Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

terça-feira, 1 de maio de 2012

SOBRE TRABALHO –


 E TRABALHADORES.


Mãos que semeiam

Hoje convido-os a fazerem um passeio por algo que sempre ouvi dizer: ”o trabalho dignifica o Homem”. Antes de qualquer coisa quero esclarecer aos mais novos que esta expressão é – evidentemente – antiquíssima e como tal, refere-se à humanidade no masculino. A palavra Homem toma a conotação de ser humano, naturalmente, naquela época, representado pelo sexo masculino.

Nosso texto será um pouco diferente de todos os que eu trouxe para vocês, pois tentarei um contraponto. A nossa viagem desnuda, um pouco, as peripécias do trabalhador ao longo de sua existência.

Na Bíblia Sagrada o trabalho, no primeiro momento, toma a conotação de castigo. No Livro do Gênese, após a introdução da chamada “culpa original”, no capitulo 3: 17, 19, disse o Senhor: "....maldita seja terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida . Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes a terra de que foste tirado; porque és pó, e em pó te hás de  tornar."

Ainda, por suas convicções religiosas, o Ocidente enquadra a preguiça entre os "Sete Pecados Capitais" , esse entendimento reforça a idéia de que trabalhar é algo relacionado  a dor,  a agonia. É nessa reiteração que se poderia colocar o trabalho não como algo dignificante e sim como punição, infâmia.

Registra o Livro Sagrado do Catolicismo que os trabalhos executados mais amiúde eram: lavrar a terra; apascentar as ovelhas; pescar;  fazer e cozer tijolos; a carpintaria; o comércio; a cobrança de impostos; magia e interpretação de sonhos; o recenseamento; fabricação de armas e jóias; copismo; Judicatura e a prostituição feminina, entre outros.

Por outro lado, etimologicamente falando, o vocábulo latino que dá origem a nossa expressão “trabalho” é "tripalium", uma ferramenta de mortificação, tortura. Igualmente, a palavra "labor", em latim, quer dizer esforço penoso, vergar-se sob o peso de uma carga, angústia, dor e cansaço. 

 Antigas  sociedades como a grega e a romana desqualificavam o trabalho, cultuavam a vida contemplativa, as atividades espirituais, culturais, políticas, a dança, a arte militar.  Os ofícios mortuários, para os gregos, eram considerados desonrosos e exercidos por pessoas do povo, sem qualificação.

Os nobres, os senhores proprietários, os homens livres que possuíam terras e outros bens, dedicavam-se a guerra, a política ou mesmos a quaisquer outras atividades que não se constituíssem trabalho, atribuição física. Inclusive, não existia em nenhuma das duas civilizações uma palavra correspondente a trabalho, como se conhece hoje.


Entretanto a expressão aparentemente de fácil compreensão: "o trabalho dignifica o homem", desperta em mim a sensação de que há algo mais a ser analisado. Acredita-se que ele - o labor - permite ao ser humano legitimar-se na sociedade, sustentar-se, manter aos seus, colaborando com o desenvolvimento de sua comunidade.

Mas, o respeito aos trabalhadores maravilhosos que deixam em suas atividades diárias, o cansaço de seus braços e pernas, o limite de suas forças, o suor que brota em suas frontes, a paciência e o desagradável exercício de “engolir sapos”, no enfrentamento de situações por vezes grotescas, cômicas, se não fossem tristes, é o que nos impulsiona a refletir sobre tal honraria.

Porém a data não é de tristeza, comemorar, sorrir, seguir em frente ,  até porque o trabalho, no mínimo, nos ocupa e livra da terrível sensação de que não fazemos falta.

QUÃO DIGNIFICANTES FORAM OU SÃO ESTAS  PROFISSÕES?


 CARPIDEIRAS - Profissão das mais antigas do mundo, na Grécia essa mulheres vestiam luto e choravam profusamente nos velórios de pessoas totalmente desconhecidas, percebendo pagamento pelo pranto. As carpideira tornaram-se célebres e os velórios importantes era obrigatória a presença daquelas. A Bíblia registra o uso de uma carpideira para iludir Davi e permitir a volta de Absalão a Jerusalém.



ORGANIZADOR DE ORGIAS- Não pensem no significado atual da palavra. A orgia a que nos referimos não incluía desordem ou sexo degenerado. Eram festas cuidadosamente planejadas por  religiosos, entre esses, sacerdotes e/ou sacerdotisas, vestais... . O termo, na Roma antiga, era a designação original de rituais secretos ou, de mistérios que eram repassados aos que cultuavam aquela religião. 

