Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mitologia Nórdica - Parte III

Ainda os Deuses

De volta aos mitos. A cultura marcantemente oral onde as história, os personagens e suas realizações, ainda que registradas em livros sagrados, passaram de eras a eras, civilizações a civilizações, povos a povos, através do logus - do discurso, das odes, das canções. A mitologia Nórdica não é diferente, os relatos são epopéias de cores fortes e atores divinos. Continuar e encontrar outros deuses, é repassar sagas, reviver aventuras, senão vejamos.

LOKI 

Loki, o embusteiro
Irmão de criação de Thor é um deus extremamente complexo. Diz a mitologia que é um trapaceador astucioso e desafiador de seus pares. Tem o dom da metamorfose podendo se apresentar com a aparência que desejar. São criaturas suas a serpente de Midgard, o demoníaco lobo Fenrir e Hel – a morte. 



Presente em muitas sagas da Mitologia Nórdica impulsiona, com suas provocações e artimanhas o conflito, o confronto, o movimento, alternando aspectos de uma personalidade abusada, e/ou amiga é, ainda, misto de rixento e pacificador. Sempre em contraste, sempre imprevisível.


Exímio mentiroso diverte-se com o resultado de seus embustes. Por outro lado despeja verdades, devendo coerência apenas a si mesmo. Loki é o termômetro da temperatura em Asgard, dizem que sem Loki, os deuses possivelmente pereceriam de enfado. Ausente Loki, não existiriam transformações, ou anacronismo, desenvolvimento – tudo permaneceria estático; com Loki, há a certeza do Ragnarok.


Loki e a casa invisível
Suas mais odiosas características vão se acentuando com o  passar dos tempos. Causar a morte de Balder, sem qualquer justificativa, enche de angústia todos os deuses, levando-o a arquitetar uma casa invisível, ali se refugiando.  


Porém, Odin tudo vê e manda capturá-lo. Assumindo a forma de um salmão o deus tenta fugir mergulhando numa cachoeira, sendo apanhado numa rede.


Os filhos de Loki
O destino de Loki é terrível. Seus dois filhos com Sigyn, Vali e Narvi, iniciam essa saga trágica com muita dor e fatalidade. 

Na pele de um lobo Vali mata seu irmão Narvi que por sua vez tem suas tripas utilizadas para prender Loki, o que é feito numa caverna. O endurecimento das tripas de Narvis impossibilita que o deus se liberte. Acima desse, numa estalactite, uma serpente é aprisionada e seu veneno pinga, ininterruptamente, sobre o rosto do deus.

O castigo de Loki
Entretanto Sigyn, a mulher de Loki, conserva-se na gruta empunhando um vaso acima da cabeça do marido, colhendo as gotas da peçonha. Quando esse se enche, ela é obrigada a esvaziá-lo numa fissura da pedra. 

No percurso feito por ela para levar e trazer o vaso, o rosto de Loki fica sem qualquer proteção, o veneno respinga sob sua face, trazendo dores cruéis. Conta à mitologia que os tremores da terra são Loki revirando-se em agonia, aflição, dor. A chegada do Ragnarok livrará Loki para o combate derradeiro contra as divindades.

 HELLA

A deusa da morte
Hella ou Hell, filha de Loki e de Angurboda e como o seu pai é uma das Deusas incorporada pelo Cristianismo. O Reino dos Mortos tornou-se o inferno Cristão, Loki transformou-se na personificação do mal, um demônio e Balder, como o imolado, o Cristo Católico, tem o condão de salvador.


A dupla face da morte
 Nisto acontece uma divergência, pois diz a mitologia que Balder volta do reino dos mortos antes do Raganrox, o que para muitos é uma inverdade.  As Nornes vaticinaram ao deus supremo – Odin – quando do nascimento de Hella que, ao alcançar certa idade, essa seria a Senhora do reino dos mortos e o regeria. 

Hella criou-se com os gigantes, pois sua mãe era um deles e que com Loki havia gerado mais dois filhos. A Serpente de Midgard e o lobo Fenris. Foi Hella que condicionou o retorno de Balder, possível apenas se os nove mundos e tudo que havia no universo pranteassem a sua morte. 

Acontecimento certo
Em Hella havia tão somente a fatalidade da vida, nela a morte era  o acontecimento certo, inevitável. Não havia nada de bom ou mal em Hella, igualmente não havia bondade ou maldade na morte. O Reino da Morte era o lugar para onde iam todos os que morriam por velhice, por doenças ou de maneira desonrosa.



HEIMDALL
O fantástico deus da luz
Heimdall é o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro. Segundo a mitologia, possui a faculdade de ver até cem milhas de dia ou de noite; também, a capacidade de ouvir a relva a desenvolver-se no chão e a lã a crescer no corpo dos carneiros; até mesmo, o período de sono de um passarinho é o bastante para ele. Assim costuma-se dizer que Heimdall tem os sentidos aprimorados

A despeito de Sua importância como deus, a sua ascendência é meio confusa. Diz o mito que ele é filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir .

