Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SER IDOSO – PARTE I


 BREVES CONSIDERAÇÕES -

Neste blog já nos referimos a assuntos os mais variados possíveis, entretanto, e sem qualquer intenção, nos descuidamos de um aspecto importantíssimo de nossa sociedade, de nossas vidas. Vimos as crianças, as mães, as flores, situações jurídicas, memes, coisas engraçadas, tristes, vimos muito, mas, não nós debruçamos sobre o envelhecimento, a idade, a velhice; muito embora a única forma de não vivê-la seja, naturalmente, a morte antes de assim sermos considerados. 


Há substancial diferença entre ser idoso no Oriente, no Ocidente e, bem assim nos Continentes e Nações de per si. Em países como a China e o Japão o velho, o ancião, a velhice, é vista e tratada como sinônimo de respeito e sabedoria. É natural envelhecer e como tal, peculiar a todo  ser vivo. Desse modo para o Oriental contemporâneo esta tem sido uma tradição vigente e cogente.  

Assim, entre esses povos ser idoso é um distintivo que impõe respeito e atenção, inclusive, porque a idade possibilita o acúmulo de conhecimentos e de experiência. Mesmo se nos voltarmos  para tempos remotos o ancião sempre foi visto e considerado alguém digno de respeito, confiança, apto a aconselhar e, normalmente, ser o fiel da balança nas decisões.


As famílias orientais, orgulhosamente, testemunham, através dos relatos, os sacrifícios que os seus idosos fizeram para que pudessem evoluir e tornarem-se, os seus descendentes, as pessoas que naquele momento, com seriedade e reverência, o demonstram, plenos de alegria e cientes do tesouro que possuem. O Oriente reverencia Confúcio e Lao Tzu como personagens principais na consolidação do respeito e privilégio concedidos aos idosos até hoje.


Confúcio, o filósofo que viveu na China antiga, supostamente entre os anos de 551 - 479 a.C, ensinava que as famílias deviam obediência e respeito ao idoso. Como exímio conhecedor da alma humana, apregoou ideais de moral e sabedoria, afirmando "a família como a base de toda a vivência e o humano mais velho (masculino), aquele  a quem se devia obediência. Inclusive, que aos 60 anos o ser humano entende a necessidade da meditação, aos setenta, sem violar regras, pode seguir os desejos de seu coração e que sua maior ambição, dele, filósofo, era que os idosos pudessem viver em paz, principalmente com os mais jovens."

Por sua vez Lao Tzu (590 - 470 a.C) , fundador do Taoísmo, coloca: "a vida nada mais é  do que o ser humano que atua espontaneamente e é idêntico ao centro do mundo". O sábio vê a velhice como um período marcante de aquisição, um somatório,  entendendo que ao completar 60 anos de idade, o ser humano chega a ocasião de emancipar-se da matéria, do corpo e,  através do êxtase, vir a ser um santo.
Os japoneses, tradicionalmente, cultuam o respeito e cuidados com os idosos, frutos de uma educação milenar de dignidade e sabedoria. Para o povo Japonês, aos sessenta anos o homem pode vestir vermelho que é a cor dos deuses.

Quanto ao ocidente, o primeiro texto referindo-se à velhice foi escrito no Egito e data do ano de 2.500 a.C. época em que  se glorificava a beleza física e o vigor, sendo esses imortalizados nas artes. 

Ptah-Hotep filósofo e poeta, registrou como a civilização Egípcia se pronunciava sobre a velhice: “quão penoso é o fim do ancião! Vai dia a dia enfraquecendo: a visão baixa, seus ouvidos se tornam surdos o nariz obstrui e nada mais pode cheirar, a boca se torna silenciosa e já não fala. Suas faculdades intelectuais se reduzem sendo impossível recordar o que foi ontem. Doem-lhe todos os ossos. A ocupação a que outrora se entregara só se realiza agora com dificuldade e desaparece o sentido do gosto.”


Assim, desde há muito, para os Ocidentais, em franca maioria, envelhecer está incluído entre as piores coisas que podem acontecer ao ser humano. Desde a Grécia antiga, já se cultuava a beleza, a perfeição do corpo, das formas harmônicas. Por outro lado a alusão a velhice é registrada nos diálogos de Sócrates, na figura de seu discípulo, Platão, que demonstra interesse pelo velho, suas idéias, seus problemas e seu pensamento. Em contrapartida, Aristóteles enxergava na velhice uma doença, natural, onde a senilidade é a degradação e aniquilamento do ser humano.


O IDOSO NO BRASIL –


A Constituição Brasileira, de 1988 já determina: Art. 230, caput,  “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.” 

Ainda  no § 1º estatui:” Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares.”



A Lei n. 10741, de 1º de outubro de 2003 –Estatuto do Idoso -, publicada no Diário oficial da União, de 3 de outubro de 2003, define em seu artigo 1º. “É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direito assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos."

