Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mitologia Nórdica - Parte IV



 FECHANDO O CERCO -

A consideração das origens na Mitologia Nórdica poderia nos levar a extremas divagações, uma vez que em todo relato mítico há fronteiras onde os seres  perscrutados mudam, transformam-se conforme as fontes ou os narradores, havendo, invariavelmente, oscilações e ambivalência. 

Os limites ali são sempre presentes, embora relativizados, tanto na efetiva diferença entre os mesmos relatos e  historiadores diversos, como no potencial  que cada um dos expositores demonstra, seja por ressaltar o aspecto da semelhança e estender correlações ou  por acentuar as diferenças e restringir contornos ricos em detalhes.

A experiência nos mostrou situações recorrentes. A partir do nada surgiram os deuses, o cosmo, a vida, o desejo, a compreensão destes e de sua conexão com o mundo  exterior, o humano. Igualmente e de forma dramática constatamos a submissão dos menores à força, a um poder centralizado, subjugando deuses menores, semi deuses, entes  e  homens.

 O fato é que a leitura da absorção do indivíduo pela  cosmogonia Viking, mostra,  além da tradição  enraizada, certos fatores como a generalidade com outras visões mitológicas dominantes, a saber: concepções teocêntricas das coisas, a idéia de que todo poder vem dos deuses, a dependência de crenças e esquemas mentais, imagens épicas, lirismo, heroísmo, paixão, dor, momentos de magia e credibilidade.

Vejamos um pouco mais.


AS VALKIRIAS – 

Servas de Odin
Seres mitológicos as Valkírias são divindades, que serviam a Odin  e permaneceriam virgens. Podiam ser filhas de deuses com mortais ou de mortais com deusas ou de simples mortais. 

 A grande finalidade dessas heroínas míticas era apontar os mais heróicos dentre os que haviam perecido em combate e levá-los para Valhalla, aonde eles se tornariam  einherjar - guerreiros de Odin,  mortos e que, por sua bravura se destacaram, sendo recolhidos pela valkirias,

Assim, quando não estavam assistindo aqueles que eram feridos em combate, estavam levando almas para os salões de Valhalla. As Valkirias supervisionavam as batalhas de Midgard - o mundo dos homens - privilegiando guerreiros que gozavam de suas preferências. 

As belas guerreiras
Na Edda 35, sobre as Valkirias, há o relato que “Odin manda-as para cada batalha". Gunn (luta) e Rota (turbilhão), que são duas Valquírias e a mais nova Norn, chamada Skuld: a que está sendo - o tempo presente, o trio vagueia escolhendo quem irá morrer e gerencia as mortes.

Retratadas como belas mulheres, sensuais e fortes, as guerreiras tem armaduras que "lançam uma luz trêmula estranha, que pisca ao longo dos céus do norte, fazendo o que os homens chamam de" Aurora Borealis ", ou" Luzes do Norte. São


Servas de Odin
 As principais Valquirias são: Brynhildr, cujo nome significa " cota de malha de guerra ou, "batalha". Sigrdrífa que significa "Aquela que conduz a vitória." Sigrún a "Conhecedora dos mistérios ou magias da Vitória."  Svava, golpe; Ölrún, Svanhvít , Alvitr, Þrúðr que é filha de Thor

Outras fontes indicam que algumas Valquírias eram, ao mesmo tempo, diferentes  personagens da mitologia nórdica, como Gunnr que aparece no Runestone Rok  e Skögul que ainda está em uma inscrição rúnica no século 13, em Bergen .


Filha de Odin
A mais importante das Valkirias.  Era uma das filhas de Odin com uma humana e sua Valkiria predileta. Representava  o melhor aspecto da relação pai-filha do povo nórdico.

 Traída numa trama entre Frigga, Odin e Sigmund, Brynhildr perde todos os seus dons divinos por apresentar emoções humanas e, assim, como uma filha que perde tudo ligado a sua antiga família, ela torna-se humana e aguarda em sono profundo num circulo de fogo a chegada do guerreiro valoroso para quem vai ser entregue como esposa e mulher.