O Guardião
 Com estes poderes e traços característicos, é racional a sua escolha, pelos deuses, para ser o seu guardião. Heimdall é, assim, o sentinela na Ponte do Arco-íris (Bifrost). A sua morada em Asgard chama-se Himinbjorg (Penhascos do Céu) e situa-se próximo à Bifrost. Heimdall é dono de uma grande trompa de nome Gjall que ele tocará no Ragnarok reunindo as divindades para o duelo derradeiro. 


Cultuado como o maior inimigo de Loki - sendo Heimdall o Deus da Luz, vive em constante atrito com Loki, representando a luta entre luz e as trevas. Os dois lutarão em Ragnarok e, como acontece no confronto de titãs, um exterminará o outro, encerrando mais uma saga. 

O Ragnarök, como se sabe é a batalha que será enfrentada pelos deuses, levando-os à morte.




NANNA
A deusa da Lua
 Nanna era a deide da Lua, do mesmo modo como Balder, seu marido, era o Deus do Sol. Desse casamento nasceu  um filho, que foi chamado Forseti, Deus da Justiça e Verdade. 

Diferentemente do que se possa imaginar, apesar de serem ao mesmo tempo, os Deuses do Sol e da Lua na mitologia nórdica, eles não eram o Sol e a Lua, apenas as divindades desses astros


 Os deuses irmãos Arrak (lua) e Asvid (sol) foram arrancados de Midgard por Odin, que encantou-se pela beleza de ambos  e colocados em carruagens, sendo obrigados a rodar pelo céu perseguidos pelos lobos Skoll e Hati, isso até o dia do Ragnarok, ocasião na qual serão mortos e então foram devorados.


A triste deusa  vendo o sol
Apaixonada por seu marido, Balder, Nanna faleceu, após grande sofrimento  que lhe foi causado pela morte de seu amado marido, no enterro desse. Seu corpo foi colocado lado a lado com Balder, num barco para a cerimônia de enterro Viking. 

Na mitologia nórdica há epopéias em que Nanna regressará juntamente com Balder após o Ragnarok que é a batalha do fim dos tempos, tendo como aspecto marcante o fato de ser cíclica. 

Todos os deuses morrem, aliás, essa característica de que os deuses podem perecer é uma coisa muito interessante, seja pelas nuances horríveis, como o navio feito com unhas de mortos, ou pelas preciosidades e curiosidades de alguns dos mitos, como o das maçãs douradas que dão existência longeva aos deuses. 

IDUNN
Idunn guardiã das maçãs
Idunn ou Idunna, esposa de Bagri o deus dos poetas e Bardos,  era a responsável pelas maçãs douradas, que davam aos  deuses juventude, vitalidade. Era  a Deusa da Juventude e esposa de Bagri, Deus dos Poetas e Bardos.  Não há menção de quem são seus pais. 

Era desejada, inclusive, pelo fato de que a possibilidade de tê-la consigo trazia para os mortais a esperança da imortalidade. 




Responsável pelas maçãs douradas que concediam a juventude e vitalidade aos deuses nórdicos. Sempre que se sentiam cansados ou debilitados pela idade, procurvam Nanna e suas maçãs. Essas eram os frutos de ygadrass, a árvore que servia como conexão aos nove mundos. 

 


 Conta a mitologia que certo dia, Loki, Odin e Thor acampavam quando um gigante, sob o disfarce de águia, detem Loki e consegue dele a promessa de que irá prender Iduna para que  ele – o gigante - se case com ela e possa ter garantida a sua imortalidade. 


O rapto
Desse modo em mais uma trama dos Gigantes, Idunn foi raptada, com a ajuda de Loki que, seguindo sua personalidade controvertida , se alia ao gigante no intento. 

O trapaceiro Loki aceita a missão. A princípio os deuses não se dão conta do desaparecimento da deusa das maçãs douradas, mas quando necessitam de sua presença Loki revela o acontecimento e se dispõe a resgatar a deusa; obtendo êxito, tudo volta ao normal e os deuses voltam a gozar da vida eterna.


NORNES
Urd,Skuld e Verdaniki
As Nornes eram as soberanas do destino. Encarregadas de tecer, medir e cortar o fio da linha da vida. O seu pai era o gigante Norvi e viviam sob a árvore Yggdrasil. Chamavam-se Urd que era a mais velha; Skuld, a com o rosto velado e Verdaniki a jovem. 

Para a mitologia   Nórdica o destino de cada um já estava traçado no fio da vida,  desde o nascimento até a morte sendo impossível alterar. 