Essa legislação instrumentaliza a prática de direitos fundamentais próprios da pessoa humana, considerados sob o prisma da idade. Assim temos, em apertada síntese, o Direito a vida, à liberdade, ao respeito e à dignidade, aos alimentos, a Saúde, a Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Profissionalização e Trabalho, a Previdência Social, a Assistência Social, a Habitação e Transporte.



Igualmente, ao tratar do Direito à Vida, no Artigo 8º, o Estatuto registra: “O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social, nos termos desta Lei e da Legislação vigente." Entre nós há um franco crescimento do envelhecimento, demonstrado de forma clara quando se busca, numa visão macro, o enquadramento de nosso País dentro de perspectivas universais atualizadas, da realidade da população idosa.

Hoje, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem cerca de 22 milhões de idosos. Destes, 6,5 milhões – aproximadamente – 30% exercem, plenamente, suas atividades laborativas, respondendo, num percentual de 55% pela renda dos domicílios onde se encontram.


A melhoria das condições de vida, o avanço da Medicina, entre outros, têm proporcionado o crescimento da população idosa, de tal forma que, segundo o próprio IBGE, há a inadiável necessidade de adequação da sociedade para permitir ao nacional alcançar a faixa de idosos, com melhor saúde e qualidade de vida, ambas, garantidoras, de uma velhice operacional, laborativa. Outrossim, há a previsão de que em 2020 teremos  a 5ª. população de idosos do mundo.

O assunto idade, trás a reboque incontáveis aspectos que o envolvem. Não há como desconhecer o PRECONCEITO, a escassez de oportunidades, a visão de que a medida em que envelhece o ser humano se torna um peso morto e que a grande maioria desconhece, por completo, os seus direitos. 

Há uma velada indução destinada a mostrar o idoso – ordinariamente o pobre - como uma pessoa destituída de razão e comando que, por tal situação, torna-se alvo de zombarias, crueldades, permanecendo à margem da sociedade.




Contraditoriamente, tem-se a figura dos idosos ricos, esses gozam de respeito e são bem recebidos pela sociedade em geral. Neles vê-se os cidadãos que comandaram e comandam seus destinos, são donos de sua vontade, fazem ginástica, praticam esportes, têm uma boa convivência social,  frequentam as redes sociais, exercem atividades de direção, são vistos pelo comércio como "grandes consumidores em geral", conhecem os seus direito e, rotineiramente, os exercem. 

Como nos demais segmentos constata-se a desigualdade, a ausência de conscientização do capital vital que o idoso, independentemente da condição social, intelectual e financeira, tem ou pode  oferecer aos mais jovens, a nação.


Há muita inquietação e medo relativamente a velhice. São muitas as indagações que vagueiam entre o porquê do envelhecimento? O como fazer para envelhecer sem sentir-se velho? Até quando trabalhar? Quais os direitos do cidadão e do familiar idoso? O que o Estado, a sociedade, efetivamente faz pelo idoso? Como funcionam e se funcionam realmente as políticas pró idosos, os conselhos que foram instituídos a partir da legislação específica? Como se posicionar ante a religião, a diversão, as relações humanas, o ser? 

São questões a serem abordadas num segundo momento e que dizem respeito a mim, a você e aos seus amigos que têm 60 anos ou mais. Essa porém será uma segunda abordagem, acompanhe-nos. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

QUINZE ANOS DE SAUDADES!

FAZER MEMÓRIA 



  
Como entender o tecido do tempo que se encarrega de diluir nosso sofrimento, embaçar nossa lembrança, enganar a memória e, ainda se atribui a autoridade de nos fazer viver, sorrir, crescer, apesar da dor. O tempo que segundo Machado de Assis “...é um tecido invisível em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisível é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro."

Pois bem, o tempo de que falo teve hora marcada, possivelmente num outro nível, num mundo espiritual, onde fora definido o dia 30 de outubro de 1997, pelas 04:00 horas. Poucos sabem o que significa a experiência vivenciada naquela ocasião.


A história vale, e muito, uma retrospectiva. Durante vinte e quatro anos vivemos a emoção de termos conosco, como sobrevivente de um primeiro infarto, a figura querida e carismática de meu Pai. Homem simples, nascido numa fazenda no Município de Sapé, no ano de 1924, sendo um dos nove filhos do agricultor Severino Henriques e da dona de casa Beatriz Maria do Espírito Santo que recebeu, na Pia Batismal, o nome de Álvaro Henriques David.

Colhi, através de diversos depoimentos, que foi uma criança esperta, cheia de vida e de idéias, um aluno aplicado e um filho cujo amor transcendeu a esfera das aparentes afeições. Das histórias de sua infância, trago na minha mente, o seu zelo para com o trabalho e com as coisas da família, uma vez que aos oito anos de idade o seu pai já lhe confiava a contagem e vigilância dos frutos  que vendia em sua fazenda, Quem conviveu com meu pai, conhece bem a história dos caminhões de laranja, tantas vezes repetidas que nos já sabíamos de cor..   

