivemos desde cedo com as Revistas  Manchete – criada por Adolpho Bloch da  Bloch Editores e, O Cruzeiro, fundada por Carlos Malheiros Dias e publicada pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand (Fonte – Wikipédia –a enciclopédia livre), nessa revista, esperava-se, sempre pelo   impagável “amigo da Onça”, numa imortal criação do Pernambucano Péricles, cuja sátira, inteligentemente conduzida, tornou-o um dos mais conhecidos cartunistas brasileiro. A Revista foi, sem dúvida nenhuma e por muito tempo a mais importante publicação brasileira do gênero. 


Lembro, também da Revista Planeta, mais ou menos nos idos de 1973 e que se propunha a fazer algo diferente. Tratar de assuntos como parapsicologia, ufologia, esoterismo, meio ambiente entre outros, tornando-se, por isso mesmo, motivo de muita controvérsia. Uma dessas situações eclodiu com a reportagem publicada na Revista Planeta, número 138-C, em março de 84, reeditando uma acirrada discussão entre defensores de uma pseudo aparição de um disco voador sobrevoando a pedra da Gávea e aqueles para quem a aparição era apenas fraude. Com toda a certeza a polêmica aumentou a tiragem da revista e atiçou os leitores.


E os Gibis? Em múltiplas publicações, davam vida e movimento a heróis  para todos os leitores do gênero. Assim, líamos os de faroeste com Kit Carson; Bill Kid; Tex; O Zorro - aquele co Silver e o índio Tonto; Durango Kid;  Wyahtt Earp;  Cheyenne; Nevada; Buck Jones. Gostávamos, também, dos chamados heróis das selvas como Tarzan - com Jane , Boy e shita;  O Fantasma que Anda, com Diana, Capeto, Heroi e os pigmeus; Jim das Selvas; Sheena a Rainha das Selvas; Ninotckhka a Rainha das Selvas, vivida no cinema por Greta Garbo. Entre os herois, aqueles de capa e espada como o Zorro de Don Diego de La Vega, o Príncipe Valente. Os heróis moradores de grandes cidades como  Mandrake e sua noiva a Princesa Narda e o inseparável  guarda costas, Lothar.  O Super homem, extra terrestre constantemente em conflito por não poder se revelar a sua amada Louis lane .


Uma turma de garotos também encantou aos de nossa época. Falo da Turma da Luluzinha e da Revista do Bolinha. Com a interminável ciumeira que Lulu sentia de Glória, na disputa por Bolinha. Plínio Raposo, era o rival de Bolinha no amor de Glória e sempre armava ciladas para mostrá-lo como "atrapalhado", tudo no meio das aventuras de Juca, Aninha, Carequinha e os adultos que faziam os pais e vizinhos dos meninos.  As publicações brasileiras da Disney, através da Editora Abril eram excelentes e uma constante, assim leituras de revistas do Pato Donald, Zé Carioca, Mickey, Tio Patinhas e, mais recentemente, sem nada dever as "estrangeiras", as nacionais criadas e produzidas por Maurício de Sousa, com os quadrinhos da Turma da Mônica, Chico Bento, Cebolinha e outros.


Não podemos esquecer o mais fiel representante literário do Nordeste . Não de suas capitais, onde convivem em perfeita harmonia livros menos cobiçados  e publicações intelectuais destinadas a um público sofisticado, elitizado. Refiro-me aos cordéis, de que tomamos conhecimento através de nosso tio Luís, afeito as coisas da zona rural e que, ele mesmo, parecia, por sua simplicidade e gestos rudes, uma pessoa saída de um daqueles folhetos. Uma literatura que utiliza linguagem simples e histórias aparentemente singelas. Sem o formato utilizados por editoras o cordel passa de geração a geração  personagens "modelos de experiência", para orientá-los , aparentemente sem nenhum roteiro previamente definido.



