Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A FESTA DO ESPÍRITO SANTO

PENTECOSTES –

É Bíblica a origem da festa de Pentecostes ou Festa da Messe. Até mesmo anteriormente à condição de festa cristã. Essa era uma tradição Judaica, com simbologia ligada à agricultura e com denominação diversas.

Assim, no Livro do Êxodo referente às Leis acerca das festas religiosas, capítulo 23, versículos 14 a 16,  é chamada de festa da Colheita, a festa dos primeiros feixes de trigo colhidos. 


Ainda, em Êxodo, desta feita no capítulo 34 em seu versículo 22, é designada de festa das Semanas. Tal nominação é explicada no Levítico, capítulo 23, versículos 15 a 21, que inicia com a determinação da contagem de sete semanas completas, calculando-se cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, para que fosse apresentada uma nova oferta ao Senhor, delineando-se, nos versículos subsequentes, toda uma ritualística para reconhecimento do que se afigurava como uma Lei perpétua .

No mundo Hebraico da época de Jesus Cristo a solenidade de Pentecostes acontecia cinquenta dias depois da Páscoa, fazendo memória do dia em que Moisés recebeu de DEUS, no Monte Sinai, as tábuas da Lei, fato que se estendeu à civilização cristã como os Dez Mandamentos.  O passar dos tempos fez com que a festa perdesse seu elo, sua vinculação com a realidade agrícola, passando a ser denominada com o vocábulo grego Pentecostes, assumindo uma condição de  festa cívico-religiosa.

Originado na Grécia o termo Pentecostes, é grafado em grego antigo como πεντηκοστή , significando "o quinquagésimo dia". Constitui-se numa das comemorações mais importantes do Calendário Eclesiástico, porquanto celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Juntamente com o Natal e, a Páscoa, configura a base, tríplice, mais importante do chamado Ano Litúrgico.


O Dia de Pentecostes é festejado, pela cristandade, cinquenta dias após o Domingo de Páscoa, que vem a ser o décimo dia subsequente ao dia da Ascensão de Jesus Cristo

Para os católicos a festa de Pentecostes fecha um ciclo iniciado com o Natal quando se comemora o nascimento do menino Jesus; seguido da Páscoa, que revela e confirma o Verbo Encarnado, o Deus Homem, o ministério terreno do Deus Criador - consumado através do Cordeiro e de sua missão salvadora -; finalmente,  a festividade de Pentecostes que significa o batismo no Espírito Santo.


Pormenorizar essa sequência permite uma melhor compreensão da Festa de Pentecostes como uma das três que faz o Ciclo da Páscoa.

Nos Atos dos Apóstolos, há a coincidência da descida do Paráclito* do Senhor com a festa judaica de Pentecostes (*Paráclito = paracleto = Espírito Santo). Considerando a associação ao fogo, que é um dos símbolos do amor, elegeu-se o vermelho como tom dominante nas vestes sacerdotais e paramentos para a celebração Pentecostal.  Espírito Santo ou Espírito de Amor são usados como sinônimos entre os católicos.  

 Seguindo uma interpretação literal do relato fático, os católicos são levados a entender que o Espírito Santo “desceu” sob os Doze apóstolos, que os receberam.


Todavia, diante do encadeamento que nos é mostrado na Bíblia, inclusive, durante a vida pública de Jesus, bem como nas mensagens dos evangelistas e na própria exposição do ocorrido no cenáculo, podemos concluir de forma extensiva, que o Pentecostes aconteceu para muitos. 

A Bíblia descreve o evento de Pentecostes no Livro Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 2, versículos de 1-11. Também o faz, de forma diversa a ali colocada por Lucas, em Mateus 28 -16 a 20 e no Evangelho de São João, 20:22. Há quem diga ter havido dois Pentecostes. Um prefacial, narrado pelo evangelista acima, segundo o qual Jesus soprou sobre os Apóstolos exclamando: “recebei o Espírito Santo”, por ocasião da Páscoa, no cenáculo, logo após a Ressurreição.