Interessado, vigilante, sentiu-se fortemente atraído pelo saber. Estudou em escola simples, do interior, até o exame de admissão. Entretanto, para o nosso orgulho e admiração transitava, tranquilamente pelo universo dos cálculos, da álgebra, da trigonometria e de outros; os números não tinham segredo para ele. Lembro que a minha irmã Socorro, hoje Engenheira e Servidora Pública Federal, em sua luta constante com a disciplina Cálculo, sempre podia contar com nosso Pai que, para ajudá-la, demonstrava toda a sua aptidão para a famigerada matéria.



Assim, aquele que fora aluno de “Seu Ferreira”, famoso e temido mestre-escola de Sapé, reproduzia com acerto e boa pronúncia, frases inteiras em inglês; possuía uma grande capacidade de interpretação e síntese, guardando de memória trechos enormes e poemas trabalhados na sua infância. 


Dessa escola forjada no desejo do velho mestre, lembro que meu Pai falava com orgulho de ter sido um aluno querido, jamais ter levado um só bolo (castigo aplicado com uma palmatória) ou mesmo ficado de castigo, ajoelhado sobre milho  ou com o rosto encostado na parede como era de costume na época  Não, meu  Pai não veio ao mundo à passeio, sempre teve uma missão e essa compreendia, entre muitas coisas, não deixar de ajudar a quem necessitasse.   

Aos dezoito anos sofreu o seu primeiro e maior revés, ficou órfão de pai, cuja perda se deu em virtude do agravamento da Diabetes, doença que vitimou meu avô aos quarenta e poucos anos, deixando uma profunda marca e da qual papai jamais se dissociou. Nos acostumamos, desde crianças, a reconhecer o dia vinte e quatro de julho, pela tristeza que o acometia, durante todos os anos de sua vida, nessa data o vi, muitas vezes,  com lágrimas, silenciosas, que desciam por seu rosto.


A vida mais uma vez seguiu o seu curso. Meu Pai conheceu o amor de sua vida, também em Sapé, cidade que tanto amava. Casou com mamãe, menina rica, que estudou interna, no Colégio Nossa Senhora do Rosário, em Alagoa Grande, dirigido por Irmãs Dorotéias, Ordem fundada por Madre Paola Frassinette, e que tocava piano e lia em Francês. Todavia, todo o projeto de educação que a levou a diplomar-se no Curso Normal, aos dezesseis anos. O status de Professora não foi obstáculo para que se enamorasse, profundamente, daquele amigo de infância e que se tornaria seu marido, pai de seus cinco filhos e o grande companheiro de sua vida por quarenta e oito anos.

Pai extremamente dedicado aos seus filhos. Dono de uma visão fantástica.Tendo estudado apenas até o Exame de Admissão ao Ginásio, preocupava-se sobremaneira com a nossa formação, inclusive, a escolar. Assim, cada um de nós começou a sua peregrinação, de Santa Rita para João Pessoa, aos cinco anos de idade quando iniciava seu aprendizado na Capital. As mulheres no Colégio Nossa Senhora de Lourdes – as Lourdinas, e meu irmão mais velho no Colégio Arquidiocesano Pio XII. Lembro que minha irmã mais nova, Socorro, era tão pequena e achava tão difícil acordar as cinco e trinta da manhã que, somente após estar totalmente vestida era despertada e, quando acomodada para fazer o trajeto de uma cidade a outra,  normalmente o fazia dormindo até o colégio.


Sem qualquer formação específica, papai usava conosco a terapia do amor.  Incentivava a cada um de nós a buscar o crescimento interior, a cultuar o amor a Deus, o respeito ao próximo, a sermos honestos e éticos. De uma simplicidade nata tinha grande devoção ao Nosso Senhor do Bonfim e a Nossa Senhora da Penha. Lembro que insistia conosco, suas filhas para que nos dedicássemos aos estudos pois, apesar de entender que todos precisavam constituir uma família, dizia sempre que o melhor marido de uma mulher era a sua autonomia econômica e financeira.

Não permitia que brincássemos fora de casa. Minha mãe, na sua visão de mestra, influenciou-o a adquirir  excelentes obras que encheram a nossa infância e adolescência. O nosso imaginário foi invadido por gente como Aliéksei, Ivã e Dmitri Karamazovi, Anna Karenina, Lady Chatterley, ao  tempo em que o faziam, também, o Pirata Barba Negra, Robson Crusoé, Tarzan, Capitão Rodrigo, Ana Terra, Gabriela, Guma, Vadinho, Dona Flor , Pato Donald, Mandrake, Zorro, O Fantasma e os Pigmeus, Zé Carioca que conviviam tranquilamente com Emília, Narizinho e tantos outros personagens. Para meu Pai esse era um mundo maravilhoso e no qual ele fazia questão que nós entrássemos pela porta da frente.