Curiosamente as Nornas não teciam a forma da morte, assim a decisão entre morrer como herói ou como covarde era livre arbítrio.  Ela possuem e são guardiãs do segredo das runas.


 Elas representam o passado, o presente e o futuro, respectivamente. Urd é a guardiã do passado e é representada por uma criatura humana de idade extremamente avançada. Dentro de suas obrigações está guardar os mistérios do passado e não fornecer as chaves dos segredos antigos. 
 
Verdandi era encarregada do presente. É representada na forma de uma mãe e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos. Ela representa o movimento, a continuídade. 

As runas
Skuld é a guardiã do futuro. Ela é representada na forma de uma virgem. Profecias e adivinhações estão relacionadas à ela. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino. As três têm poder sobre o destino.  Entretanto, para Loki era admissível obter benefícios ou cair nas graças dessas mulheres. 

Adicionar legenda
Existem algumas visões diferentes na concepção das Nornes: a de que elas, na verdade seriam apenas uma e que a visão de três seria muito mais uma influência Greco-Romano e, até Cristã, nas traduções dos textos nórdicos, um sincretismo com as Hécates, Parcas ou uma tentativa de aproximação a Wicca no aspecto tríplice da Deusa (senhora, donzela e mãe), que representam o ciclo da vida, o que nada tem a ver com o Asatrú, uma vez que esse é um movimento religioso neopagão  que tenta reviver o paganismo nórdico existente na época dos Vikings – tal como descrito nos Eddas – antes da chegada do Cristianismo.
 
Pois é estamos quase finalizando nossa viagem pelo reino Viking. Belo e selvagem tem-nos ofertado passagens cheias de tramas, vinganças, amores, resgates, beleza..., enfim, resta pouco, entretanto o contexto é magnífico, conto com vocês para fechar o ciclo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

PARTEJANDO A MUSA



ODE À MULHER.

 Mais que um texto, uma homenagem a um ser que exala vida . Admiráveis   heroínas, mulheres anônimas ou não, que a exemplo daquelas de Atenas,  vivem, sofrem, despem-se, para seus maridos ou amantes e para eles geram filhos.  As mães cuja maternidade sublima as dores do parto e dá impulso à vida.

  A mulher ente dotado de sensibilidade a flor da pele, agraciada com um sexto sentido que a deixa sempre alerta, sem jamais descuidar dos seus. A  trabalhadora, qualificada ou não, que com esforço, o suor de seu rosto, seu entusiasmo criador, ergue-se soberana na sua profissão, no seu ofício, no seu intento, com a certeza de que ser mulher é ter dentro de si o maior dos tesouros: um coração para amar.  

A todas nós - que amamos, desejamos, sorrimos, choramos, vivemos, morremos, inspiramos amor - os versos e canções de eternos enamorados.




 A MULHER QUE PASSA
 Vínicius de Morais





 Meu Deus, eu quero a mulher que passa
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacífica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.


            




 MINHA MUSA












Minha musa é a lembrança
Dos sonhos em que eu vivi,
É de uns lábios a esperança
E a saudade que eu nutri!
É a crença que alentei,
As luas belas que amei
E os olhos por quem morri!

Os meus cantos de saudade
São amores que eu chorei,
São lírios da mocidade
Que murcham porque te amei!
As minhas notas ardentes
São as lágrimas dementes
Que em teu seio derramei!

Do meu outono os desfolhos,
Os astros do teu verão,
A languidez de teus olhos
Inspiram minha canção...
Sou poeta porque és bela,
Tenho em teus olhos, donzela,
A musa do coração!

Se na lira voluptuosa
Entre as fibras que estalei
Um dia atei uma rosa
Cujo aroma respirei...
Foi nas noites de ventura,
Quando em tua formosura
Meus lábios embriaguei!

E se tu queres, donzela,
Sentir minh'alma vibrar,
Solta essa trança tão bela,
Quero nela suspirar!
E dá repousar-me teu seio...
Ouvirás no devaneio
A minha lira cantar! 

PLENA MULHER, MAÇÃ CARNAL, LUA QUENTE, E... 
        Pablo Neruda

                                   




Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um so mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.

                                        


                 

MULHER MADURA

Affonso Romano de Sant'Anna


 



A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira.

Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.
A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia.

Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a subtileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de Setembro e Abril.


O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar
                                                               




A UMA MULHER AMADA

                          Safo



 
Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem-querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro ... eu tremo.

                                                                         




MULHER


              Carlos Drumond de Andrade

 


  Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la sentir-se em êxtase
numa cama, em uma seda, com toda viril possibilidade… Há de se conseguir
fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher, mais que em seu orgasmo, tem de ser mais que
amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair, e
fazer da saudade e das lembranças, todo sorriso…

- O potente, o amante, o homem viril, são homens bons… bons homens de
abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias… Há, porém, o homem certo, de todo
instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante, há de se querer o amanhã,
e depois do amor um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café… Há que ser mulher,
por um triz e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la, mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus, e merecer um sorriso escondido, e também
ser possuído e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado… todo tomado e, com um pouco de sorte, também ser
amado!”