A Igreja já registrou a duplicidade de transcrições sobre a vinda do Espírito Santo. O Doutor da Igreja, Santo Agostinho, referindo-se ao acontecimento narrado por João o vê como prenúncio, como uma dádiva adstrita aos Apóstolos e o Pentecostes, após a Ascensão de Jesus, como algo universal, para todos.

Os Evangelistas imaginam e discorrem de forma diferente o que seria dom do Espírito Santo. A diversidade Teológica, sob  o domínio de dois pontos de vista diferentes, também aponta  dois vértices que fundamentam a inquietação de cada um dos expositores. Desse modo, há a confirmação de que em dois momentos diferentes os Apóstolos foram “tocados” pelo Espírito Santo, tal constatação apenas enriquece o Batismo pelo Paráclito.

Como ponto fundamental há o mesmo fato da história da salvação, isto é, o derramamento do Espírito Santo tornado crível para cumprimento das Sagradas Escrituras com a Ressurreição de Cristo. Com os relatos das duas passagens se conclui pelo acontecimento da renovação espiritual e da santificação. Pode-se dizer que na descrição de S. Lucas há um realce para a dimensão carismática  do batismo do Espírito Santo enquanto que para S. João há vivificação. 

São recorrentes as citações sobre Pentecostes, assim vamos conferir o Batismo pelo  Espírito Santo no batismo da Samaria, Act 8,17; no batismo de Cornélio, Act 10,44-46; no batismo de Éfeso, Act 19,6.


Todavia a exposição de Lucas, antecedendo o Espírito, é algo marcante, senão vejamos: num primeiro momento há a afirmação da volta dos apóstolos para Jerusalém, uma vez que aqueles  estavam no monte das Oliveiras, próximo de Jerusalém: uma caminhada de sábado, qual seja: a distância que os judeus podiam percorrer num dia de sábado, sem violar a lei do repouso, foi reduzida pelo costume a uns 1000 metros. "Entraram no cenáculo e subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. 


Eram eles: Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tome, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelote e Judas, filho de Tiago. Chegando o dia de Pentecostes, tendo havido a substituição de Judas por Matias, Lucas afirma que " estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse  um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (2,1-4).


Ainda,    o relato  dos     versículos    de    5 a 12,  demonstra   o recebimento      do dom do Espírito Santo por Galileus, Partos, Medas, Elamitas, habitantes da Judéia, Mesopotâmia, Judéia, Capadócia e Ponto na Ásia.  Na fala depois de terem recebido o Espírito Santo, Pedro cita o profeta Joel, que previa a efusão do Espírito sobre todas as pessoas: Nos últimos dias, diz o Senhor, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas. Os filhos e filhas de vocês vão profetizar, os jovens terão visões e os anciãos terão sonhos. E, naqueles dias, derramarei o meu Espírito também sobre meus servos e servas, e eles profetizarão" (2,17-18; veja Joel 3,1-5). 

Não se deve, consequentemente, asseverar que exclusivamente os Doze Apóstolos é que receberam o Espírito Santo.


Percebe-se em 1 Coríntios 12-14 que o fenômeno de falar em línguas diferentes ocorria em Corinto, onde às comunidades cristãs se reuniam para orar em línguas diversas, como um hábito sem que tal fato se relacionasse a Pentecostes. Foi Paulo quem determinou que cada um dos que oravam em língua estranha o fizesse em separado e com interprete. Os primeiros Cristãos e muitos ainda hoje, entendem Pentecostes como o Dom de Falar em línguas, supervalorizando-o.


Entre todas as direções que venham a ser seguidas, nenhuma esclarece mais do que nos faz Paulo, quando nos demonstra que - O AMOR É O DOM SUPREMO (Coríntios I, cap. 13; vers. 1 a 13), conforme se transcreve:

"E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se recente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e em parte, profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é parte será aniquilado. 



Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.


Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente, então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

Que possamos comemora o Pentecostes fazendo aquilo que é agradável aos olhos de DEUS, que nos amemos como ELE nos amou.

PARA TODOS UM DIA SANTO, DEDICADO AO ESPÍRITO CONSOLADOR.



terça-feira, 22 de maio de 2012

POR QUE ACREDITAR?