Dele tenho as melhores lembranças. O amor que nos dedicava, o apelido carinhoso de “Londrina”, o gosto pela música de cantores e compositores nacionais que preferencialmente reverenciavam o romântico, o regional, os sentimentos puros; a paixão pelos esportes com ênfase, primeiro ao futebol, destacando os times de seu coração: Botafogo da Paraíba e do Rio de Janeiro e o Santos de Pelé, como ele assim o chamava e, em segundo o Voleibol, objeto de sua paixão e que praticara quando mais jovem e a que incentivara  minha irmã mais velha - Paula e a mais nova - Socorro, ambas levantadoras e igualmente apaixonadas.

Entre os momentos mágicos lembro que ao fazer quinze anos recebi dele uma gargantilha de ouro, um vidro de Fleur de Rocaille, um livro do Pequeno Príncipe e uma meia fina de seda. Para ele se iniciava uma nova etapa da minha vida.


Assim era meu Pai. Amava cantar e se deliciava entoando os versos românticos da Deusa da minha Rua e Fascinação, músicas que o deslumbravam. Dançava dentro de cada ritmo. O seu excesso de peso desaparecia na hora de rodopiar no salão nos conduzindo, encantando, divertindo. Todas as filhas dançavam com ele. O faziam com alegria e prazer. Dança de salão, marchinhas, frevo, tudo lhe caia bem. A alegria se espalhava por seu rosto, cobria-se de suor, dançava com o corpo e a alma, como tudo o que fazia, cheio de dedicação, tenacidade, perseguindo uma aproximação com a perfeição.

Trabalhador incansável, testemunhei muitas e muitas vezes, por ocasião das festas de final de ano, o inchaço de suas pernas  e os seus pés cobrirem-se de bolhas, causados pelo longo período em que permanecia de pé ou pelo constante ir e vir, normalmente iniciado as três e trinta da madrugada quando ia para a padaria que, naquela época, trabalhava em três turnos, com três turmas e um único dono.


Cuidadoso com o seu produto o meu Pai jamais entregou seu negócio à administração de quem quer que fosse, cuidava ele mesmo de cada detalhe e jamais deixou de tê-lo pronto na hora determinada, independentemente da presença ou não dos trabalhadores. Foram incontáveis as ocasiões que ausente o mestre, meu Pai arregaçava as mangas e preparava o que chamava de fermento que era, na verdade, a preparação de toda a massa, com medidas e quantidades precisas, para que fermentasse e ao chegar os operários que dariam prosseguimento numa segunda fase encontrassem tudo na mais perfeita ordem. Assim era aquele querido e resoluto homem que amava seu trabalho, orgulhava-se de ser panificador.

Habilidoso no trato com os demais era orgulhoso da forma como se relacionava com seus fregueses. Tinha sempre uma palavra amiga, um gesto carinhoso para com as crianças, um jeito especial de ser e fazer amigos. Guardo muito nítida em minha memória as vezes que o vi sair de casa para transportar uma mulher em trabalho de parto, para socorrer um doente, para auxiliar financeiramente um necessitado. Não era mão aberta, não gostava de jogar fora aquilo que adquirira com esforço e suor, mas, sabia reconhecer a verdadeira necessidade.Proprietário de padaria ramo classificado como Indústria e Comércio, jamais teve uma condenação na Justiça do Trabalho. Num tempo em que o empregador era apresentado ante as varas trabalhistas, sempre como vilão o meu Pai apenas por duas únicas vezes adentrou a uma sala de Audiências, saindo de cabeça erguida e sem sofrer uma só condenação.

Os seus filhos homens, Álvaro e Fábio, sempre foram tratados com seriedade e amizade. Depositava no mais velho a mais profunda confiança, via-o como um homem de bem que realmente é, tendo um enorme orgulho daquele que se incluía entre as primícias de sua descendência. Ao meu irmão mais novo dedicou um amor característico dos “finais de rama”, era severo mas capaz de atitudes inusitadas quando o assunto era Fábio.


Ávido por informações tornou-se um devorador de jornais e boas revistas, dentre elas Seleções e Veja, sobre as quais mergulhava, estando sempre em dia com a notícia. Conseguiu junto com sua inseparável companheira que os seus cinco filhos obtivessem graduação em nível superior. Sorriu, vibrou, dançou e se emocionou cada vez que alguém conseguia concluir o seu curso. Esse era meu Pai, participativo, um esteio para sua família e a quem muitos buscavam nos momentos de dificuldade.


Quis o destino que um sexto infarto o levasse. Sofrera o quinto e em razão de tal fato permanecera treze dias hospitalizado. De volta a sua casa, o acompanhei juntamente com os meus filhos - Fred e Luzia, fechando o meu apartamento. O meu coração estava pesado, alguma coisa sugeria que seria diferente. Ele também pressentia,  me pedira, na  véspera de sua partida, na presença  de minha mãe que não o deixasse ir para a UTI, ali sofrera profunda solidão pela falto de um rosto amigo; queria morrer em casa, em seu quarto, em sua cama, cercado por seus familiares.