A MULHER 










A MENINA,

O VENTRE PREPARANDO OUTRA PESSOA,

A MÃE.








A JUVENTUDE E  A ALEGRIA













A IDADE E A BELEZA 



 










A IDADE E A FELICIDADE









POUCA IDADE, 
MUITA PAZ, 
MUITO AMOR









FELICIDADE  TODOS OS DIAS, EIS A META.


PARABÉNS PARA NÓS!

terça-feira, 6 de março de 2012

Mitologia Nórdica - Parte II

OS  DEUSES E SUAS DEUSAS -

Em nosso caminhar lado a lado com os mitos nórdicos, ressaltamos a beleza dos relatos míticos, a pormenorização de detalhes, os sentimentos  e reações divinas assemelhadas as humanas, enfim, mais uma vez estamos diante de deuses, criadores antecipando as criaturas em quem miscigenam poderes, deveres, amores e dores.Vejamos o que deuses nos oferecem. 

FRIGG 

A bela Frigg
A esposa de Odin. Era  a mais bela  dentre as deusas, rainha do Æsir e das deusas do céu. Vinda  do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas atividades primordiais nos relatos míticos mostram-na como a esposa e mãe, embora suas funções sejam bem mais abrangentes. 

Apesar de deter o dom da profecia não revela o que sabe, sendo a única entre os deuses a ter permissão para sentar-se, como Odin, em seu trono e assim poder ver o mundo e o que acontece fora de Asgard. Frigg também vai à caça sagrada juntamente com seu marido. A posição de esposa do supremo lider da mitologia Viking dá a bela Frigg privilégios e poderes que por vezes suscitam a inveja.

Frigg fala com as flores
Conforme a mitologia, era tão adorada pelo povo nórdico quanto o próprio Odin. O seu nome demonstra  primazia posto que é a primeira entre as deusas. É a mãe de Balder e torna-se incansável quando, em razão dos sonhos que o filho tem sobre a própria morte,  anda pelos reinos da Natureza, implorando a tudo e a todos, sob juramento,  que nunca venham infligir qualquer sofrimento  a Balder. Assim ela o faz com o fogo, a água, os metais, as pedras, árvores animais e pássaro. 

 Infelizmente, Frigg deixa de pedir a um pequeno feixe de visco que cresce a oeste de Valhalla. Tomando conhecimento de tal fato Loki, a partir de um pequeno ramo do visco faz um dardo ou adapta-o a ponta de uma lança (informação essa que varia conforme o autor mitológico escolhido) e faz com que Hod, o irmão cego de Balder, atire na sua direção.  A flecha, lança ou dardo, atinge Balder que cai morto. 

Frigg é apresentada sob muitos nomes e como uma belíssima mulher, vestida e adornada com penas de falcão e gavião, tendo a cintura um molho de chaves. Ainda, associa-se à deusa o fuso, o eixo  da roca e o visco.

FREYJA
 
Freyja
O relato mitológico sobre Freyja, filha de Njord e irmã de Freyr é belíssimo, cheio de desejos e lirismo. Conta-se que sua morada,   em Asgard, a dourada cidade dos deuses,  chama-se Sessrumir. Ela é considerada a maior entre as deusas da fertilidade. É a divindade do amor e também da morte.

 Assim como Odin, Freyja tem ligações com o mundo dos mortos e, sempre que o visita, ela volta de lá com o poder de desvendar o futuro. Freyja viaja numa carruagem puxada por dois felinos.  A deusa também era conhecida como a Senhora das Feiticeiras, ligava-se à Volva que era uma irmandade de sacerdotisas, praticante de magia xamânica. Atribuía-se-lhe, ainda, o poder de viajar sob a forma de pássaros. 

O colar de Brissing
Ela tinha sido mulher de Odin, que a abandonou por Frigg porque que acreditava que ela gostava mais de enfeites do que dele. Há, inclusive,  uma narrativa  que fala sobre o encontro da deusa, numa caverna, com quatro anões, talentosos artífices joalheiros, que estavam com um colar de ouro extraordinário, perfeito, belo,  o Colar de Brisings. 

Encantada Freyja é tomada pela a idéia de que o colar deve ser dela.  Insiste com os anões para que esses o vendam, mas,  o único preço a ser pago aos donos da jóia, segundo o mito, seria a deusa passar uma noite  com cada um deles.  Ela, aceita o preço exigido. Todavia, Loki vê o ajuste firmado e delata-a a Odin. Raivoso, este determina que Loki tome o colar de Freyja.