Incluiam, ainda,  bailados sensuais, a ingestão de vinho e, também, relações sexuais. Os famosos mistérios dionisíacos, criação grega, foram, posteriormente, absorvido por Roma que designou-os de bacanais. Sob uma desinência feminina “as bacanais”  promovidas no palácio de Herodes atravessaram os séculos até chegar aos nossos dias.

 CALÇADORA DE SAPATOS- A Grécia, por sua vez considerava o ato de tirar os próprios sapatos como uma tarefa humilhante, degradante. Assim, quando convidados a uma festa, os gregos, do mais pobre aos mais abastados, levavam consigo uma  sandaligerula, uma escrava que tinha essa função, por sinal disputada, apenas entre os escravos por não exigir esforço físico. A serva substituía o calçado que a senhora usara na rua  até chegar a festa e os substituía  por sapatilhas apropriadas ao evento. As cortesãs calçavam e descalçavam os seus sapatos.


PAPAGAIO DE ARISTOCRATA -Na Roma antiga os cidadãos mais importantes,   entres   esses os Nobres,  os Jurisconsultos, os Cônsules, as figuras mais respeitáveis da urbe estavam sempre com um escravo ao seu lado, com a incumbência única e exclusiva de lembrar ao seu amo os nomes e referências sobre queles com quem se deparavam, fosse nas ruas ou nos eventos diários que ocorriam em Roma.

REGISTRADOR DE MALDIÇÕES – Eram oficiais que registravam as maldições proferidas contra as pessoas e que se cumpridas davam aos amaldiçoados a condição de indenização. Noutra vertente, na Antiguidade, a preocupação com a concorrência ou com seus inimigos deveria levar o cidadão a registrar uma maldição, especificando suas conseqüências e, para melhor efeito, deveria ser proferida - a praga - num templo de uma divindade do submundo e a tábua do registro exposta na parede.
 
ANIMADOR DE FUNERAL – No império Romano era usual a contratação de companhias de teatro mambembe e mímicos para  dar entusiasmo as exéquias.. Ao "archimimus” que era o chefe dos mímicos cabia representar o morto. O artista travestia-se como tal, assumia a personalidade do  finado, com essa atitude acalmava os espíritos dos antepassados . Ainda, nesse trabalho, o animador colocava uma máscara mortuária que se assemelhasse ao defunto e os adereços de sua profissão, fazendo graças ao longo o percurso até a pira funerária onde tudo seria consumado.
 
CAPACHO DE PRÍNCIPE -  Uma profissão que existiu nos séculos XVII e XVIII, na qual era escolhido um menino de classe alta, para ser castigado no lugar do filho do rei quando aquele fazia algo que não era o desejado para a sua condição social. Se o príncipe ia mal nos estudos, "o capacho" era castigado, até porque ninguém poderia castigar o príncipe, exceto o rei e aquele estava sempre ausente. Sendo companheiros de infância estabelecia-se entre o príncipe e  " o capacho" fortes laços de amizade que levavam o herdeiro do trono a ser bem comportado e se esmerar na sua instrução a fim de que o amigo não fosse castigado em seu lugar, tal fato estimulava bons sentimentos e nobreza de alma ao futuro rei.

CAMAREIRO DE PRIVADA - Os reis ingleses reservavam a um servo a obrigação de limpá-los após ter defecado. Esta  inusitada ocupação era desempenhada por filhos de nobres com importante condição na Corte. O ofício, ao longo do tempo, passou a agregar aspectos outros, inclusive, administrativos, dando ao "limpador" uma proximidade  e atenção do monarca, o que tornava a esdrúxula tarefa muito desejada.  

BOBO DA CORTE – Figura por demais explorada no cinema. Esses indivíduos transitavam no palácio e podiam fazer graça para qualquer um, inclusive para o rei. O bobo quase sempre é apresentado como uma criatura emblemática. Sua performance compreendia  tiradas humorísticas acompanhadas de  acrobacias  e também colocações misteriosas de modo a prender a atenção dos monarcas e da corte.



MÉDICO DE SAPOS – Existia na Inglaterra até o fim do século XIX, um tipo de feiticeiro que praticava uma medicina endereçada a cura da escrófula que era uma doença de pele ligada à tuberculose. Esses médicos feiticeiros utilizavam sapos vivos ou os seus membros, envolto em tecido e pendurados no pescoço dos pacientes, para tanto necessitavam caçá-los o tempo todo, daí a expressão médicos de sapos.

CHICOTEADOR DE CACHORROS - Nos séculos XVII a XIX a Igreja dava  a um de seus empregados a função de enxotar os cães que, tendo acompanhado os seus donos e sem poder adentrar ao interior do templo, começavam a latir e incomodar os fiéis. Alguns animais entravam, eram removidos e dispersados pelo chicoteador para que o padre pudesse continuar a celebração.