Deus atendeu as suas preces. Na madrugada de 30 de outubro de 1997, descansava de um dia corrido onde trabalhara na PGE, durante a tarde e no Colégio e Curso Integral, ministrando aulas num cursinho noturno, preparatório para Concurso Público na área Jurídica; me sentia sufocada. Por volta da meia noite o surpreendi de pé, necessitava ir ao banheiro e tomar água. O acompanhei e seu olhar me disse claramente que permanecesse fora, respeitasse aquele momento seu, de fora, com muita apreensão esperei que terminasse e com muito cuidado o conduzi até a sua cama. Perguntei-lhe: “Papai o senhor precisa de mais alguma coisa? Ele me olhou com aqueles olhos castanhos, tão doces e disse, não minha filha vá descansar. Jamais poderia imaginar que seriam as últimas palavras que trocaríamos, ele que amava a vida, as flores, os pássaros e os seres humanos esta próximo a nos deixar.

Adormeci. Ao meu lado minha filha e num terceiro quarto, o meu filho. Ambos adolescentes e tendo por referência masculina em suas vidas, o Avô. Acordei com o som de um gemido. Corri, encontrei no corredor o meu filho e fui acompanhada  de minha filha. Encontrei meu Pai com as pernas fora da cama e o dorso em posição muito incômoda. Mamãe ao lado dele parecia não acreditar no que se passava. Rapidamente pedi que Luzia a tirasse de lá sob o pretexto de ligar para meu irmão.

Rapidamente busquei o isordil, Fred amparou Papai encostando –o em seu peito, olhando em seu olhos coloquei o comprimido sob a língua, segurei seu queixo por alguns instantes e permaneci com sua mãos entre as minhas acariciando-o, vi a vida ir aos poucos fugindo daqueles olhos tão gentis e especiais. Naqueles ínfimos segundos lembrei do que fora pedido pouco antes. Roguei a Deus misericórdia para meu Pai, mas, a dor e o sofrimento eram tão intenso que nada pode ser feito.

Meu irmão, médico, veio correndo a pé, de madrugada, apenas de calça de pijama. Do gemido para a confirmação do óbito foram intermináveis  dois minutos. O olhar de Álvaro não precisou de palavras, a lágrima silenciosa lembrou-me que era necessário despedir-se daqueles olhos e fechá-los para que visse melhor contemplando a eternidade. A dor rasgou o meu peito, suavemente fechei –os e , não sei de onde, tirei forças para agradecer a Deus pela misericórdia com aquele que foi um anjo em nossas vidas.

Mas, a dor não terminara. Como dizer a alguém que o amor de sua vida partiu? Como dizer a minha Mãe, tão frágil,  que o meu Pai se fora? Foi difícil, muito, muito mesmo.




A mim restou a certeza de que perdera uma parte importantíssima de minha vida. A sensação que tive foi a de que eu que já era pobre fiquei infinitamente mais pobre ainda pois perdera um dos tesouros de minha existência.

Hoje,  30 de outubro de 2012,  pela primeira vez em 15 anos, consegui escrever sobre o assunto, apenas sei que enquanto houver um resquício de vida, de sanidade em mim, jamais o esquecerei, jamais deixarei de ser grata por tudo o que recebi, o amor, a formação, os princípios cristão, a fé, a religião, o respeito aos outros, isso auferi  de um casal ímpar: Álvaro e Luzia, por quem agradeço e rogo a Deus todos os dia.




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E AÍ, CARMINHA CONVENCEU ?


TEXTO RÁPIDO!

Tentei tudo, busquei concentração, livros, revistas, trabalho, vários canais de televisão, em nada consegui centralizar meus atos e ações ou mesmo a inércia. Consultei meu interior, vasculhei no fundo da memória na tentativa de descobrir o que me incomoda a ponto de impedir o livre curso de meu intelecto. Pois é, parece que uma luzinha pisca lá no âmago; engraçado, descubro que é algo absolutamente sem importância.


Admirada me vejo, ansiosa, pela exibição do último capítulo de Avenida Brasil. O que será que me consome? São tantas as interrogações e aberrações que encontro dificuldade na ordenação de possíveis questionamentos. Senão vejamos o que vai pela cabeça do autor nessa luta entre Nina e Carminha, erroneamente pensadas, elas as antagonistas, como se personificassem o BEM e o MAL.



No núcleo do lixão, surge, entre tantas, a dúvida sobre a quem recaíra a obrigação de prestar assistência às crianças, uma vez que Lucinda está presa e Nilo - que era mau e revelou-se vítima -  foi morto. Na família “toupeira” segundo o mais recente bonzinho/vilão/misto de homem e demônio, Santiago, numa coincidência cretina, o Silas, ex de Monalisa, atual ex/agora mulher de Tufão, arrasta asas para Ivana, viúva de Max que era amante de Carminha e pai de seus dois filhos, essa, por sua vez é ex-mulher do jogador. Na prática, novamente, o cunhado do craque vai ser alguém que já "esteve" com a sua mulher.