Quase sempre tendendo a fantasia por fantasia, o cordel não tem outro compromisso senão estabelecer uma forma de comunicação que preserve valores ligados à comunidade. Inclusive, não subestima  clichês que funcionam até mesmo sem que seus autores tenham consciência de tal fato. Alguns ultrapassaram as barreiras nordestinas, como o Romance do Pavão Misterioso; Pedro Malazarte; João Grilo; A Chegada de Lampião no inferno; A história de Lampião e o Cordel Encantado - inspirado na Pedra do Reino, do Grande Paraibano Ariano Suassuna.


Inclusive, para não cometer injustiças, alguns romances ditos de inspiração espírita como  O Morro dos Ventos Uivantes, o Conde de Monte Cristo, Sangue de Tigre, A Caravana Verde,  Éramos Seis e outros, nos fascinava e dava medo. A curiosidade sempre vencia, embora lado a lado com o desconhecido e a insônia resultante.



Não fosse cansar a paciência de meus “quase... cinco leitores”, falaria, da Coleção das Moças, romances, comprados para o deleite de minha mãe e lidos ás escondidas, com personagens lindas e cuja escritora ou escritor M. Dely era a mais lida.  Os livros de bolso, coleções que encantaram as moças entre as décadas de setenta e oitenta, como Sabrina, Barbara Cartland,  Corin Tellado,  Carlos Santander, Bianca, Júlia e outras,  continham um forte apelo erótico e descrições que incentivavam a imaginação, mas esta é outra fase quando já começávamos a ver o mundo como ele é. Quem sabe, num outro momento... Antes porém deixo meu testemunho de que cada uma das formas de literatura aqui citada contribuiu para que eu me tornasse uma adulta com uma visão mais aberta aos mundo, a vida. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

A INDIVIDUALIDADE DOS SONHOS

UMA VISÃO PESSOAL.



Sonhar é abrir-se a possibilidades. É viajar sem os percalços naturais às viagens. É potencializar desejos e eliminar distâncias. Sonhar permite alterar convenções, realizar as impossibilidades, galgar instâncias sequer imaginadas. Se é sonho, voe alto, busque as repetidas limitações impostas pela pequenez dos que não sonham, ouse, realize. 

Os sonhos podem ser involuntários, Aqueles que nos invadem quando dormimos. Sua importância para o dia dia, para a saúde mental, para nossa psiqué é imensa e, objeto de estudos,  teses, teorias, obras e outros.  Segundo Freud " O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente".


Conforme Nestor Vaz, integrante da escola de psicanálise Letra Freudiana,  em artigo publicado aos 21 de julho de 2012, Globo Ciência, "os sonhos têm a função de manter o sono, e começam quando a pessoa está prestes a despertar. Como o sonho tem a ver com a vida inconsciente, segundo os conceitos da psicanálise freudiana, é durante o sono que ela se manifesta. Freud, por meio de suas interpretações, defendeu essa teoria, indo de encontro ao que pregava a ciência, para quem os sonhos eram tidos como o lixo do pensamento."


Asim e apesar da importância dos sonhos, quando se está acolhido nos braços de Morfeu,  não é esse o propósito desse texto. Como também o  foco proposto não será aquele "sonhar acordado", situação definida e rotulada, pelo sempre recorrente Freud como "característica infantil e neurótica" e, por estudiosos, inclusive, Neurocientistas no passado, como "falha da disciplina mental, ou pior".  

Esses sonhos foram resgatados no presente uma vez que pesquisadores descobriram virtudes no sonhar acordado e que tais sonhos podem ser bastante comum e úteis. Defendem essa teoria pesquisadores como, Jonathan Schooler e Jonathan Smallwood, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara; Eric Klinger - Psicólogo da Universidade de Minnesota e outros.Cientistas descobrem virtudes de 'sonhar acordado' - Publicado em 05 de julho de 2010 - Terra - Ciência.