Brynhildr e Segfried
 O guerreiro será escolhido por Odin, como o pai que decide com quem a filha se casa. O eleito é Sigfried, filho de Sigmund e neto de Odin. Ela é a filha que cresce e deixa a família para trás, com todos as suas qualidades formando uma nova família.

A felicidade é algo que escorre por entre os dedos dos jovens, atingidos por intrigas familiares e desejos despertados pela beleza de Brynhildr, enfrentam a dor, a separação e a morte.

OS ELFOS -
A beleza dos elfos
A definição mais remota existente dos Elfos nos é dada pela mitologia Nórdica e, ainda que não existam descrições mais velhas ou mesmo atual, a experiência de criaturas etimologicamente ligadas aos Elfos em diferentes culturas, reflete, profundamente, que a crença em elfos era compartilhada entre todas as tribos Germânicas, sendo comuns não apenas aos antigos Escandinavos.

Entes mágicos
 Os Elfos parecem ter sido concebidos como seres humanóides, poderosos, hábeis e incrivelmente belos. Nesse universo mitológico homens famosos podiam ser alçados ao status de Elfos, após a morte.

 Conta o mito que assim ocorreu com o rei Olaf Geistad-Elf; com o herói ferreiro Völundr que é descrito como o  ‘Regente dos Elfos’  e/ou ‘Rei dos Elfos, no poema Völundarkviða, cuja prosa inserida muito depois, também o identifica como rei dos ‘Finns’, um povo Ártico respeitado por sua magia xamânica.


Inúmeras  são as  sagas envolvendo os Elfos, entre essas a de Thidrek, uma rainha humana, que é  surpreendida ao constatar que o seu amado e de  quem estava grávida é um elfo e não um homem.

 No épico  de Hrolf Kraki há um soberano que é chamado de Helgi, esse estupra e engravida uma Elfa vestida de seda e de espetacular beleza, que é perfeita e em sua nudez revela a mais bela mulher que  olhos reais já viram.

Bela elfa
Assim, Elfos e homens, nas ancestrais crenças viking, se envolviam, se reproduziam, gerando criaturas fantásticas. Desse modo a rainha humana que amou um Elfo deu a luz ao herói Högni, por outro lado  a Elfa violentada por Helgi gerou Skuld, que posteriormete se casou com Hjörvard, que tornou-se assassino de Hrólfr Kraki. 

 A saga de Hrolf Kraki ressalta  que  Skuld, meio-elfa, meio humana,  era versátil em magia (seiðr), tornando-se, em função disso. praticamente invencível em batalha. Conta ainda o mito que ao ver  seus guerreiros serem mortos, ela os re-erguia  para que permanecessem lutando. Só era possível capturá-la se aquela não tivesse tempo para  evocar seus exércitos, que, inclusive, incluíam guerreiros élficos.

Gandalf o cinzento
No Heimskringla e na Saga de Thorstein, Filho de Viking, está  registrada uma genealogia de reis locais que governavam Álfheim, que equivale à moderna Bohuslän, e uma - linhagem - desse soberanos, tinha sangue élfico. 

 Eram infinitamente belos e destacavam-se dos humanos.  O último dos reis é chamado Gandalf. Na poesia e nas sagas nórdicas, os Elfos são ligados aos Aesir pela frase muito comum: "Aesir e os elfos", que presumivelmente significa "todos os deuses".


Elfos e fertilidade
Semi-deuses, com uma aparência humana, perfeitos, ágeis, cheios de encantos,  os Elfos eram  associados com a fecundidade e ao culto dos antepassados.

 A idéia dos Elfos, parece semelhante a doutrina animística na qual todos os seres da natureza são dotados de vida e capazes de agir de acordo com uma finalidade; estão e são espíritos da natureza e dos mortos, comuns a  quase todas as crenças humanas.


Espíritos protetores
Habitantes  das florestas, das águas  e do ar, tinham um rei, de nome Alf que governava uma região chamada Alfheim, e todos os clãs eram relacionada aos Elfos. Eram os mais belos entre todos os povos. 

Ali destacavam-se Elfos, que o relato mítico diz que estão entre os espíritos "seguidores" e "protetores" a um só tempo.