LIMPADOR DE LUTADOR DE SUMÕ - Os lutadores de sumô são portadores de obesidade mórbida e como tal incapazes de realizar alguimas tarefas, entres essas a higienização de suas partes íntimas. Figuras tradicionais da cultura oriental o lutador de Sumõ renuncia a uma vida mais duradoura e de melhor qualidade em função da luta.  A profissão de limpador é reconhecida, considerada de periculosidade média e com boa remuneração.  Um dos maiores riscos é de que o lutador possa cair sobre o profissional.

 
PROVADOR DE COMIDAS DE ANIMAIS - Especialistas que provam a comida fabricada para cães e gatos, de modo a aferir se o sabor está adequado ao paladar da clientela. 

O TRABALHO PODE DIGNIFICAR O HOMEM, PODE, TAMBÉM, AVILTÁ-LO, ESCRAVIZÁ-LO E CONSTITUIR-SE EM ÓBICE AOS SEUS MAIS ÍNTIMOS DESEJOS.

A INFÂMIA TRAVESTIDA  DE TRABALHO -

 
O CARRASCO
CAÇADOR DE ESGOTOS

MERCADOR DE ESCRAVOS



A SAUDADE DE  ALGUMAS PROFISSÕES:

Algumas profissões não mais existem em razão do domínio de técnicas substitutivas as anteriores assim, teoricamente, desapareceram: o pisoteador; copistas; acendedor de lampiões; o fotográfo lambe-lambe; o albardeiro; pintor de letreiros e cartazes em porta de cinemas; ferreiro; cocheiro; telegrafista; guarda-chaves; foguista (que cuidava da fornalha do trem); guarda-freios; tipógrafo e outros.


O FOTÓGRAFO LAMBE LAMBE
O MAQUINISTA
O ACENDEDOR DE LAMPIÕES






                                                 O VENDEDOR DE PIRULITOS

O SERESTEIRO


A TODOS UM 1º DE MAIO ONDE HAJA TEMPO PARA DIZER:
                                                      
                                                      
                                                   SEM CORRERIAS


                                                     
                                                    SEM RODEIOS!





                                              

terça-feira, 24 de abril de 2012

EDUCAÇÃO – FATOR DE DESENVOLVIMENTO HUMANO PARTE I I –


AS ORIGENS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL –

NOÇÕES –


Buscar as raízes históricas da Educação no Brasil nos leva a constatação de que essas são marcadas por mudanças perceptíveis e, claramente evidenciadas. Tomando por ponto de partida o acontecimento da presença de portugueses no que se supôs ser uma ilha, carregando consigo um arquétipo de educação européia,  invariavelmente colidindo com o aprender livre dos índios, até porquê aqueles não estavam acostumados aos rigores da civilização com suas repressões, castigos e regras.



A diversidade
Todavia, o conquistador trouxe, também, educadores no sentido pedagógico da palavra. Vieram a reboque, padres Jesuítas com a missão de introduzir a moral, a religião e os costumes do colonizador, inclusive,  quando os jesuítas aportaram  aqui não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia, trouxeram também, na bagagem, a metodologia, doutrina e princípios pedagógicos que difundiam, originalmente em suas instituições. 


O Marquês d e Pombal

 A absorção do povo brasileiro a técnica de ensino trazida pelos Portugueses foi de tal forma recepcionada que do ano de 1549 a 1759, portanto por longos 210 anos, permaneceu vigente e único. Nesse momento ocorre um segundo dissenso, esse capitaneado pelo Marquês de Pombal - Sebastião José de Carvalho e Mello, considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História de Portugal que bane os Jesuítas do solo brasileiro, por concluir que o ensino daqueles Padres servia a Fé e, ele, o Marques de Pombal, queria uma educação para servir ao Estado. Sua atitude ocasionou a total desestruturação da educação em território nacional,

Como formas de reorganização da educação no Brasil surgiram, no período Pombalino, aulas régias de Latim, Grego e Retórica que eram aulas separadas, cada uma com um professor sem que se estabelecesse qualquer interação entre essas; resultando infrutífera; posteriormente Portugal criou o chamado o subsídio literário, visando manter o ensino primário e médio, instituindo um imposto  sobre a aguardente, o vinho, o vinagre e a carne verde,  também sem qualquer efeito positivo, dês que era baixíssimo, não tinha continuidade, resultando na ausência dos pagamentos dos professores.