Ainda, nessa mesma família, o patriarca Leleco, "garotão de praia", que traia a segunda esposa – Tessália - com a primeira, Muricy,  que por sua vez trai o segundo marido, Adauto,  com o primeiro, parece perturbado com fato da desprezada -  estar de novo amor e não demonstrar qualquer problema em se encontrar no mesmo recinto com os traidores.  Inocente trama, a traição desses casais. Até porque, existem na mente do autor coisas bem mais nocivas nas relações conturbadas.


E a esdrúxula história das três patetas amorais, Verônica, Noêmia e Alexia que adoram ser peças de coleção  de um homem estilo bonitinho mas, ordinário ?  As ciosas mãezinhas que deixam seus filhos para trás como se fossem descartáveis, em busca de conforto, Spa, dinheiro, jóias. E Cadinho? Homem preparado, sem compromisso ético, expert no mercado da propaganda e Marketing que se torna lavador de carro – sem nenhuma ofensa à profissão – e não ensaia um único movimento para recuperar seus bens ou seu prestígio ou até mesmo um trabalho assemelhado ao que o tornara um vencedor? Roubado por um pupilo fica extasiado com a vida de pobreza e preocupa-se, apenas, em manter consigo as três mulheres.


Sobram vilões e maus exemplos. Lúcio, mistura de garoto propaganda com aprendiz de cafajeste, enganou a mãe durante muito tempo na trama; se prostituía, aplicava pequenos golpes até virar o favorito de Carminha. E Valdo? Que era casado com Betânia, ambos vindos do lixão e aparentemente em busca de uma vida melhor, digna. Repentinamente, engana sua mulher, rouba e trai a amiga, entregando provas colhidas à vilã chefe, destruindo não só o casamento mas, o sonho de sua mulher de ter conseguido, apesar de todos os sofrimentos, escapar à deformação moral muitas vezes resultantes de vidas em extremos.

Maxwell, que morreu  no melhor estilo suspense,  e para não deixar dúvidas foi massacrado. Foi golpeado  com uma coronhada, recebeu golpes de enxada, foi ameaçado com revólver e de quebra, ainda suscitou nos telespectadores o desejo, intimo e individual, de esganá-lo. Deixou dois filhos criados por Tufão e que se declarada a paternidade carregariam, por toda a vida, o fardo de serem filhos de um parasita, cruel e traidor.


Onde fica a doente relação de Suelen, Leandro e Roni. O que acontece? Temos uma mulher e dois maridos? Temos uma mulher um marido e um amante do marido? E o suposto filho, de quem será? Sim, porque nós não podemos esquecer a passagem da Maria chuteira pela Gávea. Que tipo de família se pretende com tal imbróglio? Como responder as perguntas que surgem das crianças a partir dos comentários das maiores que assistem a novela? Será isso modernidade, atualidade?


Como aceitar heroínas que mentem, enganam, usam as pessoas sem a menor preocupação de traí-las miseravelmente e, sem titubear, perseguem uma vingança como se fosse a única meta de sua existência? Em que figura se enquadra Nina/Rita, ameaçando, torturando, roubando de forma fria, calculista, ininterruptamente perseguindo a sua vindita que quase lhe custa o amor de sua vida: Jorginho. 


E Tufão. Antes de qualquer coisa, totalmente surdo, assim como todas as pessoas de sua casa. Sim, porque os gritos das discussões entre Max e Carminha ou, as explosões de alegria quando nas farras na suíte do casal, nunca foram ouvidas por qualquer pessoa. Exceto, Ágata, a pequena sempre escorraçada por sua mãe e que, numa cena inusitada, ouve uma briga entre sua mãe – Carminha e seu tio/pai, Max.  


Pois é, o herói Tufão, a mim pareceu terrivelmente caricato. Um homem simples que é guindado à milionário por seu talento com a bola, torna-se uma figura querida, respeitada, mas se deixa enganar, desfaz seu casamento com a noiva grávida e casa-se com a viúva de um homem que matara acidentalmente. Como se fora um ganho extra, pouco tempo depois é convencido a aceitar um menino que mora no lixão e por quem se enche de amor paternal e, também, ganha de brinde, um cunhado sanguessuga que fora apresentado à sua irmã pela esposa “devotada”.


São tão poucas as personagens de quem se possa colher coisas boas que fica no ar uma gama de perguntas sem respostas. As crianças, os adolescente da novela parecem sem rumo. Ao sabor da maldade dos adultos. As mulheres, sem exceção, ou se mostram devoradoras de homens ou tolas, enganadas, embora, algumas, transitem tranquilamente nas duas faces.

Voltando aos personagens principais, Carminha, redimida no último capítulo parece que a qualquer momento vai preparar uma das suas, dar um golpe ou coisa que o valha.  Tendo convencido a todos como vilã, não consegue como boa moça. Falta o elemento de convicção, a verdade que tornava Carminha ímpar, má de forma natural  espontânea. 