Como aos espíritos, aos Elfos também não eram impostas quaisquer  limitações corporais e tinham a capacidade de atravessar paredes e portas à semelhança de espectros. Diz-se que os elfos são o correspondente  Germânico das ninfas da mitologia Greco-Romana, e os vilie rusalki da mitologia Eslava.
 
OS ANÕES  -

Anões mineradores
Os Anões, de acordo com a tradição nórdica, surgiram dos vermes que carcomiam os restos mortais do gigante Ymir; segundo outra variante, nasceu dos ossos e do sangue de outro gigante da mesma linhagem. Como os demais entes os anões tinham chefe e obrigações distintas; eram exímios nos trabalhos de forja, mineração e ourivesaria.

Os Anões eram seres da mesma categoria dos elfos, dos quais constituíram uma casta particular; normalmente viviam sobre a terra; apresentavam-se superiores, inteligentes, muito embora não fossem belos. A maioria deles  conhecia o futuro; de pequena estatura usavam grandes barbas a sugerir fortaleza, autoridade. 


Reis da forja
 Senhores dos metais, além de habilíssimos ferreiros e forjadores, muitos deles trabalhavam nas minas e por isso os humanos que mais mantinham contacto com os Anões, eram os mineiros que também viviam trabalhando nas mesmas regiões desses diminutos homens.


Os Anões além de ferreiros e armeiros  eram, também, os senhores dos metais; deparar-se com um anãozinho nas galerias subterrâneas, normalmente significava a existência de um bom e belo filão, uma vez que eles, excelentes mineradores, apenas labutavam onde a terra ocultava valiosos tesouros.

 “Um tesouro é célebre na poesia épica alemã: O Rei dos Nibelungos, do qual o anão Alberich era o guarda; Siegfrid, o herói dos Nibelungos, apropriara-se desse tesouro fabuloso depois de ter vencido o anão Alberich e ter dele exigido juramento de fidelidade.”

Grandes ourives
 Competentes artesões, os homenzinhos forjavam não só as armas dos deuses, mais também as jóias e brincos com os quais as divindades se adornavam; alguns artefatos famosos foram forjados pelos Anões, eles fundiram o famoso martelo de  Thor; o  navio mágico e o javali de ouro para Freyr  ; para  Sif os Anões criaram os seus cabelos de ouro; também o colar de ouro que  separou  Freyja  de Odin e para esse, os mestres ferreiros cunharam a lança Gungnir a que nada podia deter, bem como o anel Draupnir, que a semelhança do anel de Andnari, tinha o poder de multiplicar as riquezas daquele que o tivesse em seu poder. 



Anões guardiões
 Diz a mitologia nórdica que há um quarteto de Anões, guardiões dos quadrantes. Sendo eles Nordhri (Norte), Austri (Leste), Sudhri (Sul), e Vestri (Oeste). 

Os Anões são as criatura mitológicas mais populares de todo o universo viking; na Islândia os camponeses do século XVlll, apontavam os  penhascos escarpados, montes e montanhas asseverando, com total confiança, que lá existiam milhares de pequenino anõezinhos de excelente aspecto.
 
DEMÔNIOS -

Demônio da noite
O povo Germânico definia os Demônios como personificações das forças, das formas da natureza e dos fenômenos, fossem  quais fossem, independentemente de maiores explicações. Sendo este um conceito basilar, encontrado em todo os povos teutônicos; variavam somente as denominações e particularidades, de tribo para tribo, de região para região, mas os Demônios permaneciam  os mesmos.


O Rei dos Elfos
Assim para o universo mitológico Nórdico os Demônios  não eram divindades decaídas nem mutação tardia dos espíritos dos falecidos. Vários destes entes fantásticos continuam a viver, nos dias atuais, no ideário popular. 

O Erlkoening, que Goethe, extraiu de uma antiga canção dinamarquesa, o "Rei dos Elfos", é ainda capaz de fazer tremer muitas pessoas esclarecidas ou não, tal a forma com que foram gravadas no subconsciente das pessoas esses bizarros conhecimentos e poderes demoníacos.

Rübezahl
A relação  dessas bestas é extensa, entre muitos podemos enumerar: o Rübezahl que é um espírito das montanhas; os colossais Dovrefjeld das rudes montanhas da Noruega;  a serpente de Midgard, o lobo Fenrir, o Wilde Jäger, "O caçador Selvagem", o Watzmann que é mais um  espírito das montanhas, sendo esse da região dos Alpes bávaros, cujas façanhas são transmitidas através de canções populares.