POR AQUELES QUE BUSCAM A VERDADE -

Aos que me honram com sua leitura, hoje trago uma passagem a um só tempo triste e bela. A certeza de que DEUS nos faz instrumento de sua vontade. A constatação de que nada é por acaso e que somos, sempre, guiados por fios invisíveis que nos conduzem, num mundo povoado por escândalos, falcatruas, desumanidade, truculência e mandonismo, de volta à sombra do Altíssimo nosso escudo e nossa proteção.

As informações, por vezes chegam até nós de forma espontânea e, como somos curiosos e sequiosos de boas notícias nos sentimos na obrigação de dividir com aqueles que nos prestigiam.  Tendo recebido o que ora passo a vocês, através da Drª. MARISE ARCOVERDE que, por sua vez, o recebeu do Dr. PEDRO ERNANE, compartilho com tantos quantos queiram se deliciar com a maravilhosa atuação do Desembargador JOSÉ LUIZ PALMA BISSON.

“Agravo de Instrumento/ Uma Lição ESPETACULAR

Pela beleza e profundidade do despacho exarado pelo douto Desembargador em favor do menino que pedia gratuidade nas custas do processo e que lhe fora negada em 1a. instância.
                                                          

ALÉM DE TUDO UMA LIÇÃO DE VIDA.
 PEÇO VÊNIA PARA INSERIR IMAGENS
AOS ADVOGADOS AMIGOS E PARENTES E AOS AMIGOS QUE TÊM CAUSÍDICOS NA FAMÍLIA , BEM COMO A TODOS QUE PRIMAM PELA ÉTICA, EQUIDADE E JUSTIÇA.

AGRAVO DE INSTRUMENTO/
 LIÇÃO ESPETACULAR

 
Decisão do Desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num Recurso de Agravo de Instrumento ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta. O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai.

ALÉM DE TUDO UMA LIÇÃO DE VIDA.

Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O Juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular". A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir do voto do Desembargador Palma Bisson é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente por todos os que militam no Judiciário." (Encaminhamento do E-mail recebido).

Transcrevo a íntegra do voto:

 
“É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.

Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.

Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.

O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.

Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.

Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.

Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.

É como marceneiro que voto.
JOSÉ LUIZ PALMA BISSON -- Relator Sorteado”
 
Juízes assim, são capazes de nos fazer continuar acreditando na Justiça...Ainda que nos falte a crença em inúmeras instituições seculares, acreditar NELA é, antes  de  qualquer  coisa,     um alento,   uma esperança de que de alguma forma e através de alguém o DIREITO E A JUSTIÇA possam triunfar.

É certo que simbolicamente a Justiça nos é apresentada como uma  Deusa  de olhos vendados - apresentação de Themis - de forma a  sugerir cegueira. Uma opção de modo a não ver diferenças que possam influenciar . É necessário, todavia, que essa cegueira não se dê de forma unilateral, como o fez o Magistrado de 1ª instância que espero se trate de decisão isolada, fruto de um dia ruim.



Para todos nós a figura ímpar do grande 

          CARPINTEIRO

que esculpiu na pedra - o novo Pedro; na madeira de Lei,  Saulo de Tarso que transformou-se em Paulo e, também por  "trabalhar"  a nossa humanidade nos transformando em pessoas melhores.

sábado, 19 de maio de 2012

COMO ASSIMILAR ESTATÍSTICA


LEVEZA X PRESSÃO:

Que tal falar sobre algo que seja, a um só tempo leve, ameno e, com conteúdo suficiente para despertar a atenção dos que se aventuram neste blog?
 Hoje, lembrei-me que neste mundo cheio de necessidades de se determinar graus de certeza e incertezas, a estatística é algo que sugere, explicita, gera, em muitas situações, o caminho a ser percorrido. Pode se dizer, sem muitas explicações, que quase todos os setores da sociedade utilizam-se da estatística. 