A fabulosa beleza de Freyja é  lendária. Todos a desejam. Multiplicam-se as sagas sobre sua formosura. Assim, há a história sobre o caso do gigante que tendo construído as muralhas de Asgard a pede como pagamento de seu trabalho. Outra saga, envolvendo a deusa e também a Thor,  é a de Thrym que rouba o martelo de Thor e impõe como condição de devolvê-lo que Freyja lhe seja dada em  resgate. 

FREYR 
O maior dos deuses da fertilidade
Freyr é o deus patrono da Suécia e da Islândia. Ele é o maior dos deuses da fertilidade.  Irmão de Freyja, filho de Njord e Skadi. Ele controla o brilho do sol e a precipitação da chuva; ele propicia a fertilidade da terra; ele traz a paz e a prosperidade para os homens. Freyr é casado com Gerd. Ele era um Vanir, originalmente, mas foi aceito entre os Aesir depois da guerra entre as duas raças de deuses. 

Freyr tem como tesouros o navio mágico Skidbladnir, feito pelos anões, que pode ser dobrado e colocado no bolso; um elmo de ouro cujo timbre é um javali, Gullinbursti; e o seu cavalo Blodighofi (Casco Sangrento) que não teme o fogo. Freyr tinha também uma espada mágica que movia-se sozinha, desferindo golpes, ele perdeu-a durante uma batalha com os gigantes. Frey é apresentado como um belíssimo exemplar masculino, por vezes é mostrado excessivamente viril, como meio de lembrar a sua característica de fertilidade e de  ser bem dotado para tal.
 
TYR 

Diz a mitologia que Tyr é Filho de Odin, segundo umas fontes ou de Hymir, segundo outras. Tyr é o Deus da Batalha. A saga mais famosa de Tyr  narra como ele  perdeu uma mão: uma das crias de Loki, o lobo Fenrir, vive solto em Asgard. Fenrir, perigoso, mas do tamanho de qualquer outro lobo, Odin permite que ele continue por lá, diferentemente dos seus irmãos. Porém, Fenrir cresce descomunalmente e então, muitos oráculos predizem que o grande lobo irá, um dia, devorar o próprio Odin.

Os deuses resolvem, então, que Fenrir precisa ser agrilhoado. Fabricam uma  corrente, chamada Laeding e questionam a Fenrir se ele é bastante forte para se libertar dela. Observando a corrente a fera admite  e aceita ser amarrado a ela. Os deuses enrolam-no todo com a corrente e afastam-se. Enchendo  o peito e pressionando a corrente aquela  se rompe, para a alefria do lobo e horror dos deuses. 

Outra amarra  é feita, ainda mais potente e extremamente pesada. Os deuses a  chamam Dromi. O monstruoso lobo é então provocado: "Se partires esta corrente, este feito será conhecido nos nove mundos." Fenrir aprecia a corrente, acuradamente, decidindo assentir com o desafio. Para o  seu desconforto, os elos são bem mais fortes e tornam bem mais difícil a prova, mas, depois de muita força  de Fenrir, Dromi se parte, libertando-o. 

Anões os reis da forja
As divindades estão surpresas, aterrorizadas e confabulam entre si.  Odin, deus supremo, recorda-se dos anões que são os melhores ferreiros que existem. Com uma proposta de pagamento em ouro e riquezas é  enviado um mensageiro de nome Skirnir para Svartalfheim. Os  anões aceitam a proposta e decidem fazer alguma coisa que prenda o monstro.    

Após algum tempo, o mensageiro regressa com uma  corrente atípica , trançada em macia fita, à semelhança da  seda e a quem chamaram Gleipnir. Perscrutador, Odin indaga de que material os anões fizeram aquela corrente.  Diz a saga que Skirnir respondeu: "De seis coisas. Do som que um gato faz quando caminha, da barba de uma mulher, das raízes de uma montanha, dos tendões de um urso, do hálito de um peixe e do cuspe de um pássaro." 


Fenrir e Gleipnir
 Estupefatos os deuses se mostram descrentes, entretanto o mensageiro recorda-os de que os anões artífices são senhores de conhecimentos diferentes, estranhos aos demais.

 Em vista da nova possibilidade, os  deuses, mais uma vez buscam Fenrir convencendo -no a ir com eles a Ilha de Lyngvi,  que ficava  no Lago Amsvartnir, situando-se no meio. Na ilha mostram ao lobo a nova corrente Gleipnir. O monstro não entende o porquê da apresentação daquela fitinha e que não representaria nenhum heroismo livrar-se dela.  Surge, porém, uma suspeita quando os deuses persistem na idéia, havendo uma desconfiança do lobo de que a corrente tenha sido confeccionada  com mágica. Os deuses prometem soltá-lo se ele não conseguir se livrar.