Como acontece em boa parte de nosso universo, apesar do conhecimento alcançado pela humanidade a mitologia ainda se encontra  muito viva, principalmente no aspecto do horror experimentado à simples menção dos chamados Demônios, sempre pintados com cores fortes, figuras sinistras, antecedidos ou seguidos de sons e odores desagradáveis.



TROLLS -

Troll
Um Troll é um indivíduo de uma casta assustadora, horrenda, mítica antropomórfica da mitologia nórdica. A primeira vista correspondem, mais ou menos, aos gigantes nórdicos, não obstante alguns serem menores em estatura; podem ser de  aspecto diferentes entre si, tais diferenças têm proporcionado uma gama enorme de gigantes demoníacos - parecidos com os ogros da Inglaterra (também chamados de Trolls) – na espécie desses tortuosos o mais conhecido  dos humanos são os Trolls  do deserto. Podem viver no subsolo, em morros, grutas ou montes. 
Farejador

Há muitos contos sobre os Trolls, que também  são chamados trows, denominação esta que foi  tomada a partir do domínio da linguagem nórdica, quando as ilhas  Faroe, Orkney e Shetland,    tornaram-se possessão Vikings. Na cultura Escandinava - portanto bem mais atual -  os trolls tinham a capacidade de farejar o sangue cristão


Troll ciclope
O significado da palavra troll é desconhecida. Ele poderia na origem significar sobrenatural ou mágico, aliado a sobreposição de maligno e perigoso. Outra hipótese plausível é que isso expressa "alguém que se comporta de forma violenta". Na lei sueca da idade antiga, troll  era um tipo especial de mágico, com a nítida finalidade de fazer mal. Além disso, nas fontes primeiras da mitologia nórdica, Troll pode significar qualquer ser sobrenatural, incluindo, sem se restringir, aos gigantes nórdicos (jötnar).

GOBLINS 

A criatura raivosa
Diz o mito Nórdico que um Goblins é um duende, um ente do mal, aborrecido,  maldoso, muitas vezes delineado como se fosse um fantasma grotescamente deformado ou gnome-like, que pode mudar sua estatura apresentando-se ora como um anão, ora como um homem.

 Aos Goblins são conferidos  um caráter conflitante, múltiplas aptidões, índoles e aspectos, em função da história e do país de origem. Em  algumas ocasiões goblins foram rotuladas como  seres pequenos, importunos,  relacionadas com o brownie celta. 

Além das falhas de caráter já enumerados para os Goblins  aqueles eram normalmente associados ao mal.  Considerados na cultura Nórdica feios e assustadores, feiticeiros, afeitos a  estragarem a comida, travam guerras contra os gnomos.

Noutras mitologia os Goblins são dotados de extraordinária força. Pouco inteligentes, de hábitos selvagens, habitam as cavernas  ou choupanas de paus e peles de animais.  Acostumados as intempéries desenvolveu grande capacidade de sobrevivência, sendo em razão disso encontrados em todos os lugares, habitando  montanhas, pântanos, desertos, pedreiras, florestas ou cidades.



Os Goblins aliam-se, constituem bandos, com uma comunidade  frágil, a guisa de uma sociedade primitiva, onde o mais forte decide.  Suas armas são: a clava, o machado de pedra, a zarabatana, além de pequenas lanças e pedras. Aos Goblins são imputadas as constantes desavenças, brigas e dificuldade de entrosamento com outros seres.



O NAVIO NAGLFAR -

Navio dos mortos
Há na mitologia Nórdica um assustador navio, construído com as unhas dos guerreiros mortos e denominado Naglfar. Essa seria uma maneira de transporte dos homens na cultura nórdica, o navio assombroso, feito das unhas de homens mortos, que levaria os gigantes do mal  para o embate final contra os deuses, por ocasião do Ragnarok, o conflito que ocasionaria o  fim do mundo .