 Muito embora não tenha se estabelecido nova metodologia de ensino, a chegada da fugitiva Família Real ao Brasil, com a implantação do Reino em nossas terras, ocorre mais uma alteração na educação no solo brasileiro.  Assim, assoma realmente positiva para o Brasil, em termos de educação, o novo direcionamento haja vista que, de imediato, criou a Biblioteca Real, fundou Academias Militares, criou os Cursos de Medicina e de Direito, o Jardim Botânico, trazendo, ainda, para o território brasileiro a Imprensa Régia. Registre-se, por oportuno que tais providências foram tomadas por D. João VI que evadiu-se  de Portugal ante a ameaça de Napoleão Bonaparte. 



A Família Real
A vinda da família real para o Brasil é o marco inicial de  mudanças no cenário da educação. Porém os cursos superiores criados por Lei, tiveram resultado prático, com a criação, em 1808, das Cadeiras de Cirurgia e Anatomia que, em 1832, deram origem às Faculdades de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro e, a instituição Faculdades através da Lei Nº 1.827, de 11 de Agosto de 1827 , que “Crêa dous Cursos de sciencias Juridicas e Sociaes, um na cidade de S.Paulo e outro na de Olinda.”


 
Faculdade de Medicina

Segundo nos informa Maia, G. D. (1996). Biografia de uma faculdade. História e estórias da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha. São Paulo: Atheneu: “ o ensino oficial de medicina teve.início logo após a chegada de D. João VI ao Brasil, através da criação da Escola de Cirurgia da Bahia e da Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, em 1808 (Santos Filho, 1991). Ambas funcionaram no Hospital Real Militar das respectivas cidades. Em 1813 (4) a Escola do Rio de Janeiro transformou-se na Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, tendo o mesmo acontecido, dois anos depois, com a Escola da Bahia.

No ano de 1829 é fundada a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro. Chamada, em 1830, a dar parecer sobre os planos de reorganização do ensino médico, tem seu anteprojeto aprovado com pequenas alterações pela Comissão de Saúde Pública da Câmara, e promulgado como lei em 1832. A partir deste momento, estavam criadas as Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia.”

D. Pedro II

 Com a análise da trajetória brasileira, seja no Império com as presenças de  D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, verifica-se que a educação não obteve a qualidade pretendida sendo, criticada por aqueles que sonhavam com algo melhor para  pouco se pudesse ter um futuro melhor para os nacionais e para a nação.   O advento da  Proclamação da República em 1889, ensejou repetidas tentativas de melhoria, entretanto, segundo vários especialistas, não houve uma adoção de metodologia de desenvolvimento que proporcionasse um grande passo na educação brasileira.  

 Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é a de manter o "status quo" para aqueles que freqüentam os bancos escolares.


Podemos dizer que a Educação Brasileira tem um princípio, meio e fim bem demarcado e facilmente observável. Entretanto a educação como problema,  com mordazes críticas aos erros e acertos, no momento atual, mostra-nos  esse aspecto da nossa vida como fator de efetivo desenvolvimento, muito embora a busca por perfeição tenha sido alvo, constante, de comentários, por vezes coerentes e, d'outras  os mais contraditórios.



Assim deixo para nosso próximo encontro, alicerçado na   genialidade de  um Paulo Freire, para discutir a utopia na Educação brasileira, trazendo, todavia, a mensagem fantástica desse revolucionário do ensino e da aprendizagem: " "Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino"."A educação necessita tanto de formação técnica e científica como de sonhos e utopias".

Vamos em busca de utopias onde, sonhar é iluminar as trevas da ignorância, da mesmice e das tendências derrotistas. Sua participação é fundamental.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

HOMENAGEM AOS AMIGOS



BOM DIA AMIGOS,



Hoje, 18 de abril, escrevo a você meu amigo, a você minha amiga, velando o sono da melhor amiga que um ser humano pode ter. São 04:30 da manhã, o dia  amanhece e nesta cidade, onde o sol nasce primeiro, vejo o céu colorir-se com nuances meio avermelhadas, meio alaranjadas; vejo também uma escola e um ginásio, neles  o  silêncio completo contrasta com o rebuliço e o barulho dos atletas durante a tarde e o anoitecer de ontem. Pretendo concluir minha mensagem, não se poderei fazê-lo ainda nesse dia, ela é atípica e foge ao programado.