A bravura de Tyr
O carnívoro, receoso, sugere que só se deixará amarrar se durante o ato, um dos deuses permanecer com a mão dentro de sua boca, o que seria uma amostra da lisura deles. Apenas  Tyr demonstra tal intrepidez, colocando sua mão direita entre as mandíbulas do colossal animal. Fenrir debate-se, em luta,  contra a fita Gleipnir, entretanto quanto mais se debate mais prisioneiro se torna.  Enlouquecido,  decepa a mão de Tyr. A fera foi aprisionada,   somente será libertada com a chegada do Ragnarok. 

Tyr é ovacionado e tem a admiração de todos. Como vingança, por ter perdido a sua mão, o deus sustem a boca de Fenrir com uma espada, mantendo-a aberta o que, também, o impedia de fazer barulho. Desse modo o colosso ficou acorrentado até a chegada do fim dos tempos. O deus passou a ter mais uma denominação: "a sobra do Lobo", que é uma metáfora poética significando Glória. Para os nórdicos Tyr significa "deus", de forma que ao ser usado no nome de alguém como Hangatyr, que uma das denominações atribuídas  a Odin, deu-lhe o significado de "deus dos enforcados".

Existem, ainda, deuses, elfos, anões, valkírias e muitos outros seres míticos, não deixe de conferir conosco. Lembre-se que, quando criança, viajámos sem sair de casa embarcando nos návios viking, com enormes guerreiros de cabelos vermelhos e belas mulheres, com longas tranças, com roupas bonitas, livres para sua epóca. São muitas as aventuras, você não pode perder. Combinado?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mitologia Nórdica - Parte I

O NADA, O INÍCIO

 

O começo

 A princípio era o nada, apenas névoas chamadas Niflheim e o fogo, Musphelhein,  havendo entre eles o Ginungagap que era o "grande vazio" , onde não existia vida. Aconteceu que nesse imenso vazio houve o encontro do fogo e da névoa, surgindo um imenso bloco de gelo.  Sendo o fogo imutável e vigoroso foi dissolvendo o gelo e moldando um gigante, um colosso original - Ymir, que permaneceu adormecido por eras. Todavia, de seu suor nasceram os primogênitos gigantes. 

 

O gigante Ymir

 Ainda do fértil gelo surgiu a vaca gigante - Audumbla - com seu leite, que vertendo de sua tetas primiciais davam forma a quatro rios que nutriam o gigante Ymir. O gelo foi derretido pela vaca que o lambeu até libertar o primeiro deus, Buros, cuja genealogia mostra que foi pai de Borr, esse gerou o primeiro Æsir - Odin, bem como os seus irmãos, Vili e Ve.  Por sua vez os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve, despedaçaram o corpo de Ymir criando, dos seus destroços, o mundo. 

Segundo o relato mitológico dos seus ossos e dentes originaram-se as rochas e as montanhas, do seu cérebro  originaram-se as nuvens. Os deuses, nessa ocasião, organizaram os dias e as noites e a passagem de um para o outro,  igualmente estabeleceram a mudança das estações. 


Há, também, outros deuses, como Sol que era filha de Mundifari e esposa de Glen. Reza o mito que ela cavalgava, através do céu,  todos os dias, em sua carruagem que era puxada por Alsvid e Arvaki, seus dois cavalos, sendo o seu passeio diário conhecido como Alfrodul, que quer dizer "glória dos elfos", que se tornou um Kenning ( expressão poética para os nórdicos) rotineiro para o sol. A deusa Sol durante o dia era perseguida por Skool que era um lobo e queria devorá-la. 

A ocorrência de eclipses solares significava momentos em que Skoll quase conseguia seu intento de pegar a presa. Diz ainda, a mitologia, que aconteciam ocasiões em que Skoll conseguia capturar e devorar Sol, todavia essa era substituída por sua filha. Por outro lado o irmão de Sol, a lua, Mani tinha o seu perseguidor, um lobo chamado Hati. Por sua vez  Svalin, que ficava, sempre, entre a terra e as estrelas a protegia do calor do sol. 


Yggadrasi
A luz, conforme a cosmogonia Viking, não se originava do sol mas saía da juba de Alsvid e Arvak. A literatura épica das Eddas, que são poemas e/ou prosas, redigido em nórdico antigo, preservado, com suas duas  compilações: a Edda prosaica (conhecida também como Edda Menor ou Edda de Snorri) e a Edda poética (também chamada Edda Maior ou Edda de Saemund), através da Sybil traça a Yggadrasi - Yggdrasil ou (nórdico antigo: Yggdrasill) que é uma árvore colossal, para alguns um freixo, para outros um teixo e que na mitologia nórdica era o eixo do mundo. 

Encontrando-se no centro do universo a Yggadrasi reunia os nove mundos do universo nórdico, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, cravavam os mundos subterrâneos; o tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.