No Ragnarok, os gigantes, opositores eternos dos deuses, atacariam o reino celeste de Asgard, e o mundo - compreendendo deuses e seres humanos - seria aniquilado. A Norse acreditava que quando chegasse o Ragnarok, lobos iriam devorar o sol e a lua então as estrelas apagar-se- iam  do céu.


Jormungand
 A terra e as montanhas sacudiriam tanto que todos os monstros e gigantes que se encontravam presos pelos deuses recuperariam a liberdade. Jormungand, a serpente gigantesca que habitava no fundo dos oceanos, se ergueria   colérica vindo para a terra, e este desastre faria  o navio Naglfar se desprender  de suas amarras. Solto deslizaria em águas correntes e violentas na direção a Asgard, capitaneado por um gigante chamado Hrym.


A doação dos mortos
Naglfar era ao mesmo tempo o nome de um antigo gigante, o primeiro esposo de Nott (Noite). Naglfar ignifica "transmissão feita de pregos", era uma constante ameaça aos deuses, aos humanos, a todos.

Em razão desse navio do infortúnio ser feito das unhas de cadáveres humanos, era hábito dentre os antigos nórdicos  aparar as unhas curtas de seus mortos, assim, confiavam que estariam se protegendo e  evitando o fim do mundo, mesmo que para cada morto houvesse apenas uma pequena contribuição. Não doar a matéria prima da construção  da terrível embarcação, a seus inimigos, aliviava e enchia de esperanças o povo Nórdico.

Concluindo-

Chegamos ao final, "vimos" uma cultura, a um só tempo, bela e intensa, onde os sentimentos estão sempre presentes e os personagens são profundos naquilo que os caracterizam.  Não há meio termo. Os amores, as dores, os afetos e desafetos, continuamente produzem esplêndidas aventuras. Enganam-se aqueles que atribuem a mitologia nórdica apenas selvageria,  tragédias, carnificina,  há nesse universo muito encanto, sedução , brilho e beleza. Não esgotamos o assunto, apenas viajamos nas asas da imaginação.  
  
Em nossa próxima viagem podemos  visitar a filosofia e um de seus grandes representantes, nascido na Europa central, nas margens do mar do Norte e com um incrível talento para produzir discussões. Que tal “desconstruir” conceitos? Venham, vejam. Conto com vocês.





segunda-feira, 12 de março de 2012

Mitologia Nórdica - Parte III

Ainda os Deuses

De volta aos mitos. A cultura marcantemente oral onde as história, os personagens e suas realizações, ainda que registradas em livros sagrados, passaram de eras a eras, civilizações a civilizações, povos a povos, através do logus - do discurso, das odes, das canções. A mitologia Nórdica não é diferente, os relatos são epopéias de cores fortes e atores divinos. Continuar e encontrar outros deuses, é repassar sagas, reviver aventuras, senão vejamos.

LOKI 

Loki, o embusteiro
Irmão de criação de Thor é um deus extremamente complexo. Diz a mitologia que é um trapaceador astucioso e desafiador de seus pares. Tem o dom da metamorfose podendo se apresentar com a aparência que desejar. São criaturas suas a serpente de Midgard, o demoníaco lobo Fenrir e Hel – a morte. 



Presente em muitas sagas da Mitologia Nórdica impulsiona, com suas provocações e artimanhas o conflito, o confronto, o movimento, alternando aspectos de uma personalidade abusada, e/ou amiga é, ainda, misto de rixento e pacificador. Sempre em contraste, sempre imprevisível.


Exímio mentiroso diverte-se com o resultado de seus embustes. Por outro lado despeja verdades, devendo coerência apenas a si mesmo. Loki é o termômetro da temperatura em Asgard, dizem que sem Loki, os deuses possivelmente pereceriam de enfado. Ausente Loki, não existiriam transformações, ou anacronismo, desenvolvimento – tudo permaneceria estático; com Loki, há a certeza do Ragnarok.


Loki e a casa invisível
Suas mais odiosas características vão se acentuando com o  passar dos tempos. Causar a morte de Balder, sem qualquer justificativa, enche de angústia todos os deuses, levando-o a arquitetar uma casa invisível, ali se refugiando.  


Porém, Odin tudo vê e manda capturá-lo. Assumindo a forma de um salmão o deus tenta fugir mergulhando numa cachoeira, sendo apanhado numa rede.