Os sonhos a que nos referimos são aqueles que invadem a nossa alma - não são pueris ou devaneios e,  tornam-se metas em nossas vidas. Muitos sonham em ter carro, roupas, casa, apartamento de luxo e se dedicam a amealhar dinheiro para tal, independentemente de quantos ou o quê necessite deixar para trás na materialização de seu sonho.



Alguns sonham com fama, reconhecimento público e financeiro. Nesse aspecto muitas vezes são encontrados pessoas com dons artísticos, culturais,  profissionais de outras áreas, mas aos quais a possibilidade de tornarem-se medalhões em seu campo de ação tornam-se objetivos veementemente perseguidos.


Outros sonham em tornarem-se pessoas dedicadas a servir aos seus semelhantes. Assim, muitos deixam suas casas, suas famílias, suas cidades e até mesmo seus países de origem  e transformam-se em sacerdotes, freiras, missionários, voluntários de todas as profissões, realizando-se no ato de doarem-se.


Há os que sonham com coisas mais rotineiras. Cuidar de suas famílias, seus filhos e vê-los aptos a realizarem-se pessoal e profissionalmente. Sonho comum e que pode exigir dos "sonhadores" esforços sobre-humano, principalmente se considerarmos as desigualdades sociais no Brasil. Para a grande maioria dos habitantes da Zona Rural no nordeste brasileiro e em outra regiões, onde há, historicamente, famílias numerosas, salários baixos e raridade de bons administradores públicos é realmente sonhar alto a  capacitação, a Universidade, a realização das potencialidades dos filhos.


E os casais? O seu sonho pode ser o dele. O sonho dele pode ser o seu. MAS, O SEU SONHO NÃO TEM QUE SER O SONHO DO SEU AMADO E VICE VERSA. O casal pode sonhar junto. Mais que uma coincidência tal acontecimento é a certeza de que um completa o desejo do outro e um representa para o outro a convivência/parceria que não deseja perder.


E os sonho pessoais, individuais e intransferíveis. Aqueles que existem lá no cantinho do coração, que alimentam o dia a dia enchendo as pessoas de esperanças e motivações. Estes, por vezes resultam em impasses de embaraçadas soluções.

Muitos iniciam com sonhos comuns. Crescer juntos, viajar, ter filhos, casa própria. A medida que o tempo vai passando os sonhos podem mudar. Gerir as diferentes aspirações pode ter como consequência privações, frustrações e retardamentos. O sonho de um é poder, finalmente, fazer aquela viagem a cidades históricas, enquanto o outro não quer, sequer, ouvir falar em tal coisa. Um, só espera a aposentadoria para poder realizar seu sonho de viver onde não tenha compromissos com hora, obrigações com familiares e coisas que, sob sua ótica, dificultam a relação"; o outro quer poder dedicar mais tempo a si mesmo, passear com seu companheiro e resgatar laços familiares, afinal, passou a vida toda correndo de um lado para o outro sem tempo para si e para os seus.


Acreditem, são muitos os aspectos que ameaçam os sonhos. O excesso de ambição de um, a apatia, a ausência de projetos do outro ou mesmo a existência de um plano incompatível com os desejos do outro; as pressões familiares e sociais que cercam as pessoas; a ausência de diálogos e a temível oração do eu sozinho: eu quero, eu decido, eu faço, simbolizando: você não conta, não tem vontade, só acompanha.


Encontrar o equilíbrio passa pelo respeito ao sonho alheio. Passa também pela não desistência do seu. É estar diligente,  cuidadoso consigo e com "sua cara metade". Se respeitar e respeitar os demais. Principalmente, acumule  ânimo, coragem, para seus sonhos, agindo com serenidade de modo a possibilitar concessões em prol de objetivos, de modo que o sonho e a realidade possam acontecer harmonicamente. 


SONHE, PLANEJE, VIVA!


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PROMESSAS BEM INTENCIONADAS



ANO NOVO



Todo  ano  a mesma coisa. Tenho a absoluta certeza de que farei diferente no ano vindouro. Quero tomar as rédeas de minha vida. Não posso adiar algumas coisas. Inclusive, dominar esta forte tendência ao drama, que me leva do riso às lágrimas sem pagar passagem. Em mim o sério e o caricato habitam um mesmo texto.  Mas, vejamos as fortíssimas decisões. 