Estou no Hospital da UNIMED – João Pessoa,  no apartamento 561, onde se encontra, restabelecendo-se, um dos maiores tesouros que DEUS  me deu. Uma amiga inestimável. Você que me honra com sua atenção certamente, como eu, tem alguém que sempre esteve ou está ao seu lado, lutou sua luta, sorriu com suas vitórias, ficou triste com seus insucessos, alegrou-se na sua alegria, deu o primeiro passo no início de cada caminhada e quando não estava adiante, abrindo seus caminhos e de braços abertos para recebê-lo no final da jornada, era porque estava a seu lado, acompanhando-o. Essa pessoa de que falo não é só minha mãe é também a minha melhor amiga, companheira, confidente e por vezes a crítica que me recoloca na direção certa.

Pois é, há sempre alguém, em qualquer lugar que nós nos encontremos que é especial. Muitas vezes não diz o que queríamos ouvir; outras vezes não faz aquilo que desejávamos; noutros momentos critica as nossas escolhas e até mesmo nos enfrenta, sugerindo   que estamos em reta de colisão.

 Calma, basta um segundo de reflexão, aí, na maioria das ocasiões descobrimos: o que queríamos não servia para nós e concordar seria, no mínimo, desatenção de quem nos ama; fazer aquilo que desejávamos era injusto, pois preteriria outros com iguais direitos;  o enfrentamento aparentemente delineado, revela, com toda certeza, amor, cuidado, amizade. Nesses momentos não há como recuar, reconhecer é antes de tudo racionalidade. Obrigada amigo, amiga, por ter sido verdadeiramente fiel a nossa amizade e por não ter dito sim a algo cuja resposta teria que ser não.

Tenho amigos e amigas, poucos em relação aos anos vividos, aos locais freqüentados e a minha vida como cidadã e profissional. Mas, são especiais, maravilhosos. Uns são familiares e cujos laços de sangue, a cada dia são reforçados por sentimentos, respeito e atitudes; outros são criaturas dos quais tenho a dádiva de privar da amizade por várias circunstâncias e, cuja convivência permite que eu aprenda a cada dia com eles, que haja um aprimoramento em meu modo de ser, que sejam aparadas arestas e que aconteça um crescimento pessoal e espiritual. oada dia com eles, que haja um burilamento por nento ue DEUS  me deu.  

Alguns, são a primeira linha de minhas emoções, são meus amores, mas são também meus amigos. Que os demais não se sintam menos amados, apenas, esses são tão próximos, mas tão próximos que as vezes confundo e tenho a pretensão de pensar e sentir por eles e me causa  "surpresa" ver que nos amamos mas não somos um, essa sensação é assustadora, engraçada e enriquecedora.

Agradeço a DEUS a certeza de ter amigos amores (na ordem etária decrescente) como “Dª. Luzia, José Humberto, Paula, José Álvaro, Socorro, Fábio,  Nanda,  Gió,   Carol,  Zéa,  Gabi,  Kaline,    Fred,  Luzia,  Léo,  Alvinho, Lílian,  Luíza, Juliana, Dani, Bia Cecília, Carolzinha  ..... e os demais que conhecem o meu coração e sabem de minha afeição e amizade."

Sem amigos certamente ocorre uma deformação da personalidade, um retrocesso cultural, um descompasso entre o ser humano e a finalidade divina da criação, pois, como haveria o amor sem esse aspecto divinal da amizade?

Uma sobrinha/afilhada e amiga repete: "Ser feliz é uma obrigação diária."  Peço licença para completar: "Fazer feliz é meta de vida e certeza de felicidade".  






                                                  O amor das músicas:



 Canção da América
Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento

 Nossa Amizade Fernanda Brum

Cada vez que eu olho para trás

vejo o cuidado de Deus
lembro com carinho o dia que eu conheci você

Hoje eu te respeito demais

vejo a falta que você faz
não demore tanto assim a me procurar
não mandei me conquistar

Nossa comunhão vai invadir as portas da eternidade

temos que escolher canções
pra contar pro Senhor
não espero perfeição

Não abro mão de você

não abro mão de tudo que Deus revelou
você merece espaço em meu coração
o meu carinho, a minha comunhão
nossa amizade o Senhor escreveu
nós somos prova do cuidado de Deus

Dia e noite eu vou orar por você

estamos em guerra, precisamos vencer
eu sinto força ao segurar sua mão
e nada mais vai impedir a nossa oração 


                                                           O amor da poesia:

Eu talvez não tenha muitos amigos.

Mas os que eu tenho são os melhores
que alguém poderia ter.

Além disso tenho sorte, porque os
amigos que tenho têm muitos
amigos e os dividem comigo.

Assim o meu número de amigos sempre
aumenta, já que eu sempre ganho
amigos dos meus amigos.

Foi assim aqui, uns eu ganhei há tempos,
outros são mais recentes.

E quem os deu não ficou sem eles,
pois a amizade pode sempre ser
dividida sem nunca diminuir
ou enfraquecer.