Os filhos de Loki
O destino de Loki é terrível. Seus dois filhos com Sigyn, Vali e Narvi, iniciam essa saga trágica com muita dor e fatalidade. 

Na pele de um lobo Vali mata seu irmão Narvi que por sua vez tem suas tripas utilizadas para prender Loki, o que é feito numa caverna. O endurecimento das tripas de Narvis impossibilita que o deus se liberte. Acima desse, numa estalactite, uma serpente é aprisionada e seu veneno pinga, ininterruptamente, sobre o rosto do deus.

O castigo de Loki
Entretanto Sigyn, a mulher de Loki, conserva-se na gruta empunhando um vaso acima da cabeça do marido, colhendo as gotas da peçonha. Quando esse se enche, ela é obrigada a esvaziá-lo numa fissura da pedra. 

No percurso feito por ela para levar e trazer o vaso, o rosto de Loki fica sem qualquer proteção, o veneno respinga sob sua face, trazendo dores cruéis. Conta à mitologia que os tremores da terra são Loki revirando-se em agonia, aflição, dor. A chegada do Ragnarok livrará Loki para o combate derradeiro contra as divindades.

 HELLA

A deusa da morte
Hella ou Hell, filha de Loki e de Angurboda e como o seu pai é uma das Deusas incorporada pelo Cristianismo. O Reino dos Mortos tornou-se o inferno Cristão, Loki transformou-se na personificação do mal, um demônio e Balder, como o imolado, o Cristo Católico, tem o condão de salvador.


A dupla face da morte
 Nisto acontece uma divergência, pois diz a mitologia que Balder volta do reino dos mortos antes do Raganrox, o que para muitos é uma inverdade.  As Nornes vaticinaram ao deus supremo – Odin – quando do nascimento de Hella que, ao alcançar certa idade, essa seria a Senhora do reino dos mortos e o regeria. 

Hella criou-se com os gigantes, pois sua mãe era um deles e que com Loki havia gerado mais dois filhos. A Serpente de Midgard e o lobo Fenris. Foi Hella que condicionou o retorno de Balder, possível apenas se os nove mundos e tudo que havia no universo pranteassem a sua morte. 

Acontecimento certo
Em Hella havia tão somente a fatalidade da vida, nela a morte era  o acontecimento certo, inevitável. Não havia nada de bom ou mal em Hella, igualmente não havia bondade ou maldade na morte. O Reino da Morte era o lugar para onde iam todos os que morriam por velhice, por doenças ou de maneira desonrosa.



HEIMDALL
O fantástico deus da luz
Heimdall é o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro. Segundo a mitologia, possui a faculdade de ver até cem milhas de dia ou de noite; também, a capacidade de ouvir a relva a desenvolver-se no chão e a lã a crescer no corpo dos carneiros; até mesmo, o período de sono de um passarinho é o bastante para ele. Assim costuma-se dizer que Heimdall tem os sentidos aprimorados

A despeito de Sua importância como deus, a sua ascendência é meio confusa. Diz o mito que ele é filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir .

O Guardião
 Com estes poderes e traços característicos, é racional a sua escolha, pelos deuses, para ser o seu guardião. Heimdall é, assim, o sentinela na Ponte do Arco-íris (Bifrost). A sua morada em Asgard chama-se Himinbjorg (Penhascos do Céu) e situa-se próximo à Bifrost. Heimdall é dono de uma grande trompa de nome Gjall que ele tocará no Ragnarok reunindo as divindades para o duelo derradeiro. 


Cultuado como o maior inimigo de Loki - sendo Heimdall o Deus da Luz, vive em constante atrito com Loki, representando a luta entre luz e as trevas. Os dois lutarão em Ragnarok e, como acontece no confronto de titãs, um exterminará o outro, encerrando mais uma saga. 

O Ragnarök, como se sabe é a batalha que será enfrentada pelos deuses, levando-os à morte.




NANNA
A deusa da Lua
 Nanna era a deide da Lua, do mesmo modo como Balder, seu marido, era o Deus do Sol. Desse casamento nasceu  um filho, que foi chamado Forseti, Deus da Justiça e Verdade. 