A estatística é uma velha conhecida da humanidade, seu primeiro registro é em Roma, com o levantamento censitário para se conhecer e precisar o número de nascimentos na população. É bastante conhecida a passagem Bíblica onde José e Maria  realizaram a viagem que os levou até Belém, cidade em que nasceu Jesus. Povos como os chineses, os egípcios, os persas, entre outros, também já faziam cadastros com objetivos bélicos e fiscais.




Atualmente é comum a reiteração estatística nas pesquisas eleitorais, trabalhos de conclusão de cursos, lançamentos diversos, escolhas de empreendimentos, nos estudos,   através da utilização de métodos e análises que são aspectos da investigação, visando detectar uniformização, tendências, estabilidade, ciclos, periodicidades e outros aspectos dos fatos de interesse do pesquisador. 



 Como foi dito, o uso da estatística é variado e se presta a nos fornecer dados inimagináveis ao pesquisador, ocasionando situações curiosas, senão vejamos:

ESTATÍSTICA INTERESSANTE -

Em todo planeta existem mais de seis bilhões de pessoas...Destes, poucos te conhecem...Dos que te conhecem, poucos são seus amigos...Dos seus amigos, poucos te amam de verdade...Dos que te amam de verdade, nenhum tem coragem de dar a vida por você. 
 “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”  [Jo 15.13].
fonte: www.Oleo precioso.com

ESTATÍSTICAS CURIOSAS:
Está provado que fazer anos é saudável. Estatísticas mostram que pessoas que fazem mais aniversários vivem mais. S. den Hartog, Ph D. Thesis Universtity of Groningen.

A taxa de natalidade é o dobro da de mortalidade, portanto uma em cada duas pessoas é imortal!                                fonte:http:www.cienciahov.org
Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios só sabe a média. 
33% dos acidentes de trânsito envolvem pessoas embriagadas. Portanto 67% estão completamente sóbrias, a conclusão é que devemos dirigir totalmente bêbados.
fonte:http://www.cienciahoy.org
 
"A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística."JosephStalin(1879-1985) (fonte:http://diaboa4.openline.c .com.br/).

Lamento de um estudante: "Se eu tivesse somente um dia de vida, gostaria de ficar numa aula de estatística. Assim o tempo passaria mais vagarosamente."
(fonte: "Ken Stevenson" kenstevo@zip.com.au)

Você viu que o estatístico foi preso? Agora ele tem zero graus de liberdade.
(fonte: bruce.whiteNOSPAM@usa.net (Bruce White)


Torture os dados por um tempo suficiente, e eles contam tudo!
(fonte: mcrsoft@aimnet.com (Barry Fetter))


"Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas." -

Estatística é um método sistemático para se ter uma conclusão errada com 95% de confidência.

Estatística é a arte de nunca ter que dizerque você está  errado fonte:ph2008@mail.bris..ac.uk.CJ.Bradfield
97,3% das estatísticas são forjadas.

Tudo tem uma probabilidade de 50%. Acontece ou não.
(fonte: en4bmhd@bs47c.staffs.ac.uk (Hendrik De Vloed))

Você sabia que 87,186145% de todas as estatísticas dizem ter uma precisão que não se justifica pelo método empregado?
(fonte: Helmut.Richter@lrz-muenchen.de (Helmut Richter))

Estatísticas são iguais a biquinis; o que elas revelam é sugestivo, mas o que elas escondem é essencial. - Aaron Levenstein.

Factos são teimosos, mas estatísticas são mais flexíveis. - Mark Twain (1835-1910)



ESTATÍSTICAS INÚTEIS


Pois é,  a estatística  tem  muitos  usos  e   alguns   não   trazem   consigo a pressão habitual de ser exato, de refletir uma pseudo verdade, possibilitar uma crítica ou mesmo ter alguma utilidade, senão vejamos:






























































Um pouco de leveza ao nosso dia a dia corrido, cheio de altos e baixos, traz um certo alívio e nos ajuda a ver o amanhã com mais suavidade.
Conto com vocês para continuar essa história.

domingo, 13 de maio de 2012

DIA DAS MÃES



O QUE DIZER SOBRE AS MÃES!