Pelo contrário, quanto mais dividida,
mais ela aumenta.

E há mais vantagens na amizade:
é uma das poucas coisas que não
custam nada e valem muito,
embora não sejam vendáveis.

Entretanto, é preciso que se cuide um
pouco das amizades. As mais recentes,
por exemplo, precisam de alguns cuidados.
Poucos, é verdade, mas indispensáveis.

É preciso mantê-los com um
certo calor,falar com eles mais
amiúde e no início, com muito jeito.

Com o tempo eles crescem, ficam
fortes e até suportam alguns trancos.

Os mais antigos, já sólidos, não exigem
muito, são como as mudas das plantas,
que depois de enraizadas, parecem
poder viver sem cuidados, porém não
podem jamais ser esquecidas.

Algo é preciso para mantê-las vivas.

Prezo muito minhas amizades e
reservo sempre um canto no
meu peito para elas.

E, sempre que surge a ocasião, também
não perco a oportunidade de dar um
amigo a um amigo, da mesma forma
que eu ganhei vocês.

E não adiantam as despedidas.
De um amigo ninguém se livra fácil.

A amizade além de contagiosa
é totalmente incurável. "

Vínicius de Morais

Amor,  amizade e   o toque de sensibilidade das imagens:  


Mãos que se erguem e acolhem

 

A Paz do Melhor Amigo

Mãos que se entrelaçam

Mãos que reúne


O calor que aproxima
A delicadeza que encanta





O conforto do apoio

O carinho


O beijo para todos

domingo, 15 de abril de 2012

EDUCAÇÃO COMO FATOR DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

EDUCAÇÃO , DESENVOLVIMENTO. 

PARTE I –



Impulsos Neurais
Falar sobre a educação é sempre um desafio, especialmente hoje quando se multiplicam as fontes, os autores, os conceitos, os vieses. Quando o acesso à educação torna-se fator de transcendência do homem porquanto permite a correta apreensão de seu Ser, de seu habitat, de suas origens e possibilidades, o aprimoramento de sua inteligência, conferindo valores a ética e a dialética, a liberdade e a sensibilidade.

Todo e qualquer olhar sobre a sociedade humana, se não o faz, deveria fazê-lo: definir a historia, os acontecimentos, a relação entre as ocorrências e as mudanças, como ponto de partida para análise e inserção do assunto referido, desse modo a primeira abordagem, sob qualquer interesse da sociedade, torna-se efetivamente coerente quando se dá dentro de evolução histórica.

Naturalmente, torna-se impossível, num texto sem maiores pretensões, fazer toda exposição cronológica dos fatos que escreveram o percurso histórico  da educação na civilização humana, tal cronologia já foi reiteradamente estabelecida e nos permite ser mais objetivos.
 
BREVE CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS  -

EDUCAÇÃO  PRIMITIVA –


 Enquanto fase Histórica, a educação primitiva, no alvorecer da humanidade, ocorria com base na observação, na repetição e no sucesso da resposta produzida ante a reiteração de determinada prática. 

Assim, sem uma base científica, a maioria dos autores, ao discorrer sobre essa fase incivilizada, colocam a educação quase como sinônimo de aprendizagem, acontecendo através da  observação, ora das tarefas, a caça, da pesca, ora dos costumes religiosos - mais precisamente rituais -, dos acontecimentos relativos a fenômenos naturais bem como, dos atos e preparativos concernentes à  guerra.

  
A encenação da caça
 Aprender e apreender era uma questão, por vezes de sobrevivência e, invariavelmente de observar atitudes mecânicas – o fazer; o encadeamento de práticas com resultados positivos tornava o homem consciente de uma realidade, pois passa a  entender o que se passa a sua volta e o que fazer para obter aquilo que deseja.

A educação se caracteriza nesse período, muito mais no aspecto corporal cujo fim é intuitivo, almejava-se o atendimento de necessidades específicas como alimentar-se, vestir-se e abrigar-se, tudo significando sobreviver e ordenando situações diárias, inclusive, com atividades de jogos, delineando-se, dessa forma, o que seria uma sugestão à educação física. 


Em busca do fogo
 Numa outra observação entende-se que a repetição tem fim pedagógico dês que desse comportamento amiudado resulta o aperfeiçoamento, o conhecimento que capacita o membro da comunidade tornando-o apto ao atendimento de suas carências e das de outros indivíduos. Conclui-se que há um esboço de Educação intelectual, pois ocorre progresso em sua atividade física ao tempo em que há o  aprimoramento de sua inteligência.