A primeira e a mais prometida dentre todas é a dieta. Dieta? Não eu não preciso. Quando muito uma reeducação alimentar. Leve. Nada de radicalismo, o preço é muito alto para o organismo e sempre nos é devolvido em dobro. Farei o seguinte: evitarei massas, com moderação é claro, pois quem resiste e consegue ficar, o tempo todo, longe de uma boa pizza, uma gostosa macarronada?  E o que dizer de uma suculenta lasanha? Pegarei leve, diminuirei o tamanho do prato e aumentarei o peso do garfo, essa combinação é muito chata: prato pequeno e garfo pesado, conclusão: não dá para comer muito.




Farei todos os trabalhos que estão esperando uma vaga na minha "assoberbada" rotina. Serei rápida e produtiva. Mas, tudo dentro de uma boa margem de segurança, afinal a pressa é inimiga da perfeição. É evidente que terei o máximo cuidado para não deixar que a urgência baixe a qualidade do serviço ofertado. Pensando melhor, farei uma triagem e trabalharei dentro da normalidade. É mais tranquilo, mais sensato.



Desculparei as afrontas recebidas. Buscarei aquelas criaturas ofensivas como se nada houvesse acontecido. Mostrarei para elas o quanto sou “magnânima”, pois é assim que deve proceder uma cristã verdadeira. Algo, entretanto, acendeu uma luzinha vermelha. Não sei bem o que é. Meu cérebro insiste em colocar de sobreaviso o meu instinto de preservação. E aí? Se alguém não entender o meu gesto grandioso? Pior, se o fulano ou as      fulanas acharem que eu, finalmente, reconheci que estou errada e a minha atitude é uma confissão.  O mais conveniente é aguardar o desenrolar dos fatos. Ficarei observando.



E as providências que vem sendo continuamente adiadas? É impossível não resolver as pendências, enfim tenho que fazer o ano novo acontecer diferentemente do que se despede.  Pois é, aquela organização no guarda roupa faz meses que está para acontecer. As roupas que não uso faz anos. As bijuterias, antigas que só vendo.  Uma lembra um período em que era solteira, fazia faculdade e comprei em Goiás – Buriti Alegre; outra lembra quando engravidei de meu filho que já está com trinta e dois anos. São várias e trazem à memória pessoas e histórias. Mas vou descartá-las, acho que vou.

E a retirada dos comprovantes de pagamentos realizados – há bem mais de cinco anos e que venho planejando há tanto tempo? Não gostei. Usei o gerúndio que é quase igual à eternidade. Não é bom sinal colocar o famigerado tempo verbal em relação às ações que devemos intentar. Agora ficou melhor, senti firmeza. O presente do indicativo seguido de infinitivo significa algo atual e imediato. Uma ordem! Vou retirar os pagamentos velhos, rasgar e queimar para não ter a má ideia de retorná-los para a caixinha onde estavam guardados. Minha única dúvida está em que pode ocorrer uma pane nos computadores das empresas e aí, como posso comprovar o meu pagamento? Tenho que pesar e medir as minhas pretensas futuras atitudes.



Nada como ter planos para o Ano Novo. Há anos planejo caminhar. Até comecei, mas, chegou o inverno e com ele as chuvas, a gripe, o cabelo molhado, não deu certo. A chegada do verão coincidiu com total desânimo. Penso que dois mil e treze será um bom ano para caminhar. Primeiro um bom tênis. Aí começa o drama: detesto tênis. Tenho que superar tal situação e, imaginar a roupa ideal para caminhada já oferece uma válvula de escape.  
Está decidido: caminhar será uma das minhas decisões para o futuro, mas, tem que se logo, antes que o inverno chegue.