Jorginho e Nina, inicialmente grávidos, demonstram ter encontrado o caminho. Tufão e Monalisa aparentam, após três anos,  numa mesa de buracos, um desengano, uma postura de amigos acima de tudo. Muricy e Leleco, continuam travando embates e levando a vida entre tapas e beijos. Cadinho, finalmente, com Diógenes - presidente do Divino Futebol Clube - auto-investido de autoridade para tal, conseguiu casar com suas três mulheres. Fechando a novela, o casal número um, Jorginho e Nina, visita Carminha que, uma vez livre da cadeia, passara a morar e sobreviver  do lixão e ali, conhece o neto, filho do jovem casal.



Os empregados constituíram um caso a parte. Na casa de Tufão inexiste o politicamente correto. Carminha trata a todos como se estivesse vivenciando o regime da escravidão. As empregadas "Janaína e Zéze", obedecem, correm, se esgotam buscando atender a megera e vingam-se,  falando mal da patroa e torcendo para que algo dê errado. Merece destaque, ainda, a performance de Nina/empregada que entra e sai na hora que deseja, influencia o dono da casa, a filha caçula, envolve-se com "o filho" do casal, com o cunhado da dona da casa, torna-se confidente e posteriormente algoz dessa e, afinal, revela-se como se fosse um anjo vingador.

Instiguei de todas as formas os neurônios buscando algo de bom em Avenida Brasil, que Graças a Deus, termina hoje. Não encontrei na novela uma mensagem que dignificasse homens e mulheres, ou mesmo respeito aos idosos, as crianças, as instituições. “Casamento a três, a quatro...”, trocas de casais, mentiras, sequestros, incesto,   homicídios  violência, vadiagem, ingestão de álcool, drogas, tudo foi detectado no folhetim. Onde, exatamente, há uma pequena ideia de algo bom? Até mesmo mãe Lucinda, bondosa em seu íntimo, carregava a mácula do adultério e de um pseudo-assassinato. Discordo completamente da afirmativa de que essa novela da Globo expressa a realidade da classe média brasileira. Não acredito que sejamos destituídos de senso moral, honestidade e ética numa escala de depravação onde, até o incesto se faz presente.


No entanto os altos índices do IBOPE, os picos de audiência mostram que eu devo estar redondamente enganada. Em todos os lugares em que estive hoje encontrei pessoas falando sobre o meso tema. Numa reflexão, lembro que a novela é diversão. Mas, a toda hora, vemos os autores incluírem notas de utilidade pública, situações contra discriminação, lições preciosas. Então, por que é demais pretender o saudável? Por que ressoa estranha a hipótese de vidas normais, comportamento sadio, respeito às leis dos homens e da natureza? A exceção de atos de bondade vinculados às crianças do lixão, bons propósitos, foram raros e equivocadas as caracterizações dos heróis e heroínas. 


Resta-nos o alívio de saber que, pelos menos por enquanto, não teremos lições de estelionato, fraudes e tantos outros delitos que envolveram, diariamente, os telespectadores, os artistas, toda a produção. Nesse caso, a emoção, infelizmente andou "pari passu" com a tensão e o horror. Os contrários me perdoem, mas Divino, só o bairro. BOAS, SOMENTE AS INTERPRETAÇÕES MAGISTRAIS QUE TESTEMUNHAMOS. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

NOSSAS CRIANÇAS


DIA DAS CRIANÇAS!    


         OUTUBRO, de que não tenho as melhores lembranças, é um mês de muitas comemorações. Algumas são simplesmente prazerosas; outras benéficas por nos incitar à prática religiosa; há as que incentivam o comércio e há, ainda, aquela que é muito bem recebida pela classe estudantil, pelo menos entre os mais novos, pois significa um dia fora das salas de aulas.

         O nosso calendário de eventos é pródigo, todavia as festas mais significativas neste mês são: o dia 1º - Dia Internacional da Terceira Idade e Dia de Santa Terezinha;  dia 4: Dia da Natureza e Dia de São Francisco de Assis; dia 8: Dia do Nordestino; dia 11: Dia do Deficiente Físico; dia 12: Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças; dia 15, Dia do Professor; dia 18, Dia dos Médicos; dia 25: Dia da Democracia; dia 28: Dia dos Funcionários Públicos. As comemorações não são apenas as listadas. Entretanto, estas são as que mais chamam a atenção. Acredito que assim seja em razão do grande número de pessoas atingidas pela festividade.

ALEGRIA !

Mesmo tendo outros motivos, quero tecer minhas homenagens às crianças. Criaturinhas que enchem as nossas vidas de amor, alegria, esperança e, algumas vezes, de sentimentos contraditórios, pois as carinhas angelicais não combinam com as artimanhas. Enfim, todos nós fomos crianças e, de alguma forma, chantagistas, manhosos, exigentes, capazes de utilizar o choro como se fosse um troféu, mas sempre com muito charme, glamour.