 
Valquírias
As frutas da Yggdrasil guardam as respostas as mais inquietantes questões da humanidade. Por tais razões está diuturnamente defendida por uma centúria de valquírias, chamadas protetoras. Apenas os deuses podem visitá-la. O mito nórdico  diz ainda que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta à vida e  um  só de seus frutos, curaria qualquer doença. 

As eddas que são , numa visão simplista o relato de tudo, através  da Sybil, fala sobre as três Nornas que são símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urðr - Urdar, Verðandi - Verdante e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro,  tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Æsir e o Vanir e o assassinato de Balder.  Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.

A guerra
 O surgimento de vários deuses sempre dá início a conflitos que visam estabelecer o domínio, o poder. A guerra na mitologia Escandinava ocorreu a partir do estabelecimento do eixo - Yggadrasi -, Odin, Vili e Ve, criaram o lar dos deuses, Asgard a Cidade Dourada. 

Posteriormente Odin criou mais deuses, osÆsires, para povoar Asgard. Ainda, que, apareceu outro grupo de deuses, os Vanires, cujo surgimento é cercado de  imprecisão  inexistindo informações que o situe antes  ou depois dos Aesires. Povoando Vanahein que era uma terra próxima  a Asgard, os Vanires tem uma procedência nebulosa, sem explicações.

Há o relato de que esses deuses, os Aesires são divindades da guerra e do destino, por outro lado os Vanires se caracterizam como deuses de fertilidade e prosperidade. Por muito tempo aconteceu uma sangrenta guerra envolvendo  as divindades, motivada pelo rapto de uma Vanir chamada Gullveig, guardiã do segredo da criação de riquezas, motivando tal segredo uma incontrolável cobiça que culminou com o ato de arrebatamento pelos  Aesires.  Em virtude da divindade de ambos os lados, nenhum demonstrava estar próximo a liquidar com o rival. A permuta de prisioneiros foi um arranjo que possibilitou a  paz . 
 
 "Os Vanires mandaram Njord e seus filhos gêmeos Frey e Freya para viver com os Aesires, e estes mandaram Hoenir, um homem grande que eles disseram ser um de seus melhores líderes, e Mimir, o mais sábio dos Aesires, para viver com os Vanires. 

Desconfiados de Hoenir, os vanires ficaram acreditando que ele era menos capaz do que os Aesires disseram e, perceberam que suas respostas eram menos autoritárias quando Mimir não estava presente para aconselhá-lo. Quando eles perceberam que haviam sido trapaceados, os Vanires cortaram a cabeça de Mimir e mandaram-na de volta aos Aesires. 

Ask e Embla
   Aparentemente, os Aesires consideraram isto como um preço justo por terem enganado os Vanires, pois os dois lados permaneceram em paz. Com o passar do tempo, as duas raças foram se integrando e tornaram-se grandes aliadas. Após estabelecerem controle sobre Asgard, os deuses criaram o primeiro homem, Ask, de um carvalho e a primeira mulher, Embla, de um olmo. Odin deu a cada um dos dois um espírito, Hoenir (Honir/Vili) presenteou eles com seus cinco sentidos e a habilidade de se mover, e Lodur (Ve) deu a eles vida e sangue. 

O casal deu origem a uma nova raça, sobre a qual eles, os deuses, estariam exercendo permanente a sua tutela. Mas Odin, deus da sabedoria e da vitória, era o protetor dos guerreiros aos quais proporcionava um especial afeto, cuidando deles da altura do seu trono, o Hlidskialf, enquanto vigiava o resto do Universo, no nível dos deuses, no dos humanos e no dos elfos.

EDDAS
  A Mitologia nórdica, também chamada de mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava foi uma religião pré-cristã, crenças e mitos dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estabeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica. Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-europeia. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).

OS DEUSES - Segundo, os poemas islandeses da Edda e a prosa da Edda de Snorri Sturluson, no Skáldskaparmál ("A Linguagem Poética") há doze deuses principais, que costumam ser os juízes nas assembléias, sentando-se em seus grandes tronos: Thor, Niord,  Freyr, Týr, Heimdall, Bragi, Vidar, Váli, Ullr , Haenir, Forseti e LoKi, presididos pelo maior de todos, ODIN; e as suas companheiras são: Frigg, Frejya, Gefion, Idun, Gerd, Sigyn,Fulla e Nanna. Porém há outros deuses e deusas, não menos importantes, mas que são pouco descritos pela mitologia. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).

Odin e seus lobos
ODIN -  É Filho de Borr e da giganta Bestla, irmão de Vili e Ve, esposo de Frigg. É para estudiosos da mitologia Viking o principal deus. Morador de ASGARD , chamada de "a morada dos deuses",  onde tinha o seu palácio Valaskjálf e o seu trono de  onde  espreitava tudo o que ocorria nos nove mundos. Era o deus da sabedoria, da guerra, da morte, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça. 