O mundo ocidental acostumou-se com a criação de datas comemorativas, fixas ou móveis, porém dotadas de um poder de mobilização social aglutinador. Verdadeira comoção nacional que atua como se fosse um rolo compressor, atraindo as atenções.


O rol desses acontecimentos é bastante variado. Alguns conseguem, com destaque, modificar a rotina da sociedade, dentre esses o dia da Confraternização Universal (1º de Janeiro), Domingo de Páscoa  (festa móvel), dia Internacional da Mulher( 08 de Março), dia do Trabalho (1º de Maio), dia dos Namorados, dia de Santo Antônio e de São João (12 ,13 e 24 de junho), dia dos Pais (festa móvel), dia das Crianças (12 de Outubro), Natal e Réveillon (25 e 31 de dezembro).

 Além dessas datas comemora-se, ainda, de forma Nacional, a Semana Santa, o Carnaval, a Copa do Mundo, as Olimpíadas.

Mesmo sensibilizados nas datas referidas, nada se compara ao sentimento sublime que une a nação brasileira, na festa onde se comemora O DIA DAS MÃES, nessa ocasião, invariavelmente, somos tomados por um súbito amor maternal e desejo de resgatar, num único dia, tudo o que  poderíamos ter feito e deixamos para trás em nome do tempo, da pressa ou do trabalho.


 Muito já se falou a respeito de ser MÃE que, inclusive, pode coincidir ou não com o fato biológico da maternidade. Isso porque há mulheres guerreiras,  carentes de recursos financeiros, às vezes com saúde muito frágil que insistem em dividir aquilo que não têm, tornando seus os filhos de ninguém, a essas criaturas altruístas não há como negar  o status de MÃE. Nessas situações as crianças assumidas tornam-se, verdadeiramente, filhos por afetividade. Filhos e filhas do coração, da consciência, do amor que deve nortear as nossas ações.


Entretanto não há como negar: ser mãe é, com absoluta certeza, a mais humana das faces de uma mulher. 
 
Ter filhos é tão especial que tornou-se um lugar comum pensar que a maternidade é panacéia para todos os males. Ledo engano. Ser MÃE não é vacina contra dissabores, cansaço, mal estar, inquietude, dúvidas. 

MÃE é aquela criatura a quem não se impõe idade, cor, grau de instrução, geração uterina, fertilização, adoção. Apenas, tem como regra indissociável de sua opção o amor aos seus.

A alegria, a tristeza, os erros e acertos, as dores e prazeres, a insatisfação, o sucesso e  a decepção, o medo, são sensações sempre presentes na natividade. Não são excludentes, lado a lado convivem com a esperança, o desejo de sempre acertar, a necessidade de proteger, a incessante vigilância no amar.

Os poetas, os escritores, o cancioneiro popular, todos, de uma forma ou de outra, já teceram e continuam tecendo, suas homenagens às mães. São célebres e profícuas as colocações populares sobre esse ícone de nossas vidas. Algumas muito pertinentes, outras, desconexas. 

É farta a oferta de nossos pensadores. Conhecidos, ou anônimos, sempre criativos, senão vejamos:
 


"MÃE: a palavra mais bela pronunciada pelo ser humano", Kahil Gibran.


 MÃE, teus braços sempre se abrem quando preciso um abraço. Teu coração sabe compreender quando preciso uma amiga. Teus olhos sensíveis se endurecem quando preciso uma lição. Tua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar.

Um homem quer a seu amor mais do que a ninguém, a sua esposa melhor do que a ninguém, mas a sua MÃE mais tempo que a ninguém.


Minha MÃE foi a mulher mais bela que jamais conheci. Todo o que sou, se o devo a minha mãe. Atribuo todos meus sucessos nesta vida ao ensino moral, intelectual e física que recebi dela. (George Washington).

O amor de MÃE é o combustível que lhe permite a um ser humano fazer o impossível (Marion C. Garretty).


Uma MÃE é uma pessoa que ao ver que só ficam quatro bocados de torta de chocolate tendo cinco pessoas, é a primeira em dizer que nunca gostou do chocolate.