Diferentemente do que se possa imaginar, apesar de serem ao mesmo tempo, os Deuses do Sol e da Lua na mitologia nórdica, eles não eram o Sol e a Lua, apenas as divindades desses astros


 Os deuses irmãos Arrak (lua) e Asvid (sol) foram arrancados de Midgard por Odin, que encantou-se pela beleza de ambos  e colocados em carruagens, sendo obrigados a rodar pelo céu perseguidos pelos lobos Skoll e Hati, isso até o dia do Ragnarok, ocasião na qual serão mortos e então foram devorados.


A triste deusa  vendo o sol
Apaixonada por seu marido, Balder, Nanna faleceu, após grande sofrimento  que lhe foi causado pela morte de seu amado marido, no enterro desse. Seu corpo foi colocado lado a lado com Balder, num barco para a cerimônia de enterro Viking. 

Na mitologia nórdica há epopéias em que Nanna regressará juntamente com Balder após o Ragnarok que é a batalha do fim dos tempos, tendo como aspecto marcante o fato de ser cíclica. 

Todos os deuses morrem, aliás, essa característica de que os deuses podem perecer é uma coisa muito interessante, seja pelas nuances horríveis, como o navio feito com unhas de mortos, ou pelas preciosidades e curiosidades de alguns dos mitos, como o das maçãs douradas que dão existência longeva aos deuses. 

IDUNN
Idunn guardiã das maçãs
Idunn ou Idunna, esposa de Bagri o deus dos poetas e Bardos,  era a responsável pelas maçãs douradas, que davam aos  deuses juventude, vitalidade. Era  a Deusa da Juventude e esposa de Bagri, Deus dos Poetas e Bardos.  Não há menção de quem são seus pais. 

Era desejada, inclusive, pelo fato de que a possibilidade de tê-la consigo trazia para os mortais a esperança da imortalidade. 




Responsável pelas maçãs douradas que concediam a juventude e vitalidade aos deuses nórdicos. Sempre que se sentiam cansados ou debilitados pela idade, procurvam Nanna e suas maçãs. Essas eram os frutos de ygadrass, a árvore que servia como conexão aos nove mundos. 

 


 Conta a mitologia que certo dia, Loki, Odin e Thor acampavam quando um gigante, sob o disfarce de águia, detem Loki e consegue dele a promessa de que irá prender Iduna para que  ele – o gigante - se case com ela e possa ter garantida a sua imortalidade. 


O rapto
Desse modo em mais uma trama dos Gigantes, Idunn foi raptada, com a ajuda de Loki que, seguindo sua personalidade controvertida , se alia ao gigante no intento. 

O trapaceiro Loki aceita a missão. A princípio os deuses não se dão conta do desaparecimento da deusa das maçãs douradas, mas quando necessitam de sua presença Loki revela o acontecimento e se dispõe a resgatar a deusa; obtendo êxito, tudo volta ao normal e os deuses voltam a gozar da vida eterna.


NORNES
Urd,Skuld e Verdaniki
As Nornes eram as soberanas do destino. Encarregadas de tecer, medir e cortar o fio da linha da vida. O seu pai era o gigante Norvi e viviam sob a árvore Yggdrasil. Chamavam-se Urd que era a mais velha; Skuld, a com o rosto velado e Verdaniki a jovem. 

Para a mitologia   Nórdica o destino de cada um já estava traçado no fio da vida,  desde o nascimento até a morte sendo impossível alterar. 

Curiosamente as Nornas não teciam a forma da morte, assim a decisão entre morrer como herói ou como covarde era livre arbítrio.  Ela possuem e são guardiãs do segredo das runas.


 Elas representam o passado, o presente e o futuro, respectivamente. Urd é a guardiã do passado e é representada por uma criatura humana de idade extremamente avançada. Dentro de suas obrigações está guardar os mistérios do passado e não fornecer as chaves dos segredos antigos. 
 
Verdandi era encarregada do presente. É representada na forma de uma mãe e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos. Ela representa o movimento, a continuídade. 

As runas
Skuld é a guardiã do futuro. Ela é representada na forma de uma virgem. Profecias e adivinhações estão relacionadas à ela. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino. As três têm poder sobre o destino.  Entretanto, para Loki era admissível obter benefícios ou cair nas graças dessas mulheres. 