Registro de luta cotidiana
Igualmente, alguns aspectos são marcantes e transcendem a época. Assim, o iterar práticas de respeito aos velhos e aos pais, o culto aos antepassados, ao sentimento da honra, à fidelidade à palavra empenhada, à obediência às autoridades legítima, o hábitos de rituais e práticas religiosas, por mais rudimentares que fossem denotavam educação moral e religiosa ou, pelo menos uma silhueta do que se projetaria como tal. 

Da pré-história, dos povos primitivos  chegaram até nós registros de pesca, caça, dança, rituais, em inúmeras pinturas e desenhos, como se tivesse a função precípua de mostrar, ensinar. No início da Idade Antiga são destacadas as concepções e práticas educativas das culturas indiana, chinesa, egípcia e hebréia.


A EDUCAÇÃO E O POVO GREGO -

Muitos historiadores enfatizam a impossibilidade de se referir à educação sem realçar a civilização grega. É belo o registro feito sobre esse povo que desde os primórdios já considerava a Educação como algo complexo, difícil. Assim, especialmente no que concerne a arte de educar, os gregos, efetivamente, principiam o que se chamou de “História da Educação”, dentro de uma visão que se assemelha ao nossa definição atual.

Teoria Atômica Grega




De fato, ao volvermos a nossa atenção para a Educação na História Universal, sua evolução ao longo do túnel do tempo, vemos que a civilização grega contribuiu, largamente, para tornar  o mundo um cenário expressivo onde aprender é um processo ininterrupto de crescimento intelectual, físico e  moral , capaz de  proporcionar a integração do ser humano à sociedade.  

A Grécia, entre outros tesouros culturais, nos legou a primeira teoria atômica de que se tem registro.



Educação - do latim educatione educere "sacar, extraer" ou educare "formar, instruir" - Com os gregos é lançada pela primeira vez com a conotação de problema; também o é, a idéia de “educar” profissionalmente, que surge com os Sofistas. Ainda é naquele celeiro intelectual que a literatura, através da poesia, da tragédia e mesmo da comédia questiona o que até então se conceituava como Educação.


Aedo em apresentação
Puramente mítica, a Grécia em meados do século V e século VI justifica as atuações humanas pelo sobrenatural, pela sorte, pelo sublime, pelo divino. Desse modo, há uma difusão oral dos costumes, das ocorrências, da moral, por meio de “ rapsodos” - nome dado a artistas, trovadores andarilhos que, utilizando-se de odes já compostas,  cantavam  relatos épicos ou os declamavam, de memória, nos espaços públicos. 

Com destaque ainda mais pertinente os  “aedos” – que compunham suas próprias obras e as cantavam acompanhados da lira, instrumento musical de sons suaves e agradáveis aos ouvidos. 



Rapsódia
Heródoto –  pai da História, já relata a ocorrência de concurso para rapsodos. Essas figuras históricas ressoam até os nossos dias, com destaque para a passagem da narrativa oral para a escrita, da obra de Homero, supostamente, por um rapsodo de nome Pisistrato, que tornou possível, entre outras,  a ampliação da divulgação do relato da Guerra de Tróia na epopéia Ilíadas; bem como a Odisséia, que descreve o regresso de Ulisses e a Ítaca, narrativa posterior a guerra de Tróia. 

Em todas esses épicos  percebe-se a intenção de contar, repassar e transmitir conhecimentos, inclusive através de representações denominadas rapsódias.

Platão e Aristóteles
Ensinar algo que não tenha aplicação prática imediata, que não se constitua “ fazer e sim apreender”, tornou-se presente no século V a.C, inicialmente com os Sofistas e a partir desses com Sócrates, Platão, Isócrates e Aristóteles. Com esses filósofos vislumbra-se para a Educação um novo enfoque, com a conotação de tese filosófica.

A civilização ocidental reconhece alguns títulos imputados aos Gregos, assim, entre outros, são chamados de Pais da Filosofia, Criadores da Democracia e Berço da Pedagogia. Com muita propriedade, também no século V, desenvolveram os  princípios e ideários da Paidéia que foram fundamentados em práticas educativas ancestrais. 


 Conforme significado original do vocábulo “ paidéia” sintetizava o modo, a forma para criação de meninos, entretanto, sua significação expande-se e no século IV a.C., passa a adotar  uma configuração consolidada e categórica a partir do qual   foi convencionado, na Grécia Clássica, como modelo perfeito de ideal educacional.

Todavia, como bem explicita Werner Jaeger, estudioso da cultura grega "Não se pode utilizar a história da palavra paideia como fio condutor para estudar a origem da educação grega, porque esta palavra só aparece no século V" (Jaeger, 1995: 25).