Ah, tem algo que não posso deixar para mais tarde. Preciso ler mais, o tempo passa e a necessidade de fazer uma reserva mental não pode ser procrastinada (pois é, uma olhadinha no dicionário já ajuda) com desculpas  rotas de que não tenho tempo. Também tem a musculação. Não pensem bobagens, não tenho cara de quem pega peso;  falo de exercício para o cérebro, a minha preferência é palavras cruzadas, gosto de “Coquetel”, Desafio, assim tenho excelente desculpa para ficar rastreando na memória o conhecimento necessário para resolver questões sem nenhuma importância, salvo, revascularizar meus neurônios. Adoro, entretanto não consigo aumentar minha “produção”. No próximo ano é claro que farei em dobro...sei que farei...pelo menos tentarei.



Sim há uma sábia resolução a caminho. Não que eu seja compulsiva ou deselegante. Mas, sabe aquele costume que muitos têm de fofocar? Pois é, não      quero saber de fofocas. Por favor ninguém venha me contar coisas dos outros. A vida alheia para mim é tabu; não quero saber nada...exceto, se for alguém muito famoso ou, aquele político que de tão mentiroso já virou chacota ou, aquela “madame” que vive de passado, aquela funcionária que se acha mais poderosa do que a ex-chefe do Gabinete da Presidência da Republica em São Paulo. Bem, casinhos fortuitos, namoricos, birras, essas coisinhas que movimentam o disse me disse não farão parte do Ano Novo. Tenho certeza.

Coisas boas virão. Estas acontecerão realmente. Quero respirar fundo cada vez que algo me aborrecer e avaliar se vale a pena me deixar perturbar. Lembrar como a vida é um maravilhoso dom Divino. Buscar soluções. Aproveitar a beleza desse imenso litoral que nos margeia e sentar calmamente olhando o mar, renovar as energias ante tão marcante expressão da natureza.  Agradecer a DEUS pela vida, pela família, pelos amigos, pelo trabalho, por tudo o que fiz e o que não fiz. Por ter dito sim na hora certa e ter tido a coragem de dizer não quando deveria.




Quero rir, rir muito. Não aquele sorriso tímido, preocupado com os olhares, com as críticas. Rir com o corpo e alma, gargalhar deixando a alegria contagiar todo o ambiente.  No Ano Novo, não importam as decisões tomadas e jamais executadas; os bons propósitos que nunca são realizados ; o pedido de desculpas que morre na garganta; a mão que permanece inerte quando deveria ser estendida, se podemos, como diz a canção, fazer novas todas as coisas.  




A todos um ANO NOVO repleto de PAZ, SAÚDE e REALIZAÇÕES.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O AMOR DE DEUS


O SIM DE MARIA!

É chegado o NATAL. A nós cristãos é hora de rememorar. Nos voltarmos para o DEUS CRIADOR, que sinaliza o seu amor nos enviando a sua Luz. Materializando promessas  das Sagradas Escrituras,  manda, à frente do menino Jesus, um brilho que se faz ver por todo o  Oriente. É a estrela guia. Aquela que foi seguida pelos Magos que vieram para adorar o Salvador. JESUS, presente do PAI para o mundo.



Diferentemente da lógica humana o projeto de DEUS para os homens não prioriza a racionalidade. Faz nascer o Verbo Encarnado através de uma virgem, da casa de Davi, porém,  de  condição  humilde - uma jovem crédula, esposa e não mulher de um carpinteiro piedoso - , crente e zeloso das coisas do alto. 

As profecias começam a acontecer:  O  anjo do Senhor anuncia a Maria:



“O anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma jovem, prometida em casamento a um homem chamado José, da casa de David. O nome da jovem era Maria. Entrando onde ela estava, o anjo disse-lhe:
- Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!
Ao ouvir as palavras, ela perturbou-se e reflectia no que poderia significar a saudação.
Mas o anjo continuou:
– Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus!
Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai. Ele reinará na casa de Jacob pelos séculos e seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo:
– Como acontecerá isso, pois não conheço homem?
Em resposta o anjo disse-lhe:
– O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; é por isso que o menino santo  vai nascer.
  Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra!
E conclui:
E o anjo afastou-se dela.
será chamado Filho de Deus.”
COM O SIM DE MARIA!