Adicionar legenda
Existem algumas visões diferentes na concepção das Nornes: a de que elas, na verdade seriam apenas uma e que a visão de três seria muito mais uma influência Greco-Romano e, até Cristã, nas traduções dos textos nórdicos, um sincretismo com as Hécates, Parcas ou uma tentativa de aproximação a Wicca no aspecto tríplice da Deusa (senhora, donzela e mãe), que representam o ciclo da vida, o que nada tem a ver com o Asatrú, uma vez que esse é um movimento religioso neopagão  que tenta reviver o paganismo nórdico existente na época dos Vikings – tal como descrito nos Eddas – antes da chegada do Cristianismo.
 
Pois é estamos quase finalizando nossa viagem pelo reino Viking. Belo e selvagem tem-nos ofertado passagens cheias de tramas, vinganças, amores, resgates, beleza..., enfim, resta pouco, entretanto o contexto é magnífico, conto com vocês para fechar o ciclo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

PARTEJANDO A MUSA



ODE À MULHER.

 Mais que um texto, uma homenagem a um ser que exala vida . Admiráveis   heroínas, mulheres anônimas ou não, que a exemplo daquelas de Atenas,  vivem, sofrem, despem-se, para seus maridos ou amantes e para eles geram filhos.  As mães cuja maternidade sublima as dores do parto e dá impulso à vida.

  A mulher ente dotado de sensibilidade a flor da pele, agraciada com um sexto sentido que a deixa sempre alerta, sem jamais descuidar dos seus. A  trabalhadora, qualificada ou não, que com esforço, o suor de seu rosto, seu entusiasmo criador, ergue-se soberana na sua profissão, no seu ofício, no seu intento, com a certeza de que ser mulher é ter dentro de si o maior dos tesouros: um coração para amar.  

A todas nós - que amamos, desejamos, sorrimos, choramos, vivemos, morremos, inspiramos amor - os versos e canções de eternos enamorados.




 A MULHER QUE PASSA
 Vínicius de Morais





 Meu Deus, eu quero a mulher que passa
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacífica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.


            




 MINHA MUSA












Minha musa é a lembrança
Dos sonhos em que eu vivi,
É de uns lábios a esperança
E a saudade que eu nutri!
É a crença que alentei,
As luas belas que amei
E os olhos por quem morri!

Os meus cantos de saudade
São amores que eu chorei,
São lírios da mocidade
Que murcham porque te amei!
As minhas notas ardentes
São as lágrimas dementes
Que em teu seio derramei!

Do meu outono os desfolhos,
Os astros do teu verão,
A languidez de teus olhos
Inspiram minha canção...
Sou poeta porque és bela,
Tenho em teus olhos, donzela,
A musa do coração!

Se na lira voluptuosa
Entre as fibras que estalei
Um dia atei uma rosa
Cujo aroma respirei...
Foi nas noites de ventura,
Quando em tua formosura
Meus lábios embriaguei!

E se tu queres, donzela,
Sentir minh'alma vibrar,
Solta essa trança tão bela,
Quero nela suspirar!
E dá repousar-me teu seio...
Ouvirás no devaneio
A minha lira cantar! 

PLENA MULHER, MAÇÃ CARNAL, LUA QUENTE, E... 
        Pablo Neruda

                                   




Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um so mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.

                                        


                 

MULHER MADURA

Affonso Romano de Sant'Anna


 



A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira.

Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.
A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia.

Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a subtileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de Setembro e Abril.


O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar
                                                               




A UMA MULHER AMADA

                          Safo



 
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem-querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro ... eu tremo.

                                                                         




MULHER


              Carlos Drumond de Andrade

 


  Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”





A MULHER 










A MENINA,

O VENTRE PREPARANDO OUTRA PESSOA,

A MÃE.








A JUVENTUDE E  A ALEGRIA













A IDADE E A BELEZA 



 










A IDADE E A FELICIDADE









POUCA IDADE, 
MUITA PAZ, 
MUITO AMOR









FELICIDADE  TODOS OS DIAS, EIS A META.


PARABÉNS PARA NÓS!