IDADE MÉDIA –

Nesse imenso período medieval, os historiadores registram que a educação  desenvolvia-se em laços associativos, comungando os mesmos entendimentos “com a Igreja, a fé cristã e as instituições sacras que – enquanto acolhiam os oratores (os especialistas da palavra, os sapientes, os cultos, distintos dos bellatores e dos laboratores) – eram as únicas delegadas (com as corporações no plano profissional) a educar, a formar, a conformar”.





Originaram-se dentro da Igreja padrões educativos e suas metodologias.  Da Igreja partiram os modelos e os método de ensino, estabeleciam-se as instituições ad hoc e planejava-se as ingerência, analisando, criticando e, portanto, discutindo o exercício e os padrões, segundo a posição na escala social.

 Havia  um projeto educacional para o povo e um para as classe altas, até porque, na Idade Média o dualismo existente na era primitiva persistiu, como de fato persiste até os nossos dia.




O formato da escola, como  vivenciada em nossos dias, mantém os moldes estruturais da Idade Média. Assim a rotina presencial de um professor que instrui diversos alunos, de diferentes origens, estando o mestre hierarquicamente subordinado a um poder, ao qual presta constas de seu ofício; a aprendizagem relacionada leitura e a autores, ao debate, ao desempenho, a explanação, à argumentação; as avaliações com seus prêmios e castigos, sugere a continuidade, aos séculos nos quais vêm daquela época e da coordenação dos estudos nos monastérios, nas catedrais e,  de forma especial nas universidades. 


 Remontam a Idade Média certos conhecimentos acolhidos e repetidos na escola moderna e, também, na escola atual: como a visão da filosofia, como lógica e metafísica; a atribuição e contribuição dada ao e pelo latim; a instrução gramatical e a oratória.

Também na Idade Média a cartografia revela-se de suma importância , especificamente no que diz respeito a instrumentalizar as navegações. Surgida em 2.500 a.C, ganha notável impulso nos últimos seculos da Idade Medieval, lembrado que este período foi do século V ao XV.

A Idade Média é reconhecida como um período de efervescência cultural, especialmente quando se adentra no chamado Renascimento de Países como a Holanda, a Alemanha, Espanha, Inglaterra e/ou cidades como Veneza, Gênova, Florença, Siena, Lisboa, Coimbra, Paris, Flandres, Pisa vivenciaram uma verdadeira febre cultural e, também educacional com o surgimento e aprimoramento do ensino voltado para perfeição do espírito, para o fomento da nobreza, da ética e dos bons propósitos norteadores de um novo homem


 OUTROS REGISTROS -


Merece referência, ainda, a educação Romana. O texto - base da educação romana, conforme Cícero, resumiu-se, por um longo período nas Doze tábuas, cuja origem remonta a  451 a.C.,fixadas no bronze e publicadas no fórum, para que a exposição daquelas permitisse a todos vê-las para que todos pudessem vê-las. 

Naquelas ressaltava-se a importância da  tradição com ênfase ao respeito a regras e normas;  a cultura materializada  na assimilação social dos valores do povo romano; ainda ao espírito dos pais, assim considerado como senhores detentores da justiça familiar o chamado “pátria potestas”. Havia, uma rudimentar forma de “Código Civil”, marcantemente conservador preservando meios de subordinação social características de uma coletividade agrícola retrógrada.



Num império decadente onde o conquistador perdeu sua identidade cultural, ante a absorção da cultura dos conquistados mas  que lega ao mundo preciosos ensinamentos do Direito Romano, fundamento e base de muitos institutos de Direito que até hoje compõem o nosso arcabouço jurídico.

 É nessa fonte que vamos buscar conhecimentos  que fundamentam  as normas do direito civil brasileiro, bem como português, dentre outros que também teem o Direito Romano como norte a ser seguido .

 
Sendo uma tarefa a exigir uma explanação muito ampla, quando a educação no Brasil, de um modo geral ainda repete em muitos espaços senão a metodologia mas o modelo do colonizador, se tem nisto mais uma razão a reforçar de pronto o mergulho específico em  nosso caminhar, não somente no sentido de escolaridade mas de meio de redenção, esperança de desenvolvimento. 

A nossa matéria na segunda parte, enfoca a educação como esperança de fuga a condições sociais econômicas desfavoráveis bem como formar cidadãos. Inclusive, com vista a tentar a compreensão de alguns fatos, algumas colocações e conclusões, recentes sobre o desejo da execelência no ensino como utópico e fonte de atraso ao que efetivamente se poderia obter.
Mas esse é outro momento. 
Conto com vocês