 Além disso Odin tinha a seus pés  os lobos Geri e Freki, a quem Odin fornece toda a carne que é colocada diante dele, já que ele próprio não precisa alimentar-se. A sua figura imponente, ficava ainda mais marcante em razão de suas armas , de seus lobos e do cavalo, diferente de todos os outros.



Odin no seu cavalo Sleipnir
Odin montava o cavalo Sleipnir, que tinha oito patas. Como deus da guerra, era o responsável por mandar suas filhas, as Valquírias, recolher os corpos dos heróis que pereciam em combate e que , mortos, eram levados a Valhalla - cidade dos mortos - sentando-se ao lado de Odin durante os banquetes em sua homenagem. 

Na mitologia Nórdica, no final dos tempos haverá a grande batalha - Ragnarok - onde Odin guiará os deuses e os homens no confronto com as forças do caos. Neste embate o deus será morto e devorado pelo lobo Fenrir, que ato contínuo será abatido por Vidar, esse, por sua vez arrancará a mandíbula da fera apoiando o pé sobre a garganta daquele.
Mimir

Sobre Odin, há ainda o relato da perda de seu olho, desejoso de saber todas as coisas manifestou seu interesse  em beber da fonte da Sabedoria, onde  Yggdrasill imerge uma das  suas raízes; entretanto, seu tio, Mimir,  o guardião da fonte, que era sábio e prudente,  apenas lhe concedeu a permissão sob  a condição de que Ódin lhe desse um de seus olhos. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. 

Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid. Assim, êle  encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que tornou-se  capaz, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vamir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem em troca do segredo da água . 

Odin, também , protagoniza o ato de ferir-se, com um lança, pendurando-se na árvore Yggdrasill o freixo do mundo, e ali  permanecer durante nove dias, balançando ao sabor dos ventos. Com isso Odin visou sua iniciação  na sabedoria das runas, inclusive, criou algumas, assumindo a condição de senhor do hidromel dos poetas, licor mágico que pronuncia previsões. Durante os combates, o deus agitava a sua lança chamada Gungnir. 

Tendo conquistado as runas, o alfabeto nórdico  para a humanidade, através de um ato de sacrifício pessoal - posto que trocou seu olho direito por sabedoria -  Odin ratifica sua vocação de benfeitor, Pai da civilização Nórdica. Com o alfabeto, a escrita, abria-se nova página para a Cosmogonia.

Thor e Loki
THOR - o filho de Odin com Jord, esposo da deusa Sif, que era a deusa da colheita. Com a giganta Jarnsaxa, teve seus filhos Magni e Modi, O melhor dos guerreiros Thor possuía um martelo denominado Mjolnir,  que além de lançar raios jamais errava o alvo , retornando sempre para a mão de seu dono, para segurá-lo o deus vestia luvas brancas mágicas e usava  o cinturão Megingjard que detinha o poder de dobrar sua força. Muito forte e glutão,  numa só refeição, por vezes, comia uma vaca inteira. Guerreiro por excelência gostava de por a prova a sua força, tendo nos gigantes de gelo, seus inimigos, aqueles que mais sentiam seu vigor. 

Os camponeses o adoravam, era honesto, simples e demonstrava total aversão ao mal.
O seu meio-imão Loki, era muito querido por Thor, embora diferentes entre si, suas aventuras  nos revelam belas histórias dos mitos viking.  Thor matará a terrível serpente Jormungad e deverá ser morto por ela, conforme  profetizado no Ragnarok.


Balder era belo e amado

BALDER - (Baldur ou Grin)  é filho de Odín e pai de FORSETI, Deus da justiça,  diz a mitologia que ainda pequeno era torturado por sonhos horríveis que anunciava a sua morte . Frigga, esposa de Odin e sua mãe viaja pelos nove mundos conseguindo a promessa de todo ser com vida,   animal, vegetal e mineral de que jamais fariam qualquer mal a Balder. Entretanto, uma planta - visco - não faz o juramento, Frigga releva a exceção e crê que conseguiu por fim aos pesadelos do filho.  

Assim, Balder, aos olhos de todos,  torna-se imortal. No Valhalla , as flechas disparadas contra Balder, pelos outors deuses, apenas divertem sem lhe causar qualquer lesão. LOKI, o deus do fogo, engana os deuses. Dá ao deus cego HODR uma flecha  com a ponta preparada  com visco.  Balder é atingido e  cai mortalmente ferido; em seu leito de morte, seu pai, o maior dos deuses, Odín sussurra aos seus  ouvidos palavras inaudíveis para os demais. Conta o  mito que trata-se da promessa de ressurreição, depois da grande catástrofe em Ragnarok...que irá purificar o mundo.

A aventura nórdica é maravilhosa, rica e cheia de surpresas. Continuar desbravando-a um convite a ser, no mínimo, analisado. Venha..., não resista....