COMPANHEIRISMO !
As crianças, com seu mundo mágico conseguem trazer aos nossos rostos um sorriso, quando nossa alma chora por dentro. Conduzem-nos pelo caminho da esperança quando esse sentimento parece ter nos abandonado. Suscitam em nós o desejo de resistir quando tudo nos incita à desistência.

                                                                INOCÊNCIA                                                                
Falar sobre crianças é fazer um registro existencial, com ênfase aos seus mais significativos encantos e suas mais profundas angústias. Uma fase de nossas vidas em que todos os dias vivemos sonhos e aventuras, cujas recordações tem o poder de resgatar a felicidade vivida aquela época. Quem, em sã consciência, é capaz de negar os risos largos e barulhentos ante um escorregão de alguém? Como refrear a sensação de alegria com as lembranças de festas de aniversários, de presentes ganhos, de carinhos, de dengos explícitos? Como ignorar brincadeiras tantas vezes repetidas e a sensação gostosa de ganhar os jogos, vencer o campeão, liderar a turma?

Pois é, as crianças têm, ainda, uma sinceridade cruel, capaz de exprimir o que sente e entende sem a lapidação sofrida e exercida pelo adulto. Dizer, inocentemente, que não gosta de alguém, que acha feia a namorada do tio, que não gostou do presente, que não quer ir dormir e sim ficar frente à televisão, no computador, enfim, dizer o que sente sem a menor preocupação de agradar a qualquer pessoa, esse é o mundo das crianças.


                                SINCERIDADE!                                     
Ser criança é olhar a vizinha, super maquiada, vestida no capricho e, inocentemente,  responder à pergunta: "Está me achando bonita? Não tia, muito feia...." : 

Na criança está o futuro da humanidade. Em todos os segmentos da vida humana há um lugar especial para os pequeninos. O nosso Mestre, Jesus, deixou-nos, por seus Evangelistas, registro de seu amor: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus.”  


                                              AMOR ÀS CRIANCINHAS                                                 
Nesse mundo globalizado no qual a tecnologia se excede a cada minuto e a moeda do momento é conhecimento, algumas verdades são inegáveis. Por mais tecnocratas que possamos nos tornar, por mais literatos que venhamos ser, por mais autossuficientes que sejamos, nada seremos, não iremos a lugar nenhum e, nos nossos corações, haverá  aridez e solidão se não nos fizermos crianças para amar incondicionalmente. O amor é a mola mestra que impulsiona a vida e os pequeninos são frutos abençoados desse sentimento divino. 

 ORAÇÃO PELAS CRIANÇAS:

Jesus, quando estáveis na terra quisestes que as crianças se aproximassem de vós, através de vosso infinito amor. Nós vos pedimos por todas as crianças do mundo, esperança da humanidade futura; por todas as crianças amadas e desejadas por seus pais; por todas as crianças abandonadas, órfãs e que não conhecem de fato o que é o amor; pelas crianças de rua, que não encontram um espaço digno de crescimento e desenvolvimento; pelas que não têm um lar que os acolha e lhes dê aconchego e proteção; pelas que são exploradas sob a ganância do dinheiro, do prazer e do poder; pelos filhos que não conseguem de seus pais educação saudável e cuidados básicos; por aqueles que não vos conhecem. Senhor, cuidai delas, nós vos pedimos. Tende misericórdia e fazei com que cresçam em tamanho, sabedoria, graça, diante de Deus, nosso Pai e diante dos seres humanos, nosso irmãos. Suscitai nelas, Senhor, a fé e o amor. Amém.

Texto circulante na internet - sem menção da autoria.

ALGUMAS DAS CRIANÇAS DA FAMÍLIAS !


ANA CECÍLIA


MARIA CAROLINA

PEDRINHO



JÚLIA

CHARLOTTE

MARIANA

RACHEL

DUDU

Vitória 
 


FERNANDINHO
MARIA
DANIELZINHO
ÁLVARO JOSÉ

CRIANÇAS MARAVILHOSAS:

FERNANDINHA
GIOVANNA



ANA CAROLINA
ANA ZÉA


GABRIELA
FRED, BATISMO


FRED
LUZIA, 04 MESES


LUZIA 05 ANOS 


LUÍZA 04 ANOS


JULIANA 02 ANOS


FRED, LUÍZA, LUZIA, JULIANA E FABÍOLA


ALVINHO E MANU


BIA, MANU E DANI
JÚNIOR

IURI

DANI E BIA


LÍLIAN





                                                   
É isso aí gente, com toda a certeza a melhor parte de nossas vidas. Pena que não consegui todas que eu queria. Não as esqueci, tentarei resgatar. A todos um grande beijo.
          
           AGUARDEM, VEM AÍ AS CRIANÇAS A PARTIR DA DÉCADA DE CINQUENTA.