Surge o Magnificat

A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre

Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre. Amem.

MARIA, estrela que Deus colocou à frente de outra para ser modelo de mulher, mãe, ouvinte e intercessora de todas as horas.


O mistério da Encarnação começava a se materializar, nele a figura masculina de JOSÉ “O carpinteiro, homem justo e fiel. Ouviu a voz do Pai : “José, filho de Davi, não tenhas cuidado em admitir Maria, tua esposa, em tua companhia. Saberás que o que foi concebido em seu ventre é fruto do Espírito Santo. Dará, então, à luz um filho, a quem tu porás o nome de Jesus. Ele apascentará os povos com o cajado de ferro. Dito isso, o anjo desapareceu. José, voltando do sono, cumpriu o que lhe havia sido ordenado, admitindo Maria consigo, e acolheu a mãe de Deus Protegendo e educando o menino Deus.”


As promessas estavam tomando forma, BELÉM, uma dentre as menores, foi a cidade escolhida por Deus para acolher o Messias.  As profecias  já registravam que em Belém havia de nascer o que governaria Israel: - “ Mas tu, Belém de Efrata, tão pequena para seres contada entre as famílias de Judá. É de ti que há-de sair Aquele que governará em Israel. (*Miq. 5/1).” * Profeta Miquéias.


Para a glória de DEUS e redenção dos homens, nasce o menino JESUS.  Aparece nos céus à estrela que sinaliza a sua presença e enche de alegria os Reis Orientais que conheciam o oráculo do Senhor. Os monarcas buscavam o Rei dos reis para adorá-lo, ouviram as enganosas palavras de Herodes, acharam o recém-nascido, Maria sua mãe e José, prostraram-se diante DELE adorando-o. Apresentaram-lhe os presentes trazidos: ouro, incenso e mirra.  Após adorá-lo partiram para sua terra evitando o caminho antes percorrido , enganando, assim,  o rei Herodes.


É tempo de concretização de promessas repetidas. O anunciado Messias, aquele que resgataria o homem da vida de pecado para a salvação, promessa vaticinada desde o Gênese, cantada nos Salmos, reiterada pelos profetas, Isaías, Miquéias e Zacarias e, também revelada através de Mateus, João, Lucas e Marcos, os evangelistas que trouxeram a boa nova: finalmente está entre nós o Cordeiro de Deus, enviado para ensinar, com a sua essência Divina, o camiho  da Graça, do Perdão e da Misericórdia.

Pilares de fé e esperança fundem-se numa única palavra: AMOR. O verdadeiro espírito do Natal, a justificativa da Natividade de Maria. O NATAL do Pai nos faz REFLETIR como DEUS manifesta o seu amor por nós. É tempo de Graça, de grandes esperanças nos corações e nas mentes pelo nascimento do MENINO JESUS, O PRÍNCIPE DA PAZ.




Mais uma vez a natividade. Paira sobre grande parte da humanidade  um misto de fé, esperança, caridade. Há  alegria pela experiência de  tais sentimentos.  DEUS, em sua infinita benevolência se dispõe a nos redimir através de Jesus. Reveste-se de humanidade, mostra  a verdadeira solidariedade sem qualquer exigência de retorno. Doa-se em nome de um sentimento único, espontâneo e ilimitado por cada ser humano: O AMOR.

Nesse NATAL que o Menino Deus atue sobre todos nós para que  possamos trocar tudo aquilo que nos magoa, entristece, envergonha,  irrita, constrange por sentimentos bons, orações e braços abertos, não no sentido de nos vermos como magnânimos e sim para acolher e abraçar tantos quantos sejam guiados até  nos pelo ANIVERSARIANTE!