MÃE é o nome de Deus que vive nos lábios e o coração de todos os meninos.


"O amor de uma MÃE não contempla o impossível", (*Paddock).

Nenhuma língua é capaz de expressar  a beleza e a força de uma MÃE.



 MAMÃE, se eu pudesse escolher um presente para a Senhora lhe daria um cartão de crédito VIDA E SAÚDE, sem limites de uso e validade. (Lourdinha).


 Ser MÃE é padecer no paraíso. 


Conclui-se que o sentimento popular expressa de muitas formas a maternidade, nenhuma, porém, é mais contraditória que esta. Associando-a ao padecimento no paraíso. Padecer é sofrimento, é expiação, tortura, perturbação, dor, enquanto que paraíso é lugar de delícias, aprazível “jardim do Éden”. Os dois conceitos são antagônicos. As alegrias da maternidade não se comunicam com as tristezas.

As MÃES têm lugar especial,

NA ORAÇÃO –
Sérgio J. de Souza

                                                       
Pai, tu, sendo Deus, quiseste mostrar
entre nós tua face materna...
Por isso criaste todas as mães!
Peço-te por minha mãe,
sinal concreto e visível de teu amor entre nós.
Multiplicai os seus dias
em nosso meio!


Acompanha-a em todo riso
e em toda lágrima,
todo trabalho e toda prece,
todo dia e toda noite!

Que tua bênção cubra de luz
a vida de minha mãe para que,
inundada de ti, ela seja sempre mais
Presença do divino em minha vida. Amém!


NA POESIA:
D. Ramon Angel Jara

Uma simples mulher existe que,
pela imensidão do seu amor,
tem um pouco de Deus,
e pela constância de sua dedicação
tem um pouco de anjo;
que, sendo moça, pensa como uma anciã
e, sendo velha,
age com todas as forças da juventude;
quando ignorante,
melhor que qualquer sábio
desvenda os segredos da natureza,
e, quando sábia,
assume a simplicidade das crianças.


Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre, ferido pelos ingratos.
 
Forte, entretanto, estremece ao choro duma
criancinha, e fraca, não se altera
com a bravura dos leões.

Viva, não sabemos lhe dar o valor
porque à sua sombra todas as dores se apagam.





Morta, tudo o que somos e tudo que temos
daríamos para vê-la de novo,
e receber um aperto de seus braços
e uma palavra de seus lábios.


Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher,
se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum:
porque eu a vi passar no meu caminho.
 

Quando crescerem seus filhos,
leiam para eles esta página.
Eles lhe cobrirão de beijos a fronte,
e dirão que um pobre viandante,
em troca de suntuosa hospedagem recebida,
aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE.


NA MÚSICA – 

MAMÃE
Herivelto Martins/Davi Nasser


Ela é a dona de tudo, Ela é a rainha do lar


Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra que o mar

Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre das mãos do senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor de esperanças


Ai, ai, ai mamãe
Eu cresci o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse eu queria outra vez mamãe
Começar tudo de novo



AS NOSSAS MÃES -


NOSSA SENHORA E MÃE.


MAMÃE, minha heroína, tudo de bom.





PAULA, a irmã e Criminalista competente.
SOCORRO, a irmã que abraçou a maternidade incondicionalmente

EU, a blogueira Advogada.


 

LÚCIA, a  turista piauiense, guerreira sim senhor.



 SIMONE , a mais nova artesã da cidade.



JACKELINE, a mãe coragem.

NANDA, o MP e a força feminina na família.


CAROL, a dos olhos cor de água e dupla jornada.





NEUDJA, a jornalista e mais nova mãe coruja da família.


GABI, a professora, advogada, contadora, perita... UFA!

MAIUM - a  japa "nêga", linda.






LÍLIAN, a super nora eficiente bonitona.

LU, a bela supermãe flamenguista.

TATY - A dama de vermelho.

BIA, um sonho familiar de mudanças.



DESEJO A TODAS,
PAZ, AMOR, SAÚDE E  VIDA EM ABUNDÂNCIA